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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cem anos de solidão

Cem anos de solidão


Tudo é tempo, tudo é vida.
São anos em dias
São muitos sonhos lutando,
Contra a própria insatisfação.



São dias de gloria
E noites de solidão,
São pessoas ausentes
Saudades de objetos,
Que nunca serão.



É o vazio no peito
É o olhar cheio, da falsa beleza,
Presenteada com o horizonte
Distante e frio.



Há tantos caminhos
E tantas pontes, embora nenhuma,
Me leve ao seu coração.



São dias e noites
Com pensamentos soltos,
Que para quem não me conhece
Mais parece, cem anos de solidão.

Pablo Danielli

quinta-feira, 2 de abril de 2015

E ela estava só,
Observava as coisas ao seu redor...
E via com clareza, que estava fora do lugar.
Talvez seu mundo não fosse aquele,
Mas foram suas escolhas, que fizeram chegar até esse lugar,
Mas mesmo assim, ela estava só.
Estava só com suas idéias,
Estava apenas na companhia de suas letras,
Vivia na ilusão da melodia,
De uma musica que não mais existia.
Tudo triste e sem vida, sem cor... Azar dela que assim o via.
Mas em meio às pessoas na calçada,
Ela se sentia só, com seus pensamentos...
Fora deste tempo, longe dos tormentos,
Ela estava só.

Pablo Danielli

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ignorância

Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.


Pablo Danielli

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

cem anos de solidão

Tudo é tempo, tudo é vida.
São anos em dias
São muitos sonhos lutando,
Contra a própria insatisfação.

São dias de gloria
E noites de solidão,
São pessoas ausentes
Saudades de objetos,
Que nunca serão.

É o vazio no peito
É o olhar cheio, da falsa beleza,
Presenteada com o horizonte
Distante e frio.

Há tantos caminhos
E tantas pontes, embora nenhuma,
Me leve ao seu coração.

São dias e noites
Com pensamentos soltos,
Que para quem não me conhece
Mais parece, cem anos de solidão.

Pablo Danielli

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Solidão

A solidão a pegou de repente,
Surpreendeu por sempre ter amigos,
Mas do nada, ela se viu só.
Faltava-lhe um pedaço,
Não de amizade, mas do vazio de seu coração,
Estava só de seus sentimentos,
Estava só com seus lamentos.
Faltava-lhe o frio na barriga,
O famoso arrepio na espinha,
Ou o puro e simples medo de tentar.
Beijava outras bocas, em vão,
Pois todas pareciam vazias,
Tocava outros corpos, em vão,
Pois nenhum a preenchia,
E assim ela vivia.
Com algo na cabeça,
Com outro alguém por quem,
Seus pulmões enchiam,
Assim do nada, aos poucos ela sofria.
Embora soubesse o que deveria fazer,
Seu medo a impedia de viver,
Pobre ser, escolheu aos poucos morrer.
Pablo Danielli

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Olhares perdidos



Entrelaçado com olhares perdidos, a liberdade perde o sentido quando se está sutilmente preso a um desejo. Embora bocas quando sentem somente se calam e fazem todo ar ser raro nos pulmões.

Quanto mais o desejo toma conta das mãos tremulas, o corpo fica embriagado e a mente fica trocando passos com as idéias, um lento e demorado ritual aonde não existe pudor, apenas vida.

O corpo escorrega pelo tempo e os segundos são como pequenos instantes que não se podem ser guardados em fotografias, a memória insiste que apenas ela possua tal prazer e não mais, os olhos.

Não há luz e a escuridão tão pouco se faz presente, apenas seu lábios, vermelhos e contendo toda carne que um homem pode desejar tocar. Viciantes e mortais e tão leves quanto o vento, que cortam tudo que toca deixando marcas, que não se podem ver.

Lentamente os olhos piscam, lentamente as mãos se movem, aos poucos os pés dominam o espaço que lhe é permitido. Como uma pancada inesperada o mundo torna a girar, o som e as sensações rotineiras e tão mortais quanto um veneno a conta gotas preenchem o ambiente.

Mas todo o espaço que ocupa com sua beleza continua intocável, como se nada pudesse abalar, uma mulher absolutamente devastadora. Cujo único mal que faz é deixar homens aos seus pés.

Puxo o ar lentamente tentando recuperar o fôlego, por um instante que não seria para sempre, que não seria mais que alguns segundos de absoluta felicidade.

