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sábado, 30 de maio de 2015

Nem tudo

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço
Certos momentos deixam um rastro,
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber
Que existe sentimento,
Mesmo quando se parece estar
Sozinho.
Pablo Danielli

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Boca

Volta tua boca
Para o amor...
Não deixe,
Que o silencio, domine.
Solte as palavras,
Presas na garganta.
Serão como sementes,
Que o vento levará...
Fazendo semear,
Em corações

Capazes de amar.

Pablo Danielli

A ESTUPIDEZ HUMANA

As correntes foram deixadas de lado no tempo da escravidão, mas continuamos todos amarrados pelo nosso preconceito diário, nas pequenas coisas, que alimentamos com palavras e olhares. Sem nos darmos contas, essas pequenas coisas se tornam grandes, com a capacidade de destruir um ser humano.


Nenhuma pessoa nasce racista, ela aprende a fazê-lo no seu dia a dia e com exemplos geralmente de pessoas que servem de espelho. Somos uma sociedade racista não apenas no que se diz respeito à raça, mas somos em um todo, nas pequenas coisas... Classe social, hierarquia, religião, opção sexual, entre outros tantos que poderia ser citado, o que não falta é “motivos” para ter tal atitude.
Somos um aglomerado de pessoas, cuja conveniência optou por chamar de sociedade. Existe racismo até mesmo nestas palavras ao descriminar a opção de liberdade de escolha e liberdade de expressão, mesmo que isso signifique palavras de ódio ou propagação de violência.
O preço dessa estupidez humana é a escravidão pelas palavras, que muitas vezes tem o mesmo peso que um chicote, aonde não deixa marcas para serem vistas, mas dilacera o intimo, deixa qualquer pessoa destruída por dentro.
Em uma sociedade aonde o dinheiro dita a regra, pessoas com menos poder aquisitivo, em sua maioria são vistas como inferiores, por não terem uma boa educação, acesso a cultura e “diversão” que se pode pagar.
O que nos leva a uma questão muito interessante, se em teoria quem tem mais acesso e melhores condições, ao desenvolver sua educação e cultura, deveria lutar para que seus iguais tivessem o mesmo direito. Mas o que se observa, são pessoas lutando para ter cada vez mais e deixar outros tantos com cada vez menos.
O racismo demonstra todo o individualismo que escondemos dentro de cada um de nós. Ao pratica-lo nos colocamos em uma condição superior, imaginada apenas por nós. Fechamo-nos para a sociedade para nos proclamarmos senhores da razão e os outros que se danem.
Somos hipocrisia no mais puro significado da palavra, se antes tínhamos as correntes, hoje temos as palavras, se antes tínhamos chicotes, hoje temos os olhares de desprezo e se antigamente tínhamos casa grande e senzala, hoje infelizmente temos o dinheiro, muros altos e condomínios para não nos misturarmos.
O nosso preconceito sufoca não somente adultos, mas crianças que mesmo antes de nascerem, já estão fadas a falta de coerência da raça humana. E passado tantos anos, tantos séculos parece que ainda não encontramos uma forma de deixar nosso ego e vaidade de lados em prol de um bairro, cidade, estado ou país com mais sorrisos ao invés de lagrimas.
Temos que reaprender a viver, a sentir, amar e perdoar. Temos que redescobrir nossa humanidade, mesmo que para isso, se acabe o tempo de vaidades. Para não perdemos nossa tão aclamada “racionalidade”.

Pablo Gabriel Ribeiro Danielli
Facebook

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Apaixone-se pelo gesto e não pelo objeto!


Deixe de lado as revistas e os blogs de beleza, o apelo da mídia por corpos definido como “perfeitos”.  Não há motivos para simplesmente esquecer o ser e cultivar o ter, apenas uma marca, uma forma de esconder nossas carências afetivas.

O melhor sapato, o melhor perfume e a melhor roupa, itens que são esfregados em nossa cara como forma de ser uma pessoa melhor, custa tempo e vida para comprá-los, embora tudo isso se acabe com o tempo assim como nossos corpos.

Pratique esporte para ter uma vida saudável, vista-se para sentir-se confortável não simplesmente para sentir-se importante. Deixe o detalhe preencher este espaço, aquela falha (marca) que apenas você tem e lhe torna único.

Isto é o que deve realmente encantar, o gesto... E o resto não passa de item de colecionadores de decepções, de invejas, de lagrimas e rancores.

