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terça-feira, 23 de setembro de 2014

À tarde de tardes rotineiras

Em tarde tristes e rotineiras
Aproveita a bagunça,
E levanta a poeira.
Finge que ninguém viu
E sai passear...
E no cruzar de um olhar,
Você encontra a felicidade
E quem sabe...

Um amor pra relaxar.

Pablo Danielli

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Falência programada


A falência programada
Não é a corrupção fardada,
Tão pouco ladroes representando o poder.
A falência da sociedade
Começa quando ela desiste de lutar,
Pela sua liberdade e seus ideais.
Quando se contenta
Com migalhas e a morte banal,
E a falta do pensar.
A falência humana acontece...
Quando deixamos nos corromper,
Seja pelo dinheiro ou pelo poder.


Pablo Danielli

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Olhres

Quantas portas abertas,
Podemos ser?
Quantas janelas, que transcendem o tempo...
Podemos viver?
Que olhos escondem a verdade?
Que bocas são capazes de mentir?
Somo pedaços de sentimentos,
Buscando um lugar para preencher...
Qual destino desejou nossos passos, viver?
Qual é a sede que nos mata lentamente,
O gole da vida ou o anseio do presente?
Que certezas, somos capazes de quebrar?
Estamos prontos para o novo,
Ou vamos apenas reciclar velhas palavras, para nos saciar?
Preparar o corpo, cultivar a mente, para a semente do amanha...
Porque o que se aprendeu hoje, muda lentamente.
Mesmo que nossos olhos vedados, insistam em nadar...

Contra a verdade incoerente.

Pablo Danielli


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Amores, paixão e sabores do dia a dia.

Entre as ultimas folhas
Algumas promessas escritas,
Marcas de lagrimas derramadas...
Últimos instantes da antiga vida.
Desabafos, feito com olhares tortos.
Novos passos, uma nova saída!
A mão, não sentia o peso do coração,
E os lábios, não sentiam o peso da alegria...
Em cada escolha nova, se cria uma vida!
Em cada suspiro jogado porta a fora,

Amores, paixão e sabores do dia a dia.

Pablo Danielli

Balé das letras

As palavras dançavam nas paginas
Embaralhando letras e frases,
Os olhos não conseguiam acompanhar
O balé que a imaginação ensaiava.
Como uma chuva que tocava os dedos
Parágrafos escapavam...
Os lábios movimentavam-se,
Seguindo a sinfonia que os olhos,
Deixavam-se apaixonar.
Hora suspiros tomavam conta,
Em alguns momentos risos e lagrimas...
Entre uma capa e contra capa,
Uma vida se formava.


Pablo Danielli

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ao acaso

Letras ao acaso
Sorrisos trincados,
Sonhos roubados.
A divisão do pão
O preço do perdão,
Escuridão.
Bocas vazias
Egos estufados,
Sobras da vida.
Pequenos potes a venda
Vitrines e televisão,
Que prometem amores,
Ilusão e salvação...

E um pouco de paz.

Pablo Danielli

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Anacrônico

Anacrônico

Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.
Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.
No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.
Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.
O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte. Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.
Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.

Pablo Danielli

https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522

Aroma

Respira o aroma das flores mortas
Pelo concreto, pela fé e pelo suor...
Do homem, da vida e da cidade.
Que não tem um rosto, um amor,
Que não encontra respostas...
Nas paredes com propagandas,

Que prometem sorrir e sentir o calor.

Pablo Danielli


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