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sexta-feira, 13 de março de 2015

Sobre a eleição, sujeiras e confiança.



As conclusões que se podem chegar nesses primeiros momentos de campanha eleitoral, são claramente que os candidatos tem muito mais a esconder do que apresentar. Fica claro o medo de atacar o adversário e levar um “retruque” do tipo: O seu partido também fez!

Foi muita frase de efeito para pouca proposta apresentada, sem falar que a morte de um candidato serviu de trampolim para as pesquisas, não há santos e nem heróis, todos tem uma imagem trincada e maquiada pela publicidade.

O fraco debate proposto até o momento, mostra que o pais sai do duvidoso para o incerto, estamos no meio do fogo cruzado de primatas que duelam pelo banquete da republica. Como prato principal, verba publica e o povo.

Há muito tempo não vemos realmente algo para acreditar, muda-se a legenda, o sexo e a religião, mas os pecados continuam os mesmos. Certamente se o Brasil fosse serio e a justiça fizesse de fato seu papel, os três candidatos estariam sem 70 ou 80% da sua equipe de campanha e base aliada.

Com o avançar dos dias e a aproximação da eleição, certamente termos uma carnificina em busca dos votos, tem muita coisa para sair debaixo do tapete e o tapete do planalto faz tempo que não é varrido.

O país esta desfigurado politicamente, busca um rosto, uma voz, para se identificar, candidatos não faltam, o que faltam são pessoas competente e engana-se quem pensa que mudando a figura do presidente, significara revolução, isto nem de longe esta para acontecer.

A reforma política é necessária, o próximo eleito, continuara refém de acordos e partidos, continuara com o peso da maquina nas mãos sem conseguir gerir o pais travado pela corrupção e troca de cargos e favores políticos.

Neste momento a figura do presidente não passa de uma marionete nas mãos de partidos que comandam de forma irresponsável, a democracia, repito se estivéssemos em um pais serio, estariam todos na cadeia.

Mas continuamos na ilusão que estamos em uma festa da democracia, aonde de forma muito democrática, somos todos obrigados a votar! E o que não falta são suspeitas sobre a legitimidade de tal processo, seja com relação as urnas, ou com relação aos políticos.

Mas quem sabe nos deixemos enganar novamente, de tanto nos encherem o saco, com promessas vazias que sabemos que mais uma vez não serão cumpridas, assim como em tantos outros anos e eleições que se fez.

O conselho que dou é o seguinte, ascenda uma vela pro santo, faça uma prece, e espere... Pois bem como se sabe e antigamente nosso Barão já falava:” Da onde menos se espera, daí é que não sai nada”.
Pablo Danielli

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Significados



Se me aperta o peito e me da o direito de sofrer, não pode ser amor, se troco o dia pela noite, se confundo os sentimentos e atordoo a minha própria mente, tem que ser algo além da loucura casual.




Seria um doce mistério se não estivesse tão claro a frente de meus olhos, meus defeitos sempre se fazem presentes, quase que sutilmente mostrando a fração de humanidade que me resta em meio a tanta descrença. O peso de minhas escolhas se tornou mais pesado do que poderia imaginar ou agüentar, pobre do jovem que imaginou não ter conseqüências quando a conseqüência é a própria vida.




Morrendo varias vezes no mesmo dia, renascendo varias vezes ao piscar os olhos, a esperança no bater de assas de uma borboleta, simples e puro, mas delicadamente perigoso, a ponto de se questionar, se realmente vale a pena.



Mas algo sempre bate a minha porta, de forma insistente, bate como se fosse a primeira vez, mas com a sutileza de quem bate uma ultima chance, esperando entrar, para algo velho sair, sem mais, apenas a luz e a escuridão que rotineiramente insistem em ditar o ritmo de algo que consideramos normal ou esta em algum plano celestial.




Lentamente o veneno dos muitos olhares faz seu efeito, lentamente confunde a mente, semeia pequenas duvidas que aos poucos se tornam grandes devoradores de confiança. Deixando o que consideramos seguro, estremecidos pelo calor de palavras já cansadas de serem repetidas, apenas mostrando uma enorme lacuna, um vazio, que transborda de insensatez um pobre coração.


Não existe mundo além daquilo que posso tocar, não existe sentimento além daquilo que posso sentir, não existe ar além do que posso respirar e não existe fé que não possa ser estremecida pela fraqueza de um único momento, de um único toque. O mundo cabe dentro de um eu perigosamente avassalador, silenciosamente conquistador, embora só, pelas próprias escolhas.




È algo incompreensível, um mistério aonde o talvez e o porque sempre se faz presente, a duvida faz parte de algo banal, e as certezas não existem, tal ponto pode ser o inicial ou pode ser considerado o final, apenas depende da forma com a qual é vista ou sentida.



Pablo Danielli

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Anacrônico

Anacrônico

Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.
Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.
No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.
Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.
O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte. Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.
Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.

Pablo Danielli

https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Poesias e cronicas


Existem diversas formas de acompanhar
A divulgação da poesia, cronicas e textos!