Um bom carro pode te levar a muitos lugares, mas somente os pés molhados pela chuva, fazem você lembrar-se de como é bom ser humano. Não há motivos de temer aquilo que nunca tivemos, nunca vivemos e nunca sentimos.

Desapegue-se do material e cultive o essencial, ninguém vive sem amor, sem carinho, o dinheiro abre portas, o abraço abre corações.
Cultive a mente, o coração e sorriso e não se preocupe com á lagrima deixe-a cair para semear.

 Trouxemos para o mundo, apenas nosso corpo ao nascer e ao morrer nem ele levaremos, então que fiquem ao menos as lembranças, alimentemos a alma, porque o corpo, esse é objeto.
Pablo Danielli

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Por entre noites



Incógnita duvida

Não me conhece além dos pecados,

E tão pouco parece saber.


Mas é intima estranhamente
Assim como o tempo,
Inexplicavelmente desperdiçado.


Acompanha-me e dissipa-se nas duvidas

Escondido por entre noites,

É a sede pela luz

que a torna tão intrusa.


E dança comigo!

Como uma louca desconhecida,

Testando meus limites

Da dor, do prazer!


A cada vazio feito pelo medo

A morte tão fria, que me cerca

É o amor, que a vida

Nunca vai ter!






Pablo Danielli

Mulher


Que direitos são estes que ferem
Não só o corpo, mas a alma,
Que luta é essa que maltrata
Dilacera a coragem, faz crescer o medo?

Que culpa tão grande é essa
Que faz desejar não viver,
É a beleza, o aroma ou o sorriso encantador?
Seus cabelos ao vento, não podem servir como chicotes!

Um silencio, que fere!
Dilacera e maltrata.
Mas os olhares tão tristes
Com esses dias tão incompreensíveis
Não fingem.

Existe vida além-mar?
Existe esperança além da dor?
Existe força aonde só há terror?

Tantas perguntas em um corpo tão frágil
Capaz de fazer surgir à vida,
Mas ainda incapaz
De viver com a dor.

Não é pela violência sofrida
Não é pelo desespero nela contida,
Não é pelas marcas que não cicatrizam!

É pela alma ferida
Pela pureza perdida
Pelo corpo que deveria receber
Somente o calor
E sentir apenas o amor.

É o direito de viver
De ser feliz,
Que alguns ainda não conseguem
Se permitir.
Pablo Danielli

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Memorias

Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.

Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.

Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.

Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.
Pablo Danielli

terça-feira, 19 de maio de 2015

Marcas

Que pés são esses
Que deixam marcas tão profundas,
De escolhas e histórias.
Que olhos são esses
Que penetram na alma,
Mesmo quando estão fechados.
Que mão são essas
Que calejadas insistem em acariciar,
O rosto do teu amor, do teu inimigo, do teu intimo.
Que voz é essa
Que penetra e ecoa,
No vazio da alma, na mente perturbada.
Porque insistes em lutar?
Porque insistes em viver?
Porque insistes em chorar?
Não basta que teu corpo seja a prova do tempo?
Tão pouco as cicatrizes de teus erros e de teus acertos.
Que sobras desejam ter
Se somente o pó vai sobrar,
O silencio ensurdecedor
Ira dilacerar os desejos mais íntimos,
Mesmo o de vida e o que tiver em morte.
Pablo Danielli

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Silencio

O silencio
Gota a gota
Entre uma xícara e outra
De palavras solúveis.

Soltas como os pensamentos
Presas na garganta,
Pedindo liberdade
Rasgando o intimo.

Momentos que persistem
Entre olhares desviados
De certos caminhos
Imaginados.

Passos que te prendem
Suspiros que machucam
Leve toque
Que não se sente.

Entre segundos
Não vividos,
Entre destinos repartidos
Escolhas feitas pelo silencio.

