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sexta-feira, 31 de março de 2017


[No mês que vêm]


Todo dia, escuridão!
Toda manchete, um tapa!
Toda injustiça, um tombo!

A morte das certezas,
A duvida da justiça.

E agora José?

A honestidade falha,
O governo corrompe?
A população alienada?
Nada faz, nada faz...

Canibalismo a nível social,
Pré-conceito como resposta formal.

Aonde erramos a curva?
Aonde deixamos tudo ficar como esta?

E agora João?
O que fazer Maria?

Não há para onde correr,
A casa é uma prisão...
As ruas da liberdade,
Tem o preço do sangue.

Trabalhadores inocentes,
Assassinos, covardes e ladrões!
Impossível identificar,
Aonde só existe solidão.

Aonde uma pátria se esconde,
Atrás de uma chuteira...
Pé na bunda, parece brincadeira!

Justiça para que?
Justiça para quem?

Acreditamos sempre no discurso na tv,
Aceitamos o dinheiro como verdade,
E quando nos damos conta, a “conta”? Vem!
Em forma de eleição...
Em pacotes de desdém.

Na falta de leitos
O leito da morte,
Faz mais um refém.

Enquanto fechamos os olhos
E esperamos que as coisas melhorem,
Sempre no mês que vêm.



Pablo Danielli

quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017


O plano


O plano
Era usar as palavras,
Era gastar sem ninguém perceber.
Fazer propaganda com palavras bonitas
Usar a manipulação da tv!
O plano era simples
Composto por pessoas simples,
Mas com gostos complexos em excesso.
Era erguer um muro
De ideologias e falsos dizeres,
Para se defender.
O plano sempre teve na pauta
A palavra reeleger...
Afogar a cultura...
Matar o pensamento...
Transformar o povo em um jumento!
O plano...
Sempre foi distrair.
Com alguma discussão vazia,
Enquanto milhares morrem,
Em filas, de fome, alucinação coletiva?
Mata mais que a guerra fria!
Era um plano perfeito
Feito para políticos de respeito,
Que excluía qualquer tipo de sujeito
Que luta por cidadania.
O único problema do plano
É que ele não sacia,
O apetite voraz de quem escraviza.

Pablo Danielli

terça-feira, 28 de março de 2017


[Ciranda]


Você sente
Disfarça, canta e encanta!
Esconde a tristeza
Corre da solidão,
E lamenta a falta
Da esperança.
Tenta se apaixonar
Jura não chorar,
Entrega seu coração
Mas foge da emoção.
Joga ciranda
Faz os olhos brilharem
Finge-se de forte,
Faz papel de ingênua.
Mas continua sendo
A saudade buscando
Um porto, um abrigo,
Para descansar o coração.
E poder se perder
Em largos sorrisos,
E alguns momentos
A razão.

Pablo Danielli

segunda-feira, 27 de março de 2017


Indi(Gente)!



        As mãos sujas pelo mau trato da vida, vasculha de forma bruta o saco junto ao meio fio, a cada volta da sua mão na aquele paraíso de sobras humanas, faz escapar o fedor de toda uma sociedade que ignora sua existência.
       O rosto baixo com o corpo meio curvado e os olhos tristes, como quem se esconde de outros olhares falsamente piedosos, ouve múrmuros quase imperceptíveis, embora sua cabeça insista em lhe alucinar, que seja sobre sua humilhação.
     Sem saber que horas são, sem se importar que seja dia, noite, ou madrugada a fora, sem obrigações legais, sem obrigações sociais, sem falsas ideologias ou filosofias baratas. Apenas com a esperança de encontrar uma sobra que possa comer, ou vender para conseguir poucos centavos.
        Mesmo que seu sofrer lhe de motivos para sorrir, dificilmente saberia que se trata de felicidade, pois a pele queimada do sol e marcada pelo descaso, já não tem a sensibilidade necessária para sentir algo além da dor. Acostumou-se a dar passos vazios, há ser invisível, há ignorar seus sonhos e desejos, não poderia ser nada além de alguma coisa qualquer, quase que um objeto decorativo, essencial em qualquer sociedade trincada e obsoleta.
        Percebe que não é bem vindo, percebe que não sabe para onde está indo, e que de alguma forma é motivo de risos, indelicados e indecisos. Que com suas marcas estampadas, seres ligados no automático esquecem-se de vestir-se de humanidade. Seu olhar corre pelas calçadas mal cuidadas, pelos muros pichados, uma cidade morta, cinza e explorada pela incessante busca de poder aquisitivo, que não se lembra mais qual é seu verdadeiro objetivo.
        Pensa com sigo mesmo, como mudar, como sobreviver a esses tempos tão incertos, não poderia ser ele o único invisível em um lugar que parece ser bom apenas para sobreviver. Aos poucos se levanta, exalando o cheiro de seu viver pelos poros entupidos de verdades nunca ditas, abandona o saco, já sem nada para lhe oferecer, da alguns poucos passos com seus pés calejados, prostrando em frente aquilo que pode ser mais uma refeição, cai uma lagrima lhe dando esperança de que ainda não foi totalmente destruído e que lhe resta uma gota de humanidade e assim segue sua sina, imposta por outras línguas que não conseguem identificar o sentido da vida.


