Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

[Nós]

 A gente fecha os olhos,

E se acostuma... Com a falta do que não teve.

Nos conformamos com a distância

A perder as lembranças...

A esquecer os rostos

Mesmo, os mais próximos.

Prendemos a nossa vida em nós invisíveis,

Começamos a sentir tudo sempre igual

Um eterno domingo monótono,

E quanto menos esforço, melhor.

A gente...

Acaba se adaptando.

Risca as datas do calendário,

É formal nos aniversários

E segue o protocolo da rotina,

Dia após dia, esperando

Não se machucar com as ironias.

Sonhamos acordados

Enquanto a televisão vive da nossa apatia.

Movimentamos o nosso corpo

Ao som de um barulho sem sentido.

Porque tudo faz parte

Do vazio que é construído lentamente

Dentro de nós.

As palavras não tem mais o mesmo efeito,

E a gente fica confortável com a agua morna

Por medo de passar frio ou calor,

Se sairmos da nossa própria casa.

A gente...

Vive no automático

Fala o programado

Sente, menos que o necessário.

E quando percebemos

A vida...

É um quadro confuso, abstrato.

Não gostamos das cores, que intimamente pintamos.

E escondemos a nossa própria obra em um armário,

Esperamos que ninguém perceba, os tons frios e cinzas.

Porque a gente...

A gente fecha os olhos.

 

Pablo Danielli

 

 https://www.instagram.com/pablodanielli/

 

 

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Às vezes
Você atravessa a porta,
Pode ser uma entrada
Ou quem sabe uma saída.
Tudo vai depender
De como você
Vê a sua vida.


Pablo Danielli

Sobre a educação, porcos e diamantes.

Pela qualidade de comentários de alguns professores que surgem nas minhas atualizações, percebo que o problema da educação de forma geral não é somente de salários (o que é um direito de todos!).

Mas alguns deveriam realmente mudar de profissão, já que ensinar é um dom que pelo visto nem todos têm, alguns deveriam ensinar aos seus alunos o que é democracia e politica e não apenas vestir uma bandeira partidária.

Existem falhas no âmbito municipal, estadual e federal, mas como boas "mulas" que somos (no sentido do carregar peso) observamos apenas a bandeira partidária, como se PT, PMDB e PSDB não tivessem as mesmas falhas e desvios de caráter.

A nobre profissão do professor parece estar contaminada por algumas pessoas que a usam como bandeira politica, para atacar adversários, expor fraquezas e nada mais.

Escolas continuam com condições precárias, materiais didáticos são atualizados de acordo com a bandeira que veste o partido politico que manda. E ao contrario do que manda a cartilha, cada vez se tira mais ao invés de se investir na educação.

O descaso e desmando tornou-se um problema crônico, tudo que é do âmbito publico no país esta em período de falência, é muito mais fácil deixar o interesse privado tomar conta, menos oneroso e da menos dor de cabeça.

A profissão de politico e de professor hoje em dia tem algumas coisas em comum, vira politico quem provavelmente não deu certo em outras coisas ou quer resolver seus problemas financeiros, da mesma forma hoje, algumas pessoas viram professores. Seja por falta de oportunidade de empregos bem remunerados ou a falta do próprio emprego aonde mora, acabam vendo uma oportunidade de não se incomodar e ganhar um fixo.

Ambos têm contato direto com a formação de uma sociedade, a diferença básica é o montante de dinheiro envolvido e que ainda existem bons professores que se dedicam de corpo e alma, pensando em moldar pessoas melhores, seres humanos de caráter, pequenos diamantes a serem lapidados.

Existem exemplos positivos e negativos na educação, não é necessário ir longe, vá até escola do seu bairro e observe o que esta sendo feito e ensinado, tente perceber se o ensino naquele local é uma obrigação ou é algo desenvolvido e pensado no bem estar daqueles que ali estão trabalhando e frequentando.

Devemos fazer o nosso melhor e não apenas o possível, enquanto lutamos por melhorias, fazer o básico qualquer um faz, a diferença esta sim, são poucos que tem coragem de ser.

