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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Em silêncio




E você esperando a violência acontecer
O próximo tiro, o próximo grito!
Brincando de adivinhar,
Qual será o beco escuro
Que um politico vai se corromper.

Feridas que nunca cicatrizam
De uma sociedade corrompida,
Aonde impera o caos, corrupção!

Roleta russa com o cidadão
Dia sim, dia não, no circo da civilização,
Mais um corpo que cai ao chão.

As manchas de sangue, são Capas de jornais,
Garantia de ibope na televisão
A festa acontece no nosso quintal
Em quanto você se prepara pro jantar!

Fingindo que não tem mais medo
Rezando em silencio, chorando em segredo,
Para que sua família não vire vitima
Da sua omissão, falta de expressão!


Pablo Danielli

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Luz guia


Eu abri as portas do paraíso,
Em um grande livro que estava perdido,
Pelos caminhos feitos de ouro eu te procurei,
Atrás da luz que fazia sentindo,
Em busca de uma linha guia.
Evitando o final, buscando forças,
Para superar perdas, para imaginar você,
Chances desperdiçadas, espalhadas aos céus,
As portas estão abertas, não precisa bater,
Somente entrar, pois a dor passou.
Tudo parece tão real, que me pergunto,
Se é mesmo possível, se você consegue me ver,
Pois eu sinto você, tão sutil quanto à brisa,
Tão intensa quanto à vida, quase posso tocar seu corpo.
Segure em minha mão, deixe lhe mostrar,
Que o que viveu não é nada,
E se atravessar a porta posso te guiar,
E te mostrar o que sinto.
 
Pablo Danielli

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Significados



Se me aperta o peito e me da o direito de sofrer, não pode ser amor, se troco o dia pela noite, se confundo os sentimentos e atordoo a minha própria mente, tem que ser algo além da loucura casual.




Seria um doce mistério se não estivesse tão claro a frente de meus olhos, meus defeitos sempre se fazem presentes, quase que sutilmente mostrando a fração de humanidade que me resta em meio a tanta descrença. O peso de minhas escolhas se tornou mais pesado do que poderia imaginar ou agüentar, pobre do jovem que imaginou não ter conseqüências quando a conseqüência é a própria vida.




Morrendo varias vezes no mesmo dia, renascendo varias vezes ao piscar os olhos, a esperança no bater de assas de uma borboleta, simples e puro, mas delicadamente perigoso, a ponto de se questionar, se realmente vale a pena.



Mas algo sempre bate a minha porta, de forma insistente, bate como se fosse a primeira vez, mas com a sutileza de quem bate uma ultima chance, esperando entrar, para algo velho sair, sem mais, apenas a luz e a escuridão que rotineiramente insistem em ditar o ritmo de algo que consideramos normal ou esta em algum plano celestial.




Lentamente o veneno dos muitos olhares faz seu efeito, lentamente confunde a mente, semeia pequenas duvidas que aos poucos se tornam grandes devoradores de confiança. Deixando o que consideramos seguro, estremecidos pelo calor de palavras já cansadas de serem repetidas, apenas mostrando uma enorme lacuna, um vazio, que transborda de insensatez um pobre coração.


Não existe mundo além daquilo que posso tocar, não existe sentimento além daquilo que posso sentir, não existe ar além do que posso respirar e não existe fé que não possa ser estremecida pela fraqueza de um único momento, de um único toque. O mundo cabe dentro de um eu perigosamente avassalador, silenciosamente conquistador, embora só, pelas próprias escolhas.




È algo incompreensível, um mistério aonde o talvez e o porque sempre se faz presente, a duvida faz parte de algo banal, e as certezas não existem, tal ponto pode ser o inicial ou pode ser considerado o final, apenas depende da forma com a qual é vista ou sentida.



Pablo Danielli

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Por merecer



Há pessoas que não tem dinheiro

Outras tantas não têm saúde

Algumas fazem de conta não ver,

E Algumas se fingem de surdas.

Mas de todas as faltas e carências

A que mais faz mal, para o ser humano,

Não é a de dinheiro ou poder!

É o sentimento que não se compra,

O raio de sol que ilumina o lado humano

Que poucos conseguem ver,



E não agem por merecer.




Pablo Danielli

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