Que deixam as janelas e portas
Tão seladas quanto a mente
Machucam o intimo e cegam sorrisos
Dilacerando os ouvidos.
Pablo Danielli

sábado, 16 de maio de 2015

Imaginário

Escrevo com os meus dedos
Em teu suave corpo,
Sobre desejos que minha mente cria.
Deslizo lentamente meus olhos
Pelas palavras imaginarias,
Que minha boca não ousa dizer.
Apenas beijo tuas costas nuas
Aproveitando o silencio,
Que teu sorriso, insiste em se desfazer.
Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estrutura

Domínio publico
Letras, palavras,
Pensamentos proibidos!
Diante dos olhos vendados
Chove realidade em forma de caos.
No sistema de faz de contas
Tanto o povo, quanto a estrutura,
Não conseguem esconder a rachadura.
Que existe na mente, na sociedade que finge,
Na realidade coexistente.
Pablo Danielli

Nem tudo

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço
Certos momentos deixam um rastro,
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber
Que existe sentimento,
Mesmo quando se parece estar
Sozinho.
Pablo Danielli

terça-feira, 12 de maio de 2015

Outros

Outras ruas
Outros ecos,
Outras vozes
Outras mortes.

Entre tantos passos vazios
Sombras, formas deformadas,
Vidas, entre abismos!
Escolhas que se dizem,
Ser em algum momento sorte.

Desejou um sol
Cobiçou uma lua,
Dormiu com pedidos
Amanheceu de mãos vazias.

Entre uma folha
E outra história,
Contos sem fim
Sem final feliz.

Sede de amor
Fome de palavras!

Quer que um estranho lhe diga
Quer que um qualquer lhe toque,
Quer que a morte não lhe encontre
Mesmo que seja entre um copo e outro
Da mais cobiçada face.

Escancara as cicatrizes
Esconde os defeitos
Marcas de uma guerra,
Com falsos vencedores.

Não ha propaganda que sacie
Tão pouco sombra que refresque,
Valor tão barato de um sentimento
Que por hora é apenas lamento.

Azar daqueles que não brindam
Sorte daqueles que não vem,
Entre uma volta e outra da vida
O mundo parece te olhar com um certo desdém.
Pablo Danielli

Indiferença


Diante do gesto
Indiferença!

Diante do ato
indiferença!

Diante da miséria
Indiferença!

Diante da dor
Indiferença!

Diante do preconceito
Indiferença!

Diante da corrupção
Indiferença!

Diante de afirmações
Indiferenças!

Diante das duvidas
Indiferenças!

Diante da vida eminente
Indiferença!

Como poderíamos
Ser todos iguais a final,
Se o resultado é a distorção
Das palavras, dos gestos,
da própria cultura?

Como ser considerado racional
Se o primeiro gesto é o de abandono,
Boa ação, apenas como intenção não salva!
Usar exemplos de terceiros não garante
Seu lugar no céu primeiro.

Todos sabemos o que deve ser feito
Todos ficamos calados diante da necessidade,
Pois enquanto a gota não nos atinge
Não há motivos para consertar o que se quebrou.

De todos os brinquedos jogados fora
A vida certamente é   mais precioso,
De todas as palavras abandonadas ao vento
As que fazem falta são as verdadeiras.

De todos os olhares perdidos
Mesmos os na escuridão, na solidão,
Os de indiferença são os que não tem salvação.

Mais uma morte
Ninguém viu!

Mais uma criança drogada
Nunca existiu!

Mais um desvio de verba
Ilusão, no Brasil!

Mais um bom livro
Se perdeu no vazio!

Mais um ser humano
Confundido com artigo raro
Numa pátria que nunca existiu!

Indiferença
Palavra forte, que define,
Um ser fraco e hostil!
Pablo Danielli

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mares navegáveis

Olha
Revolta,
Volta!
A sua volta
O vazio
Revolucionando
O nada.
Perdeu-se
A utilidade,
Seu prazo
De validade?
Ainda Vale!
Volta
Olha a sua volta,
E se revolta!
Como em antigos
Mares!
Hoje, navegáveis.
Pablo Danielli

Pelos corredores

Com tantas vidas expostas
Apostas, para saber,
Qual a primeira que cai.
Com tanta sobra de vaidade
Espelhos trincados,
Por meias verdades
Escondem mentiras,
Pelos corredores.
Bocas delirantes
Em busca de calmantes,
Para fugir de qualquer coisa
Que se apresente como a dor.
Figuras abstratas em porta retratos
Algo relacionado ao passado,
Um futuro que em algum dia
Já se desejou.
Pablo Danielli

sábado, 9 de maio de 2015

Meretriz caída

A figura afoita
Caminha manca,
Em meio a solidão!

Olha besta com chifres
Raivosa, com a cara manchada,
Á escoria, desiludida, pavão!

Toca com seu saltitar
O som da ruína,
Melodia da sociedade corrompida.

Cega pelo vil metal
Por desejos além do pão!

