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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Soar como canção

De fato

Os galhos moveram-se

Com o tocar do vento.



Como não poderia deixar de ser

Algumas folhas, foram ao chão...



Assim

Como amores,

Sentidos em uma tarde qualquer...

Como promessas que nunca foram ditas.



Perderam-se com o vento

Que carregado de emoção,

Pelo caminho toca os galhos

Ouvidos e coração.



(Em alguns momentos...

Juro por segundos,

Soar como canção).


Pablo Danielli

Ano todo



Tem gente que muda no natal

Tem gente que muda no ano novo,

Mas ainda prefiro as pessoas

Que são diferentes o ano todo.


Pablo Danielli

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pequeno conto



Um pequeno conto sobre amor

Com corações partidos,

Sorrisos e lagrimas.

Olhares trocados

Papéis rabiscados,

Juras de amor

Dor, sem pudor.


Pablo Danielli

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Letras soltas



Entre as letras

Soltas de uma oração,

Um pouco de fé,amor e ilusão!

Dedos cruzados

Olhares marejados,

Trazendo dias e levando anos...

Coração morno, sorrisos largos,

Buscando nos desencontros

Afagos e vontade de viver.




Pablo Danielli

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Felicidade



"Felicidade é aquela pequena fração de segundos, que acontece entre o tédio e tristeza".




Pablo Danielli

sábado, 14 de dezembro de 2013

Erros

Eu erro,
                      Ele erra...
     Todos erramos!
                   Continuamos todos a culpar...
                                Os santos.


Pablo Danielli

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A importância do arquiteto na atual sociedade



http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/12/a-importancia-do-arquiteto-na-atual-sociedade.html




A importância do arquiteto na atual sociedade



Cidades desorganizadas, mal planejadas e caóticas. Depois de enormes estruturas erguidas somente pelo interesse financeiro, surge uma pergunta, e as pessoas? Aqueles seres que completam a estrutura e fazem do meio urbano um organismo vivo.

Leis facilmente quebradas e locomoção apenas para os veículos, tais realidades afetam cada vez mais, não somente o cidadão de capitais, mas de cidades pequenas e de porte médio, tornando praticamente impossível, não questionar o valor do arquiteto na atual sociedade contemporânea.

A desvalorização do profissional pelo poder publico, fica evidente não só pelo valor de salario atribuído a ele em prefeituras ou órgãos do governo, mas por não poder desenvolver um projeto verdadeiramente sustentável aonde as pessoas e classes sociais possam utilizar o mesmo espaço sem serem excluídos.

Fica evidente que sempre existe um interesse maior antes de um projeto ser aprovado e quando é feito, possui muitas ressalvas e praticamente perde suas características e sua essência. Grandes centros urbanos conhecidos mundialmente, que hoje servem como referencia, passaram por situações parecidas, sendo necessário enfrentar grandes mudanças e interesses, especulações para desenvolver um modelo que possa se aproximar do ideal para uma sociedade.

Esse descaso com o planejamento das cidades criou um fenômeno de certa forma instigante, são poucos os profissionais que ainda buscam atuar nesta área, sua grande maioria, devido às dificuldades do governo, buscam outras forma de trabalhar. O sonho de tornar uma cidade igual para todas as pessoas cede lugar a projetos comercias, residências e de interiores, este não menos importantes.

Tornando este meio, concorrido e de grande apelo por lojistas, essa mudança de “mercado”, junto com o incentivo imobiliário do governo, colocou grandes quantias de dinheiro no mercado. Criando desta forma uma pratica comum e usual por vários profissionais, a chamada RT (reserva técnica) pratica deplorável para o profissional indicar o cliente para determinado estabelecimento comercial, seja para comprar telhado, cimento, piso, moveis, ou qualquer outro item para casa ou jardim.

Nos dias de hoje é possível encontrar mais profissionais em inaugurações de loja do que em alguma reunião para se discutir soluções. Tendo assim uma nova categoria na classe o “profissional de coquetel”, aonde impera o interesse financeiro, e não de oferecer o melhor produto com o melhor preço para o cliente.

Faça uma pesquisa leitor, certamente você ouviu ou irá ouvir de alguma pessoa que arquiteto ou engenheiro não entendendo o que você como cliente deseja, ou fica “empurrando” determinadas escolhas sem muito lhe agradar, isso quando não há o rompimento de contrato por uma das partes.

Mas esta pratica se dá também por culpa do cliente, que tenta diminuir o máximo possível o preço do m² do projeto, fazendo assim, o profissional buscar outras formas de ganhar dinheiro. Não justifica atitude para fazer tal pratica, mostrando que a classe ainda necessita de amadurecimento e união, pois uma profissão nobre como tal acaba sendo desvalorizada pelo próprio atuante nela.

Perceba que a engrenagem esta emperrada, do macro para o micro e vice-versa, é fato que existem bons profissionais na área e que não fazem tal pratica, mas assim como em outros órgãos, o silencio dos bons deixa os maus profissionais darem a cara e a fama dos demais.



