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terça-feira, 27 de março de 2018

[J]

O que é a beleza,
Quando ela não é lugar comum?
Como um sorriso é capaz de encantar,
Mesmo não sendo perfeito...
É provável que o acaso,
Se encarregue de olhares perdidos?
Quantas vezes é possível
Ouvir uma voz,
E não perceber a melodia
Que ela carrega...
O coração que bate mais forte,
É indomável pela mente?
Quantas noites e dias,
São necessários para definir uma vida.
Sob o mesmo sol,
São feitas as mesmas ilusões?
Ir ou ficar
Seria possível,
Sem as certezas...
Que apenas os tolos tem?
O amanhã existe,
Para quem vive...
Ou quem tem esperança?
Lembranças, que o vento cruze novamente.


Pablo Danielli

segunda-feira, 19 de março de 2018


[Olhos castanhos]

Olhos castanhos
Que se escondem na noite,
Oceanos de sentimentos...
Que se perdem no tempo.
Suspiros rotineiros,
Espalhados na cama.
Desejo, chama!
Palavras sopradas pelos lábios,
Que se espalham...
Nas paredes vazias do quarto.
Mãos que tocam o ar,
Imaginando ser outro corpo.
As noites de outono
São como batidas na porta do coração,
Fazendo a pupila dilatar...
Imaginando uma nova paixão.

Pablo Danielli

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

[Poesia do fim]

Quantos infernos existem na terra?
Quantos abismos existem na solidão?
Quanto desespero cabe em uma noite?
Que quantidade de medo,
É capaz de afogar um coração...
Quantas vidas aflitas,
Se cruzam sem saber.
Quantos estranhos
Choram na mesma noite...
Por desilusão.
A voz da loucura
Faz as mãos tremulas,
Criar coragem...
Mas os pés fracos,
Tropeçam nos próprios pecados.
Quantas janelas, refletem os mesmos rostos.
Quantas ruas escuras,
Escondem as mesmas sombras.
Quantos sonhos mortos pela rotina...
Florescem ao amanhecer do dia.
O vazio do corpo.
O vazio da mente.
O vazio da existência.
Escondidos por entre prédios,
De uma cidade sem cor.
Cujo respiro de vida
Passa despercebido na mistura,
De concreto fé e suor.
O sol que castiga,
A lua que passa despercebida.
Por desejos que não se realizam...
Olhos abertos,
Que não são capazes de ver.
Bocas que proferem palavras,
Impossíveis de compreender.
E o que resta de humanidade,
Insiste em morrer.
A razão não se faz suficiente,
A emoção não é capaz de convencer.
Há tantas coisas perdidas sem perceber.
Que a fé, no fim...
Não é capaz de renovar a esperança,
Porque sempre existe o amanhecer.


Pablo Danielli

terça-feira, 7 de novembro de 2017

[Tudo é silêncio]

Tudo é silêncio
Vento, boca, palavra,
Na noite, que não se vê.
Nos olhos que não piscam
No corpo que deseja,
Que caído, dorme...
Mas não descansa.
Tudo é silêncio
Os segundos, o tempo, o vazio...
Que toma a casa de assalto.
As promessas,
Que calam...
As promessas,
Que calam...
Mas ecoam,
Entre paredes frias,
Sem vida...
Sem movimento aparente.
Porque tudo é silêncio!
Rasgando as certezas
Purificando as dúvidas,
Nas sobras da noite...
Nas sombras que a noite se esconde.
Pudor, desejo, sexo.
Silêncios abstratos
Gravados em pedaços da memória.
Sobras, restos de histórias,
Que calam na madrugada,
Subjugados, despedaçados,
Enlatados em forma de nó...
Na garganta.
Ausências, esperanças, que se perdem.
Porque tudo é silêncio
Mesmo com corpos entrelaçados,
A deriva, na noite...
Fragmentada.



 Pablo Danielli

terça-feira, 10 de outubro de 2017



[Teus]

Quando minha boca
Toca teus lábios,
Minhas palavras...
Se tornam suas.

Quando meus dedos
Tocam teu corpo,
Meus gestos...
Se tornam seus.

Quando minha vontade
Foge para teus braços,
Teus desejos...
Se tornam os meus.


Pablo Danielli

sexta-feira, 23 de junho de 2017



[Sal da Terra]

A lagrima é o sal da terra,
Aonde a vida seca...
Não adoça esperança.
Chão partido,
Não brota vida.
Qual o tamanho do mundo,
Quando o horizonte é pó!
Perdão, pelas orações mesquinhas...
Perdão! Pelas orações mesquinhas?
É que o sol do meio dia,
Faz a vida ficar pequena,
É o vazio da existência.
Que só, se vive... 
Não se lê, não se escreve,
Em nenhuma linha.
É sina, é agonia, é vida...
Não existe escolha,
Para quem tem o pé esfolado.
Sorrisos trincados,
Em um fim de mundo,
Num mundo lotado.
É o sal da terra,
Que seca a boca...
Afogando esperanças,
De mãos esfoladas.
Que mesmo estendidas...
Não tem preces atendidas.
É o que não se vê...
É o que não se sente...
É o que se ignora...
A vida partida,
De um ser invisível.
É a noite só,
O dia ausente.
É o sal da terra,
Vida de indigente.


Pablo Danielli

segunda-feira, 19 de junho de 2017


[Cinza]

Uma segunda-feira cinza
Com sorrisos cinza,
Com pessoas sinistras.
Uma grande neblina,
Que nos impede de ver
O que há na esquina,
E deixa nossas mentes vazias.
Sombrias, pessoas cinza e sem vida,
Que nada fazem para colorir o dia,
E resmungam pelos cantos, com suas mentes,
Estranhamente vazias.

Pablo Danielli

quarta-feira, 7 de junho de 2017


[Terra, santa?]

Como uma melodia silenciosa
Explode o desespero...
Daqueles que não tem paz.
A inquietação
Dos corpos estendidos,
Em valas, pensando ser passado.
Mas ao acordar...
Lembra-se, que é tudo atual.
Rompendo a pureza da terra
O sangue sujo pela cobiça,
Veda os olhos,
De quem tem sede...
Verdadeiros animais!
O sorriso se esconde
Por entre nuvens,
De um sol, que já não é capaz...
De alegrar, fazer brotar, iluminar.
O medo rasga a carne,
Mas, não atinge o coração!
Porque as lagrimas, que a noite surgem do desespero,
Ao nascer o dia, forjam as paredes da alma,
Com esperança.
E em meio aos escombros
Ao ver a figura de uma criança,
É possível crer em algo mais...
Talvez, quando já não houver corpos,
Para serem dilacerados,
Teremos, esperança e paz.



Pablo Danielli

segunda-feira, 29 de maio de 2017



[Os pássaros]

Senta, observa os pássaros
Percebe que eles cantam
Percebe que é musica pura.
Mostrando a beleza da vida
No bico e no bater de asas
De uma pequena criatura.


Pablo Danielli

quinta-feira, 25 de maio de 2017


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Pablo Danielli



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