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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

[Nós]

 A gente fecha os olhos,

E se acostuma... Com a falta do que não teve.

Nos conformamos com a distância

A perder as lembranças...

A esquecer os rostos

Mesmo, os mais próximos.

Prendemos a nossa vida em nós invisíveis,

Começamos a sentir tudo sempre igual

Um eterno domingo monótono,

E quanto menos esforço, melhor.

A gente...

Acaba se adaptando.

Risca as datas do calendário,

É formal nos aniversários

E segue o protocolo da rotina,

Dia após dia, esperando

Não se machucar com as ironias.

Sonhamos acordados

Enquanto a televisão vive da nossa apatia.

Movimentamos o nosso corpo

Ao som de um barulho sem sentido.

Porque tudo faz parte

Do vazio que é construído lentamente

Dentro de nós.

As palavras não tem mais o mesmo efeito,

E a gente fica confortável com a agua morna

Por medo de passar frio ou calor,

Se sairmos da nossa própria casa.

A gente...

Vive no automático

Fala o programado

Sente, menos que o necessário.

E quando percebemos

A vida...

É um quadro confuso, abstrato.

Não gostamos das cores, que intimamente pintamos.

E escondemos a nossa própria obra em um armário,

Esperamos que ninguém perceba, os tons frios e cinzas.

Porque a gente...

A gente fecha os olhos.

 

Pablo Danielli

 

 https://www.instagram.com/pablodanielli/

 

 

 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Desbotar



O desbotar do entardecer, se mistura com as cores avermelhadas e tons frios do inverno. Adentrando o corpo com certo ar de saudades, de nostalgias e lembranças muitas vezes inventadas, de manhas e tardes que ainda espera sentir.

Respirava em forma de vida os pensamentos e desejos, chegando à inevitável conclusão de que a vida é nada mais que um amontoado de eternos momentos. Nem sempre tristes e nem sempre felizes. Soava em forma de eco dentro de si, uma pequena fração da resposta que batia insistentemente, acompanhando seu coração em forma de ansiedade.


Aquilo que por vezes buscava e escorria por entre seus olhares, que o vento ousava em trazer de volta apenas para anestesiá-la... A paz em forma de sentimento, de sons e sensações, que arrebata, recarrega o vazio que insistia em se fazer presente.

Que sorte tem o ser humano em ser, em sentir e em querer... Os segundos, as horas, o tempo contado a gotas coloridas, doses letais de vida correndo nas veias. Encontra-se dentro de si mesma, e encontrar em outros, alguns motivos para sorrir e seguir.

Entre alguns tropeços estar ali sentada talvez fosse a melhor queda que já poderia ter experimentado, um quadro exposto a sua frente com todos os destinos possíveis e impossíveis de se querer.

Volta tuas mãos para o mundo e toca o invisível que divide com tantos outros sonhadores, correntes que se quebram com o sonhar, laços que se desatam com o desejo, flores que brotam no caminho com o caminhar e o passar do tempo.

Pisca os olhos uma vez mais, deixa a brisa lentamente tocar tua pele, entorpecida pela energia que o por do sol lhe causou...

Prepara aos poucos tua alma para partir, assim como teu corpo, para sentir algo novo, que ainda não lhe foi apresentado, talvez um novo sorriso, uma nova lagrima, quem sabe se tiver sorte, um quase amor.




Pablo Danielli

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eco

O eco...
Joga ao vento,
Palavras...
Em forma de sentimento,
Outras de lamento.

Pablo Danielli

sábado, 25 de maio de 2013

Ame



Ame em silencio

Para não aguçar a inveja

De mal humorados,

Mas gritando por dentro!




Arda em desejo

Além de poucos pensamentos

Extrapole tal sentimento.




Faça o olhar brilhar!

O sorriso não caber no rosto!

O coração pulsar mais forte!

Escolha o amor, do que a sorte!




Escreva nas paredes de seu corpo

A intensidade do que você sente,

Por que quando todos estiverem foscos

Você estará reluzente!




Pablo Danielli

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