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sábado, 16 de julho de 2011

O que foi meu amor?

O que foi meu amor?



O que foi meu amor,

Acabou a paixão?

Que culpa tens se a necessidade

Adentrou o relacionamento?

Falta de dinheiro e dividendos.

Vivendo desta forma,

Não tem quem agüente!

Os problemas se sobressaíram

Aos elogios e aos gestos de carinho?

Então, qual seria o caminho?

Que palavras se fariam grandiosas o suficiente,

Para lhe fazer brotar o sorriso,

Em meio a tanta preocupação latente?

Então meu bem, para que tanto desdém,

Hostilidade perto do fim, no inicio não era assim!

Não quer dizer que acabou

O fato de guardar rancor,

Talvez se abrir a porta

O amor entre e se sobre saia

A falta de prosa!

Cativando novamente o brilho

Perdido nas rugas,

Transformando contas e gritos,

Em pequenos conflitos,

Superados pelo nosso calor

E se sobrar quem sabe,

Um pequeno e leve toque de amor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Rei Caiu




O Rei Caiu


O rei caiu, pelas suas histórias mal contadas, suas virgulas e pontos mal colocados, o rei caiu por seus falsos ideais, a mistura de verdades com suas fantasiosas mentiras, assim ele caiu.
Caiu na rotina, no esquecimento do publico, no vazio dos dias e na solidão de quem já não tem o que se apegar. Assim foi destronado, perdeu a realeza, e nem ao menos cogitou mostrar algum tipo de nobreza.
Um rei calculista e frio, egoísta e falso, como suas palavras em dias de outono, como suas vontades, meramente para realizar suas vaidades, rei deposto, rei morto. Mas e o rei bondoso?
Quantos reis somos capazes de encontrar no nosso dia a dia, quantos somos capazes de derrubar ou temos coragem de levantar? No final das contas devemos apenas gritar “vivas” ao bobo da corte? Somos todos meros camponeses ou leais soldados? 
Posto isto, apenas vivemos em um reino aonde nossos castelos são feitos de areia, de cartas marcadas, um conto de fadas para fugir da realidade, que insistimos em não viver. E qual rei, deixamos florescer em nós, em que dia somos bons ou maus, ou apenas aceitamos tudo de forma calada, estatuas de gelo, frágeis colocadas ao sol, sem sentimentos claros, bobos da corte para alegrar alguém, algum sujeito que se julga especial.
Que papel devemos assumir, que sujeitos seguir, quem devemos fazer rir, que lugar no mundo estamos sentenciados a existir. O trono ou o campo, os holofotes vazios, ou a influencia quase nula de quem tenta mostrar a nobreza no ato de rara inteligência, opinião e auto-sobrevivência.
Que conto devemos contar? Qual sentimento devemos exalar, o do medo ou da coragem, sermos pequenos e frágeis heróis ou grandes e meticulosos reis, sem ideais. Culpados por aceitar, ou por tentar mudar, que rei na verdade devemos ser, que castelo devemos construir e que camponeses devemos ser, que mundo real, queremos ao final de tudo para existir.

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