Políticos são frutos da educação brasileira, os chamamos carinhosamente de ladrões, porcos e safados, seria essa a definição para nossa sociedade? Pois não chegaram lá puros, foram moldados pelo o que os rodeia. Ironicamente quem está ao seu lado é o cidadão comum, é o pai, a mãe e o professor.

Quando abandonamos algo, o deixamos de lado, esta coisa, fica com poeira, obsoleta e as traças tomam conta, o ensino no Brasil esta dessa forma, abandonado e como tal começa a ser tomado por pessoas sem interesse nenhum, sufocando aqueles que lá estão para lutar por algo melhor.

Como em outras profissões existem boas pessoas que se destacam e algumas de insistem em deixar uma imagem negativa. Existem dificuldades, problemas que somente quem está no dia a dia sabe que existe e tem que conviver.

Por muitos anos a sociedade tem sido fruto da educação (boa ou má), no atual momento que vivemos é necessário que a sociedade abrace o ensino publico, para melhorarmos não penas salários e bonificações, mas a qualidade do que é oferecido a alunos e profissionais que lá estão.

É preciso que professores entrem em salas de aula sem medo de serem agredidos, sem salas com 40 ou 50 alunos e que eles tenham ao menos um bom material para poder moldar o a mente e o caráter humano de quem está ali.

O problema da educação é muito mais grave que se mostra na tv, é muito mais grave que possivelmente algumas das pessoas que lá estão imaginam. É algo enraizado que necessita de cuidado imediato, não apenas de promessas de campanha nunca realizadas, o problema da educação hoje... Esta dentro de cada um de nós.
Pablo Danielli

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015





E Deus com isso?



Aonde esta Deus?
Talvez nas esquinas,
Com as putinhas…
Que são fuga de vidas.
Nas ruas aonde corpos caem,
Com a violência, ódio e fome.
Deus não existe…
Para quem não come!
Deus não existe…
Para quem não come!
Não existe almoço para agradecer.
Em que parte do mundo,
Deus se esconde?
Em que parte do homem,
Ele se faz?
A cada tapa da criatura,
A cada lágrima que cai…
Só o silêncio fala!
Só o silêncio cala!
Covarde é o ser,
Que se esconde em um nome.
Injusto é o ser,
Que o usa como arma.
Não existem almas para se escravizar,
Em terras secas.
Não é obra do acaso,
Que pobre, feio e ladrão,
Não possam sonhar...
Mesmo que a prece não tenha rosto.
E Deus com isso?
E eu com aquilo?
Na esfera da terra,
Chute em bunda,
Dos desprezados.
Não há salvação,
Para quem não tem posse.
Nos templos e igrejas…
Apenas se permite sentir,
O cheiro do banho e de perfumes caros.
E Deus, sente cheiro?
E ele, tem cheiro?
Qual o odor do corpo,
Quando a alma é podre?
Sapatos caros,
Levando caráter barato,
Engana, mas não convém.
A esmola é descarrego para a mente,
Porque o indigente já é morto,
Não vive, é enfeite na cidade.
Pobre é propaganda para bondade.
Sociedade de hipócritas,
Servem seus restos, lavagem…
Preces com olhares de piedade.
E Deus com esses doentes?
Fartura para os escolhidos,
Sofrimento, para os ausentes.
Tantos nomes, tantos rostos diferentes.
E o que tem Deus pra essa gente!
A fila de pedidos…
Não é maior que o próprio umbigo.
Aonde se esconde Deus,
Nesses momentos decadentes?
Pendurado em alguma parede,
Estigma social?
Folclore nacional.


Pablo Danielli

segunda-feira, 9 de novembro de 2015


No meio da vida


No meio do caminho
Havia um amor,
Um pouco de vida...
Alegria e dor.
Existiam os anos e o tempo,
O desejo e o medo.
No meio do pensar
O vento que toca o corpo,
Faz algumas almas esperar.
Outras sentem a brisa,
Fazendo a esperança brotar.


Pablo Danielli

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Venho com os pés descalços
Sem pedras na mão,
Venho com as mãos calejadas,
Com dor no coração.
Trago na mente cansada
Esperança e um pouco de ilusão.
A fome já não faz diferença
Para quem a noite chora,
Implorando por morte
No amanhecer da solidão.
A dor, por ser invisível,
Machuca apenas e somente meu coração.
Já não trago em meus olhos a certeza
De que dias melhores, em algum momento virão.
Pobre de mim indigente,
Que sobrevivo às margens da sociedade,
Implorando por piedade, água e pão.


