segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Palavras Repetidas


As ondas vão me levando, por quase todo o oceano, sinto a doce brisa bater em meu rosto, levando todas as duvidas que um dia tive, fico calado, observando e me pego sonhando, sonhando sobre a vida a morte o mundo e seus mistérios, esperando por um porto seguro, onde eu possa ter certeza de que nada poderá acontecer de errado, mas sei ser impossível, raro momento, cada vez mais longe de meus olhos, mais ainda sim perto do coração, deixo o vento me levar, mostrar o caminho, e apenas segui-lo.
Uma busca que sei que mesmo no escuro, com os olhos vendados pela impureza de meus pensamentos e a crueldade de minhas palavras, espero achar, deixando de pensar na realidade para viver em algo que não existe, que traz paz e conforto, mas que um dia se acaba, como uma flor e como o amor. Faço tudo o que posso, a nosso favor somente as estrelas e mesmo assim minha alma não quer partir, insiste e persiste em ficar , lutar por algo que perdi no tempo, que se espalhou no espaço e que somente vive dentro dela, palavras sinceras que fazem sorrir, para entender os pensamentos que surgem de todos os lados, para todas as horas lembrar de algo bom, que mesmo que já não exista, lembrar que aconteceu.
Crescer é uma eterna aventura, talvez mais difícil que a figura de um anjo caindo do céu e se despedaçando aos poucos por apenas tentar amar, com a pureza de uma criança e a inocência de que tem os pensamentos mais puros do universo, o tempo passa e não retorna mais e quando o sol se por e a chuva cair, uma estrela surgira, mostrando a todos a esperança de um novo dia, folhas secas caindo pelo chão mostrando um novo caminho, uma nova vida, dando um novo sentido, um novo colorido, renovando a fé.
Pessoas buscam um amor eu tento encontrar a paz, na simplicidade das coisas do dia a dia, no perfume de uma rosa no sorriso de uma mulher e na delicada boca que a beija. Para despertar o sentimento, a loucura e insensatez e a paixão, o olhar não deixa mentir, entrega, faz e desfaz, o toque o beijo provas de algo maior que eu, te ver passar e sorrir é lindo maravilhoso, dona do céu, capaz de deslumbrar, despertar paixões, encantar, iluminar a escuridão, despertar um coração da solidão, e capaz de dar vida a quem a muito já não vive, que a muito não sabe o que é viver.
A tempestade não tem hora, não espera, chega de repente, não avisa, e destrói tudo em seu caminho, causando dor, sofrimento e até solidão, momentos difíceis sempre existiram, sempre haverá problemas sempre haverá um amanha e sempre haverá a calmaria para curar tudo, tão certo quanto a vida, tão certo quanto a dor o amor, tão certo quanto a paz e a guerra, tão certo quanto eu e você.As vezes palavras são ditas mesmo sem querer, olhares se cruzam sem perceber e bocas se tocam sutilmente, assim como eu e você.
É fácil falar do lindo azul do céu, da cor de seus olhos e do perfeito sincronismo, mesmo sendo normal, comum e ate banal, fácil é falar do vento, do sol e da lua, fácil é explicar a vida e o rumo que elas tomam, fácil é colocar palavras em um papel e deixá-las para o tempo contradizê-las.
Mas não é fácil falar de algo que pouco se conhece, que não se tem controle, que poucos viveram ou dizem ter vivido, como explicar, como dizer ou ate explicar algo tão abstrato raro, incomum, que é capaz de mudar as pessoas, capaz de fazer sorrir ou chorar. Todos tem decepções, não sou diferente tenho as minhas, todos se iludem inclusive eu, todos gostam, todos odeiam, não sou diferente, sou mortal, ao alcance de erros e acertos, gestos e atitudes, se hoje falho é porque no passado em algum lugar errei, se acerto é porque sem querer fiz algo bom.
Lagrimas caem não porque é triste o fim, não porque sou digno de falhas, mas porque como todos sou simplesmente mortal, normal, comum, onde em cada esquina tem um, onde não é raro o erro, não é raro o pecado e não é raro pensamentos impuros e que não é raro a desilusão.
Por trás da aparência de tudo bem, de que ta tudo certo, há uma coisa frágil fácil de quebra, passível de sofrimento, de dor e com palavras soltas no ar não melhora somente piora, destrói, mas algo está guardado num lugar seguro onde, nada poderá atingir, nada poderá destruir, as frases, as alegrias, sorrisos, favores, delicadeza, sentimento, para um outro alguém. O tempo de esperar já passou, o tempo de boas novas é chegado, e dele espero muito mais do que recebi no passado dele espero paz, alegria e talvez alguém especial.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Visceral


‘’A única rotina que desejo é a de sentir o gosto de teus beijos,
O único gesto de selvageria que ouso é lançar-te um olhar de cobiça,
E minha brutalidade será de tomar-lhe em meus braços.
Assim ouso ser um animal, irracional a procura de teu cheiro
Desejando teu corpo, junto ao meu.’’

