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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Tons de laranja e vermelho



E a chama que tomava conta do meu corpo, destruiu as fronteiras da carne, espalhou-se pelo ar e pintou aquele por do sol, com tons de laranja forte, quase vermelho!

Foi impossível não guardar na retina o belo quadro que a vida me presenteou, a mistura do vento com as ondas do mar, transformou em sinfonia todo o silêncio que eu guardava dentro de mim.

Por momentos fui maior, por momentos fui mais forte que a própria terra, na qual me sustentava úmida e terrivelmente fértil, pela brisa que me empunha lagrimas aos olhos, pela brisa que tocava o solo, assim como as lembranças que iam e vinham, transformando aquele exato momento em um balé, com movimentos tão sutis, tão encantadores, capaz de esconder toda a dor de uma pobre sombra ao viver aquela dança.

Não existia qualquer possibilidade de medir o tempo, não havia ao menos motivos possíveis para fazê-lo, apenas eu, o horizonte e a vida.

Em algum tipo de ritual tão simples que chegava a ser complicado compreender o quão profundo e complexo era este sentimento.

Segundo, minutos, horas, tudo tão superficial, distante da realidade que me foi apresentada, que as rugas, feitas pela maresia, já não me importavam mais, apenas o momento, apenas respirar aquele momento.

Não existia tecnologia capaz de me tirar deste transe, não existia apelo forte o suficiente para fazer com que eu me levantasse daquele lugar, no qual eu me encaixei perfeitamente, no qual foi feito de uma forma perfeita para mim.

A humanidade era apenas mais um objeto que compunha um cenário inimaginável de tranquilidade interior, sem apelos, sem atritos, apenas paz, tão completa e real que aos poucos me surgiam sorrisos, em tons laranja e vermelhos de pura e simples alegria.

Pablo Danielli

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Solidão

A solidão a pegou de repente,
Surpreendeu por sempre ter amigos,
Mas do nada, ela se viu só.
Faltava-lhe um pedaço,
Não de amizade, mas do vazio de seu coração,
Estava só de seus sentimentos,
Estava só com seus lamentos.
Faltava-lhe o frio na barriga,
O famoso arrepio na espinha,
Ou o puro e simples medo de tentar.
Beijava outras bocas, em vão,
Pois todas pareciam vazias,
Tocava outros corpos, em vão,
Pois nenhum a preenchia,
E assim ela vivia.
Com algo na cabeça,
Com outro alguém por quem,
Seus pulmões enchiam,
Assim do nada, aos poucos ela sofria.
Embora soubesse o que deveria fazer,
Seu medo a impedia de viver,
Pobre ser, escolheu aos poucos morrer.
Pablo Danielli

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pulsar


Quantos desejos são necessários
Para cicatrizar a carne?
Que caminhos, os dedos devem percorrer,
Para sentir o calor?
Quantos lábios,
A mentira é capaz de tocar?
A boca pode negar,
Mas olhares e corpos entregam... 
Para sentir o corpo pulsar,
É preciso arriscar.
Deixar tombar a razão,
Para ter um pouco de emoção.

Pablo Danielli

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Memorias

Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.

Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.

Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.

Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.


Pablo Danielli

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