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sábado, 10 de outubro de 2015



15.


Entre tantos prédios vazios,

Luzes, sonâmbulas...

Cortam a noite, como faróis.

Sem mar, 

Para navegar.

Sem pessoas, 

Para avisar.

Corações vazios,

Sem capacidade de amar.

Enquanto corpos a deriva,

Encontram-se em camas vazias.

Sem esperar...

Sem questionar...

O silencio rompe a alma,

Deixando a insônia,

Como ondas, castigar o corpo.

Não há pensamento capaz,

De preencher o escuro.

E a única coisa a deriva,

É o corpo...

Jogado na imensidão da mente,

Que não dorme,

Porque não consegue acordar.




Pablo Danielli

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