Pablo Danielli

[Liberdade assistida]

Liberdade assistida, vida enjaulada
Entre botões e programas,
Que mantém sua fé!
No apelo brutal, da falsa ideia?
De beleza e realidade.
Você ignora seus sentidos
Em busca de apelos e motivos.
Escravo de letras garrafais
Em fosco ou neon, indicando um caminho,
Para continuar na trilha, para consumir ou sobreviver,
Em um mundo comum ou dito extraordinário, tanto faz!

Pablo Danielli

quarta-feira, 22 de março de 2017



[Democracia]

Quando ouvi os gritos,
Tampei meus ouvidos.
Quando senti a fumaça,
Cobri meus olhos e nariz.
Quando o sangue respingou em mim,
Apenas lavei minhas mãos.
Quando a minoria estava nas ruas,
Tranquei-me na sala e liguei a tv.
Enquanto o governo coagia,
E a policia batia, minha omissão falava.
Com a coleira de ajuda e salários mínimos,
A sociedade me oprimia.
Só percebi que o caminho não tinha mais volta,
Quando amanhecia o dia.
Manchetes de jornal em sua maioria,
São sempre as mesmas e vazias.
Eu morria sem envelhecer,
Escravo de um sistema brutal,
Disfarçado de democracia.
A ilusão vendida à conta gotas,
Esmola para mentes vazias,
E isto sem perceber, havia me custado uma vida.


Pablo Danielli

sexta-feira, 17 de março de 2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Olhos de jabuticaba
Noite que não passa,
Chuva na janela...
Cor de chocolate,
Vicio delirante.


Pablo 
Danielli






[O plano]

O plano
Era usar as palavras,
Era gastar sem ninguém perceber.
Fazer propaganda com palavras bonitas
Usar a manipulação da tv!
O plano era simples
Composto por pessoas simples,
Mas com gostos complexos em excesso.
Era erguer um muro
De ideologias e falsos dizeres,
Para se defender.
O plano sempre teve na pauta
A palavra reeleger...
Afogar a cultura...
Matar o pensamento...
Transformar o povo em um jumento!
O plano...
Sempre foi distrair.
Com alguma discussão vazia,
Enquanto milhares morrem,
Em filas, de fome, alucinação coletiva?
Mata mais que a guerra fria!
Era um plano perfeito
Feito para políticos de respeito,
Que excluía qualquer tipo de sujeito
Que luta por cidadania.
O único problema do plano
É que ele não sacia,
O apetite voraz de quem escraviza.


Pablo Danielli

terça-feira, 14 de março de 2017

sábado, 11 de março de 2017



[Sal da Terra]

A lagrima é o sal da terra,
Aonde a vida seca...
Não adoça esperança.
Chão partido,
Não brota vida.
Qual o tamanho do mundo,
Quando o horizonte é pó!
Perdão, pelas orações mesquinhas...
Perdão! Pelas orações mesquinhas?
É que o sol do meio dia,
Faz a vida ficar pequena,
É o vazio da existência.
Que só, se vive... 
Não se lê, não se escreve,
Em nenhuma linha.
É sina, é agonia, é vida...
Não existe escolha,
Para quem tem o pé esfolado.
Sorrisos trincados,
Em um fim de mundo,
Num mundo lotado.
É o sal da terra,
Que seca a boca...
Afogando esperanças,
De mãos esfoladas.
Que mesmo estendidas...
Não tem preces atendidas.
É o que não se vê...
É o que não se sente...
É o que se ignora...
A vida partida,
De um ser invisível.
É a noite só,
O dia ausente.
É o sal da terra,
Vida de indigente.


Pablo Danielli

sexta-feira, 10 de março de 2017



[Ilusão]

Quantas verdades são necessárias,
Para construir uma mentira?
Quantas manchetes, 
Para te fazer refém? 
Falsas escolhas,
Diferentes ilusões...
Verdades feitas para atacar.
Presos de discursos,
Causas que servem
Apenas para interesses.
A falsa duvida...
Travestida de bondade.
Bonecos manipuláveis
Vestidos pela razão,
Um discurso de confetes...
Que não enche o prato de feijão.
Os novos (Reis?), agora...
Usam cargos políticos e manipulação.
Justiça seja feita?
Só pra quem tem o bolso cheio,
Pra servir de “inspiração”...
(Falta culhão ao cidadão!)
Pensar sem rédeas,
Faz gastar a sola do sapato.
Em um lugar aonde todos vivem cercados,
A morte é sempre certa...
Com ou sem escravidão.
Rei morto, rei posto...
Mudam-se os nomes
Continuam os luxos e os desejos,
Ao povo, migalhas...
Ilusão.


Pablo Danielli

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