sexta-feira, 29 de abril de 2016


Porta


Quem és tu!
Que bate a minha porta,
Há esta hora?

Que trás consigo
O calor das ruas,
E o silêncio da fé.

Que esconde o rosto,
E a voz, não se faz ouvir.

Apenas uma sombra
Em busca de um corpo,
Para ter um dono.

Que és tu!
Que antes, não se fazia notar!

E agora...
Faz-se, de um carregado pesar.

Tu, que não veste cores!
Tu, que antes não batia!

Agora...
Insiste em ser luz.

Em que momento
Entre o luxo e a miséria,
Despertou teu desejo?

Quem és tu,
Que bate, bate e bate...
Mesmo imaginando,
Que não há alma sóbria,
Para lhe receber.

Quem és tu!
Quem sou eu?
O que somos nós...


Se não, o tudo e o nada.
O vazio e o cheio.
A loucura e a sanidade.
O amor e o ódio...
A carne e a alma.

Quem és tu,
Que se faz martelo...

Quem sou eu,
Que se faz porta...

O que somos nós.



Pablo Danielli

terça-feira, 26 de abril de 2016

Livro 

Necrose - O livro Vermelho.


Cronicas e Poesias com tons reflexivos, envolvendo a sociedade e a rotina das pessoas, distribuídos por 300 paginas.



Link para baixar:












Aroma da realidade


E assim, sem mais, pouco a pouco as gotas marcavam o chão de madeira velha, um barulho quase tão sutil quanto o de uma folha caindo ao pé da mesa enferrujado.

Gotas de um vermelho encantador, com o reflexo da luz tornando-as ora como um vinho, ora vivas como o sangue, destoavam de todo o silêncio contido no tempo.

Tempo este tão vazio quanto às lembranças, quanto às ideias, tanto quanto a falta de planos, como os corpos ali presentes e apenas presentes, seguindo suas sinas.





Canta Maria





Canta Maria, canta!

Canta o que ninguém mais ouve

Espalha com tua doce voz

O que tantas Marias sentem.

Seca tuas lágrimas, Maria

Teus olhos foram feitos para brilhar

Teus lábios para beijar

Teu corpo para amar!

Vai, Maria, segue em frente!

Mostra o que ninguém consegue mais ver

Ama tua vida, como quem ama um filho teu

Ah linda flor, não nasceste para sofrer.

Maria de todas as cores

Maria de todas as vozes

Maria de todos os amores

Maria de todas as dores.

Mulher de todas as noites

Mulher da luta, do dia a dia

Mulher do sim e do não

Mulher do perdão.

Mostra pra eles, Maria

O que a cegueira impede que outros possam ver

Que embora calejado, teu coração é puro!

Porque com a vida, aprendeste a amar.




Pablo Danielli

quarta-feira, 20 de abril de 2016


A morte do Galo.



Essa crônica não tem qualquer compromisso com a realidade ou com algo moral.
Se você for dessas pessoas moralistas ou que não se permite uma leitura despretensiosa, faça um favor a si mesmo e não leia. Se a caso ler, não reclame.

É uma serie de crônicas que relata a vida de um personagem fictício, Chamado de “A rotina de Paulo”.




4 - A morte do Galo.

Caminhava já no final de tarde em direção ao bar para tomar umas como o de costume, olhando pra toda aquela gente meio sem rumo, fedendo a ambição e desespero. Quando do meio da rua surge um grito que rasga a calçada e atinge meus ouvidos, feito bala perdida em dia de feira: Filho da puta! Sabe quem morreu?


Pensei comigo mesmo rapidamente em ser o mais educado possível, mas sabe como é orgulho de macho, tem que responder a altura e de forma clássica. Pelo grito e pela voz que não consegui identificar respondi rápido: O seu respeito filho duma cadela!


O Galo seu corno! Alias que era corno e agora não é mais! Hoje de manhã e não foi cantando!
O Zé! Seu felá duma mãe, como assim? Enroscou o chifre nos fios de alta tensão?


A figura correu para atravessar a rua, quase nem percebe os carros que buzinam e seus motoristas conscientes proferem os mais eloquentes elogios que se possa imaginar, como é da educação do brasileiro.


Disse gritando pra criatura, não corre se não a sovaqueira ataca e não tem quem aguente ficar do teu lado o infeliz!


Quem dera Paulo, foi desgosto mesmo, a mulher matou ele do coração. Lembra que quando ele tava bebendo umas com nós no boteco e ele sempre se enrolava pra ir embora, pra não dar de cara com a mulher acordada?