Corro minhas mãos pelo balcão, seus olhos acompanham em um movimento sutil imperceptível a outras pessoas. Encosto meus dedos em um copo, aonde tendo buscar em meio à bebida, um não motivo para simplesmente tentar.

Sem perceber, dou-me conta que minha mente me trai e agora observo apenas suas costas, que revelam pouco, mas que a fazem desejar, seus passos lentamente carregam minhas vontades para longe.

Transformando toda tensão e imaginação em apenas mais um lugar, mais uma noite e mais um quase amor, que o tempo, o desejo e o momento, quase deixaram estar.

Pablo Danielli

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Quebra cabeça



A sala vazia

Ecoa a agonia,

Reflexo do silencio

Que falou alto de mais.

Para tantas palavras

Não ditas, não escritas,

Faltaram pedaços de vida

Momentos de ironia.

Faltou preencher

Com suor, lagrimas e alegrias,

O quebra cabeça chamado vida.

Pablo Danielli

sábado, 27 de outubro de 2012

Stormy days, Dias de tempestade



Stormy days


What is really real, lived that moment, meaning it can be confused with a dream, with truths and half-truths. The mind plays tricks on us or are our attitudes that play tricks on our minds.

The madness would be only a vanishing point to something that does not exist or would be just the opposite, we would be able to believe in words of something that never existed, or ever have palpable as the only condition of beliefs and customs.

Discover the wheel every day, be able to reinvent itself every second, touching the invisible to the eye, reverse the order of normal, putting right and wrong, good and bad at confrontation liability, would be able to withstand or cope with facts or lack thereof?

The storms that haunt us, make our inmost being in a permanent navigate whitewater sometimes we miss the detail that is precisely the detail that we lack to solve what kind of world we are living.

We all have fears, we all have fears, not the dark, or something that we were told in childhood, but fail, employee of silence in half sentences barely spoken, written or oral, fear of being seen as a failure by a company that in most cases, if you know of its existence.

So we live in that world really, that endless struggle we win, we are living in a real world, or just is a trick played by our mind, to disguise the madness and every one of us. Where to run, seek shelter when the storm is just within us.

Pablo Danielli

Dias de tempestade


O que realmente é real, que instante vivido, sentido, pode ser confundido com sonho, com verdades ou meias verdades. A mente nos prega peças ou são nossas atitudes que pregam peças em nossas mentes.
A loucura seria apenas um ponto de fuga para algo que não existe ou seria justamente o contrario, seriamos capazes de acreditar em palavras de algo que nunca existiu, ou sempre temos o palpável como única condição de crenças e costumes.
Descobrir a roda todos os dias, ser capaz de se reinventarmos a todo segundo, tocar o invisível aos olhos, inverter a ordem do normal, colocar o certo e o errado, o bom e o ruim em confronto passivo, seriamos capazes de suportar ou lidar com os fatos ou a falta deles?
As tempestades que nos assombram, fazem nosso intimo estar em um permanente navegar por águas bravas, por vezes o detalhe que deixamos passar, é justamente o detalhe que nos faz falta para resolvermos em que tipo de mundo estamos vivendo.
Todos temos medos, todos temos temores, não do escuro, ou de algo que nos foi dito na infância, mas sim de falhar, do silencio empregado em meias frases mal faladas, escritas ou ouvidas, temor de ser visto como fracasso, por uma sociedade que na maioria das vezes, se quer sabe da sua existência.
Então em que mundo realmente vivemos, que luta sem fim queremos ganhar, estamos a viver em um mundo real, ou apenas é uma peça pregada pela nossa mente, para disfarçar a loucura existente nem cada um de nós. Para onde correr, procurar abrigo, quando a tempestade é justamente dentro de nós.

Pablo Danielli

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Com um pouco de tempo







Não há dor


Nem amor,


Que não se curem.


Com um pouco


De tempo,


Com um resto


De lagrima,


Com um vestígio


De solidão.


O que é a mistura dos dois


Se não a vida?


O que seria sua falta


Se não a morte?


De todos os amores sãos


O que deixa marca,


É a loucura!


De todas as loucuras


É o gesto simples.


Ao final, é piscar os olhos,


Disfarçar o peso das escolhas,


E vendar o cansado coração.


Dia sim, dia não!


Se a vida quiser,


Tropeço, numa nova paixão.

Pablo Danielli

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