As universidades e faculdades da área devem recomeçar a pensar algumas formas de coibir tal forma de agir, mostrando que ainda no aprendizado, existe uma ética profissional e que não basta sair para o mercado de trabalho pensando em ganhar dinheiro de forma rápida, mas é necessário pensar e planejar uma sociedade melhor com menos abismos sociais, pois passa diretamente pelas mãos e mente do arquiteto tal importância na vida das pessoas.

Pablo Danielli

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lugar algum

Alguma porta...
Alguma pedra,
Algum lugar!
Para atravessar...
Para jogar,
Para visitar!
Entre alguns pensamentos...
Entre alguns dias e noites,
Entre alguns corpos para se desejar!

Pablo Danielli

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A pergunta errada

http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/12/a-pergunta-errada.html



A pergunta errada



Volta e meia à sociedade se depara com questões polemicas que buscam revirar nossas mentes, instigando os debates mais furiosos e inimagináveis. Cada um de nós defende um ponto de vista e muitos defendem a ideia vendida pelos veículos de comunicação, a falta da informação ou a falta da busca dela, acaba por ser o maior erro cometido por toda a população.

Em tempos de imposições ferozes de opinião, uma pergunta foi jogada no centro do picadeiro humano e muitos de nós como bestas insaciáveis tomadas pela falsa razão, nos jogamos para defendê-la ou agredi-la.

Envolvemos Deus, religião, ciência e a razão, pois se trata da vida, da concepção dela e de tudo que ela pode trazer de bom ou ruim em função de tal ato. Mas não bastasse tal mistura explosiva, está envolvido o sentimento da mulher, para tanto acredito que o foco está errado e perguntar para população se é contra ou favor do aborto, é jogar ossos para os animais.

Esta é uma questão muito mais ampla e abrangente, nos remete a infância a nossa educação, aonde homens provem o sustento e mulheres cuidam da casa e educação dos filhos. Aprendemos que mulheres é o sexo frágil, que devem se guardar e manter uma posição de “santas” enquanto homens “podem tudo e a qualquer momento”.

O aborto não pode ser visto apernas na hora exata de tomar a decisão de fazê-lo ou não, é muito mais amplo, é uma questão cultural, de segurança da sociedade e da saúde publica, embora nos apeguemos apenas a ser a favor ou contra.

Grande parte dos abortos é decorrente pela violência sexual sofrida pela mulher, e se acontece é porque falta segurança, deveríamos então discutir meios de evitar que tal ato aconteça. Mas ao invés disto preferimos jogar a culpa na forma de se portar e vestir das mulheres, muito mais fácil e cômodo.

Outro fator importante é a gravidez na adolescência, mostrando nossa incapacidade de lidar ou falar sobre o sexo com os jovens. O que nos remete a nossa forma de criação e falta de politica publica de qualidade, não apenas de interesse momentâneo. E outros motivos alegados como estar gravida no momento errado, não ter estrutura familiar para um filho ou condições financeiras.

Mas não bastassem tantos fatores, continuamos apenas a focar no momento do aborto, não nas causas e consequências dele. É necessário antes de qualquer coisa, para todas as causas, um acompanhamento psicológico para mulher, pois esta emocionalmente abalada e com duvidas. Mostrar que a outros caminhos mesmo se não desejar ficar com o “filho”, como adoção, mas para isto também é necessário melhorar os processos de tal natureza, pois no país ainda impara a burocracia, tornando lenta e dolorosa tal escolha.

É preciso que mesmo a mulher optando por uma ou outra forma de seguir em frente, que ela disponha de toda ajuda possível, pois consumar ou não este ato, não encerra a questão, é necessário um acompanhando durante a gestação e pós gestação.

Não se discute o sentimento de quem está na situação, pois apenas temos a visão de espectadores e não de quem tem que tomar a decisão, abortar ou não, deveria ser uma decisão única e exclusiva da mulher e de ninguém mais. Mas uma escolha feita depois de ter todo apoio possível, depois que fossem mostrados todos os prós e contras possíveis.

Mas a cultura nossa do dia a dia, é de colocar o dedo aonde não temos o que ver e julgar, aprendemos a julgar sem pensar, sem questionar. Gostamos de fofoca, gostamos de uma desgraça, é da nossa índole de brasileiros.

Embora o ponto de vista colocado nas palavras à cima se de um leigo no assunto, de alguém que nunca teve que passar por tal decisão, uma visão de quem apenas acredita, que o foco esteja apenas na pergunta, maquiando todos os problemas que vem antes e pós-decisão, acaba se tornando a pergunta errada.