Pois então rapaz, ela achou alguém que chega-se cedo e fizesse o serviço no lugar dele! Diz que ontem resolveu chegar um pouco mais cedo e pegou a danada na cama com o Ricardão! Ai o coração não aguentou.


Pois é Zé, até mulher feia quando não tem assistência da problema! O galo era daqueles sujeitos que simplesmente aceitaram a vida, viveu mais ou menos e morreu sem mais nem menos!
Sempre cantou de galo pra nós, mas a galinha dele ciscava em outro poleiro, isso sim que é ironia pensei comigo mesmo!


Pô e o velório e o enterro como vai ser?
Porra Paulo, a viúva disse que não quer nem saber, quer mais é que se foda ele a carcaça! Que a gente é que se virasse já quer era tudo amigo da cachaça.


Coitado o Galo, que bebia pra não encontrar a desgraça, levou chifre da vaca e não tem quem enterre a carcaça! Não preciso nem falar que sobrou pro tudo pro filha da puta do Zé.


Pablo Danielli

terça-feira, 19 de abril de 2016


Quebra cabeça


A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silencio
Que falou alto de mais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lagrimas e alegrias,
O quebra cabeça chamado vida.


Pablo Danielli

segunda-feira, 18 de abril de 2016


A tempestade


Começa lentamente, sem fazer barulho, como uma chuva fina que toma aos poucos a cidade. Um murmúrio que pouco a pouco ocupa os espaços e seduz os ouvidos. Sem se dar conta de que o tempo passa e mesmo assim tudo parece estático, sem movimento, sem vida, apenas olhares fixos e fiéis, em vislumbrar o nada.

Existe alguns poucos que ao perceberem se levantam e caminham até a janela, apoiando no parapeito o que resta de dignidade e há quem diga é apenas mais um dia e continuam trocando passos com uma vida sofrida.

Mensageiros com palavras embriagadas que seduzem, pensamentos e objetivos que distorcem. Mentes que estão secas, não são capazes de manter a sanidade, tão pouco uma visão clara, pois a chuva, turva os olhos e a razão.

Erros que se repetem sem parar, sem pensar, muda-se os nomes, os motivos, troca-se símbolos mas a sede é a mesma, a vontade é a mesma e a luz temporária serve apenas para disfarçar a escuridão.

A chuva parece acalmar, saciar o ego de quem com um guarda-chuva, oferece abrigo, gestos sutis em forma de afago, para mostrar-se útil, deixando molhar apenas o que lhe convém. Escondendo sem que notem, a dependência que se forma, como um elo, entre vida e morte.

Em meio a tanto pensar… cala! Porque sabe que a palavra é mordaça, é arma para quem vive da força dos outros, para aqueles que ouvem a chuva e distorcem o trovão. A tempestade abafa as palavras, e sem elas acaba-se lentamente perdendo a sensatez.

O que era suave se torna agressivo, o que era apreciado, se torna motivo de medo, sem se dar conta, a água que traz consigo vida, também é capaz de causar morte.

Os becos começam a ter seus espaços tomados, pobres miseráveis a margem de tudo, são levados a força. O que antes refrescava, agora pela quantidade de lamentos que trazem consigo, destrói.

Os murmúrios da cidade, que cercada por barreiras mentais, apenas se enxergam pichadas, palavras antes de ordem, mas agora com a realidade tomando as ruas, vilas e bairros, se tornam sem nexo. Frases que são levadas pelas águas, o que era esperança agora se torna caos.

Os corpos enrugados apodrecem lentamente, pois não é possível construir jangadas com ilusão, a festa que se fazia com o chuvisco agora é luto. Lentamente as vielas começam a secar, os prédios e árvores, castigados pela umidade começam a receber raios de luz.

Pessoas que se encontravam isoladas, sem noção do que acontecia, envolvidas pelo diluvio, aos poucos tomam as ruas. Os seres que vendiam as boas novas com a chegada da garoa, se encontravam acoados, dizendo não compreender a destruição causada.

Pessoas envolvidas antes pela seca, agora não desejavam mais sentir o sabor da abundante água. Os mensageiros ainda praguejavam suas doutrinas para que o vento ainda pudessem espalhá-las, em vão. Pois poucos desejavam se afogar em pequenos milagres que ouviram falar em velhas histórias.

Os livros e jornais não existiam mais, molhados acabaram perdendo a utilidade. Não havia registros do que aconteceu, tudo parecia aos poucos, uma lenda que se conta em conversas de terror. Mesmo que naquele momento, tais pessoas haviam compreendido que palavras suaves, não são capazes de compreender a dor.

