quinta-feira, 13 de outubro de 2016



(Ego)



Às vezes os ventos são imprecisos,

Sopram melodias que não conseguimos ouvir.

Às vezes as revoluções começam com palavras,

E não com armas, como se pode imaginar.

A morte não possui um rosto,

Até o momento de nos encontrar.

Tudo isso passa...

Como a sombra de uma arvore,

Tocada pelo sol, que insiste em brilhar.

E quantas vezes a vida mudou?

Quantas certezas despedaçadas,

Por lagrimas e noites em branco?

Quantos passos dados...

Que não levaram á direção alguma.

E você segue adiante, sem saber se acertou.

Seria pedir de mais, um pouco de amor?

Seria pedir de mais, um pouco de alegria?

Seria utopia sonhar com a paz?

Às vezes, os fardos que fazem os joelhos dobrar,

Possuem apenas o peso de nossa consciência.

A terra mesmo assim,

Insiste em girar, como uma roda gigante...

Com seus altos e baixos,

Que fingimos ignorar.

Que problemas são esses,

Que não ficam pra amanha?

Qual a dor, que te impede de ser melhor?

Uma estátua de bronze me falou:

Olhe para mim, não sou nada além de uma sombra, 

Em um passado, contendo um ego gigante.

Da mesma forma que os túmulos, 

Homenageado por merdas de pombos.

Os segundo são como pequenos mensageiros,

Dizendo-nos, criança guarde suas lagrimas,

Adultos também sabem chorar...

Ouço uma voz, só no universo,

Que mais parece minha consciência...

Que ecoa, em meio a tantas certezas.

Soprando, de forma desorganizada, somos pó...

Precisamos de outros para ter uma forma,

Esperando o vento nos moldar...

Com pés que não sabem a direção.







Pablo Danielli

segunda-feira, 10 de outubro de 2016



{Voar}

De todos os remédios
Que poderia tomar,
Ler a bula de um livro
Foi o que te serviu...
Para saciar a loucura!
Para curar o marasmo!
Para flutuar...
Mesmo com tantas amarras,
E os pés descalços
Indecisos e sem saber,
Se podem... 
Pisar, correr ou voar.


Pablo Danielli

sexta-feira, 7 de outubro de 2016



{Que culpa tem o tempo}


O tempo
Bate a porta,
Dessa ingrata
Á vida, pobre vida.
Gastando as rugas
Que sobraram em teu olhar.
Culpa teus erros
Por deixa-lo entrar assim,
E levar com ele
Todo teu sopro de juventude.
Dos frutos, da velha arvore,
Que um dia, mesmo com sua sabedoria,
Lhe faltará.




Pablo Danielli

quinta-feira, 6 de outubro de 2016



Olha, lá fora esta a rua
Deserta, vazia de ideias,
Sente o cheiro de podre no ar,
È a morte anunciada.
A falência programada,
Em um mundo que não pensa
Pessoas estão fadadas a se escravizar.
Tira esta venda, que insiste em usar,
Luta por novas causas, defende tua mente,
Procure na inteligência, o pensamento, para se libertar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016



(Ontem)

Ontem foi,
Ontem está,
Ontem será.


Promessas, palavras, desejos.
Desespero, erros, acertos.
Passado, presente, futuro.

Misturados na cabeça
Bagunçando a mente,
Em momento latente.

Pablo Danielli

segunda-feira, 5 de setembro de 2016



[Aroma da realidade]



E assim, sem mais, pouco a pouco as gotas marcavam o chão de madeira velha, um barulho quase tão sutil quanto o de uma folha caindo ao pé da mesa enferrujado.

Gotas de um vermelho encantador, com o reflexo da luz tornando-as ora como um vinho, ora vivas como o sangue, destoavam de todo o silêncio contido no tempo.


Tempo este tão vazio quanto às lembranças, quanto às ideias, tanto quanto a falta de planos, como os corpos ali presentes e apenas presentes, seguindo suas sinas.

Sem sombras, sem reflexos, sem espelhos, apenas portas e pequenas janelas, sem deixar espaço para sonhos. Tão pouco espaço para esperanças, apenas sobrevivem, destoados de toda a realidade que, volta e meia, retorna para lhes assombrar.

As palavras distantes não se faziam necessárias diante de tantos murmúrios; explicar já não estava presente em suas necessidades como pessoa, tão pouco o que restava de sua dignidade, estava ausente assim como sua alegria.

Os meses passam: fevereiro, março, maio, agosto, da vida, das sobras, da esperança em Deus, dor lentamente assimilada pelo seu olhar, em partes tristes e em certas horas vazio. Apenas mais um momento congelado, destoado, ignorado, inexistente para outros tantos, apenas mais uma lágrima que dificilmente faria brotar algo novo e, quem sabe, se possível e permitido, apenas mais um instante de dor.

