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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

E a criança sorriu,
Na beleza do seu sim,
Na sua brincadeira de ser inocente,
E na pureza de seu olhar.
No encanto tão aparente,
Talvez no descobrir da vida, latente,
Assim quem sabe ganhe um beijinho de presente.
Um belo abraço e um obrigado,
Por estar sendo ouvido,
Cuidado e amado.
Filhos, sobrinhos e amigos,
Pequenos soldados,
Treinados para vencer a dor,
Espalhar o amor e pintar o mundo
Com uma linda cor.

Pablo Danielli
Joãozinho era um menino triste
Triste era um menino chamado Joãozinho,
Tão pouco sabia da vida,
Tão pouco a vida sabia sobre ele,
Não sabia o potencial que tinha,
O potencial ainda não havia chegado até ele.
Joãozinho estava descobrindo coisas novas,
As coisas estavam descobrindo Joãozinho,
Joãozinho não sabia andar sozinho,
As ruas ainda não haviam descoberto Joãozinho,
Joãozinho não conseguia ver beleza no mundo,
Mas o mundo, via beleza em Joãozinho!

Pablo Danielli

sábado, 29 de agosto de 2015

Lá...
Na terra de ninguém!
Aonde os pensamentos,
Brotam.
Aonde o tempo não se percebe,
O sonho não se cobra...
As paredes não fazem divisas,
Os muros são invisíveis,
O sentir, é tão natural quanto sobre?
(viver)!
Lá...
Aonde somos todos humanos,
Mora defeito, pecado e alegria.
Nesta terra...
Aonde o chão e o céu,
Se confundem.
O infinito, impossível e indivisível,
É apenas uma questão
De pensar e acreditar.
A diferença é que aqui somos adultos
Carrancudos e cinzas,
Lá somos crianças
Que teimam em colorir e sonhar e perdoar.

Pablo Danielli

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sorrisos
Pequenos e tímidos,
Delicados e que brilham...
O mundo na palma das mãos,
Em forma de vida pura e bela.
Colorindo dias cinza,
Arrancando suspiros,
E fazendo brotar amor...
Em corações que nunca sentiram.
Um anjo, em forma de filha e filho,
Hoje um ser pequenino,
Amanha do tamanho de um amor infinito.

Pablo Danielli
Bola rola, rola bola,
Bola pica, voa bola!
Criança vê, criança quer,
Chutar a bola, brincar de pega-cola e pular corda,
Sapeca criança, criança sapeca, entra na dança,
Dança de bambole.
Passa o anel pra cuidar, canta uma cantiga pra ninar,
Salva a princesa da torre do castelo,
Vira herói, mata o dragão e prende o vilão.

Pablo Danielli

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sonhei que era famoso,
Compositor, cantor, escritor, ator ou o seja lá o que for,
Tudo que eu dizia tinha classe, tudo que fazia tinha glamour,
Havia fãs, seguidores e admiradores.

E assim acumulava grana e fazia fortuna,
Mulheres aos meus pés e muitos corações partidos
Mas era famoso, isso era bom, mesmo com muito interesse em jogo.
Carrões, iates e hotéis de luxo, nada me faltava,

Por muitas festas eu passava, o pessoal me chamava,
E ainda se precisasse de mais alguma coisa
Meu empresário providenciava.

Foi então que nesta vida de famoso resolvi descansar,
Sem querer acordei do sonho que tive e sofri,
Contas para pagar, a geladeira vazia e a mulher a gritar,
Morar na periferia, carro popular e filhos para cuidar.
Assalto a mão armada, buracos nas calçadas e algumas sandálias estragadas.

O dinheiro não dá, o mês é pouco, vivendo sempre no sufoco,
E eu querendo voltar a sonhar, porque sinceramente meu amigo,
Esta vida de pobre, definitivamente não dá.

