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sexta-feira, 23 de junho de 2017



[Sal da Terra]

A lagrima é o sal da terra,
Aonde a vida seca...
Não adoça esperança.
Chão partido,
Não brota vida.
Qual o tamanho do mundo,
Quando o horizonte é pó!
Perdão, pelas orações mesquinhas...
Perdão! Pelas orações mesquinhas?
É que o sol do meio dia,
Faz a vida ficar pequena,
É o vazio da existência.
Que só, se vive... 
Não se lê, não se escreve,
Em nenhuma linha.
É sina, é agonia, é vida...
Não existe escolha,
Para quem tem o pé esfolado.
Sorrisos trincados,
Em um fim de mundo,
Num mundo lotado.
É o sal da terra,
Que seca a boca...
Afogando esperanças,
De mãos esfoladas.
Que mesmo estendidas...
Não tem preces atendidas.
É o que não se vê...
É o que não se sente...
É o que se ignora...
A vida partida,
De um ser invisível.
É a noite só,
O dia ausente.
É o sal da terra,
Vida de indigente.


Pablo Danielli

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