Meia hora, uma ou duas passadas na eternidade dos segundos, quem saberia dizer? Indiferente para quem não vive, apenas sobrevive.

Apenas deixando as paredes ásperas de tristes histórias, olhos fixos no vazio; sentir o aroma espalhado pelo lugar, mistura do pouco que se tem com os sonhos que nunca realizará. Um adeus, um até logo, calçar os sapatos, deixar de lado, por momentos, a miséria e ir trabalhar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016



[Lembrança tua]

Perdido entre teus olhos
Está a cativa dose de emoção,
Sente teu desejo ardente
Que pulsa, além da imaginação.
Abraças o infinito
Esperando se livrar da solidão,
Corre pelos caminhos
Esperando chegar há algum coração.
Experimenta o doce da vida
Esperando pelo amargo da morte,
Entretanto não se sentes perdida
Pois ainda existe em minha vida,
Lembrança tua, coração.


Pablo Danielli

terça-feira, 30 de agosto de 2016



(Morena)


Há morena, como resistir aos teus encantos,
Teu corpo me chama, teu corpo me ama,
O que há de se fazer se a natureza quis assim,
O que há para se mudar, se nosso prazer desejou assim.


Há morena, tua pele me encanta, fascina e me engana,
Como um bobo, louco pelas tuas curvas morenas,
Feita do pecado para o prazer, da tristeza para o sorriso,
Para deixar meus dias mais bronzeados.


Há morena, perfeita combinação,
Feitos feito café com leite, sem precisar explicação,
Teu olho combina com meu, teu corpo se encaixa no meu,
Mais bela que as curvas desta praia, mais bela que o quebrar destas ondas.


Há morena, do requebrado e do gingado que hipnotiza,
Da doce voz que alucina, viver a te adorar é sim a minha sina,
Mas morena como é bom viver dos teus encantos,
Como é bom saber que te desejo e clamo.


Há morena, se não fosse por ti meu fascínio tamanho
Poderia lhe escrever versos e cantos,
Para dizer de tua beleza para outros tantos,
Mas o medo de te perder é tanto, que apenas atrevo lhe dizer que lhe amo.



Pablo Danielli

terça-feira, 23 de agosto de 2016



{Cinco Poemas}

Fiz cinco poemas para você
E todos falavam de amor,
Com direito a frases prontas e criações próprias,
Cada poema representava uma fase de nossas vidas
Cada fase um sorriso, um lagrima e uma linha.


Explicando porque nosso dia a dia
Não era monotonia, era uma aventura,
Louca e divertida, que somente a gente entendia.
E ninguém mais sabia e nem imaginava,
Os dias que agente passava.

Fiz este poema, usando todas as letras,
Tive que buscar inspiração nas estrelas,
Para escrevê-lo e lê-lo para minha princesa.
Encanta-la e fazer dela rainha e bela,
Com as flores que só nascem na primavera.

Fiz estes cinco poemas, pensando em ler,
Para todo mundo ver e saber, que meu amor por você,
É muito mais que um bem querer,
É para sempre amarrado e gravado,
Em nossos corpos marcados.

Nas folhas deste livro estarão
Guardados além de nossos corações,
Cinco poemas de amor,
Que soaram com quatro canções,
E uma oração de amor.

Pablo Danielli


{A Conquista do Amor}



Os Deuses do Olimpo se erguem,


E ao ver quem se aproxima, se curvam,


Diante de tal feito e conquista inigualável.






Os céus celebram a sua chagada,


Os anjos o recebem com salvas e louvores.






A árvore da vida celebra seus novos frutos,


O Deus supremo ao ver, parece não acreditar,


Deixa cair uma lagrima de emoção,


Onde a esperança enfim se renova.






Os poetas em seu reduto sagrado


Se inspiram, escrevem sem parar,


Sonetos, poemas e cartas,


Tudo para que tal fato, seja lembrado pela eternidade.






E ao adentrar os portões do reino dos amores


Com sua Afrodite, flutua pelos longos campos da alegria,


Segura em seus braços sua conquista e lhe corteja como se fosse este


Seu ultimo dia.






E tendo sol e lua como testemunhas


Vive intensamente seu grande e verdadeiro amor.


Anestesiando corpo e alma


Para que seu coração sinta e viva


O eterno momento em que se encontra sua vida.






Amar é sublime, é o majestoso momento de duas almas


Que se unem e sentem o que poetas tentam descrever com palavras,


E fazem da vida um lindo soneto.


Cantado aos quatro ventos.







Pablo Danielli

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