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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Venho com os pés descalços
Sem pedras na mão,
Venho com as mãos calejadas,
Com dor no coração.
Trago na mente cansada
Esperança e um pouco de ilusão.
A fome já não faz diferença
Para quem a noite chora,
Implorando por morte
No amanhecer da solidão.
A dor, por ser invisível,
Machuca apenas e somente meu coração.
Já não trago em meus olhos a certeza
De que dias melhores, em algum momento virão.
Pobre de mim indigente,
Que sobrevivo às margens da sociedade,
Implorando por piedade, água e pão.


Pablo Danielli
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora,
Sem rostos ou sentimentos
São apenas nomes.

São desconhecidos sem esperança
É a falta de sorriso, a morte da vida,
Dilacerada nas esquinas, sem rimas.

São corpos mutilados pelo chão
Pedaços de sonhos esfarelados,
Por agulhas, pedras e pó.

São marionetes nas mãos erradas
São olhares perdidos nas madrugadas
Em busca do falso prazer,
Que sempre acaba em dor, no vazio, no nada.

São lagrimas caídas que não brotam
Vazios sem se preencher no coração,
São famílias acabadas, desestruturadas,
Papeis com pequenos projetos, jogados fora.

São apenas nomes
Esquecidos pelo tempo,
Jogados ao vento.

São apenas sentimentos
Esquecidos, em algum lugar,
Esperando pela salvação,
Por alguém que lhes de a mão.

São apenas amigos, irmãos
Perdidos, consumidos pelo medo,
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora.

Pablo Danielli

terça-feira, 15 de setembro de 2015


Gotas de sangue


O sentimento é popular
O sofrimento é particular,
Quem os olhos muito brilham
Pouco da verdade conseguem observar.
Para ser ouvido, não basta gritar,
Tem que saber o que falar.
E cartazes escritos com sangue
Tem lá seu charme particular,
Pois nunca houve guerra vencida
Sem gotas de sangue para se derramar.
Uma revolução se faz,
Não somente com paus e pedras,
Pois no final é a caneta que sela
O que o destino nos trás.

Pablo Danielli



Verdades obsoletas




Nasce sem pedir, parte sem querer ir,

Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.

A maioria dos relacionamentos

Tem o mesmo problema,

O silencio acaba se tornando

A frase favorita neles.

A maioria dos amantes

Tem o mesmo objetivo,

Se sentir desejado.

Não se pode pedir para mentir,

Não se pode pedir para julgar,

Não se pode pedir para amar.

A trilha do sol é sempre mais quente,

Mas quem quer se queimar?

A trilha da chuva é sempre mais fria,

Mas quem quer se molhar?

Sempre sorri no inicio,

Mas nunca quer chorar no fim.

Sentiu medo

Mas não chorou,

Sentiu frio

Mas não se esquentou,

Sentiu amor

Mas não se empolgou.

Verdades obsoletas

Em um mundo de redundâncias,

Salve, salve, nossa ignorância.




Pablo Danielli

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



O pão sobre a mesa
Sem sobremesa, apenas o pão,
Na mesa, sem gentilezas.
A fome nas cadeiras
Ocupando lugares vazios,
O espaço, que transborda,
Ecoa o grito do vento
No prato vazio, que treme,
De fome, de frio.


Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de setembro de 2015



Chorou a criança por causa da fome
Sentiu o adulto por não ter como acudir,
Mas um dia isso muda, mas um dia isso passa,
Só não sabe se vai ter cura.
Porque o tempo pra quem não tem nada,
É uma desgraça, não faz falta, até sobra.
Barriga vazia, só com o ar não para,
Alias quem disse que eles sabem,
São olhos que não vêem,
Coração que não sente,
Mas que lá no fundo sabe
Que alguma coisa esta errada.


Pablo Danielli

quarta-feira, 9 de setembro de 2015



Há dias que o sol não sai
Existem momentos que a chuva não para,
E o silêncio, é o único som que se ouve.
Existem casas feitas com paredes de medo,
E algumas que a parede há muito tempo já virou pó.
Olhares que gritam e bocas que perderam a voz,
E aquele abraço quente, é a única coisa que esfria seu corpo.
E em pé, em frente há um grande espelho,
E o único objeto que não tem reflexo, é o seu corpo.
Você para, olha para os lados e nada vê,
Flerta noites inteiras com a morte,
Sem saber, que a única forma de vencer o medo,
É viver.


Pablo Danielli


Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.


Pablo Danielli

terça-feira, 8 de setembro de 2015



São apenas nomes
Ditos da boca pra fora,
Sem rostos ou sentimentos
São apenas nomes.


São desconhecidos sem esperança
É a falta de sorriso, a morte da vida,
Dilacerada nas esquinas, sem rimas.

São corpos mutilados pelo chão
Pedaços de sonhos esfarelados,
Por agulhas, pedras e pó.

São marionetes nas mãos erradas
São olhares perdidos nas madrugadas
Em busca do falso prazer,
Que sempre acaba em dor, no vazio, no nada.

São lagrimas caídas que não brotam
Vazios sem se preencher no coração,
São famílias acabadas, desestruturadas,
Papeis com pequenos projetos, jogados fora.

São apenas nomes
Esquecidos pelo tempo,
Jogados ao vento.

São apenas sentimentos
Esquecidos, em algum lugar,
Esperando pela salvação,
Por alguém que lhes de a mão.

São apenas amigos, irmãos
Perdidos, consumidos pelo medo,
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora.

Pablo Danielli


O sentimento é popular
O sofrimento é particular,
Quem os olhos muito brilham
Pouco da verdade conseguem observar.
Para ser ouvido, não basta gritar,
Tem que saber o que falar.
E cartazes escritos com sangue
Tem lá seu charme particular,
Pois nunca houve guerra vencida
Sem gotas de sangue para se derramar.
Uma revolução se faz,
Não somente com paus e pedras,
Pois no final é a caneta que sela
O que o destino nos trás.


Pablo Danielli

sábado, 5 de setembro de 2015


Terra, santa?


Como uma melodia silenciosa
Explode o desespero...
Daqueles que não tem paz.
A inquietação
Dos corpos estendidos,
Em valas, pensando ser passado.
Mas ao acordar...
Lembra-se, que é tudo atual.
Rompendo a pureza da terra
O sangue sujo pela cobiça,
Veda os olhos,
De quem tem sede...
Verdadeiros animais!
O sorriso se esconde
Por entre nuvens,
De um sol, que já não é capaz...
De alegrar, fazer brotar, iluminar.
O medo rasga a carne,
Mas, não atinge o coração!
Porque as lagrimas, que a noite surgem do desespero,
Ao nascer o dia, forjam as paredes da alma,
Com esperança.
E em meio aos escombros
Ao ver a figura de uma criança,
É possível crer em algo mais...
Talvez, quando já não houver corpos,
Para serem dilacerados,
Teremos, esperança e paz.



Pablo Danielli

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