Suga toda a esperança
Vinda das veias rasgadas
Da vida, que ao lado da indiferença,
Pergunta! insistentemente?

Quem em meio a cobiça
Não merce morrer?
Se não se valoriza a vida!

Filho da ferida
Que nunca cicatriza,
Meretriz caída
Amor, desilusão.
Pablo Danielli

Por entre noites

Incógnita duvida
Não me conhece além dos pecados,
E tão pouco parece saber.

Mas é intima estranhamente
Assim como o tempo,
Inexplicavelmente desperdiçado.

Acompanha-me e dissipa-se nas duvidas
Escondido por entre noites,
É a sede pela luz
que a torna tão intrusa.

E dança comigo!
Como uma louca desconhecida,
Testando meus limites
Da dor, do prazer!

A cada vazio feito pelo medo
A morte tão fria, que me cerca
É o amor, que a vida
Nunca vai ter!
Pablo Danielli

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Múrmuros

Paredes murmuram verdades
Que nunca serão ditas.
A noite esconde segredos
Que nunca serão vistos.
E tua mente...
Mente!
Para disfarçar a verdade,
Como forma de conforto...
Para não esconder o rosto,
Mesmo a contragosto.
Pablo Danielli

Intimo

De repente do olhar
Surgiu a duvida,
E da duvida a certeza
De que sua vida precisava mudar.
Não só de amores e estações
Mas o que possuía
No coração.
Pablo Danielli

Lá fora!


Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.
Pablo Danielli

terça-feira, 5 de maio de 2015

Botão

Medíocre instante
Do botão, explosão!
Propagação da incerteza
Duvida e escuridão.
Dedos que condenam
Sem saber, sem ter um porque,
Justo sofrimento
Por escolha da sorte?
Ou da falta de saber!
Em um piscar de olhos
Uma caricatura bem apresentada,
Do mal, em forma de fada.
Auto, convencimento
De que o melhor para você
Talvez seja também para a nação!
Leve instante de esperança
Que se acabe a apreensão,
Mesmo que seja nas mãos
Manchadas de um duvidoso ser.
O voto é a guilhotina do povo
Que lentamente mata milhares
Pelas desculpas esfarrapadas
De homens que se dizem exemplares.
Ao amanhecer restam apenas vestígios
De mais uma fantasia, que esfarelou vidas,
Em troca de um barato assistencialismo.
Que começa no alento de uma urna
E termina com a esperança em um caixão.
Pablo Danielli

Sensibilidade Bruta


Chora pobre miserável
Por sua pouca sorte de nascer condenado,
Se não por correntes, por mãos que se dizem justas.
Por migalhas de sentimentos,
Por um luxo chamado vida.
Reclama sobre o jornal úmido
Declamando seus gruídos.
Esquece-se do gosto do pão
Perde teu desejo por água,
Mendiga olhares tristes
De poucas almas cinza,
Que insistem em não lhe ajudar.
Não sabe mais, qual é tua imagem?
Não sabe mais, o que significam tuas palavras?
Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma,
É desespero de não poder mais sentir, a flor!
Em forma de esperança que como pétalas
Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.
Pablo Danielli

Sapatos soltos


Os sapatos
Com as solas gastas,
Ficaram pelo caminho.
As palavras vazias
Não resistiram à força do vento.
Apenas alguns calos
Apenas alguma duvida.
Tempo que sobra
A cada volta do dia,
Preenchido com tristezas ou alegrias.
E a duvida que não deixa
O corpo e perturba a mente.
Será tudo em vão
Ou a sorte lhe dará,
Mais um dia de respiros vãos.
Pablo Danielli

segunda-feira, 4 de maio de 2015



O corpo está nu!
De roupa...
Ou de pudor?
O corpo está nu!
De pré-conceitos...
Ou de valor?
O corpo está nu!
Mas, com sua banalização...
Ninguém notou sua nudez!


Pablo Danielli

sábado, 2 de maio de 2015

Palavras



As ondas vão me levando, por quase todo o oceano, sinto a doce brisa bater em meu rosto, levando todas as duvidas que um dia tive, fico calado, observando e me pego sonhando, sonhando sobre a vida a morte o mundo e seus mistérios, esperando por um porto seguro, onde eu possa ter certeza de que nada poderá acontecer de errado, mas sei ser impossível, raro momento, cada vez mais longe de meus olhos, mais ainda sim perto do coração, deixo o vento me levar, mostrar o caminho, e apenas segui-lo.