Pablo Danielli
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora,
Sem rostos ou sentimentos
São apenas nomes.

São desconhecidos sem esperança
É a falta de sorriso, a morte da vida,
Dilacerada nas esquinas, sem rimas.

São corpos mutilados pelo chão
Pedaços de sonhos esfarelados,
Por agulhas, pedras e pó.

São marionetes nas mãos erradas
São olhares perdidos nas madrugadas
Em busca do falso prazer,
Que sempre acaba em dor, no vazio, no nada.

São lagrimas caídas que não brotam
Vazios sem se preencher no coração,
São famílias acabadas, desestruturadas,
Papeis com pequenos projetos, jogados fora.

São apenas nomes
Esquecidos pelo tempo,
Jogados ao vento.

São apenas sentimentos
Esquecidos, em algum lugar,
Esperando pela salvação,
Por alguém que lhes de a mão.

São apenas amigos, irmãos
Perdidos, consumidos pelo medo,
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora.

Pablo Danielli

terça-feira, 15 de setembro de 2015


Gotas de sangue


O sentimento é popular
O sofrimento é particular,
Quem os olhos muito brilham
Pouco da verdade conseguem observar.
Para ser ouvido, não basta gritar,
Tem que saber o que falar.
E cartazes escritos com sangue
Tem lá seu charme particular,
Pois nunca houve guerra vencida
Sem gotas de sangue para se derramar.
Uma revolução se faz,
Não somente com paus e pedras,
Pois no final é a caneta que sela
O que o destino nos trás.

Pablo Danielli



Verdades obsoletas




Nasce sem pedir, parte sem querer ir,

Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.

A maioria dos relacionamentos

Tem o mesmo problema,

O silencio acaba se tornando

A frase favorita neles.

A maioria dos amantes

Tem o mesmo objetivo,

Se sentir desejado.

Não se pode pedir para mentir,

Não se pode pedir para julgar,

Não se pode pedir para amar.

A trilha do sol é sempre mais quente,

Mas quem quer se queimar?

A trilha da chuva é sempre mais fria,

Mas quem quer se molhar?

Sempre sorri no inicio,

Mas nunca quer chorar no fim.

Sentiu medo

Mas não chorou,

Sentiu frio

Mas não se esquentou,

Sentiu amor

Mas não se empolgou.

Verdades obsoletas

Em um mundo de redundâncias,

Salve, salve, nossa ignorância.




Pablo Danielli

sexta-feira, 11 de setembro de 2015



O pão sobre a mesa
Sem sobremesa, apenas o pão,
Na mesa, sem gentilezas.
A fome nas cadeiras
Ocupando lugares vazios,
O espaço, que transborda,
Ecoa o grito do vento
No prato vazio, que treme,
De fome, de frio.


Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de setembro de 2015



Chorou a criança por causa da fome
Sentiu o adulto por não ter como acudir,
Mas um dia isso muda, mas um dia isso passa,
Só não sabe se vai ter cura.
Porque o tempo pra quem não tem nada,
É uma desgraça, não faz falta, até sobra.
Barriga vazia, só com o ar não para,
Alias quem disse que eles sabem,
São olhos que não vêem,
Coração que não sente,
Mas que lá no fundo sabe
Que alguma coisa esta errada.


Pablo Danielli

quarta-feira, 9 de setembro de 2015



Há dias que o sol não sai
Existem momentos que a chuva não para,
E o silêncio, é o único som que se ouve.
Existem casas feitas com paredes de medo,
E algumas que a parede há muito tempo já virou pó.
Olhares que gritam e bocas que perderam a voz,
E aquele abraço quente, é a única coisa que esfria seu corpo.
E em pé, em frente há um grande espelho,
E o único objeto que não tem reflexo, é o seu corpo.
Você para, olha para os lados e nada vê,
Flerta noites inteiras com a morte,
Sem saber, que a única forma de vencer o medo,
É viver.


Pablo Danielli


Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.


