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sábado, 25 de abril de 2015

Sincronismo

O tempo
O sorriso
O amor
Você
Minha vida
Esta no ar
Esta em mim
Esta em você
O toque
O beijo
As mãos
A esperança
O dia
A noite
A verdade
Os olhos
As pessoas
Eu, você,
Perfeito
Seu amor
Minhas lagrimas
O novo
O velho
Passado
Presente
Futuro
Eu
Você
Amor.
Pablo Danielli

terça-feira, 24 de março de 2015

Engrenagem

Os passos da vida, vão e voltam,
Mas os ponteiros dos relógios somente vão...
Assim como palavras e silêncios,
Que se perdem no tempo,
Que vai e não volta.
Tal qual a lagrima que cai...
E o sorriso que se desfaz.
Não há mal maior que o medo,
Do tempo que passa,
E amassa lembranças...
Sem esperar que se faça,
Algo para aliviar o tic-tac,
Que se ouve quando o vento passa.

Pablo Danielli

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Tempo



Enquanto caminho pela casa
Os passos parecem tomar forma,
Espaço e lugar.
Olho para velha parede,
E o relógio com seu interminável
Contar de tempo, parece voar.
As horas são como meses
Os minutos são como dias,
E os segundos são como horas.
E sem perceber, pisco os olhos,
E as horas voam,
Olho para meu amor,
E os minutos passam.
E quando me bate a saudade,
Os segundos parecem pairar no ar.
Sem perceber, o tempo me traz rugas,
Marcas, sem ver, cabelos brancos, voz rouca.
E quando me dou conta, a vida passou,
Tão rápido como uma volta do velho relógio ali, na parede.


Pablo Danielli

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Tempo

Tempo



Como seres racionais aprendemos a contar o tempo, pelos segundos, minutos e horas. Fatiamos e planejamos, tudo de forma organizada para que nada saia ou fuja de um cronograma ou dentro do que é esperado.


Embora isto não signifique certezas, pensamos dessa forma, mas esquecemos que o tempo apresentado de modo cronológico é uma invenção humana para ter a falsa sensação de controle de fatos e acontecimentos.


Não lembramos que “tempo” pode significar sentir o momento, não nos passa pela cabeça que esse girar da terra também pode ser contado a partir de sentimentos e lembranças não programadas ou manipuladas.


Passamos infância, juventude e vida adulta com o mesmo pensar, contaminado na mente da grande maioria, de que somos senhores do tempo e não que de fato estamos a mercê dele.


Pequenos grãos de areia no universo, que tem direito e voz sobre os outros pelo simples fato de poder “comprar” o segundos ou horas do dia de alguém. Somo pequenos de fato ate na forma de agir e pensar.


O dia nasce, passa e morre ao entardecer, pessoas nascem, “vivem” e morrem com a mesma velocidade sem perceber ou questionar sua própria forma de vida. Somos capazes de construir grandes prédios, carros confortáveis, descobrir a gravidade, embora ainda não saibamos expressar o sentimento contido dentro de cada um de nós.


O domínio que pensamos ter sobre objetos e seres não “racionais” nos dá a sensação de poder e acabamos por não perceber que ficamos reféns destas escolhas, acabamos por viver vidas que a sociedade quer, acabamos por sentir o que a televisão e revistas acham correto e pensamos que com o tempo, tudo se esquece ou tudo se resolve.


O calendário define nossas alegrias e tristezas, nossas escolhas e desejos. Ainda não aprendemos a viver de acordo com nossos sentimentos, não sabemos lidar com adversidade que impõe outras rotas, nos desesperamos porque somos reféns do nosso próprio empo.




Pablo Danielli

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Redundâncias

Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.

Pablo Danielli

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Segundos

Segundos

Daquele segundo nada ficou solido, olhares soltos e palavras se perdiam conforme os corpos se tocavam. Tudo era exato e tudo era uma duvida uma interrogação do que vem depois do beijo, do abraço e do sexo.

As fotos nas paredes escondiam o medo quase que como uma mascara, mas ambos sabíamos que a noite muitas vezes não significa o nascer de um novo dia... Às vezes apenas significa mais um fim, de um quase amor.

Assim são as pessoas e assim são os que amam e aqueles que não sentem. Ao cair em outros braços, somos mais duvidas que certezas, mesmo que o tempo mude e o sol saia.

Tudo o que importa é o momento, mesmo que este instante seja liquido e se evapore junto com o suor e toda sujeira nele guardado.
Corpos que se unem para dividir o prazer, para amenizar a dor, fugir da realidade em uma fantasia que dura o tempo necessário do sentir e o esquecer.

O toque não é o mesmo, o olhar não é o mesmo e o coração bate em descompasso com a vida, então aos poucos ao abrir os olhos lentamente, percebe que a entrega não foi do corpo, mas da alma e por alguns segundos se sente completo, alegre e sem amarras com o que te prende ao chão.

Você descobre que a leveza não está no ter, mas sim no ser e no sentir. Ao completar outro corpo, outra alma, na transpiração do desejo, em meio a um mundo cinza e morto, você ilumina e se torna... Vida.