Pablo Danielli

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Impunidade com tons de mediocridade
Sociedade lasciva controlada por políticos Libertinos,
Entre goles de cachaças, bundas para por na vitrine,
Ha ainda quem ache algum tipo de graça!
Falhas de caráter que o dinheiro apaga
Falhas na sociedade que a tv disfarça.
Entre rodas de pessoas, boas?
A roleta da sorte só beneficia
Quem tem influencia, nome ou algo podre?
Com ajuda da mídia, da politica ou do medo,
Para poder ter um pedaço do paraíso
No brasil é preciso ter o dedo sujo,
Ou pagar os dez por cento!



Pablo Danielli

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Como dois amantes,
Caminhamos pelas ruas, entre muros pichados da cidade,
Contemplando toda desigualdade,
Com o céu de testemunha das lagrimas e de nosso amor.

Pelos becos escuros, famigerados,
Sem tetos e famintos, observam
A soberba, fartura de nosso amor.

O mau cheiro das sarjetas,
Este, já não nos atrapalha mais,
E assim, passeamos por praças quebradas,
Mal iluminadas e abandonadas.

Contemplamos a beleza de ser diferente,
Em um universo igual.
E pelas calçadas esburacadas, chegamos ao nosso destino final,
Para nos amarmos ao som de balas cruzadas,
Em meu apartamento de vinte metros quadros,
Distribuídos entre sala e quarto,
Na periferia da cidade.


Pablo Danielli

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Poço



No fundo do poço

Estava a vida...

O pouco da dignidade,

E um resto de amor.

As palavras presas

Entre as paredes,

Faziam afogar.

A esperança...

Era como um muro alto,

Intransponível.

E o fundo do poço,

Era morto, sem luz...

Por que há muito

Os olhos não veem ou brilham.

Ninguém era capaz de ouvir ,

Os gritos eram tão fortes,

Quanto a indiferença...

De quem por ali passava.

Usado pela cidade,

Desprezado pela sociedade,

Esquecido como um eco...

Preso na memoria.

Antes fonte de vida,

Agora, agoniza.

Porque todo ser que ali bebeu 

Esqueceu-se de retribuir,

Por que uma vida,

Só deixa de ser fonte,

Quando é apenas usada...

E esquecida.


Pablo Gabriel Ribeiro Danielli
A ponte

É uma ponte, simples e velha,
Que faz com que tudo fique mais próximo
Que faz com que o abismo seja superado.
Que te leva novos sonhos e objetivos
É o cheiro da madeira velha,
A umidade dela ao passar em sua mão
Que te dopa da ilusão que é a realidade.
Que faz você deixar o passado
Como o ranger de seus passos,
Superando sua altura
Mesmo tão certo de suas próprias loucuras.
É o divisor do tempo
Com folhas sendo varridas pelo vento,
E teus olhos antes perdidos
Agora ao atravessa-la,
Encontra certo conforto e alento.

Pablo Danielli

Casa sem morada

Pessoas sem vida,
Dividem agonias.
Entre tabuas,
E frestas no telhado...
Lá vai esperança,
Com o passar dos dias.
Entre águas passadas,
Falta lhe faz a pureza,
Da alegria roubada.
Casa sem morada...
É como uma pessoa,
Sem alma.
Não ri...
Não luta...
Não chora...
Conformado, mendiga!
O sol, não aquece a casa,
A esperança, não encontra ninguém,
No barraco, proclamado lar...
Dividido entre corpos,
Cozinha e sala.

Pablo Danielli

domingo, 23 de agosto de 2015

O que os frutos daquela velha arvore
Ofereceram-lhe além de ilusão,
E a alguns momentos de falsa vida?
Alguns raios de sol, pouca sombra,
Amores passageiros que perduram
Na memoria por intermináveis anos.
Vividos em alguns outonos intensos
Com sobras de promessas nunca cumpridas,
Envolvidos com puro sentimento
Amores simples, mas que perduram.

Pablo Danielli

sábado, 22 de agosto de 2015

Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.

