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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O amor supera tudo

Como dois amantes,
Caminhamos pelas ruas, entre muros pichados da cidade,
Contemplando toda desigualdade,
Com o céu de testemunha das lagrimas e de nosso amor.

Pelos becos escuros, famigerados,
Sem tetos e famintos, observam
A soberba, fartura de nosso amor.

O mau cheiro das sarjetas,
Este, já não nos atrapalha mais,
E assim, passeamos por praças quebradas,
Mal iluminadas e abandonadas.

Contemplamos a beleza de ser diferente,
Em um universo igual.
E pelas calçadas esburacadas, chegamos ao nosso destino final,
Para nos amarmos ao som de balas cruzadas,
Em meu apartamento de vinte metros quadros,
Distribuídos entre sala e quarto,
Na periferia da cidade.


Pablo Danielli

Vai lá clica e curte!

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Felicidade



Pablo Danielli


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A falta da compreensão



Eu não entendo,
O jornal não fala?
O governo disfarça...
Enquanto a farra não para!

Vivemos dias de incompreensão, de idéias, de palavras e de motivos.  A principio poderia dizer que a população sofre de uma crise aguda, no que se diz respeito a caráter e honestidade e que automaticamente esta amplamente estampada na grande maioria de nossos políticos.
O descaso com a saúde, com a segurança e com a educação não surgiu nos últimos dias, nos últimos anos, apesar de sermos uma democracia que engatinha em comparação com tantas outras milenares pelo mundo, que também possuem problemas parecidos.
A falta de respeito e a nossa mania de acreditar, que com o dinheiro se compra tudo, possuem raízes mais antigas que estes novos dias que se apresentam conturbados. O brasileiro começou a se importar, mas o quanto da população realmente se importa? A classe rica que começou a perder dinheiro ou a classe pobre que quer um pouco mais para parecer maneiro? Existe algum motivo que não seja o interesse próprio?
Parece que estamos aos poucos saindo de uma zona de conforto, mas não porque desejamos e sim porque a indiferença está batendo a nossa porta, cobrando providencias, a miséria esta estragando a vista da janela de nossas salas e isto incomoda.
O plano de saúde não é mais garantia de bom atendimento, as mensalidades altas de escolas privadas não garantem futuro promissor para seus alunos e hoje temos que pagar para ir e vir em nossas estradas.
Estamos levantando de nossas camas e saindo as ruas porque mexeram em nossos bolsos e não em nossas mentes. E como bons brasileiros, será que queremos mais do que podemos?
Somos escravos da falta de opções (eleitoral, cultural, emocional), da falta de leitura, da falta de compreensão do que nos falam, do que nos empurram e do que nos ditam. Falamos em mudanças mas somos os primeiros a atacar, atacamos a religião, agredimos a cor, ficamos enojados  com opção sexual. Apenas olhamos para os lados e disfarçamos.
Vivemos um momento que em frente a outras pessoas falamos o que todos desejam ouvir, mas no nosso intimo dilaceramos palavras desrespeitosas, impiedosas sobre tudo e todos. Não somos capazes de analisar um contexto, apenas pegamos uma fração, pequena parte do que nos agrada e fazemos disto uma bandeira, mesmo que rasgada.
Bons governos criam pensadores, maus governos criam eleitores, a formula aplicada é simples:

Descaso + Corrupção + Falta de solução + Manipulação= País escravo.

Acredito que a mudança não acontecera em poucos anos, levara décadas e séculos, possivelmente muitos não estarão vivos para ver tais maravilhas acontecerem.
Maus políticos para nossa sorte também envelhecem e morrem, os novos devem ter consciência disto também. O homem não teme a prisão no Brasil, principalmente quem tem dinheiro.
Mas teme ao morrer em ir para o inferno, pois apesar da alienação que religião provoca muitas vezes, ela tem um papel fundamental na ordem social. Acreditar em céu ou inferno muitas vezes é o único fator que faz um ser humano mudar, não porque quer, mas porque teme o desconhecido. Ironicamente a religião de alguma forma, pode sim salvar.
Salvar-nos de uma esquerda aterrorizadora e de uma direita macabra, nos salvar da lábia, que insistimos em acreditar. Acreditamos na foto bonita, no discurso bem elaborado, acreditamos que não cometeram erros no passado. São ditas mentiras e mais mentiras para esconder a verdade, que todos temem e que todos esquecem.
O nosso pequeno ciclo vicioso de pequenos favores e prazeres:

