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domingo, 17 de abril de 2016

Porta

Quem és tu!
Que bate a minha porta,
Há esta hora?

Que trás consigo
O calor das ruas,
E o silêncio da fé.

Que esconde o rosto,
E a voz, não se faz ouvir.

Apenas uma sombra
Em busca de um corpo,
Para ter um dono.

Que és tu!
Que antes, não se fazia notar!

E agora...
Faz-se, de um carregado pesar.

Tu, que não veste cores!
Tu, que antes não batia!

Agora...
Insiste em ser luz.

Em que momento
Entre o luxo e a miséria,
Despertou teu desejo?

Quem és tu,
Que bate, bate e bate...
Mesmo imaginando,
Que não há alma sóbria,
Para lhe receber.

Quem és tu!
Quem sou eu?
O que somos nós...


Se não, o tudo e o nada.
O vazio e o cheio.
A loucura e a sanidade.
O amor e o ódio...
A carne e a alma.

Quem és tu,
Que se faz martelo...

Quem sou eu,
Que se faz porta...

O que somos nós.



Pablo Danielli

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