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Além do tempo

Enquanto houver um sopro de vida em meus pulmões
Continuarei a escrever.
Mesmo que ninguém o leia,
Mesmo que a própria sorte o tenha deixado
Em prateleiras velhas, esquecidas pelo tempo.
Enquanto houver força em meus punhos escreverei,
Sobre o amor, esperança, ódio e dor.
E quando ninguém mais lembrar eu viverei eternamente
Por meio de minhas palavras, sonhos e fantasias.
Meus gritos serão lidos, compreendidos e desentendidos
Do mais simples ao mais louco leitor,
E assim dia a dia eu renascerei,
Em cada pagina folhada, em cada linha lida, em cada simples verso cantado.
Pois não o faço pela fama, dinheiro ou glamour,
Faço pela paixão, pelo desejo de ver criar forma, ganhar cores a minha imaginação.
Somos mensageiros de mundos perdidos, muitas vezes sem valor,
Somos amantes, por vezes receosos criadores,
Vivemos em um mundo diferente, somos poetas, mentirosos, loucos apaixonados,
Somos e na verdade sempre seremos escritores.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Milagreiro


A agonia de um homem
Não começa quando ele trabalha,
Mas sim, quando ele recebe.

Quando o feijão não dá
E quando alguma conta fica para trás,
É quando ele resolve mudar de lugar
Em busca de esperança,
E está pouco irá durar.

É quando o choro da fome
Cede lugar a insônia,
E as preocupações tomam conta
De suas rezas.

Quando ele troca o dia pela noite
Ou quando ele nem percebe onde está.

E em pequenos pedaços
De folhas encontradas ao chão,
Escreve alguma prece,
Como quem pede
Por clemência e pão.

Tem dó!  Pobre homem.
Tem dó!De viver.
Milagreiro de uma vida
Com direito a passagem só de ida,
E sofrer sem merecer.

Pois apenas os erros
São cometidos mais de uma vez,
Querer já não faz mais parte de você.

Nem a luz da lua
Dá-se ao luxo de lhe aparecer.

Não sabe mais o peso que tem
Seus passos e suas sombras que vagam,
Por algum lugar sem saber,
E perguntando-se,
Para que motivo viver?

Tem dó!  Pobre homem.
Tem dó!De viver.
Milagreiro de uma vida
Com direito a passagem só de ida,
E sofrer sem merecer.


sábado, 16 de julho de 2011

O que foi meu amor?

O que foi meu amor?



O que foi meu amor,

Acabou a paixão?

Que culpa tens se a necessidade

Adentrou o relacionamento?

Falta de dinheiro e dividendos.

Vivendo desta forma,

Não tem quem agüente!

Os problemas se sobressaíram

Aos elogios e aos gestos de carinho?

Então, qual seria o caminho?

Que palavras se fariam grandiosas o suficiente,

Para lhe fazer brotar o sorriso,

Em meio a tanta preocupação latente?

Então meu bem, para que tanto desdém,

Hostilidade perto do fim, no inicio não era assim!

Não quer dizer que acabou

O fato de guardar rancor,

Talvez se abrir a porta

O amor entre e se sobre saia

A falta de prosa!

Cativando novamente o brilho

Perdido nas rugas,

Transformando contas e gritos,

Em pequenos conflitos,

Superados pelo nosso calor

E se sobrar quem sabe,

Um pequeno e leve toque de amor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Rei Caiu




