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sexta-feira, 11 de março de 2016

Sussurros


Tan hermosa vista que tenía esta noche
Los ángeles vinieron a visitarme
Tan sublime como el sol,
Y una belleza sin fin.

Me tocó y me hizo sonreír
Como en un buen vuelo
Libera mi alma,
Llevar la paz a mi cuerpo.

Ya no me sentía más miedo,
El frío no era parte de mí.
Tal vez mi cuerpo se
Lleno de amor.

Y para abrir los ojos por la mañana
Me sentí una fuerte energía
Que emanan de dentro de mi ser,
Era la voz de Dios que me llama a vivir.


Pablo Danielli

Vira-lata


Em um fértil
Terreno da malandragem,
Esconde-se nas entranhas
Do povo,
O medo de ser livre.
Por caminhos mal feitos
Por falta da estrutura ética,
A nobre alma padece,
Em seu próprio ego.
Ansiedade se mistura
Com o desespero,
A dor aos poucos toma conta
Sem nenhum alarde.
Até os ossos dos cachorros
Tiraram-lhe,
Está morrendo de fome
O país com vocação
De vira-lata.


Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de março de 2016


Quebra cabeça


A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silencio
Que falou alto de mais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lagrimas e alegrias,
O quebra cabeça chamado vida.


Pablo Danielli

quarta-feira, 9 de março de 2016

Pálida noite


Explique noite,
Porque meus olhos não sentem?
Explique pálida noite,
Porque meus dedos estão anestesiados...
Porque enfim, meu coração não pulsa.
E então, porque minha boca cala,
Quando meus lábios deveriam bravejar!
Porque teu silencio,
Tomou conta do meu corpo,
E meu calor em forma de alma...
Já não aquece outras formas.
Agora,
Tão pouco o peso das moedas,
Faz diferença.
O algodão e a seda,
Não me fazem sentir importante.
E tudo o que vejo é você,
Tudo o que me cerca é escuridão...
Tudo parece simples,
O ar, leve e puro!
Não há palmas para meu ego,
Nem espectadores para meus gestos.
Somente tu!
Nua e silenciosa, tomando meu corpo...
Por carne podre.
Sem ao menos se importar,
Com um nome, uma posição ou passado feito.
Sou mais uma peça, 
Que não se completa nos teus caprichos.
Sou agora...
Mais uma história a ser coletada,
E esquecida.
Assim como tu, triste noite!
Que ao amanhecer,
Levara contigo toda forma de vida...
Mesmo sendo nova ou velha,
Nunca compreendida.


Pablo Danielli

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lança

Em forma de lança
Rasgou- lhe a alma,
Com elogios.

Pouco a pouco
A carne sedia lentamente.

O tecido dilacerado
Deixava frestas,
Na alma.

Palavra por palavra
Tomava-lhe o corpo,
Com esperança.

Roubou-lhe os suspiros,
Tomou-lhe a vida...
Em troca de um prazer carnal.

Deu-se por inteira,
Sem imaginar amanhã!

Pois sabia...
Que sorrisos e lagrimas,
Cobram sua cota
Sobre o desejo, de sentir-se viva.

Pablo Danielli

À tarde de tardes rotineiras

Em tarde tristes e rotineiras
Aproveita a bagunça,
E levanta a poeira.
Finge que ninguém viu
E sai passear...
E no cruzar de um olhar,
Você encontra a felicidade
E quem sabe...
Um amor pra relaxar.
Pablo Danielli

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Milagreiro


A agonia de um homem
Não começa quando ele trabalha,
Mas sim, quando ele recebe.

Quando o feijão não dá
E quando alguma conta fica para trás,
É quando ele resolve mudar de lugar
Em busca de esperança,
E está pouco irá durar.

É quando o choro da fome
Cede lugar a insônia,
E as preocupações tomam conta
De suas rezas.

Quando ele troca o dia pela noite
Ou quando ele nem percebe onde está.

E em pequenos pedaços
De folhas encontradas ao chão,
Escreve alguma prece,
Como quem pede
Por clemência e pão.

Tem dó!  Pobre homem.
Tem dó!De viver.
Milagreiro de uma vida
Com direito a passagem só de ida,
E sofrer sem merecer.

Pois apenas os erros
São cometidos mais de uma vez,
Querer já não faz mais parte de você.

Nem a luz da lua
Dá-se ao luxo de lhe aparecer.

Não sabe mais o peso que tem
Seus passos e suas sombras que vagam,
Por algum lugar sem saber,
E perguntando-se,
Para que motivo viver?

Tem dó!  Pobre homem.
Tem dó!De viver.
Milagreiro de uma vida
Com direito a passagem só de ida,
E sofrer sem merecer.


Pablo Danielli

sábado, 30 de maio de 2015

Nem tudo

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço
Certos momentos deixam um rastro,
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber
Que existe sentimento,
Mesmo quando se parece estar
Sozinho.
Pablo Danielli

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Boca

Volta tua boca
Para o amor...
Não deixe,
Que o silencio, domine.
Solte as palavras,
Presas na garganta.
Serão como sementes,
Que o vento levará...
Fazendo semear,
Em corações

Capazes de amar.

Pablo Danielli

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