Pablo Danielli
Liberdade assistida, vida enjaulada
Entre botões e programas,
Que mantém sua fé!
No apelo brutal, da falsa ideia?
De beleza e realidade.
Você ignora seus sentidos
Em busca de apelos e motivos.
Escravo de letras garrafais
Em fosco ou neon, indicando um caminho,
Para continuar na trilha, para consumir ou sobreviver,
Em um mundo comum ou dito extraordinário, tanto faz!

Pablo Danielli

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sangria



Portas e janelas sem paisagens, lâmpadas sem brilho, algo na solidão á seduz. Não há mistério que seja tão grande quanto o seu ego. Passam lentamente as horas, passam lentamente os pensamentos e nada além de paredes cheias de palavras sem sentido, riscadas em algum momento ou por meio de um possível suspiro.



O frio parece aconchegante, o chão parece confortável, seus dedos dilacerados pelas verdades, não apresentam qualquer saída. Seu corpo treme, seu gemido é apenas de dor, algo invisível á todos, tortura deliberadamente seu sentimento.

Um ou dois gritos que como laminas afiadas, rasgam o vazio. Libertando-a de forma inútil da prisão que se tornou seu próprio corpo. Sua imagem se debate entre as paredes, deixando seus olhos marejados de aflição, algo além de sua própria vontade deseja explodir dentro de si.



Todos estão fora de controle, seus pensamentos, seus desejos, suas lagrimas, seus sorrisos, suas dores e seus dentes. No universo limitado de seu corpo, aos poucos não sobram caminhos inteiros para seguir.


Recai sobre si o peso da duvida, exala em seus poros o medo. Lentamente consumindo-a por desejos tão pesados que as sobras não serviriam de banquete aos urubus. Não se houve mais o irritante ponteiro das horas, que a cada volta lhe lembrava o que almejava esquecer, destruir.


Não restam forças, não lhe deixaram sonhos possíveis, seus joelhos por hora castigados, não conseguem levantar. Tudo aos poucos some, em seu olhar se perde qualquer linha que á trate como ser humano, que seja um guia, um horizonte. Saídas possíveis se tornaram pesadelos distantes, lentamente se torna invisível, á única sensação que agora sente é de seu próprio sangue. Forjando sua cama, seu ultimo descanso.


Pablo Danielli
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Soldadinho de chumbo



Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Marchem!


Soldadinho de chumbo
Que obedece sem questionar,
Dia a pós dia...
Enquanto a internet deixar.

Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Sentido!

Lustra as botas do teu superior,
Enquanto come o pão...
Que “teu” (governante) amassou.

Esquerda, direita!
Esquerda, direita!

Certo ou errado,
Honesto ou corrupto...
Obedecer, obedecer...
Como mula, perecer.

Esquerda? Direita?
Sacrificados na guerra,
Soldadinhos de chumbo
São como moedas de troca...
Morrem pela boca,
Sem perceber.

Esquerda e direita
Não tem sentido, 
E nem objetivo.

Se não...
O de enriquecer.

Pablo Danielli

No meio da vida



No meio do caminho

Havia um amor,

Um pouco de vida...

Alegria e dor.

Existiam os anos e o tempo,

O desejo e o medo.

No meio do pensar

O vento que toca o corpo,

Faz algumas almas esperar.

Outras sentem a brisa,

Fazendo a esperança brotar.





Pablo Danielli

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Ilusão



Nem sempre, 

É nobre o gesto.

Nem sempre,

É justa a causa.

Muitas vezes,

Apalavra não é bela.

Às vezes,

As mãos ficam são sujas.

Retidão...

Nem sempre é possível.

Honestidade...

Depende do momento.

A hombridade,

Nunca é discutida.

Entre a maciez da voz,

E a brutalidade do olhar...

A política se mantém entre os homens.

De índoles questionáveis,

Um espetáculo a parte...

Sem regras claras,

Feito as escuras.

Em um momento do tempo,

Chamado Brasil.





Pablo Danielli

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Uma salva de palmas
Para o livro que geme,
O que fala e o que viaja,
O livro que te faz sonhar!
Sorte da pessoa e do ser
Que se deixar, por ele encontrar,
Iluminar por suas paginas.
Preencher sua mente
Com palavras, sabedoria!
Deixar de ser mais um na multidão
Para poder viver, mesmo que por instantes,
No mundo da imaginação.

