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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Poço



No fundo do poço

Estava a vida...

O pouco da dignidade,

E um resto de amor.

As palavras presas

Entre as paredes,

Faziam afogar.

A esperança...

Era como um muro alto,

Intransponível.

E o fundo do poço,

Era morto, sem luz...

Por que há muito

Os olhos não veem ou brilham.

Ninguém era capaz de ouvir ,

Os gritos eram tão fortes,

Quanto a indiferença...

De quem por ali passava.

Usado pela cidade,

Desprezado pela sociedade,

Esquecido como um eco...

Preso na memoria.

Antes fonte de vida,

Agora, agoniza.

Porque todo ser que ali bebeu 

Esqueceu-se de retribuir,

Por que uma vida,

Só deixa de ser fonte,

Quando é apenas usada...

E esquecida.


Pablo Gabriel Ribeiro Danielli

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