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sábado, 15 de agosto de 2015

Sangra, pobre criança!
Em meio a tua miséria
Insiste brotar esperança.
De que adianta tantas lagrimas?
Dor de quem não tem,
Pelo que sofrer!
Olhos que se desviam
Caminhos que nunca serão,
Preenchidos.
Onde está sua pureza
Depois de anos jogada,
A própria sorte, sarjeta!
Sente o aroma da vida
Há lhe provocar?
Sente o vento tocar suas feridas?
O sol a lhe castigar!
O sorriso provocador da indiferença
Da descrença, das pessoas,
Que parecem te ignorar?
Sangra, pobre criança,
Por aqueles, que nunca hão de lhe amar!

Pablo Danielli

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