Pablo Danielli

terça-feira, 18 de agosto de 2015


Com tantas vidas expostas
Apostas, para saber,
Qual a primeira que cai.
Com tanta sobra de vaidade
Espelhos trincados,
Por meias verdades
Escondem mentiras,
Pelos corredores.
Bocas delirantes
Em busca de calmantes,
Para fugir de qualquer coisa
Que se apresente como a dor.
Figuras abstratas em porta retratos
Algo relacionado ao passado,
Um futuro que em algum dia
Já se desejou.

Pablo Danielli
Diante de meus olhos marejados
As pedras que imperam, chocam!
Mas não impedem o caminhar.
Tão só e distante estão
As palavras que se desejam ouvir,
Mas as cicatrizes da vida
Fazem o ar, raro com a força do vento, penetrar.
No corpo, na mente, na solidão tão presente,
Um olhar confuso
Um conflito que persegue,
Mas não reina!
Enquanto eu puder amar.


Pablo Danielli

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Á Miss Brasil anunciou seu namoro,
O governo, verba para educação!
O piloto mais um ano de decepções.
A mídia manchetes de novela,
Fofocas sobre casais.
Nas ruas pessoas desacreditadas
Entra ano e sai ano,
Desculpas de políticos esfarrapados.
Mai um jogo da seleção
Criminalidade atingindo recordes,
Números de um jornal dominical.
Saúde apenas para quem tem benção papal!
Entre uma reza e outra
Desejos de um saldão de verão,
Livros, lá não estão.
Entre uma cabeça dividida
E uma mente sem pensar,
Pedras no meio do caminho
Apenas para arremessar!
No país canarinho
Sonhos não são feitos para voar,
Luxo que o dinheiro não compra
Escondido por sorrisos, entre sinais.
No país das oportunidades
A corda é bamba e bamba,
Para quem não sabe de mais.
O resto é resto
Sobras de jantares,
Telespectadores acomodados
Esperando por algum mocinho,
Que salve a todos, em um grande final!


Pablo Danielli
O sinal fechado
Ninguém parou,
Um tiro paira no sentimento
Mais um corpo esticado,
Mãos ao chão!
Ninguém olhou.
A vida os ignorou
Ajudar é fraqueza,
Te faz vulnerável,
No país do escracho!
Lagrimas e lamentações
Uma boa foto,
Capa de jornal!
Matéria de primeira
Ibope do descaso.
Cansado de ser invisível
Sensível às criticas,
Orgulhos feridos
De mentes que não estão nem ai.
A vida segue
Fecha-se uma cortina,
Aplausos finais
A vida continua.
O morto é estranhamente desconhecido
Melhor assim, não faz mal!


Pablo Danielli
Essa selva de pedra
Em constante movimento,
Feita de sonhos, lagrimas,
Feita de gente.
Tantas ruas que se cruzam
Sorrisos surgem de repente,
Placas que nada dizem
Olhares que se entregam, assim sem mais,
Supreendentemente.
Dias cinzas, bons para novos amores,
Uma xicara de chá, desinteresse!
A loucura de uma grande colmeia
Que corre nas veias dessas pessoas
Que fingem ser gente.
O concreto, o pó, o asfalto,
Uma droga viciante
Que, quem vive isso mesmo por um instante,
Não consegue mais sair.
É o gozo de prazer
De quem já não consegue viver sem
As palavras duras, olhares tristes,
Que se escondem em forma de arquitetura
Iludindo qualquer sobrevivente.