Uma busca que sei que mesmo no escuro, com os olhos vendados pela impureza de meus pensamentos e a crueldade de minhas palavras, espero achar, deixando de pensar na realidade para viver em algo que não existe, que traz paz e conforto, mas que um dia se acaba, como uma flor e como o amor.


Faço tudo o que posso, a nosso favor somente as estrelas e mesmo assim minha alma não quer partir, insiste e persiste em ficar , lutar por algo que perdi no tempo, que se espalhou no espaço e que somente vive dentro dela, palavras sinceras que fazem sorrir, para entender os pensamentos que surgem de todos os lados, para todas as horas lembrar de algo bom, que mesmo que já não exista, lembrar que aconteceu.


Crescer é uma eterna aventura, talvez mais difícil que a figura de um anjo caindo do céu e se despedaçando aos poucos por apenas tentar amar, com a pureza de uma criança e a inocência de que tem os pensamentos mais puros do universo, o tempo passa e não retorna mais e quando o sol se por e a chuva cair, uma estrela surgira, mostrando a todos a esperança de um novo dia, folhas secas caindo pelo chão mostrando um novo caminho, uma nova vida, dando um novo sentido, um novo colorido, renovando a fé.


Pessoas buscam um amor eu tento encontrar a paz, na simplicidade das coisas do dia a dia, no perfume de uma rosa no sorriso de uma mulher e na delicada boca que a beija.


Para despertar o sentimento, a loucura e insensatez e a paixão, o olhar não deixa mentir, entrega, faz e desfaz, o toque o beijo provas de algo maior que eu, te ver passar e sorrir é lindo maravilhoso, dona do céu, capaz de deslumbrar, despertar paixões, encantar, iluminar a escuridão, despertar um coração da solidão, e capaz de dar vida a quem a muito já não vive, que a muito não sabe o que é viver.


A tempestade não tem hora, não espera, chega de repente, não avisa, e destrói tudo em seu caminho, causando dor, sofrimento e até solidão, momentos difíceis sempre existiram, sempre haverá problemas sempre haverá um amanha e sempre haverá a calmaria para curar tudo, tão certo quanto a vida, tão certo quanto a dor o amor, tão certo quanto a paz e a guerra, tão certo quanto eu e você.
As vezes palavras são ditas mesmo sem querer, olhares se cruzam sem perceber e bocas se tocam sutilmente, assim como eu e você...


É fácil falar do lindo azul do céu, da cor de seus olhos e do perfeito sincronismo, mesmo sendo normal, comum e ate banal, fácil é falar do vento, do sol e da lua, fácil é explicar a vida e o rumo que elas tomam, fácil é colocar palavras em um papel e deixa-las para o tempo contradize-las...
Mas não é fácil falar de algo que pouco se conhece, que não se tem controle, que poucos viveram ou dizem ter vivido, como explicar, como dizer ou ate explicar algo tão abstrato raro, incomum, que é capaz de mudar as pessoas, capaz de fazer sorrir ou chorar....


Todos tem decepções, não sou diferente tenho as minhas, todos se iludem inclusive eu, todos gostam, todos odeiam, não sou diferente, sou mortal, ao alcance de erros e acertos, gestos e atitudes, se hoje falho é porque no passado em algum lugar errei, se acerto é porque sem querer fiz algo bom...




Lagrimas caem não porque é triste o fim, não porque sou digno de falhas, mas porque como todos sou simplesmente mortal, normal, comum, onde em cada esquina tem um, onde não é raro o erro, não é raro o pecado e não é raro pensamentos impuros e que não é raro a desilusão....


Por trás da aparência de tudo bem, de que ta tudo certo, há uma coisa frágil fácil de quebra, passível de sofrimento, de dor e com palavras soltas no ar não melhora somente piora, destrói, mas algo está guardado num lugar seguro onde, nada poderá atingir, nada poderá destruir, as frases, as alegrias, sorrisos, favores, delicadeza, sentimento, para um outro alguém...


O tempo de esperar já passou, o tempo de boas novas é chegado, e dele espero muito mais do que recebi no passado dele espero paz, alegria e talvez alguém especial.




Pablo Danielli

Nu!

O corpo está nu!
De roupa...
Ou de pudor?
O corpo está nu!
De pré-conceitos...
Ou de valor?
O corpo está nu!
Mas, com sua banalização...
Ninguém notou sua nudez!
Pablo Danielli

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