Pablo Danielli

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Tempo?

Tempo?

Por muito tempo
A falta de tempo,
É desculpa!
Pois, se arruma tempo...
Para o lamento,
Para o sofrimento,
E para viver se escondendo.
Como pode ser...
Só não usar o tempo
Para sorrir e viver?
Entre um momento e outro
Morre-se aos poucos,
O que carregamos dentro do relógio,
E deixamos escapar com o vento.
Em ventos de mudanças...

Viver, seria o tempo que poderíamos sentir.

Pablo Danielli

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sobre o tempo

http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/10/sobre-o-tempo.html

A vida certas vezes nos presenteia com pequenos prazeres, que gostaríamos que fossem ao menos por alguns segundos eternos. Um sorriso, uma lagrima, um beijo e quem sabe o mais ousado dos apaixonados diria sem pensar duas vezes: Um grito de gol!

Aprendemos que tão prazerosos, quanto estes momentos em nossa cabeça, são o desejo de vive-los novamente. Mas o tempo é implacável, não é corrompível, não se dobra aos nossos caprichos, vive nos deixando lições, mostrando que somos feito de sonhos, mas que nossa carne não é eterna como tantos deles, não conseguimos cortar o tempo sem deixar marcas em nossa alma.

Abrimos e fechamos nossos olhos, sem nos dar conta que este dia pode ser o primeiro ou o ultimo de uma grande mudança, de um grande desejo, sem perceber o momento chega, passa e leva com ele nossa coragem, nossos medos.

Os dias passam impiedosamente, as semanas correm pelos calendários que tentamos em vão controlar o que não se pode tocar, apenas viver e respirar!

O menino nasce, descobre o doce e o amargo da vida, cria rugas e sem desejar se desapegar de suas manias, morre. Com todos os erros e acertos possíveis, com todos os amores improváveis, com todos os pecados inimagináveis.

Encontramos paredes rabiscadas de poesias impublicáveis, sobre o que é esse desejo latente que costumamos e insistimos apelidar de vida. Percorremos corredores tão sufocantes que nossos sonhos não cabem dentro deles, quartos tão pequenos que nossa voz ecoa em forma de grito pelas frestas de madeira velha, rasgando ouvidos, rasgando o invisível, se sobrepondo ao desejo.

Somos no fim reféns dos mesmos requintes, luxuosos prazeres e ansiosos pelos ponteiros do relógio que marcam o passo, lembrando que mais hora ou menos hora o tempo, nos trata com desdém, ignorando nossas conquistas, apagando nossas decepções, deixando apenas uma vírgula em aberto, para que se assim ele desejar, podermos continuar a escrever a nossa breve, porém intensa história.



Eterno momento

Guardado na memória,

E em um velho e rabiscado papel.

Imaginação além do desejo!

Sentimento além da carne!

Descobre com as escolhas

Com acertos e erros,

Que viver é mais que respirar.

É sentir, perder, sonhar,

É, e porque não seria?

Se apaixonar!



Pablo Danielli



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Petite fleur


Petite fleur

Petite fleur dans la matinée
Petits yeux de l'espoir
Douce voix, la voix douce,
Ce qui me ravit.
Lèvres si fines
C'est mon désir
Il ne le quitte plus.
Je t'aime
Une ou deux fois plus!
Et si possible une vie
Et un autre après la mort.

Pablo Danielli

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Uma tarde de chuva





Toda pessoa tem seus esqueletos no armário, segredos escondidos a sete chaves, gemidos perdidos em algum lugar. E em dias de chuva costumam frequentar a lembrança da mais pacata a mais atrevida mente, mesmo sendo ela sã.

Uma brisa para alguns, refresco para outros tantos, mas para dois corpos, uma tarde que brinda a vida com uma aconchegante chuva, é o convite em forma de poesia aos olhos curiosos do desejo.

Paredes em tons de roxo confundem a mente dos corpos se encontram em um despretensioso sexo casual, apenas mais algumas palavras sem sentido, arranhões superficiais, nada que a alma sentirá, tanto quanto a saudade do suor, sujo e promiscuo que contracena com a janela embaçada.

Taças de vinho com suas bordas manchadas pelo toque dos lábios, uma garrafa há meia altura, roupas espalhadas, dividindo-se entre cadeiras, escrivaninha e abajur, ao fundo tocando suavemente uma bossa. As mãos delicadas, que de forma abrupta possuem o corpo quase que instintivamente, a língua que procura o ouvido, murmurando os segredos vassalos, implorando por mais e mais.

A maravilhosa sensação que se tem ao perceber que toda timidez contida naquele corpo se esvai, ao toma-la em minhas mãos, libertando uma espécie de mulher antes nunca vista por outros, fogosa e surpreendente, tão viciante quanto a mais pura química já feita pelo homem.