Nunca mais se ouviu falar dos mensageiros, volta e meia algum visionário misturava palavras com o que aconteceu, tentando mostrar uma nova forma de saciar a sede. Em vão, pois corpos afogados apenas desejavam a dosagem certa.

Alguns murmúrios, soltos com o vento, correm as ruas insinuando que em algum outro lugar, ameaça ser tomado pela garoa que se torna tempestade. Mesmo que o tempo demonstre, algumas civilizações precisam passar pela ilusão. Para aprender a nadar é necessário não ter medo de se afogar.


Pablo Danielli

domingo, 17 de abril de 2016

Porta

Quem és tu!
Que bate a minha porta,
Há esta hora?

Que trás consigo
O calor das ruas,
E o silêncio da fé.

Que esconde o rosto,
E a voz, não se faz ouvir.

Apenas uma sombra
Em busca de um corpo,
Para ter um dono.

Que és tu!
Que antes, não se fazia notar!

E agora...
Faz-se, de um carregado pesar.

Tu, que não veste cores!
Tu, que antes não batia!

Agora...
Insiste em ser luz.

Em que momento
Entre o luxo e a miséria,
Despertou teu desejo?

Quem és tu,
Que bate, bate e bate...
Mesmo imaginando,
Que não há alma sóbria,
Para lhe receber.

Quem és tu!
Quem sou eu?
O que somos nós...


Se não, o tudo e o nada.
O vazio e o cheio.
A loucura e a sanidade.
O amor e o ódio...
A carne e a alma.

Quem és tu,
Que se faz martelo...

Quem sou eu,
Que se faz porta...

O que somos nós.



Pablo Danielli

sábado, 16 de abril de 2016



Soldadinho de chumbo


Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Marchem!


Soldadinho de chumbo
Que obedece sem questionar,
Dia a pós dia...
Enquanto a internet deixar.

Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Esquerda, direita!
Sentido!

Lustra as botas do teu superior,
Enquanto come o pão...
Que “teu” (governante) amassou.

Esquerda, direita!
Esquerda, direita!

Certo ou errado,
Honesto ou corrupto...
Obedecer, obedecer...
Como mula, perecer.

Esquerda? Direita?
Sacrificados na guerra,
Soldadinhos de chumbo
São como moedas de troca...
Morrem pela boca,
Sem perceber.

Esquerda e direita
Não tem sentido,
E nem objetivo.

Se não...
O de enriquecer.



Pablo Danielli

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Anacrônico
 

Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.

Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.

No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.

Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.

O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte. Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.

Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.


Pablo Danielli


No meio do caminho
Havia um amor,
Um pouco de vida...
Alegria e dor.
Existiam os anos e o tempo,
O desejo e o medo.
No meio do pensar
O vento que toca o corpo,
Faz algumas almas esperar.
Outras sentem a brisa,
Fazendo a esperança brotar.

Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de abril de 2016


Sobre a educação, porcos e diamantes.



Pela qualidade de comentários de alguns professores que surgem nas minhas atualizações, percebo que o problema da educação de forma geral não é somente de salários (o que é um direito de todos!).


Mas alguns deveriam realmente mudar de profissão, já que ensinar é um dom que pelo visto nem todos têm, alguns deveriam ensinar aos seus alunos o que é democracia e politica e não apenas vestir uma bandeira partidária.


Existem falhas no âmbito municipal, estadual e federal, mas como boas "mulas" que somos (no sentido do carregar peso) observamos apenas a bandeira partidária, como se PT, PMDB e PSDB não tivessem as mesmas falhas e desvios de caráter.


A nobre profissão do professor parece estar contaminada por algumas pessoas que a usam como bandeira politica, para atacar adversários, expor fraquezas e nada mais.


Escolas continuam com condições precárias, materiais didáticos são atualizados de acordo com a bandeira que veste o partido politico que manda. E ao contrario do que manda a cartilha, cada vez se tira mais ao invés de se investir na educação.


O descaso e desmando tornou-se um problema crônico, tudo que é do âmbito publico no país esta em período de falência, é muito mais fácil deixar o interesse privado tomar conta, menos oneroso e da menos dor de cabeça.


A profissão de politico e de professor hoje em dia tem algumas coisas em comum, vira politico quem provavelmente não deu certo em outras coisas ou quer resolver seus problemas financeiros, da mesma forma hoje, algumas pessoas viram professores. Seja por falta de oportunidade de empregos bem remunerados ou a falta do próprio emprego aonde mora, acabam vendo uma oportunidade de não se incomodar e ganhar um fixo.