O Rei Caiu


O rei caiu, pelas suas histórias mal contadas, suas virgulas e pontos mal colocados, o rei caiu por seus falsos ideais, a mistura de verdades com suas fantasiosas mentiras, assim ele caiu.
Caiu na rotina, no esquecimento do publico, no vazio dos dias e na solidão de quem já não tem o que se apegar. Assim foi destronado, perdeu a realeza, e nem ao menos cogitou mostrar algum tipo de nobreza.
Um rei calculista e frio, egoísta e falso, como suas palavras em dias de outono, como suas vontades, meramente para realizar suas vaidades, rei deposto, rei morto. Mas e o rei bondoso?
Quantos reis somos capazes de encontrar no nosso dia a dia, quantos somos capazes de derrubar ou temos coragem de levantar? No final das contas devemos apenas gritar “vivas” ao bobo da corte? Somos todos meros camponeses ou leais soldados? 
Posto isto, apenas vivemos em um reino aonde nossos castelos são feitos de areia, de cartas marcadas, um conto de fadas para fugir da realidade, que insistimos em não viver. E qual rei, deixamos florescer em nós, em que dia somos bons ou maus, ou apenas aceitamos tudo de forma calada, estatuas de gelo, frágeis colocadas ao sol, sem sentimentos claros, bobos da corte para alegrar alguém, algum sujeito que se julga especial.
Que papel devemos assumir, que sujeitos seguir, quem devemos fazer rir, que lugar no mundo estamos sentenciados a existir. O trono ou o campo, os holofotes vazios, ou a influencia quase nula de quem tenta mostrar a nobreza no ato de rara inteligência, opinião e auto-sobrevivência.
Que conto devemos contar? Qual sentimento devemos exalar, o do medo ou da coragem, sermos pequenos e frágeis heróis ou grandes e meticulosos reis, sem ideais. Culpados por aceitar, ou por tentar mudar, que rei na verdade devemos ser, que castelo devemos construir e que camponeses devemos ser, que mundo real, queremos ao final de tudo para existir.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A mente, a chuva e a noite

A mente, a chuva e a noite.

Um noite de chuva, uma boa xícara de café, um cobertor e pensamentos soltos na mente, ócio construtivo misturado com gestos de auto piedade, musica solta pelo ar, amores preso ao coração.

Pequenos pedaços de emoções, misturados com doses de solidão, como deixar de ser apenas um ponto, uma virgula na multidão, para ser referencia, um norte, um pequeno facho de luz na escuridão na mente das pessoas. A cidade é uma pequena maquina imperfeita, não para, gira e gira e gira, realizando e destruindo planos, e a noite com a chuva, vem para lavar, renovar ou destruir pensamentos e sonhos.

E assim simplesmente se vive, puramente se pensa, sem sair de um sofá os olhos piscam e tudo começa e recomeça novamente, um bom filme, um bom livro, um abraço, um adeus, um até logo, logo um beijo para acalmar, mais um pouco do aroma de café para saborear.

sábado, 9 de abril de 2011

Dias de Tempestades


Dias de tempestade

O que realmente é real, que instante vivido, sentido, pode ser confundido com sonho, com verdades ou meias verdades. A mente nos prega peças ou são nossas atitudes que pregam peças em nossas mentes.

A loucura seria apenas um ponto de fuga para algo que não existe ou seria justamente o contrario, seriamos capazes de acreditar em palavras de algo que nunca existiu, ou sempre temos o palpável como única condição de crenças e costumes.

Descobrir a roda todos os dias, ser capaz de se reinventarmos a todo segundo, tocar o invisível aos olhos, inverter a ordem do normal, colocar o certo e o errado, o bom e o ruim em confronto passivo, seriamos capazes de suportar ou lidar com os fatos ou a falta deles?

As tempestades que nos assombram, fazem nosso intimo estar em um permanente navegar por águas bravas, por vezes o detalhe que deixamos passar, é justamente o detalhe que nos faz falta para resolvermos em que tipo de mundo estamos vivendo.

Todos temos medos, todos temos temores, não do escuro, ou de algo que nos foi dito na infância, mas sim de falhar, do silencio empregado em meias frases mal faladas, escritas ou ouvidas, temor de ser visto como fracasso, por uma sociedade que na maioria das vezes, se quer sabe da sua existência.

Então em que mundo realmente vivemos, que luta sem fim queremos ganhar, estamos a viver em um mundo real, ou apenas é uma peça pregada pela nossa mente, para disfarçar a loucura existente nem cada um de nós. Para onde correr, procurar abrigo, quando a tempestade é justamente dentro de nós.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quando Deus encontra a terra


Quando Deus encontra a terra

Quando Deus encontra a terra, toca a todos nós, de formas diferentes, de forma que faça o ser humano se sentir mais gente. É incrível a energia que nós passa, a forma com a qual nos sentimos melhores e maiores do que realmente somos.

Sem fingimentos ou mascaras, apenas nós mesmo, em uma simplicidade sem tamanho, despidos de toda maldade, de toda a falsidade, tendo a oportunidade de ter um profundo encontro com nós mesmos. Descobrindo assim o nosso real tamanho neste imenso espaço que é a terra.

Temos formas diferentes de sentir este encontro, temos formas diferentes de receber esta energia, de passar este momento adiante, de guardarmos para sempre em nossa memória, que seja em um gesto, em um objeto, ou momento que seja repleto de harmonia, que faça se dar valor a vida.

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