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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Canto

Acende uma vela
Reza pro teu santo!
Por desapego, por desespero,
E algum tipo de encanto.
Enquanto a luz do dia
Espera e te aguarda, como guia,
Pra você sentir a vida
Ao invés de ficar ajoelhado,
Em algum canto.
Lamentando
Por dizeres que sozinhos
Não movem um mundo,
Nem geram espanto.
De pedido em pedido
Impedindo de ser a vida
Que tanto ouve em forma

De melodia e canto!

Pablo Danielli

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Status



Nasceu por acaso

Namorou por interesse

Casou-se por status,

Foi julgado como mercadoria.

Foi trocado quando perdeu a beleza

Vive de esmolas de velhas lembranças,

Enquanto se afoga em certezas

Absolutamente irrelevantes,

Que ninguém se importa,

Ou faz questão de lembrar

Quando vira as costas.




Pablo Danielli

Ilusões



Não há ilusões

Não existem fantasias,

Falsas esperanças.

Apenas a realidade

Corrompida, suja e politica,

Não existe punição

Apenas acordos ,

Mensalão.

Mãos amigas

Inimigas e que sufocam



A nação.

Pablo Danielli

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sobreviver


A morte do galo



Essa crônica não tem qualquer compromisso com a realidade ou com algo moral.
Se você for dessas pessoas moralistas ou que não se permite uma leitura despretensiosa, faça um favor a si mesmo e não leia. Se a caso ler, não reclame.

É uma serie de crônicas que relata a vida de um personagem fictício, Chamado de “A rotina de Paulo”.



4 - A morte do Galo.



Caminhava já no final de tarde em direção ao bar para tomar umas como o de costume, olhando pra toda aquela gente meio sem rumo, fedendo a ambição e desespero. Quando do meio da rua surge um grito que rasga a calçada e atinge meus ouvidos, feito bala perdida em dia de feira: Filho da puta! Sabe quem morreu?

Pensei comigo mesmo rapidamente em ser o mais educado possível, mas sabe como é orgulho de macho, tem que responder a altura e de forma clássica. Pelo grito e pela voz que não consegui identificar respondi rápido: O seu respeito filho duma cadela!

O Galo seu corno! Alias que era corno e agora não é mais! Hoje de manhã e não foi cantando!

O Zé! Seu felá duma mãe, como assim? Enroscou o chifre nos fios de alta tensão?

A figura correu para atravessar a rua, quase nem percebe os carros que buzinam e seus motoristas conscientes proferem os mais eloquentes elogios que se possa imaginar, como é da educação do brasileiro.

Disse gritando pra criatura, não corre se não a sovaqueira ataca e não tem quem aguente ficar do teu lado o infeliz!

Quem dera Paulo, foi desgosto mesmo, a mulher matou ele do coração. Lembra que quando ele tava bebendo umas com nós no boteco e ele sempre se enrolava pra ir embora, pra não dar de cara com a mulher acordada?

Pois então rapaz, ela achou alguém que chega-se cedo e fizesse o serviço no lugar dele! Diz que ontem resolveu chegar um pouco mais cedo e pegou a danada na cama com o Ricardão! Ai o coração não agüentou.

Pois é Zé, até mulher feia quando não tem assistência da problema! O galo era daqueles sujeitos que simplesmente aceitaram a vida, viveu mais ou menos e morreu sem mais nem menos!

Sempre cantou de galo pra nós, mas a galinha dele ciscava em outro poleiro, isso sim que é ironia pensei comigo mesmo!

Pô e o velório e o enterro como vai ser?

Porra Paulo, a viúva disse que não quer nem saber, quer mais é que se foda ele a carcaça! Que a gente é que se virasse já quer era tudo amigo da cachaça.



Coitado o Galo, que bebia pra não encontrar a desgraça, levou chifre da vaca e não tem quem enterre a carcaça! Não preciso nem falar que sobrou pro tudo pro filha da puta do Zé.

Pablo Danielli

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quebra cabeça



A sala vazia

Ecoa a agonia,

Reflexo do silencio

Que falou alto de mais.

Para tantas palavras

Não ditas, não escritas,

Faltaram pedaços de vida

Momentos de ironia.

Faltou preencher

Com suor, lagrimas e alegrias,

O quebra cabeça chamado vida.

Pablo Danielli

Final


Vira - lata


Miséria



Na terra da oportunidade

Reina a miséria! 

