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sexta-feira, 22 de julho de 2016



[5.]

Homem,
Cuja alma podre...
Exala odio e certezas.
Ser, cujas palavras,
São apenas sujeiras.
Reflexo do que os olhos,
Incapazes enxergam.
Toma como certo a morte!
E apodrece no teu intimo...
Enquanto a noite passa,
Querendo se esconder do dia.


Pablo Danielli

sexta-feira, 15 de julho de 2016



28.



Qual a dor

Que cala teu coração? Qual a escolha

Deixa tua noite sem sono? As sobras do tempo...

As sombras do tempo... Ilusões distribuídas na cama. Sonhos que sobrevivem,

Em pequenos apartamentos. Olha pela janela

E enxerga o amanha. Deixa o passado sair, Sem rumo...

Porta a fora.


Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de julho de 2016



[8. ]

Pessoas caminham 

A cidade frenética, 

Não para! 

A vida e a morte... 

Não param! 

Em meio à solidão 

Na multidão. 

Num instante de reflexo...

Reflete teu ser, 

Na bosta, do cão!

Brota a poesia, 

Na confusão! 




Pablo Danielli

quarta-feira, 13 de julho de 2016

(Nem tudo)

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo,
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce... 
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço,
Certos momentos deixam um rastro...
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber,
Que existe sentimento...
Mesmo quando se parece estar,
Sozinho.

Pablo Danielli

segunda-feira, 11 de julho de 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

(Ciranda)

Você sente
Disfarça, canta e encanta!
Esconde a tristeza 
Corre da solidão,
E lamenta a falta
Da esperança.
Tenta se apaixonar
Jura não chorar,
Entrega seu coração
Mas foge da emoção.
Joga ciranda
Faz os olhos brilharem
Finge-se de forte,
Faz papel de ingênua.
Mas continua sendo 
A saudade buscando 
Um porto, um abrigo,
Para descansar o coração. 
E poder se perder 
Em largos sorrisos,
E alguns momentos
A razão.


Pablo Danielli

quinta-feira, 7 de julho de 2016

{Lembranças}
Eu disse...
Mas não escrevi.
Eu falei...
Mas não anotei.
Eu vivi...
Mas não senti.
Um vazio,
Que se diz cheio...
De arrependimentos.


Pablo Danielli

quarta-feira, 6 de julho de 2016

(Sensibilidade bruta)

Chora pobre miserável
Por tua pouca sorte de nascer condenado,
Se não por correntes, por mãos que se dizem justas. 
Por migalhas de sentimentos,
Por um luxo chamado vida. 
Reclama sobre o jornal úmido 
Declamando seus grunhidos. 
Esquece-se do gosto do pão
Perde teu desejo por água, 
Mendiga olhares tristes
De poucas almas cinza,
Que insistem em não lhe ajudar. 
Não sabe mais, qual é tua imagem?
Não sabe mais, o que significam tuas palavras?
Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma,
É desespero de não poder mais sentir, a flor!
Em forma de esperança que, como pétalas, 
Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.


Pablo Danielli

terça-feira, 5 de julho de 2016

Caminhos tortos

A vida é como as margens de um rio e nós somos de certa forma a água que o preenche, somos levados por diferentes caminhos, sendo hora em momentos calmos e em outros tantos, cheios de pedras, quedas e sujeiras.

Conforme vamos avançando, tomamos espaços e lugares, em certos momentos e não raramente podemos nos juntar a outros rios, ganhar força, ficarmos maiores. Em tantos outros continuamos seguindo sós, aumentando ou diminuindo nossa capacidade, nosso volume conforme as margens nos permitem ser.

Quando somos influenciados pelo que nos cerca, podemos transbordar ou apenas secar. Durante este trajeto, as margens nos permitem ver cidades, pessoas, florestas, servir de fonte ou apenas descarte.

Um rio sabe onde nasce, mas não sabe aonde vai desaguar, pode ser uma represa ou um oceano, tudo vai depender do que as margens da vida nos reservar.



Pablo Danielli

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Domingo de Inter



Domingo foi dia de Grenal, perdemos... Mas teve Beira-Rio lotado, Estatua do eterno capitão Fernandão e o Rei Tinga pra pedir foto! Mais que especial!

Pablo Danielli
(Sensibilidade bruta)
Chora pobre miserável
Por tua pouca sorte de nascer condenado,
Se não por correntes, por mãos que se dizem justas. 
Por migalhas de sentimentos,
Por um luxo chamado vida. 
Reclama sobre o jornal úmido 
Declamando seus grunhidos. 
Esquece-se do gosto do pão
Perde teu desejo por água, 
Mendiga olhares tristes
De poucas almas cinza,
Que insistem em não lhe ajudar. 
Não sabe mais, qual é tua imagem?
Não sabe mais, o que significam tuas palavras?
Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma,
É desespero de não poder mais sentir, a flor!
Em forma de esperança que, como pétalas, 
Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.


Pablo Danielli

sexta-feira, 1 de julho de 2016

(Porta)
Quem és tu!
Que bate a minha porta,
Há esta hora?
Que trás consigo
O calor das ruas,
E o silêncio da fé.
Que esconde o rosto,
E a voz, não se faz ouvir.
Apenas uma sombra
Em busca de um corpo,
Para ter um dono.
Que és tu!
Que antes, não se fazia notar!
E agora...
Faz-se, de um carregado pesar.
Tu, que não veste cores!
Tu, que antes não batia!
Agora...
Insiste em ser luz.
Em que momento
Entre o luxo e a miséria,
Despertou teu desejo?
Quem és tu,
Que bate, bate e bate...
Mesmo imaginando,
Que não há alma sóbria,
Para lhe receber.
Quem és tu!
Quem sou eu?
O que somos nós...
Se não, o tudo e o nada.
O vazio e o cheio.
A loucura e a sanidade.
O amor e o ódio...
A carne e a alma.
Quem és tu,
Que se faz martelo...
Quem sou eu,
Que se faz porta...
O que somos nós.

Pablo Danielli

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