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sexta-feira, 31 de julho de 2015



Eu abri as portas do paraíso,
Em um grande livro que estava perdido,
Pelos caminhos feitos de ouro eu te procurei,
Atrás da luz que fazia sentindo,
Em busca de uma linha guia.
Evitando o final, buscando forças,
Para superar perdas, para imaginar você,
Chances desperdiçadas, espalhadas aos céus,
As portas estão abertas, não precisa bater,
Somente entrar, pois a dor passou.
Tudo parece tão real, que me pergunto,
Se é mesmo possível, se você consegue me ver,
Pois eu sinto você, tão sutil quanto à brisa,
Tão intensa quanto à vida, quase posso tocar seu corpo.
Segure em minha mão, deixe lhe mostrar,
Que o que viveu não é nada,
E se atravessar a porta posso te guiar,
E te mostrar o que sinto.


Pablo Danielli

quinta-feira, 30 de julho de 2015



E ela estava só,
Observava as coisas ao seu redor
E via com clareza, que estava fora do lugar.
Talvez seu mundo não fosse aquele,
Mas foram suas escolhas, que fizeram chegar até esse lugar,
Mas mesmo assim ela estava só.
Estava só com suas idéias,
Estava apenas na companhia de suas letras,
Vivia na ilusão da melodia,
De uma musica que não mais existia.
Tudo triste e sem vida, sem cor azar dela que assim o via,
Mas em meio às pessoas na calçada,
Ela se sentia só, com seus pensamentos,
Fora deste tempo, longe dos tormentos,
Ela estava só.


Pablo Danielli

quarta-feira, 29 de julho de 2015


Dança



Seu corpo parecia flutuar,
A cada movimento sutil,
A cada toque de seus pés,
Faziam daquela simples dança, um ritual.

Seu corpo, respirava o momento,
Passava para todos que lhe observavam,
Através de sua transpiração, sua paixão pela musica.

Fazendo com que tudo ao seu redor fosse ignorado,
E todos mantivessem seus olhos nela, apenas nela,
Despida de qualquer timidez ou pudor,
Fazendo da imensa solidão do palco,
Se encher com os aplausos da platéia.

Hipnotizados pela entrega e união,
De seu corpo, alma e coração,
Em uma exuberante exibição de dança e paixão.

Pablo Danielli

terça-feira, 19 de maio de 2015

Marcas

Que pés são esses
Que deixam marcas tão profundas,
De escolhas e histórias.
Que olhos são esses
Que penetram na alma,
Mesmo quando estão fechados.
Que mão são essas
Que calejadas insistem em acariciar,
O rosto do teu amor, do teu inimigo, do teu intimo.
Que voz é essa
Que penetra e ecoa,
No vazio da alma, na mente perturbada.
Porque insistes em lutar?
Porque insistes em viver?
Porque insistes em chorar?
Não basta que teu corpo seja a prova do tempo?
Tão pouco as cicatrizes de teus erros e de teus acertos.
Que sobras desejam ter
Se somente o pó vai sobrar,
O silencio ensurdecedor
Ira dilacerar os desejos mais íntimos,
Mesmo o de vida e o que tiver em morte.
Pablo Danielli

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Silencio

O silencio
Gota a gota
Entre uma xícara e outra
De palavras solúveis.

Soltas como os pensamentos
Presas na garganta,
Pedindo liberdade
Rasgando o intimo.

Momentos que persistem
Entre olhares desviados
De certos caminhos
Imaginados.

Passos que te prendem
Suspiros que machucam
Leve toque
Que não se sente.

Entre segundos
Não vividos,
Entre destinos repartidos
Escolhas feitas pelo silencio.

Que deixam as janelas e portas
Tão seladas quanto a mente
Machucam o intimo e cegam sorrisos
Dilacerando os ouvidos.
Pablo Danielli

sábado, 16 de maio de 2015

Imaginário

Escrevo com os meus dedos
Em teu suave corpo,
Sobre desejos que minha mente cria.
Deslizo lentamente meus olhos
Pelas palavras imaginarias,
Que minha boca não ousa dizer.
Apenas beijo tuas costas nuas
Aproveitando o silencio,
Que teu sorriso, insiste em se desfazer.
Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estrutura

Domínio publico
Letras, palavras,
Pensamentos proibidos!
Diante dos olhos vendados
Chove realidade em forma de caos.
No sistema de faz de contas
Tanto o povo, quanto a estrutura,
Não conseguem esconder a rachadura.
Que existe na mente, na sociedade que finge,
Na realidade coexistente.
Pablo Danielli

Nem tudo

Nem tudo que falo é verdade,
Mas nem tudo que sinto é mentira!
Nem tudo que vejo é belo
E nem tudo que ignoro é cinza!
Nem tudo que ouço é doce
E nem tudo que passa é atoa.
Certas coisas deixam um pedaço
Certos momentos deixam um rastro,
Um caminho.
Para quando olhar para trás perceber
Que existe sentimento,
Mesmo quando se parece estar
Sozinho.
Pablo Danielli

terça-feira, 12 de maio de 2015

Outros

Outras ruas
Outros ecos,
Outras vozes
Outras mortes.

Entre tantos passos vazios
Sombras, formas deformadas,
Vidas, entre abismos!
Escolhas que se dizem,
Ser em algum momento sorte.

Desejou um sol
Cobiçou uma lua,
Dormiu com pedidos
Amanheceu de mãos vazias.

Entre uma folha
E outra história,
Contos sem fim
Sem final feliz.

Sede de amor
Fome de palavras!

Quer que um estranho lhe diga
Quer que um qualquer lhe toque,
Quer que a morte não lhe encontre
Mesmo que seja entre um copo e outro
Da mais cobiçada face.

