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terça-feira, 5 de maio de 2015

Sensibilidade Bruta


Chora pobre miserável
Por sua pouca sorte de nascer condenado,
Se não por correntes, por mãos que se dizem justas.
Por migalhas de sentimentos,
Por um luxo chamado vida.
Reclama sobre o jornal úmido
Declamando seus gruídos.
Esquece-se do gosto do pão
Perde teu desejo por água,
Mendiga olhares tristes
De poucas almas cinza,
Que insistem em não lhe ajudar.
Não sabe mais, qual é tua imagem?
Não sabe mais, o que significam tuas palavras?
Perdeu o tato e a sensibilidade bruta que te doma,
É desespero de não poder mais sentir, a flor!
Em forma de esperança que como pétalas
Arrancaram antes mesmo de brotar, dentro de ti.
Pablo Danielli

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Nem janela, nem porta



Faltou agua

Acabou a luz,

Comida não tem.

Sofrimento sempre sobra

Em alguma casa

Sem janela e nem porta,

Seja no sul ou no sertão!

A noite é iluminada

Pelos lamentos,

E o sal das lagrimas

É o sustento!

Para a barriga de vento.

Em terra castigada

Pela politica e corrupção

Quem sofre é o miserável

Sem o acesso a saúde

E educação.

Que vive de promessas

Que insistem em se repetir

A cada quatro anos

Ilusão, ilusão, ilusão,

Pela falta de competência

Na escolha de uma nação.

Pablo Danielli

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Trapos

Agressão
Distorção, subversão!
Realidade
Descaso, trapos!
Eis o futuro da nação!

Pablo Danielli

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