Pablo Danielli

sábado, 15 de agosto de 2015

Sangra, pobre criança!
Em meio a tua miséria
Insiste brotar esperança.
De que adianta tantas lagrimas?
Dor de quem não tem,
Pelo que sofrer!
Olhos que se desviam
Caminhos que nunca serão,
Preenchidos.
Onde está sua pureza
Depois de anos jogada,
A própria sorte, sarjeta!
Sente o aroma da vida
Há lhe provocar?
Sente o vento tocar suas feridas?
O sol a lhe castigar!
O sorriso provocador da indiferença
Da descrença, das pessoas,
Que parecem te ignorar?
Sangra, pobre criança,
Por aqueles, que nunca hão de lhe amar!

Pablo Danielli

Uma constante caminhada
Contraste de luz,
De entre brilhos no olhar.
Retratos em preto e branco
Misturados ao colorido da vida.
Retalhos de um coração desejado
Pelo amor, pela dor, pelo calor,
Cirandas de algo, que nunca se deixou.


Pablo Danielli

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Silêncio





O silêncio fala...

O silêncio canta...

Às vezes grita...

E chora.

O silêncio constrói,

Mas também destrói.

Há reflexão no silêncio,

Mas não há pensar na fala.

Por isso, cala...

Enquanto lhe é permitido,

E, fala...

Somente quando,

Não puder mais

Dominar o silêncio.





Pablo Danielli

Vive!

Mas, não...

Da boca pra fora.

Mas, sim...

Do corpo,

Pra dentro.





Pablo Danielli

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Casa sem morada

Pessoas sem vida,
Dividem agonias.
Entre tabuas,
E frestas no telhado...
Lá vai esperança,
Com o passar dos dias.
Entre águas passadas,
Falta lhe faz a pureza,
Da alegria roubada.
Casa sem morada...
É como uma pessoa,
Sem alma.
Não ri...
Não luta...
Não chora...
Conformado, mendiga!
O sol, não aquece a casa,
A esperança, não encontra ninguém,
No barraco, proclamado lar...
Dividido entre corpos,
Cozinha e sala.
Pablo Danielli

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

Era para ser agora,
Mas, ficou para depois.
Era para ser pra sempre...
Virou rancor.
Tantos laços!
Impossível desatar a dor.
Um passo em falso,
La se vai...
Um velho amor.


Pablo Danielli

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O amor supera tudo

Como dois amantes,
Caminhamos pelas ruas, entre muros pichados da cidade,
Contemplando toda desigualdade,
Com o céu de testemunha das lagrimas e de nosso amor.

Pelos becos escuros, famigerados,
Sem tetos e famintos, observam
A soberba, fartura de nosso amor.

O mau cheiro das sarjetas,
Este, já não nos atrapalha mais,
E assim, passeamos por praças quebradas,
Mal iluminadas e abandonadas.

Contemplamos a beleza de ser diferente,
Em um universo igual.
E pelas calçadas esburacadas, chegamos ao nosso destino final,
Para nos amarmos ao som de balas cruzadas,
Em meu apartamento de vinte metros quadros,
Distribuídos entre sala e quarto,
Na periferia da cidade.

Pablo Danielli


Que direitos são estes que ferem
Não só o corpo, mas a alma,
Que luta é essa que maltrata
Dilacera a coragem, faz crescer o medo?


Que culpa tão grande é essa
Que faz desejar não viver,
É a beleza, o aroma ou o sorriso encantador?
Seus cabelos ao vento, não podem servir como chicotes!

Um silencio, que fere!
Dilacera e maltrata.
Mas os olhares tão tristes
Com esses dias tão incompreensíveis
Não fingem.

Existe vida além-mar?
Existe esperança além da dor?
Existe força aonde só há terror?

Tantas perguntas em um corpo tão frágil
Capaz de fazer surgir à vida,
Mas ainda incapaz
De viver com a dor.

Não é pela violência sofrida
Não é pelo desespero nela contida,
Não é pelas marcas que não cicatrizam!

É pela alma ferida
Pela pureza perdida
Pelo corpo que deveria receber
Somente o calor
E sentir apenas o amor.

É o direito de viver
De ser feliz,
Que alguns ainda não conseguem
Se permitir.

Pablo Danielli

domingo, 2 de agosto de 2015



Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.


Pablo Daniell

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