O face é mais uma ferramenta,
Se você gostou ou achou interessante
Vai Lá e da um curtir!

https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522

sábado, 17 de agosto de 2013

Ensaio sobre a razão

http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/08/ensaio-sobre-a-razao.html



Tudo que havia para ser dito, a principio já foi falado, tudo que havia para ser escrito, a primeira vista já o foi feito, já possui seu espaço preenchido. E se hoje vive, é por que um dia certamente estava morto e se hoje morre, um dia talvez fosse considerado belo.

O caminhar do tempo, não nos prova absolutamente nada, no máximo nos entristece. Por nos mostrar o tamanho de nossa insignificância no universo! O tempo, o tempo não ensina e ele nada nos convence, são nossas escolhas e nossas mal faladas palavras, nossas atitudes diante do improvável que nos define inevitavelmente.

Se a evolução faz parte do homem, como explicar que tantos ainda insistam em viver na ignorância parcial ou total sobre a vida, caracterizando o mais primitivo dos pensares. No qual mostra a fraqueza humana diante do contraditório, a falha que existe no ego, proporcionando um verdadeiro espetáculo de soberba.

Afinal, o que seria do mundo moderno e de seus seres pensantes e racionais, se não fosse à existência da própria duvida? Bem estar, ética, amor, coerência, certo e errado, o homem moderno faz questão de exaltar seu pensamento perfeito sobre o mundo. Enaltecendo suas virtudes e faz questão de gritar para o nada, que é o único ser racional da terra.

Sendo assim questiono-me qual a racionalidade de ser superior se o objetivo é sermos iguais. Somos uma espécie que supostamente, temos o livre arbítrio, em um mundo aonde a liberdade é vigiada, calculada e administrada, com o intuito de uma “ordem” a ser mantida. Seria possível então dizer realmente que somos seres livres? Se o que ocorre realmente é uma pujança de regras, que nos impedem de fazer realmente o que desejamos ou pensamos ser certo para o momento.

Em sua era primitiva, na qual se considerava estarmos em evolução, tínhamos a liberdade de fazer qualquer coisa. Nada nos impedia de ir ou vir, o ser humano caçava, era infiel e se necessário matava para fazer sua tribo prevalecer em determinado território. Não era julgado ou considerado imoral, alias, imoralidade era uma palavra que não tinha significado algum na época.

Lógico, guardada as devidas comparações, com suas respectivas épocas, o questionamento é simples, com o pensar, a chamada inteligência, perdemos nossa liberdade com o passar do tempo ou nos privamos de certas atitudes em razão de um pensamento conjunto. Pois me digam, aonde o interesse social, prevalece sempre sobre o interesse próprio?

Gosta-se de pensar e dizer que o ser humano é imagem e semelhança de Deus, mas alguém considerado normal em sua plenitude mental, já viu Deus para fazer tal afirmação? O homem moderno acomoda-se na ideia banal de que o mundo gira, para as suas vontades e não de que ele faz parte de um todo. Um organismo único e vivo no qual o equilíbrio é a palavra chave, para o bom funcionamento da vida.

É neste ponto que chegamos a um fato, no qual a discussão se estende por séculos, ciência e fé. Não é de todo erro afirmar que o homem a partir do momento que foi adquirindo inteligência, começou a se questionar sobre sua existência. Logo seu pensar mostrou que não estamos teoricamente sós no universo, aumentando com sua inteligência, também sua ignorância.

Por mera consequência começou o culto a lua, o sol e terra, mas não bastando isso, criou-se o mito homem! Deuses de carne e osso, pois nunca nos passava pela cabeça que seres dotados de inteligência, um Deus, não serem a própria imagem do homem, uma amostra do seu próprio ego e sua autoafirmação de domínio sobre as criaturas terrestres.

Tais pontos servem apenas para firmação da figura caricata que somos, tentando dia a pós dia, firmar posição firma de certezas nem sempre verdadeiras, somos homens, somos deuses e quase sempre mortais. Nunca nos imaginamos como uma partícula muito pequena de um todo, assim sempre tentando fazer se sobressair diante do próximo. Somos o reflexo de nosso pensar e quase sempre a figura da ignorância.




Pablo Danielli

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Palavras

Palavras só ganham um real sentido, quando penetram na alma, quando ganham nosso respirar e quando dominam nossa mente. Tão pouco importa um bom artigo, um belo poema ou um famoso livro, se dele não houver a entrega do leitor. No final as letras servem como faíscas para algo maior, emocionar e quem sabe revolucionar.
Algumas palavras sobre a vida, cotidiano, nosso eu mundano. Alguma coisa que ficou engasgada, algum sentimento solto, alguma sobra de liberdade. Um certo desejo contido, quem sabe uma revolta contra o sistema, contra a rotina, quebrar a tal da sina.
Se a vida é muito mais que ser um boi de canga, não sei, quando aqui cheguei, ha muito tempo as pessoas viviam nesse clichê. Uma mistura de fantasia com mentiras, um certo ar de republica em meio ha tantas chibatadas, aos poucos sem perceber que o abismo não é entre eu e você, mas entre a verdade e o sistema.

Pablo Danielli

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