Ambos têm contato direto com a formação de uma sociedade, a diferença básica é o montante de dinheiro envolvido e que ainda existem bons professores que se dedicam de corpo e alma, pensando em moldar pessoas melhores, seres humanos de caráter, pequenos diamantes a serem lapidados.


Existem exemplos positivos e negativos na educação, não é necessário ir longe, vá até escola do seu bairro e observe o que esta sendo feito e ensinado, tente perceber se o ensino naquele local é uma obrigação ou é algo desenvolvido e pensado no bem estar daqueles que ali estão trabalhando e frequentando.


Devemos fazer o nosso melhor e não apenas o possível, enquanto lutamos por melhorias, fazer o básico qualquer um faz, a diferença esta sim, são poucos que tem coragem de ser.


Políticos são frutos da educação brasileira, os chamamos carinhosamente de ladrões, porcos e safados, seria essa a definição para nossa sociedade? Pois não chegaram lá puros, foram moldados pelo o que os rodeia. Ironicamente quem está ao seu lado é o cidadão comum, é o pai, a mãe e o professor.


Quando abandonamos algo, o deixamos de lado, esta coisa, fica com poeira, obsoleta e as traças tomam conta, o ensino no Brasil esta dessa forma, abandonado e como tal começa a ser tomado por pessoas sem interesse nenhum, sufocando aqueles que lá estão para lutar por algo melhor.


Como em outras profissões existem boas pessoas que se destacam e algumas de insistem em deixar uma imagem negativa. Existem dificuldades, problemas que somente quem está no dia a dia sabe que existe e tem que conviver.


Por muitos anos a sociedade tem sido fruto da educação (boa ou má), no atual momento que vivemos é necessário que a sociedade abrace o ensino publico, para melhorarmos não penas salários e bonificações, mas a qualidade do que é oferecido a alunos e profissionais que lá estão.


É preciso que professores entrem em salas de aula sem medo de serem agredidos, sem salas com 40 ou 50 alunos e que eles tenham ao menos um bom material para poder moldar o a mente e o caráter humano de quem está ali.


O problema da educação é muito mais grave que se mostra na tv, é muito mais grave que possivelmente algumas das pessoas que lá estão imaginam. É algo enraizado que necessita de cuidado imediato, não apenas de promessas de campanha nunca realizadas, o problema da educação hoje... Esta dentro de cada um de nós.


Pablo Danielli

Coito interrompido





O brasileiro não goza mais, tanto o homem quanto a mulher estão passando por uma mudança genética governamental. Não se tem mais prazer, não se pode mais ter tranquilidade e a carga diária de preocupações extrapola qualquer limite, fomos castrados de toda e qualquer forma de tesão.

O governo brasileiro na ânsia de controlar as taxas de natalidade, acabou encontrando o método contraceptivo mais eficaz possível, simplesmente tirou o prazer de viver das pessoas.


Muito mais econômico que investir em propagandas, camisinhas ou pilulas, bastou que se aumentasse os impostos, a corrupção e a falta de vergonha na cara, políticos são todos inocentes, culpado é a população que os colocou aonde não deveriam estar.


Casais cada vezes mais estão tento menos filhos, ao menos os que pagam impostos. A educação é cara, a saúde é cara e a segurança um assalto... E se quer ao menos temos a garantia de bons serviços.


Nem ao menos temos mais prazer na conversa, por mais que se esforce, os problemas insistem em atravessar assuntos, fomos castrados do prazer da fala e nem ao menos nos pediram licença para tal.


Tudo o que se observa nas ruas, são rostos cansados, pessoas com olhares tristes e num súbito e inesperado ato de pensar podemos concluir: Essas pessoas não gozam mais!


Pessoas murchas de vida, de sensações, de ideias e prazer, pequenos seres vivendo sua grande infelicidade e sem perspectivas de mudanças, deixamo-nos enganar pela propaganda bonita e pela necessidade de sermos salvos por alguém, deixamos de aprender a nadar e estamos todos afogados, seja no ego ou na sociedade.


Tivemos sem perceber, lentamente arrancado de todos, o pequeno prazer que restava. Porque indiretamente não nos atingia, porque não batia a nossa porta... Mas esquecemos a janela a berta e os ventos da mudança deixaram todos resfriados, sem perceber tivemos o coito interrompido.




Pablo Danielli

Livro a venda!!!!

Lançamento!!! Mergulhe nas palavras e aproveite cada frase desta obra, selecionada especialmente para você leitor! A venda nas livrarias e s...