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sábado, 30 de janeiro de 2016

Pálida noite

 

Explique noite,
Porque meus olhos não sentem?
Explique pálida noite,
Porque meus dedos estão anestesiados...


Porque enfim, meu coração não pulsa.
E então, porque minha boca cala,
Quando meus lábios deveriam bravejar!


Porque teu silencio,
Tomou conta do meu corpo,
E meu calor em forma de alma...
Já não aquece outras formas.


Agora,
Tão pouco o peso das moedas,
Faz diferença.


O algodão e a seda,
Não me fazem sentir importante.
E tudo o que vejo é você,
Tudo o que me cerca é escuridão...


Tudo parece simples,
O ar, leve e puro!
Não há palmas para meu ego,
Nem espectadores para meus gestos.


Somente tu!
Nua e silenciosa, tomando meu corpo...
Por carne podre.


Sem ao menos se importar,
Com um nome, uma posição ou passado feito.


Sou mais uma peça,
Que não se completa nos teus caprichos.


Sou agora...
Mais uma história a ser coletada,
E esquecida.


Assim como tu, triste noite!
Que ao amanhecer,
Levara contigo toda forma de vida...


Mesmo sendo nova ou velha,
Nunca compreendida.



 Pablo Danielli

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Lagrimas de sangue

Muitas vidas que não acontecem,
Não existe compreensão...
A boca que pede perdão,
Não estende a mão!

Quem criou o caos?
Quem criou o caos?

A morte, não permite chorar,
É preciso sobreviver, lutar!

Esta noite,
Não há historias para contar...
Não se houve cantigas
De ninar...
Filhos mortos,
Não podem escutar.

Existe a penas o pesar,
A perda e a dor.
Lagrimas, feitas de sangue,
Que marcam para sempre,
O chão que se passou.

A fronteira que separa,
Limita também, a cabeça e o coração.
O desespero vira capa de jornal,
Gera ibope na TV...
Emoção que passa,
Depois do comercial.

Em algum lugar do mundo,
Alguém sorri...
Pensa (?), ainda bem,
Não é aqui!
Em alguma cama, alguém deita,
Sem o peso dos mortos nas costas.

Os pecados de poucos,
São castigados com o sofrimento de muitos.
Fazendo da vida,
Algo inacabado...
A marcha dos excluídos,
Toma conta do mundo.
Porque, todos temos,
Nossos mortos, para enterrar.

A miséria que a noite esconde,
O dia revela!
E nada sobra do nosso reflexo...

Da um beijo de despedida,
No corpo do teu filho,
E parte sem destino.
Porque o sangue,
Que mancha a terra,
Não é culpa tua!

Os gritos calam,
Mas a dor é eterna.
Para quem sente,
 Que o vento de agosto,
Trás apenas o temor...
De um setembro sangrento.

Acende uma vela e reza,
A espera de perdão e compreensão,
De quem pode, mas finge não saber como...
Salvar.

Oferece apenas um pedaço de pão,
Enquanto no silêncio da noite,
Cala-se, mais um coração.

 

Pablo Danielli

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



2.

Ao fundo de tudo,
Fica o vazio...
Um resto de mundo.
A palavra extraviada,
O sentimento sufocado.
No fundo, ao fundo...
Não pode ser preenchido,
Com alegria ou dor alguma.
Resta a confusão e a duvida!
Porque no fim de tudo,
A vida não tem apenas
Um rumo.


Pablo Danielli

O Poço

No fundo do poço
Estava a vida...
O pouco da dignidade,
E um resto de amor.
As palavras presas
Entre as paredes,
Faziam afogar.
A esperança...
Era como um muro alto,
Intransponível.
E o fundo do poço,
Era morto, sem luz...
Por que há muito
Os olhos não veem ou brilham.
Ninguém era capaz de ouvir ,
Os gritos eram tão fortes,
Quanto a indiferença...
De quem por ali passava.
Usado pela cidade,
Desprezado pela sociedade,
Esquecido como um eco...
Preso na memoria.
Antes fonte de vida,
Agora, agoniza.
Porque todo ser que ali bebeu
Esqueceu-se de retribuir,
Por que uma vida,
Só deixa de ser fonte,
Quando é apenas usada...
E esquecida.
Pablo Danielli

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Pálida noite



Explique noite,
Porque meus olhos não sentem?
Explique pálida noite,
Porque meus dedos estão anestesiados...
Porque enfim, meu coração não pulsa.
E então, porque minha boca cala,
Quando meus lábios deveriam bravejar!
Porque teu silencio,
Tomou conta do meu corpo,
E meu calor em forma de alma...
Já não aquece outras formas.
Agora,
Tão pouco o peso das moedas,
Faz diferença.
O algodão e a seda,
Não me fazem sentir importante.
E tudo o que vejo é você,
Tudo o que me cerca é escuridão...
Tudo parece simples,
O ar, leve e puro!
Não há palmas para meu ego,
Nem espectadores para meus gestos.
Somente tu!
Nua e silenciosa, tomando meu corpo...
Por carne podre.
Sem ao menos se importar,
Com um nome, uma posição ou passado feito.
Sou mais uma peça,
Que não se completa nos teus caprichos.
Sou agora...
Mais uma história a ser coletada,
E esquecida.
Assim como tu, triste noite!
Que ao amanhecer,
Levara contigo toda forma de vida...
Mesmo sendo nova ou velha,
Nunca compreendida.




Pablo Danielli


terça-feira, 26 de janeiro de 2016



Apaixone-se pelo gesto e não pelo objeto!








Deixe de lado as revistas e os blogs de beleza, o apelo da mídia por corpos definido como “perfeitos”. Não há motivos para simplesmente esquecer o ser e cultivar o ter, apenas uma marca, uma forma de esconder nossas carências afetivas.


O melhor sapato, o melhor perfume e a melhor roupa, itens que são esfregados em nossa cara como forma de ser uma pessoa melhor, custa tempo e vida para comprá-los, embora tudo isso se acabe com o tempoassim como nossos corpos.


Pratique esporte para ter uma vida saudável, vista-se para sentir-se confortável não simplesmente para sentir-se importante. Deixe o detalhe preencher este espaço, aquela falha (marca) que apenas você tem e lhe torna único.


Isto é o que deve realmente encantar, o gesto... E o resto não passa de item de colecionadores de decepções, de invejas, de lagrimas e rancores.


Um bom carro pode te levar a muitos lugares, mas somente os pés molhados pela chuva, fazem você lembrar-se de como é bom ser humano. Não há motivos de temer aquilo que nunca tivemos, nunca vivemos e nunca sentimos.


Desapegue-se do material e cultive o essencial, ninguém vive sem amor, sem carinho, o dinheiro abre portas, o abraço abre corações.

Cultive a mente, o coração e sorriso e não se preocupe com á lagrima deixe-a cair para semear.


Trouxemos para o mundo, apenas nosso corpo ao nascer e ao morrer nem ele levaremos, então que fiquem ao menos as lembranças, alimentemos a alma, porque o corpo, esse é objeto.





Pablo Danielli
1.


Mais que a noite,
Que passa.
Mais que teu silêncio 
Que fica.
O corpo cai...
A noite cai...
Tuas memórias,
Vão embora.
Azar o teu!
Azar o meu!
Azar da vida!
Ingrata.
Que não retribui afagos,
Ingrata.
Porque não sorri,
Só chora.
E o vento leva,
A toda hora
Teu corpo...
Pra longe do meu.
Mas o tempo passa,
A vida passa,
A noite se acaba.
Assim como a palavra,
Uma hora ou outra...
Tua solidão,
Minha solidão...
Cala!


Pablo Danielli

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