No clima tropical

Tudo é inferno!

Sorrisos de propagandas

Forjados por lagrimas,

Sem pena dos miseráveis.

Aonde vinte comem

Meia dúzia trabalham,

Assistencialismo barato

A peso de ouro,

Carregado por poucos tolos

Que se dizem espertos.

Mas são como marionetes

Do teatro corrupto nacional.

Vestem dinheiro

Cagam orgulho,

Com a falta de pensamento

Somem a coerência das palavras.

Hastear a bandeira

Mão no peito, fingir um hino,

Baixar as calças

Enquanto te fode

Á pátria amada!





Pablo Danielli

Porta







Às vezes 

Você atravessa a porta,

Pode ser uma entrada

Ou quem sabe uma saída.

Tudo vai depender

De como você

Vê a sua vida.


Pablo Danielli

Moribundo


Gado


sábado, 7 de setembro de 2013

A violência organizada


A violência organizada


A sociedade esta corrompida, as pessoas estão corrompidas, a política brasileira esta corrompida, a pergunta que vem a mente de muitas e muitas pessoas é: existe fim para isto ou um inicio para as coisas melhorarem?

A violência que a população sofre, não vem somente das manifestações, mas vem da morte nos corredores dos hospitais, dos milhões que são desviados, faltando para a educação, segurança e saúde.

Qual a seria a verdadeira manchete de violência, de manifestantes depredando para chamar atenção ou a força do governo que utiliza a policia como uma mão de ferro, para coibir o direito de lutar pelos seus direitos?

Qual a verdadeira vocação dos noticiários, manipularem as informações conforme convém ou mostrar a verdade? Será que somente quando jornalistas sofrem de opressão se ouve o grito da mídia?

Onde estão os artistas engajados? Onde está às pessoas que poderiam dar força a voz do povo? Foram compradas com patrocínios? Estão acomodadas em seus sofás? Ou tem medo de perderem a mordomia?

Qual a verdadeira voz do governo? Qual a verdadeira voz das manifestações? É pura utopia ou serve somente para vender revistas e jornais, dar ibope pra televisão?

Existe vontade real nesta mudança, ou apenas algumas pessoas tentando tirar um por fora e se promover?

O governo esta com medo, as pessoas estão com medo, existem motivos para celebrar? O governo não sabe a violência que tem em seus atos impensáveis de politicagem, o povo não tem a noção da força que tem quando para de malandragem.

Qual é a verdade? Quem é que prática a verdadeira violência? Quem está na rua, ou quem está sentado numa poltrona somente a observar? Democracia e ditadura são palavras que no Brasil se confunde, a diferença é que na democracia por hora, no país tupiniquim, escolhemos quem é que vai nos castigar.

Pablo Danielli

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sentir a verdade



Certas vezes a loucura bate

Outras tantas a realidade,

E você vai seguindo sem saber

Se é cedo ou tarde, pra mudar a vida,

Pra sentir a verdade.


Pablo Danielli

Felicidade


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cruza, cruzes, com a sorte!

Cruza a vida
Cruzes á morte!
Tropeça nas escolhas
Joga com a própria sorte!

Pablo Danielli

Dez por cento



Impunidade com tons de mediocridade

Sociedade lasciva controlada por políticos Libertinos,

Entre goles de cachaças, bundas para por na vitrine,

Ha ainda quem ache algum tipo de graça!

Falhas de caráter que o dinheiro apaga

Falhas na sociedade que a tv disfarça.

Entre rodas de pessoas, boas?

A roleta da sorte só beneficia

Quem tem influencia, nome ou algo podre?

Com ajuda da mídia, da politica ou do medo,

Para poder ter um pedaço do paraíso

No brasil é preciso ter o dedo sujo,

Ou pagar os dez por cento!




Pablo Danielli

O governo



O governo do 8/80:




Você é a favor das cotas ou é racista.




Você é a favor da diversificação sexual ou é preconceituoso.




Você é a favor da bolsa família ou é um burguesinho do PSDB.




Você é a favor do programa mais médicos ou é contra a vida.




E assim caminha nossa democracia, é tão bom quando tudo se resolve com debate de ideias!

Pablo Danielli

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Os pássaros

Senta, observa os pássaros
Percebe que eles cantam
Percebe que é musica pura.
Mostrando a beleza da vida
No bico e no bater de asas
De uma pequena criatura.

Pablo Danielli

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