Tempo para esquecer + boa propaganda + dinheiro + favores = Eleição

Você caminha por pedaços de calçadas esburacadas, reza para quando chover não alagar a sua casa e se tiver sorte, não ser atropelado por algum individuo com pressa em te passar para trás. Somos apenas um reflexo de uma possível civilização, somos uma sombra de algo chamado humanidade.
Aprendemos a fazer promessas, mas não sabemos como cumpri-las, assim é na vida pessoal, assim é na vida publica, com nossos amadores políticos.
Poucos ainda se perguntam, se as manchetes de grande parte dos jornais maquiam a realidade, se a televisão fantasia a vida e a internet esconde teorias, no que podemos acreditar, como podemos compreender o que cerca esses olhares perdidos.
Somos um pequeno grão de areia, em um oceano de dizeres, que inundam nossa mente sedenta de conforto. Temos em parte o desejo pela verdade, mas falta a vontade de vê-la... Pois perceber que somos parte de um todo, de uma equação que não esta balanceada, é ver que somos parte de um problema.
E como bons seres, preferimos ver a pele trincada de nosso vizinho, ao cuidar de nossas rugas disfarçadas com alguns sorrisos. Nosso estado latente de inércia, não nos permite aplicar moralismo algum, pois conta à lenda que como bons brasileiros, temos o dever de tirar proveito de qualquer falha na história.

Acomodação + Julgar + Promessas + Falso moralismo = Espelho.



Pablo Danielli


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Intima

Passaram-se anos,

Até o próximo piscar de olhos.

A mão enrugada

Rasgava lembranças...

Guardadas na mente.

Da fé ao pó!

Do pecado ao perdão!

Pequenos grãos...

Que alimentavam,

Ilusões.



Tímidos sorrisos rasgados (!..?)

Estendiam-se pela face,

Que não possuía mais certezas,

Tão pouco, razões.

Deslizando diante de seus olhos,

Estações e emoções...

Vidas (des) percebidas,

Com o toque do tempo (Tic-Tac)

Que se via passar em vão.



Volta aos poucos

O que resta de tua atenção,

Para além da realidade?

Que buscava em cada respirar,

Desejos de viver, sofrer ou crer...

Misturar com suas palavras e fantasias,

Distantes, embora... Intimas.



Pablo Danielli

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Palavras

Pablo Danielli

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Costas nuas

Pablo Danielli

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sábado, 25 de janeiro de 2014

A copa da incompetência



O governo brasileiro é tão incompetente, que ele mesmo conseguiu sabotar a copa. Com falta de organização, roubo, descaso e muita maquiagem.

Os protestos foram apenas a cereja do bolo. Embora a nossa mídia tente esconder, já é conhecido no mundo todo o caos presente no país.




Pablo Danielli

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A flor

Pablo Danielli

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A porta

Pablo Danielli

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Voar


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Pablo Danielli

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O amor


O mundo não necessita de mais milionários, o planeta esta carente de pessoas ricas em sentimentos. Já temos maquinas milagrosas em demasia e já obtivemos sucesso e boa imagem, mas esquecemos de dizer bom dia.

Não sabemos mais o significado de um abraço, mas temos total ideia de quanto custa um bom carro. O preço do progresso seria nos tornar apenas racionais e individualistas, viver com medo e erguer muros em torno de nossos corações? Temos as ideias, temos os motivos, mas perdemos tempo colocando tudo em uma tabela para medir o grau de insatisfação.

Embora tenhamos esquecido o sentimento que precisamos, ele ainda está esperando por nós. E o mundo só necessita de amor, puro, sem medidas ou pré-conceitos. O amor em forma de amizade e não de imagem, em forma de perdão e não de sentimento a conta gotas
.
Abraçar sem se importar com fé, imagem ou conotação sexual. Esquecemos os significados dos gestos simples, do carinho e liberdade que isto nos trás. Acostumamo-nos a rotular, marcar e julgar.

Mas se trocássemos todos esses “porquês” pelo sentir, teríamos mais sorrisos e menos motivos para sofrer. Somente o amor perdoa, constrói, da esperança e faz sonhar. Mas para aprender a sentir é preciso se desapegar de algumas certezas. Para sentir a vida é necessário se permitir amar.



Pablo Danielli

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fardos



A todos

Que gritam,

A plenos pulmões...

Palavras vazias,

Falsos sermões?

Julga ter forma

Por ter um diploma,

Encontra-se no direito

Por te algum dinheiro.

Pretende que a miséria

Nunca lhe atinja.

Nem que para isso,

Se faça, algumas vitimas!

Solta o cabelo

Acende um cigarro,

Com ar de revolucionário

Sair para roubar, fardos?

Enquanto rostos trincados

Servem de capas de revistas,

Falsos heróis, são confundidos...

Com bons mocinhos.

