domingo, 17 de junho de 2018


[A estupidez humana]


Nenhuma pessoa nasce racista, ela aprende a fazê-lo no seu dia a dia e com exemplos geralmente de pessoas que servem de espelho.

Somos uma sociedade racista não apenas no que se diz respeito à raça, mas somos em um todo, nas pequenas coisas... Classe social, hierarquia, religião, opção sexual, entre outros tantos que poderia ser citado, o que não falta é “motivos” para ter tal atitude.

Somos um aglomerado de pessoas, cuja conveniência optou por chamar de sociedade. Existe racismo até mesmo nestas palavras ao descriminar a opção de liberdade de escolha e liberdade de expressão, mesmo que isso signifique palavras de ódio ou propagação de violência.

O preço dessa estupidez humana é a escravidão pelas palavras, que muitas vezes tem o mesmo peso que um chicote, aonde não deixa marcas para serem vistas, mas dilacera o intimo, deixa qualquer pessoa destruída por dentro.

Em uma sociedade aonde o dinheiro dita a regra, pessoas com menos poder aquisitivo, em sua maioria são vistas como inferiores, por não terem uma boa educação, acesso a cultura e “diversão” que se pode pagar.

O que nos leva a uma questão muito interessante, se em teoria quem tem mais acesso e melhores condições, ao desenvolver sua educação e cultura, deveria lutar para que seus iguais tivessem o mesmo direito. Mas o que se observa, são pessoas lutando para ter cada vez mais e deixar outros tantos com cada vez menos.

O racismo demonstra todo o individualismo que escondemos dentro de cada um de nós. Ao pratica-lo nos colocamos em uma condição superior, imaginada apenas por nós. Fechamo-nos para a sociedade para nos proclamarmos senhores da razão e os outros que se danem.

Somos hipocrisia no mais puro significado da palavra, se antes tínhamos as correntes, hoje temos as palavras, se antes tínhamos chicotes, hoje temos os olhares de desprezo e se antigamente tínhamos casa grande e senzala, hoje infelizmente temos o dinheiro, muros altos e condomínios para não nos misturarmos.

O nosso preconceito sufoca não somente adultos, mas crianças que mesmo antes de nascerem, já estão fadas a falta de coerência da raça humana.

E passado tantos anos, tantos séculos parece que ainda não encontramos uma forma de deixar nosso ego e vaidade de lados em prol de um bairro, cidade, estado ou país com mais sorrisos ao invés de lagrimas.

Temos que reaprender a viver, a sentir, amar e perdoar. Temos que redescobrir nossa humanidade, mesmo que para isso, se acabe o tempo de vaidades. Para não perdemos nossa tão aclamada “racionalidade”.

Pablo Danielli

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