Pablo Danielli

terça-feira, 8 de setembro de 2015



São apenas nomes
Ditos da boca pra fora,
Sem rostos ou sentimentos
São apenas nomes.


São desconhecidos sem esperança
É a falta de sorriso, a morte da vida,
Dilacerada nas esquinas, sem rimas.

São corpos mutilados pelo chão
Pedaços de sonhos esfarelados,
Por agulhas, pedras e pó.

São marionetes nas mãos erradas
São olhares perdidos nas madrugadas
Em busca do falso prazer,
Que sempre acaba em dor, no vazio, no nada.

São lagrimas caídas que não brotam
Vazios sem se preencher no coração,
São famílias acabadas, desestruturadas,
Papeis com pequenos projetos, jogados fora.

São apenas nomes
Esquecidos pelo tempo,
Jogados ao vento.

São apenas sentimentos
Esquecidos, em algum lugar,
Esperando pela salvação,
Por alguém que lhes de a mão.

São apenas amigos, irmãos
Perdidos, consumidos pelo medo,
São apenas nomes
Ditos da boca pra fora.

Pablo Danielli


O sentimento é popular
O sofrimento é particular,
Quem os olhos muito brilham
Pouco da verdade conseguem observar.
Para ser ouvido, não basta gritar,
Tem que saber o que falar.
E cartazes escritos com sangue
Tem lá seu charme particular,
Pois nunca houve guerra vencida
Sem gotas de sangue para se derramar.
Uma revolução se faz,
Não somente com paus e pedras,
Pois no final é a caneta que sela
O que o destino nos trás.


Pablo Danielli

sábado, 5 de setembro de 2015


Terra, santa?


Como uma melodia silenciosa
Explode o desespero...
Daqueles que não tem paz.
A inquietação
Dos corpos estendidos,
Em valas, pensando ser passado.
Mas ao acordar...
Lembra-se, que é tudo atual.
Rompendo a pureza da terra
O sangue sujo pela cobiça,
Veda os olhos,
De quem tem sede...
Verdadeiros animais!
O sorriso se esconde
Por entre nuvens,
De um sol, que já não é capaz...
De alegrar, fazer brotar, iluminar.
O medo rasga a carne,
Mas, não atinge o coração!
Porque as lagrimas, que a noite surgem do desespero,
Ao nascer o dia, forjam as paredes da alma,
Com esperança.
E em meio aos escombros
Ao ver a figura de uma criança,
É possível crer em algo mais...
Talvez, quando já não houver corpos,
Para serem dilacerados,
Teremos, esperança e paz.



Pablo Danielli

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Semana Literária SESC! 

Vai la e confere a programação!

Semana Literária




Peças lascadas


Apenas mais uma sombra
Invisível á tantas outras
Que dormem.
Uma peça lascada
De uma cidade despedaçada.
Quadros vivos
De uma paisagem petrificada,
Pouco admirada
Lembrada ou amada.
Quem sabe ao amanhecer
Mais uma mancha de sangue
Se destaque na calçada.
Revestida por corpos
Pequenas diferenças
Que por hora não são nada.


Pablo Danielli

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Violência desmedida
Ficar passivo não pode
Ser a única saída.
Mais uma família destruída
Sonhos e sorrisos jogados fora,
Por uma briga estupida
De bar, de bola, pouco caso,
Descaso do governo.
Suicídio coletivo
Em capaz de jornais,
Por becos escondidos
O grito do inocente que cai,
É só mais uma mãe, um filho, um pai.

Pablo Danielli
Já...
Não fala mais,
A voz, que calada,
Se prende, a dor.
Enrosca na garganta,
Por entre cordas vocais
E letras, mudas...
Que choram.
Lagrimas que apenas,
Suas entranhas podem ver.
A selvageria das pessoas,
A acuou por entre vírgulas e pontos.
De fraca, quase não se ouve!
Perdeu a coragem, pela falta de passagem,
Desbastaram-na!
Taxaram como dissimulada,
E sem ouvidos para tocar,
A voz, perdeu a razão.




Pablo Danielli

Livro a venda!!!!

Lançamento!!! Mergulhe nas palavras e aproveite cada frase desta obra, selecionada especialmente para você leitor! A venda nas livrarias e s...