Escancara as cicatrizes
Esconde os defeitos
Marcas de uma guerra,
Com falsos vencedores.

Não ha propaganda que sacie
Tão pouco sombra que refresque,
Valor tão barato de um sentimento
Que por hora é apenas lamento.

Azar daqueles que não brindam
Sorte daqueles que não vem,
Entre uma volta e outra da vida
O mundo parece te olhar com um certo desdém.
Pablo Danielli

Indiferença


Diante do gesto
Indiferença!

Diante do ato
indiferença!

Diante da miséria
Indiferença!

Diante da dor
Indiferença!

Diante do preconceito
Indiferença!

Diante da corrupção
Indiferença!

Diante de afirmações
Indiferenças!

Diante das duvidas
Indiferenças!

Diante da vida eminente
Indiferença!

Como poderíamos
Ser todos iguais a final,
Se o resultado é a distorção
Das palavras, dos gestos,
da própria cultura?

Como ser considerado racional
Se o primeiro gesto é o de abandono,
Boa ação, apenas como intenção não salva!
Usar exemplos de terceiros não garante
Seu lugar no céu primeiro.

Todos sabemos o que deve ser feito
Todos ficamos calados diante da necessidade,
Pois enquanto a gota não nos atinge
Não há motivos para consertar o que se quebrou.

De todos os brinquedos jogados fora
A vida certamente é   mais precioso,
De todas as palavras abandonadas ao vento
As que fazem falta são as verdadeiras.

De todos os olhares perdidos
Mesmos os na escuridão, na solidão,
Os de indiferença são os que não tem salvação.

Mais uma morte
Ninguém viu!

Mais uma criança drogada
Nunca existiu!

Mais um desvio de verba
Ilusão, no Brasil!

Mais um bom livro
Se perdeu no vazio!

Mais um ser humano
Confundido com artigo raro
Numa pátria que nunca existiu!

Indiferença
Palavra forte, que define,
Um ser fraco e hostil!
Pablo Danielli

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mares navegáveis

Olha
Revolta,
Volta!
A sua volta
O vazio
Revolucionando
O nada.
Perdeu-se
A utilidade,
Seu prazo
De validade?
Ainda Vale!
Volta
Olha a sua volta,
E se revolta!
Como em antigos
Mares!
Hoje, navegáveis.
Pablo Danielli

Pelos corredores

Com tantas vidas expostas
Apostas, para saber,
Qual a primeira que cai.
Com tanta sobra de vaidade
Espelhos trincados,
Por meias verdades
Escondem mentiras,
Pelos corredores.
Bocas delirantes
Em busca de calmantes,
Para fugir de qualquer coisa
Que se apresente como a dor.
Figuras abstratas em porta retratos
Algo relacionado ao passado,
Um futuro que em algum dia
Já se desejou.
Pablo Danielli

sábado, 9 de maio de 2015

Meretriz caída

A figura afoita
Caminha manca,
Em meio a solidão!

Olha besta com chifres
Raivosa, com a cara manchada,
Á escoria, desiludida, pavão!

Toca com seu saltitar
O som da ruína,
Melodia da sociedade corrompida.

Cega pelo vil metal
Por desejos além do pão!

Suga toda a esperança
Vinda das veias rasgadas
Da vida, que ao lado da indiferença,
Pergunta! insistentemente?

Quem em meio a cobiça
Não merce morrer?
Se não se valoriza a vida!

Filho da ferida
Que nunca cicatriza,
Meretriz caída
Amor, desilusão.
Pablo Danielli

Por entre noites

Incógnita duvida
Não me conhece além dos pecados,
E tão pouco parece saber.

Mas é intima estranhamente
Assim como o tempo,
Inexplicavelmente desperdiçado.

Acompanha-me e dissipa-se nas duvidas
Escondido por entre noites,
É a sede pela luz
que a torna tão intrusa.

E dança comigo!
Como uma louca desconhecida,
Testando meus limites
Da dor, do prazer!

A cada vazio feito pelo medo
A morte tão fria, que me cerca
É o amor, que a vida
Nunca vai ter!
Pablo Danielli

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Múrmuros

Paredes murmuram verdades
Que nunca serão ditas.
A noite esconde segredos
Que nunca serão vistos.
E tua mente...
Mente!
Para disfarçar a verdade,
Como forma de conforto...
Para não esconder o rosto,
Mesmo a contragosto.
Pablo Danielli

Intimo

De repente do olhar
Surgiu a duvida,
E da duvida a certeza
De que sua vida precisava mudar.
Não só de amores e estações
Mas o que possuía
No coração.
Pablo Danielli

terça-feira, 5 de maio de 2015

Sapatos soltos


Os sapatos
Com as solas gastas,
Ficaram pelo caminho.
As palavras vazias
Não resistiram à força do vento.
Apenas alguns calos
Apenas alguma duvida.
Tempo que sobra
A cada volta do dia,
Preenchido com tristezas ou alegrias.
E a duvida que não deixa
O corpo e perturba a mente.
Será tudo em vão
Ou a sorte lhe dará,
Mais um dia de respiros vãos.
Pablo Danielli

sábado, 2 de maio de 2015

Nu!

O corpo está nu!
De roupa...
Ou de pudor?
O corpo está nu!
De pré-conceitos...
Ou de valor?
O corpo está nu!
Mas, com sua banalização...
Ninguém notou sua nudez!
Pablo Danielli

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Reis e peões

Uma morte
Não tem a ver,
Com a outra.
Um vida conhecida
Vale mais, que qualquer uma...
Desconhecida.
A dor não tem sentido
Quando não pode ser,
Explorada.
Pratica de guerra
Jogar peões contra peões,
Enquanto os reis...
Continuam a explorar
Manipulando imagens e leis.
Pablo Danielli

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