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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

[Nós]

 A gente fecha os olhos,

E se acostuma... Com a falta do que não teve.

Nos conformamos com a distância

A perder as lembranças...

A esquecer os rostos

Mesmo, os mais próximos.

Prendemos a nossa vida em nós invisíveis,

Começamos a sentir tudo sempre igual

Um eterno domingo monótono,

E quanto menos esforço, melhor.

A gente...

Acaba se adaptando.

Risca as datas do calendário,

É formal nos aniversários

E segue o protocolo da rotina,

Dia após dia, esperando

Não se machucar com as ironias.

Sonhamos acordados

Enquanto a televisão vive da nossa apatia.

Movimentamos o nosso corpo

Ao som de um barulho sem sentido.

Porque tudo faz parte

Do vazio que é construído lentamente

Dentro de nós.

As palavras não tem mais o mesmo efeito,

E a gente fica confortável com a agua morna

Por medo de passar frio ou calor,

Se sairmos da nossa própria casa.

A gente...

Vive no automático

Fala o programado

Sente, menos que o necessário.

E quando percebemos

A vida...

É um quadro confuso, abstrato.

Não gostamos das cores, que intimamente pintamos.

E escondemos a nossa própria obra em um armário,

Esperamos que ninguém perceba, os tons frios e cinzas.

Porque a gente...

A gente fecha os olhos.

 

Pablo Danielli

 

 https://www.instagram.com/pablodanielli/

 

 

 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Sussurros


Tan hermosa vista que tenía esta noche
Los ángeles vinieron a visitarme
Tan sublime como el sol,
Y una belleza sin fin.

Me tocó y me hizo sonreír
Como en un buen vuelo
Libera mi alma,
Llevar la paz a mi cuerpo.

Ya no me sentía más miedo,
El frío no era parte de mí.
Tal vez mi cuerpo se
Lleno de amor.

Y para abrir los ojos por la mañana
Me sentí una fuerte energía
Que emanan de dentro de mi ser,
Era la voz de Dios que me llama a vivir.


Pablo Danielli

Vira-lata


Em um fértil
Terreno da malandragem,
Esconde-se nas entranhas
Do povo,
O medo de ser livre.
Por caminhos mal feitos
Por falta da estrutura ética,
A nobre alma padece,
Em seu próprio ego.
Ansiedade se mistura
Com o desespero,
A dor aos poucos toma conta
Sem nenhum alarde.
Até os ossos dos cachorros
Tiraram-lhe,
Está morrendo de fome
O país com vocação
De vira-lata.


Pablo Danielli

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Pedaços



Num pedaço de sonho
Um pouco de chão,
Numa gota de lagrima
Um sonho realizado.
Na tua sombra que se desfaz
A paisagem surge logo ai,
Mostrando a beleza de ser
Capaz de lembrar, mortal.

Pablo Danielli

Lá fora!



Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.

Pablo Danielli

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Compreender

“Não tenho pressa em encontrar a palavra certa ou a frase que cause impacto, no final tudo se resume ao sentimento de quem á escreve e de quem a lê.”

Pablo Danielli

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

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