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sábado, 30 de novembro de 2013

Calcanhares

Calcanhares

Lentamente os calcanhares tomavam o corpo de assalto, voltando os passos dados, como uma tentativa de retroceder no tempo. Em vão, assim como o olhar lançado ao espaço vazio, cortando os sentimentos confundidos, em alguns momentos parecia ser amor e em outros parecia apenas mais uma noite de solidão.

Não havia a possibilidade de um dialogo por menor que fosse a vontade, pois as palavras não faziam qualquer questão de confortar. Era apenas alguém, um objeto, como tantos outros, que ali se deitaram na esperança de esquentar um corpo, preencher um coração, fingir uma emoção.

Crônicas absurdas lidas ao avesso, mais parecidas com notas musicais tortas, para combinar com a imperfeição dos corpos e todos os defeitos que se tentavam esconder, mesmo com o apagar das luzes, o escuro consegue enganar os olhos, mas não consegue confundir a mente.

Não há roupa ou maquiagem suficiente, para tapar tantos prazeres que a carne, mesmo a boca dizendo não, insiste em se entregar. Pode ser um alguém, pode ter um nome ou ser dono de um sorriso, logo abandonado, logo esquecido e quando acaba a sede, por momentos se mostra triste.

Olha as paredes, observa o teto, faz criticas pela falta de organização, pela falta de bom gosto na decoração. Fala e revela para si mesmo que aquela é a única vez, a ultima tentativa de ser mais individuo vazio.

Pensa em alguma desculpa, sem a necessidade de ser convincente, apenas como rota de fuga ou ponto final. Imagina uma boa cerveja gelada esperando por você. Não se importa em saber que não haverá próxima vez.

Essa é a vida, são assim que as escolhas ditas banais são feitas, parecendo filmes com roteiros programados. Ouve um sussurro ao fundo, mesmo tentando ignorar, responde com a voz calma, para não entregar... Vai fechar a porta, não vai ligar e se o acaso ajudar, será apenas um pecado a mais para perdoar.

Pablo Danielli

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

sábado, 16 de novembro de 2013

Novo Livro!

Paginas de uma vida



Mais uma virgula

Mais uma pagina,

Mais uma história!

Se vivem varias vidas

Assim sem saber,

Por meio dos livros.

Se respira o impossível

Torna-se real o pensamento,

Indivisível, invisível e intimo.




Pablo Danielli

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Criança





Sorriu...

Quando ninguém sabia,

Contagiou com amor,

Velhos pensamentos vazios.

Fez o coração pulsar,

Quando já não havia, esperança de vida,

Ao olhar sem desejar, tocou almas para curar.

Por fim...

A criança coloriu a casa,

Com a única coisa que possuía,



Sua alegria!



Pablo Danielli

Poesias e cronicas


Existem diversas formas de acompanhar
A divulgação da poesia, cronicas e textos!

O face é mais uma ferramenta,
Se você gostou ou achou interessante
Vai Lá e da um curtir!

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Embriagados

Verdades obscenas, são melhores que mentiras bêbadas. Mas o que se encontra em cada esquina, são pessoas embriagadas em seus egos, tropeçando nas próprias palavras.

Pablo Danielli

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Curta-metragem / Notas de Rodapé

Vale a leitura!

http://www.recantodasletras.com.br/roteirosdecinema/4557973

Roteiro de curta-metragem de cinema.

Pablo Danielli

Outonos e primaveras



Será eterno

Apenas o momento,

Que escolheste viver!

O resto serão folhas.

Que caem nos outonos,

E sobras de amor...

Que florescem na primavera.




Pablo Danielli

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