Sensações tão a flor da pele que o tempo foge ao controle dos olhos, passam-se segundos, minutos e talvez horas. Restando abraços e palavras vazias, olhos que correm sobre seu corpo nu, macio e cheiroso, a chuva caindo e nos avisando que a tarde poderia sim ser emendada com a noite, que poderíamos repetir quantas vezes mais fossem possíveis, pois aqueles arranhões logo sairiam do corpo, restando apenas à lembrança de todo desejo alcançado, em uma tarde chuvosa de abril.



Pablo Danielli

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Palavras Repetidas


As ondas vão me levando, por quase todo o oceano, sinto a doce brisa bater em meu rosto, levando todas as duvidas que um dia tive, fico calado, observando e me pego sonhando, sonhando sobre a vida a morte o mundo e seus mistérios, esperando por um porto seguro, onde eu possa ter certeza de que nada poderá acontecer de errado, mas sei ser impossível, raro momento, cada vez mais longe de meus olhos, mais ainda sim perto do coração, deixo o vento me levar, mostrar o caminho, e apenas segui-lo.
Uma busca que sei que mesmo no escuro, com os olhos vendados pela impureza de meus pensamentos e a crueldade de minhas palavras, espero achar, deixando de pensar na realidade para viver em algo que não existe, que traz paz e conforto, mas que um dia se acaba, como uma flor e como o amor. Faço tudo o que posso, a nosso favor somente as estrelas e mesmo assim minha alma não quer partir, insiste e persiste em ficar , lutar por algo que perdi no tempo, que se espalhou no espaço e que somente vive dentro dela, palavras sinceras que fazem sorrir, para entender os pensamentos que surgem de todos os lados, para todas as horas lembrar de algo bom, que mesmo que já não exista, lembrar que aconteceu.
Crescer é uma eterna aventura, talvez mais difícil que a figura de um anjo caindo do céu e se despedaçando aos poucos por apenas tentar amar, com a pureza de uma criança e a inocência de que tem os pensamentos mais puros do universo, o tempo passa e não retorna mais e quando o sol se por e a chuva cair, uma estrela surgira, mostrando a todos a esperança de um novo dia, folhas secas caindo pelo chão mostrando um novo caminho, uma nova vida, dando um novo sentido, um novo colorido, renovando a fé.
Pessoas buscam um amor eu tento encontrar a paz, na simplicidade das coisas do dia a dia, no perfume de uma rosa no sorriso de uma mulher e na delicada boca que a beija. Para despertar o sentimento, a loucura e insensatez e a paixão, o olhar não deixa mentir, entrega, faz e desfaz, o toque o beijo provas de algo maior que eu, te ver passar e sorrir é lindo maravilhoso, dona do céu, capaz de deslumbrar, despertar paixões, encantar, iluminar a escuridão, despertar um coração da solidão, e capaz de dar vida a quem a muito já não vive, que a muito não sabe o que é viver.
A tempestade não tem hora, não espera, chega de repente, não avisa, e destrói tudo em seu caminho, causando dor, sofrimento e até solidão, momentos difíceis sempre existiram, sempre haverá problemas sempre haverá um amanha e sempre haverá a calmaria para curar tudo, tão certo quanto a vida, tão certo quanto a dor o amor, tão certo quanto a paz e a guerra, tão certo quanto eu e você.As vezes palavras são ditas mesmo sem querer, olhares se cruzam sem perceber e bocas se tocam sutilmente, assim como eu e você.
É fácil falar do lindo azul do céu, da cor de seus olhos e do perfeito sincronismo, mesmo sendo normal, comum e ate banal, fácil é falar do vento, do sol e da lua, fácil é explicar a vida e o rumo que elas tomam, fácil é colocar palavras em um papel e deixá-las para o tempo contradizê-las.
Mas não é fácil falar de algo que pouco se conhece, que não se tem controle, que poucos viveram ou dizem ter vivido, como explicar, como dizer ou ate explicar algo tão abstrato raro, incomum, que é capaz de mudar as pessoas, capaz de fazer sorrir ou chorar. Todos tem decepções, não sou diferente tenho as minhas, todos se iludem inclusive eu, todos gostam, todos odeiam, não sou diferente, sou mortal, ao alcance de erros e acertos, gestos e atitudes, se hoje falho é porque no passado em algum lugar errei, se acerto é porque sem querer fiz algo bom.
Lagrimas caem não porque é triste o fim, não porque sou digno de falhas, mas porque como todos sou simplesmente mortal, normal, comum, onde em cada esquina tem um, onde não é raro o erro, não é raro o pecado e não é raro pensamentos impuros e que não é raro a desilusão.
Por trás da aparência de tudo bem, de que ta tudo certo, há uma coisa frágil fácil de quebra, passível de sofrimento, de dor e com palavras soltas no ar não melhora somente piora, destrói, mas algo está guardado num lugar seguro onde, nada poderá atingir, nada poderá destruir, as frases, as alegrias, sorrisos, favores, delicadeza, sentimento, para um outro alguém. O tempo de esperar já passou, o tempo de boas novas é chegado, e dele espero muito mais do que recebi no passado dele espero paz, alegria e talvez alguém especial.

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