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sábado, 9 de maio de 2015

Meretriz caída

A figura afoita
Caminha manca,
Em meio a solidão!

Olha besta com chifres
Raivosa, com a cara manchada,
Á escoria, desiludida, pavão!

Toca com seu saltitar
O som da ruína,
Melodia da sociedade corrompida.

Cega pelo vil metal
Por desejos além do pão!

Suga toda a esperança
Vinda das veias rasgadas
Da vida, que ao lado da indiferença,
Pergunta! insistentemente?

Quem em meio a cobiça
Não merce morrer?
Se não se valoriza a vida!

Filho da ferida
Que nunca cicatriza,
Meretriz caída
Amor, desilusão.
Pablo Danielli

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