terça-feira, 18 de abril de 2017


Pulso;

A cidade Pulsa...
A cidade, pulsa...
Pulsa, pulsa, pulsa.
Mesmo quando,
Ninguém vê.
Mesmo quando,
Ninguém sente.
No dia, na noite...
Em meio a rostos estranhos.
Pulsa!
Mesmo quando o barulho,
Não permite ouvir.
Mesmo quando o ódio,
Não permite enxergar.
A cidade, pulsa...
Nas suas veias abertas,
Esconde-se a vida,
E a morte, em forma de esgoto.
Rico, pobre,
Branco, negro...
Tantos nomes, tantos corpos.
Que a cidade faminta,
Apenas os engole,
E pulsa...



Pablo Danielli

quarta-feira, 12 de abril de 2017



[No mês que vêm]

Todo dia, escuridão!
Toda manchete, um tapa!
Toda injustiça, um tombo!


A morte das certezas,
A duvida da justiça.

E agora José?

A honestidade falha,
O governo corrompe?
A população alienada?
Nada faz, nada faz...

Canibalismo a nível social,
Pré-conceito como resposta formal.

Aonde erramos a curva?
Aonde deixamos tudo ficar como esta?

E agora João?
O que fazer Maria?

Não há para onde correr,
A casa é uma prisão...
As ruas da liberdade,
Tem o preço do sangue.

Trabalhadores inocentes,
Assassinos, covardes e ladrões!
Impossível identificar,
Aonde só existe solidão.

Aonde uma pátria se esconde,
Atrás de uma chuteira...
Pé na bunda, parece brincadeira!

Justiça para que?
Justiça para quem?

Acreditamos sempre no discurso na tv,
Aceitamos o dinheiro como verdade,
E quando nos damos conta, a “conta”? Vem!
Em forma de eleição...
Em pacotes de desdém.

Na falta de leitos
O leito da morte,
Faz mais um refém.

Enquanto fechamos os olhos
E esperamos que as coisas melhorem,
Sempre no mês que vêm.

Pablo Danielli

sábado, 8 de abril de 2017


[Ilusão]

Entre um gole
E outro de falsa ilusão,
A realidade rasga a garganta
Do pobre cidadão.

Pablo Danielli

sexta-feira, 7 de abril de 2017


[Mordaça]

A palavra,
É uma expressão da vida.
O silencio,
É uma expressão da morte.
A palavra que é pensada,
E não é dita...
Já nasce morta.
A palavra dita sem pensar,
Afoga-se...
Pois não significa nada.
Da mesma forma,
Que os pulmões, necessitam do ar,
A boca, também necessita de mordaça...
E em algum outro momento,
A oportunidade da fala.


Pablo Danielli

quinta-feira, 6 de abril de 2017


Saber


Fecha tua boca
Para o conhecimento entrar,
Deixa tua mente flutuar.
Ocupa o vazio do olhar
Com o (real)izar.
Deixa tua fome e sede
Não ser apenas física,
Permite-se apetite...
De saber, sede de viver!
Não se acostume em ser apenas um corpo,
Libere o lado humano, sufocado e escondido,
Compartilhe e abuse do saber.


Pablo Danielli

segunda-feira, 3 de abril de 2017

[Tosco]

Tosco!
Não vê que riem de ti?
Tua cara deformada...
Manchada pela vergonha da miséria,
Ainda achas solução para tudo!
Pesa teu choro, põe tua mascara de palhaço e vai à luta!
Não te envergonhes de teu nariz pintado...
Não são maiores que tuas costas largas.


Pablo Danielli


domingo, 2 de abril de 2017

[Majestoso momento]


Do pó que se levanta aos poucos,
Das longas passadas dadas,
Em movimentos que parecem estar
Além da nossa compreensão...
Parece flutuar junto com pedaços de gramas
Arrancados pelos artistas, em um palco sem igual.
Do suor que cai aos poucos, mistura com a roupa suja,
A adrenalina de um momento que parece ficar congelado,
Em mentes que observam atentas a tudo.
Ecoa o grito de um guerreiro, 
Que comemora a vitória sobre seus adversários,
E a conquista de um novo reino...
Absoluto e majestoso o momento do gol no futebol.




Pablo Danielli


sábado, 1 de abril de 2017


[O amor supera tudo]


Como dois amantes,
Caminhamos pelas ruas, entre muros pichados da cidade,
Contemplando toda desigualdade,
Com o céu de testemunha das lagrimas e de nosso amor.

Pelos becos escuros, famigerados,
Sem tetos e famintos, observam
A soberba, fartura de nosso amor.

O mau cheiro das sarjetas,
Este, já não nos atrapalha mais,
E assim, passeamos por praças quebradas,
Mal iluminadas e abandonadas.

Contemplamos a beleza de ser diferente,
Em um universo igual.
E pelas calçadas esburacadas, chegamos ao nosso destino final,
Para nos amarmos ao som de balas cruzadas,
Em meu apartamento de vinte metros quadros,
Distribuídos entre sala e quarto,
Na periferia da cidade.

Pablo Danielli

sexta-feira, 31 de março de 2017


[No mês que vêm]


Todo dia, escuridão!
Toda manchete, um tapa!
Toda injustiça, um tombo!

A morte das certezas,
A duvida da justiça.

E agora José?

A honestidade falha,
O governo corrompe?
A população alienada?
Nada faz, nada faz...

Canibalismo a nível social,
Pré-conceito como resposta formal.

Aonde erramos a curva?
Aonde deixamos tudo ficar como esta?

E agora João?
O que fazer Maria?

Não há para onde correr,
A casa é uma prisão...
As ruas da liberdade,
Tem o preço do sangue.

Trabalhadores inocentes,
Assassinos, covardes e ladrões!
Impossível identificar,
Aonde só existe solidão.

Aonde uma pátria se esconde,
Atrás de uma chuteira...
Pé na bunda, parece brincadeira!

Justiça para que?
Justiça para quem?

Acreditamos sempre no discurso na tv,
Aceitamos o dinheiro como verdade,
E quando nos damos conta, a “conta”? Vem!
Em forma de eleição...
Em pacotes de desdém.

Na falta de leitos
O leito da morte,
Faz mais um refém.

Enquanto fechamos os olhos
E esperamos que as coisas melhorem,
Sempre no mês que vêm.



Pablo Danielli

quarta-feira, 29 de março de 2017


O plano


O plano
Era usar as palavras,
Era gastar sem ninguém perceber.
Fazer propaganda com palavras bonitas
Usar a manipulação da tv!
O plano era simples
Composto por pessoas simples,
Mas com gostos complexos em excesso.
Era erguer um muro
De ideologias e falsos dizeres,
Para se defender.
O plano sempre teve na pauta
A palavra reeleger...
Afogar a cultura...
Matar o pensamento...
Transformar o povo em um jumento!
O plano...
Sempre foi distrair.
Com alguma discussão vazia,
Enquanto milhares morrem,
Em filas, de fome, alucinação coletiva?
Mata mais que a guerra fria!
Era um plano perfeito
Feito para políticos de respeito,
Que excluía qualquer tipo de sujeito
Que luta por cidadania.
O único problema do plano
É que ele não sacia,
O apetite voraz de quem escraviza.

Pablo Danielli

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