Pablo Danielli

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Da felicidade

E a felicidade
Estapeou sua cara,
Somente pelo prazer
De lhe provar,
Que nunca poderia doma-la.
Tal pedaço do paraíso
Escondido por trás dos dentes,
Que serrados combinavam
Um tímido sorriso.
Continuava lá, sentado...
Há contar ás horas
Ás estações e migalhas,
Que tentava aproveitar.
Poderia ser mortal!
Ser intenso ou puro frenesi.
Á tal momento
Tudo que poderia,
Morrer ou viver...
Está ao alcance
De seus tristes olhos.
E suas mãos não desejavam,
Folhar alguma pagina, a mais sobre a vida.
Deseja o momento eterno de felicidade,
Cobiçava estar diante do paraíso.
Mas á vida...
Insistia em lhe mostrar
Que ao menos para si,
Alegria vã é acompanhada
Pelo sacrifício tolo.
E a eterna...
Por pequenos monólogos de tristeza,
Anunciando a loucura popular,
Por segundos, explorada,
De algum tipo de sorriso.


Pablo Danielli

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Na lona

 Na lona
O beijo roubado,
O amor não vivido!
Sobre uma certa luz
Do sol, refletida na lua.
Na lona...
Escondido, delírio,
Sem motivo...
Para levantar,
O corpo só, estendido.
Na lona...
Á navegar,
Dentro de um sonho,

No oceano de um olhar.

Pablo Danielli

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Marcas



As marcas da mão

Escondem uma vida,

Leves toques e olhares

Disfarçam o sentimento.

Passado guardado...

Na mente, subconsciente,

Como noites e dias,

Respirados de forma intensa,

Como velhos amores...

Que chegam e não guardam lugar.

De tantos sonhos antigos

O presente persiste,

Em trazer o futuro...

Carregado pelo vento.

Ao acaso das escolhas

Quem sabe outras rotas,

Para quem deseja outras bocas,

Na procura desvairada...

Respirar a vida.


Pablo Danielli

Ser ou não ser...Pensante.



Ser ou não ser... Pensante.



Este não é um texto politico, tão pouco apartidário. São palavras que falam sobre os problemas, não apenas sobre culpados ou inocentes, mas sobre a consciência nossa de cada dia.

A sociedade se diz evoluir todos os dias, nas mais diversificadas áreas e nos mais diferentes temas. Embora a base de tudo se mostre ainda arcaica, resumindo-se em ser contra ou a favor. Por mais que os anos passem e as manchetes de jornais insistam em mostrar algum tipo de mudança, o comportamento das pessoas diante de alguns temas se mostra primitivo.

Assuntos como fé, politica e futebol, por muitos anos são mantidos como “não discutíveis”, por mexer com a emoção e quando se envolve sentimento, se perde a razão. Fato no qual discordo totalmente e por essa justificativa ser usada ainda nos dias de hoje, talvez tenhamos chegado a níveis extremistas de imposição da própria opinião.

O país esta envolvido em um manto de justiça e desigualdades, talvez nunca sentidos antes. Muitas questões antes vistas como tabus, chegam de forma bruta estapeando nossas caras, nos indagando por um pensar diferente do feito em outras épocas, mostrando para nossa consciência que chegou a hora de debater.

Mas de forma lógica, procuramos sempre por culpados e não por soluções. E sempre a culpa não é nossa, por coincidência é do vizinho, é do politico, do branco, do negro, é do pastor ou do bispo. Não temos a coragem suficiente de assumir a parcela que cabe a cada um de nós para resolver.

Chegamos assim, jogando os problemas no colo de outros, ao momento em que falar o que se pensa, expor um pensamento, defender um ideal, chega a ser praticamente uma heresia. Vivendo um momento de um falso politicamente correto, um modelo no qual quando se é contra a maioria, é estar contra a politica divina e incontestável do homem.

Se você defende o governo é de direita, se você defende a família, é homofóbico e vise e versa. Assim desta forma bruta e sem um debate de ideias, vem se criando uma sociedade cada vez mais intolerante, quando na verdade deveríamos sentar todos e nos perguntar o porquê deixamos tais fatos nos tornarem pessoas agressivas, ao invés de vermos uma oportunidade de nos colocarmos no centro da discussão, como oportunidade de crescimento humano.

Falta bom senso de todas as partes, falta não somente o investimento em educação, mas usarmos a que recebemos de nossos pais. O país hoje parece, um amontoado de pessoas tentando escalar uma sobre as outras, buscando sua melhor visão da cidade.

Deixamos o individual, aos poucos ser muito mais importante que o coletivo, nos permitimos vendar os olhos com a soberba do consumismo, como forma de satisfação e direito de quanto mais se tem, mais se pode sobre os outros seres que dividem nossa convivência.

Ao escolher o caminho confortável, acreditamos estar livre de momentos que consideramos desagradáveis. Mas a sociedade que não tem acesso a tais formas de vida, mais cedo ou mais tarde, haveria de cobrar sua parte no bolo. Mostrando assim, que toda forma de exclusão, mesmo sem “saber” que havia sido feita, afeta a cada um de nós.

Pablo Danielli.

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