A politica boa?

Não se aprende na escola.

Na rua apenas sobrevida,

Lições de uma quase democracia.





Pablo Danielli

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Arvore da vida

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Amor

Calos

Calos

Os calos dos pés não folgavam e suspiravam lamentos, por entre os furos dos sapatos surrados. A cada pisar o ar saia em uma desorganizada sincronia, entre os dedos que se esfregavam e diziam:

Vida vadia!
Vida vadia!
Vida vadia!

Há muito não sabia o significado da vida mansa, escolheu não seguir regras e ficou escravo de suas palavras. Açoitando seu corpo para sempre, ir em frente e nunca olhar para trás, como se trás fosse passado, fosse outra vida e não aquela coisa com planos que deram errados.
A cada passo no asfalto que queimava, sua mente pensava: Não há sol que sufoque para sempre e nem chuva que eu sempre lamente. Há muito tempo sem saber o que é sentir, não poderia imaginar se seus dedos ralados ou seus sentimentos dilacerados o impediam de ver e crer no homem que aparece no comercial da TV.
Mas não se sentia estranho, tão pouco diferente, entre tantas pessoas vazias o seu vazio preenchia algum espaço, um corpo frio. Em meio a tantos olhares sem sentido, ainda possuía sua liberdade falsamente vivida.
E a cada passo dado seus pés repetiam:

Vida vazia!
Vida vadia!
Virou rotina!



Formas



Forma,

Que deforma...

O intimo,

O publico,

Existencial.

Em forma enlatada,

Vendida em letras garrafais.

Todos assumem seu molde,

Vendido a baixo custo...

Em um lugar úmido,

E tropical!

Soa como desdém,

Um espirro sem querer?

E toma forma,

Fingindo ser...

O que não se tem!



Pablo Danielli

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

La Negra

Sim, “Gracias a la Vida” podemos dizer que recebemos um presente, sem poder ter a dimensão exata até hoje de seu tamanho. Um presente em forma de voz, de pessoa e de luta.

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Pablo Danielli

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Definir

"O que você ouve ou lê não é o que te define, mas sim a forma com a qual você utiliza essas informações".

Pablo Danielli 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O som do silêncio


O espumante espalhado pelo chão molhava a ponta dos pés, do corpo que estava estendido em meio ao quarto bagunçado. A janela, entreaberta permitia que a chuva tocasse os papeis rasurados em cima da mesa.

Molhando palavras sobre o amor, alguma coisa sobre a dor. Lavando o que o silencio escreveu, como a pessoa não conseguiu fazer. Limpando os sentimentos que estes estavam sujos.

O vento que rompia a cortina fazia dispersar o odor, da vida, da morte e do sexo casual. O toca discos não conseguia seguir para a próxima musica, ficava repetindo o verso riscado do “LP”, em forma de um blues lento e dramático. Assim como muitos pensamentos antes de transpor a porta do quarto, riscavam a mente de forma repetitiva.

A marca de dedos no espelho, as roupas amassadas em cima da cama, a meia luz deixando um clima intimo e tenso. Um som destoa o equilíbrio do ambiente, sutilmente uma voz rouca canta versos, de maneira imperceptível a outros corações.

Seus pés moviam-se de forma firme e lenta, em direção ao corpo estendido no chão. Os dedos ásperos pressionavam o dorso e as coxas, quase que rasgando a pele como seda. Deixando suspenso no ar um amontoado de sentimentos, jogando de forma brusca sob a cama e em um gesto impensado de desapego carnal.

Os olhos despertam, enquanto a boca lentamente desfere um beijo, que como arma abate qualquer reação desnecessária. Alguns silêncios são mais intensos que qualquer palavra, falam muito mais que algumas paginas rabiscadas. Alguns silêncios rompem o espaço, preenchem o vazio deixado, completam um olhar.



Alguns silêncios rompem a noite e falam por si só. Alguns silêncios são como um beijo que desafia a vida, como o amor que desafia a morte. Amor que mata e também liberta, que ressuscita em noites frias ou dias quentes.


Pablo Danielli

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NU!

O corpo está nu!
De roupa...
Ou de pudor?
O corpo está nu!
De pré-conceitos...
Ou de valor?
O corpo está nu!
Mas, com sua banalização...
Ninguém notou sua nudez!

Pablo Danielli

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Eco

O eco...
Joga ao vento,
Palavras...
Em forma de sentimento,
Outras de lamento.

Pablo Danielli

A beleza de ser



A visão nos cega
Nos tira a beleza,
De ser...

Com falsos dizeres
Quando o silencio,
Deveria ser lei...




Pablo Danielli

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