Poesias, crônicas, textos sobre a vida. Poems, essays, texts about life. Poesie, saggi, testi sulla vita. Des poèmes, des essais, des textes sur la vie. Gedichte, Essays, Texte über das Leben. Poemas, ensayos, textos sobre la vida.
Mostrando postagens com marcador vidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vidas. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 7 de julho de 2015
sábado, 28 de março de 2015
Amores de vitrine
Um amor indivisível
Com todas as sobras possíveis,
Com todo o afeto desnecessário.
Com todas as lagrimas e sorrisos
Transbordáveis.
Com todos os sonhos intransponíveis,
E com todos os problemas risíveis.
Mas nunca, um amor de vitrine.
Pablo Danielli
segunda-feira, 16 de março de 2015
A falta da compreensão
A falta da compreensão
Eu não entendo,
O jornal não fala?
O governo disfarça...
Enquanto a farra não para!
Vivemos dias de incompreensão, de idéias, de palavras e de motivos. A principio poderia dizer que a população sofre de uma crise aguda, no que se diz respeito a caráter e honestidade e que automaticamente esta amplamente estampada na grande maioria de nossos políticos.
O descaso com a saúde, com a segurança e com a educação não surgiu nos últimos dias, nos últimos anos, apesar de sermos uma democracia que engatinha em comparação com tantas outras milenares pelo mundo, que também possuem problemas parecidos.
A falta de respeito e a nossa mania de acreditar, que com o dinheiro se compra tudo, possuem raízes mais antigas que estes novos dias que se apresentam conturbados.
O brasileiro começou a se importar, mas o quanto da população realmente se importa? A classe rica que começou a perder dinheiro ou a classe pobre que quer um pouco mais para parecer maneiro? Existe algum motivo que não seja o interesse próprio?
Parece que estamos aos poucos saindo de uma zona de conforto, mas não porque desejamos e sim porque a indiferença está batendo a nossa porta, cobrando providencias, a miséria esta estragando a vista da janela de nossas salas e isto incomoda.
O plano de saúde não é mais garantia de bom atendimento, as mensalidades altas de escolas privadas não garantem futuro promissor para seus alunos e hoje temos que pagar para ir e vir em nossas estradas.
Estamos levantando de nossas camas e saindo as ruas porque mexeram em nossos bolsos e não em nossas mentes. E como bons brasileiros, será que queremos mais do que podemos?
Somos escravos da falta de opções (eleitoral, cultural, emocional), da falta de leitura, da falta de compreensão do que nos falam, do que nos empurram e do que nos ditam. Falamos em mudanças mas somos os primeiros a atacar, atacamos a religião, agredimos a cor, ficamos enojados com opção sexual. Apenas olhamos para os lados e disfarçamos.
Vivemos um momento que em frente a outras pessoas falamos o que todos desejam ouvir, mas no nosso intimo dilaceramos palavras desrespeitosas, impiedosas sobre tudo e todos.
Não somos capazes de analisar um contexto, apenas pegamos uma fração, pequena parte do que nos agrada e fazemos disto uma bandeira, mesmo que rasgada.
Bons governos criam pensadores, maus governos criam eleitores, a formula aplicada é simples:
Descaso + Corrupção + Falta de solução + Manipulação= País escravo.
Acredito que a mudança não acontecera em poucos anos, levara décadas e séculos, possivelmente muitos não estarão vivos para ver tais maravilhas acontecerem.
Maus políticos para nossa sorte também envelhecem e morrem, os novos devem ter consciência disto também. O homem não teme a prisão no Brasil, principalmente quem tem dinheiro.
Mas teme ao morrer em ir para o inferno, pois apesar da alienação que religião provoca muitas vezes, ela tem um papel fundamental na ordem social.
Acreditar em céu ou inferno muitas vezes é o único fator que faz um ser humano mudar, não porque quer, mas porque teme o desconhecido. Ironicamente a religião de alguma forma, pode sim salvar.
Salvar-nos de uma esquerda aterrorizadora e de uma direita macabra, nos salvar da lábia, que insistimos em acreditar. Acreditamos na foto bonita, no discurso bem elaborado, acreditamos que não cometeram erros no passado.
São ditas mentiras e mais mentiras para esconder a verdade, que todos temem e que todos esquecem.
O nosso pequeno ciclo vicioso de pequenos favores e prazeres:
Tempo para esquecer + boa propaganda + dinheiro + favores = Eleição
Você caminha por pedaços de calçadas esburacadas, reza para quando chover não alagar a sua casa e se tiver sorte, não ser atropelado por algum individuo com pressa em te passar para trás. Somos apenas um reflexo de uma possível civilização, somos uma sombra de algo chamado humanidade.
Aprendemos a fazer promessas, mas não sabemos como cumpri-las, assim é na vida pessoal, assim é na vida publica, com nossos amadores políticos.
Poucos ainda se perguntam, se as manchetes de grande parte dos jornais maquiam a realidade, se a televisão fantasia a vida e a internet esconde teorias, no que podemos acreditar, como podemos compreender o que cerca esses olhares perdidos.
Somos um pequeno grão de areia, em um oceano de dizeres, que inundam nossa mente sedenta de conforto. Temos em parte o desejo pela verdade, mas falta a vontade de vê-la... Pois perceber que somos parte de um todo, de uma equação que não esta balanceada, é ver que somos parte de um problema.
E como bons seres, preferimos ver a pele trincada de nosso vizinho, ao cuidar de nossas rugas disfarçadas com alguns sorrisos.
Nosso estado latente de inércia, não nos permite aplicar moralismo algum, pois conta à lenda que como bons brasileiros, temos o dever de tirar proveito de qualquer falha na história.
Acomodação + Julgar + Promessas + Falso moralismo = Espelho.
Pablo Danielli
sexta-feira, 13 de março de 2015
Sobre a eleição, sujeiras e confiança.
As conclusões que se podem chegar nesses primeiros momentos de campanha eleitoral, são claramente que os candidatos tem muito mais a esconder do que apresentar. Fica claro o medo de atacar o adversário e levar um “retruque” do tipo: O seu partido também fez!
Foi muita frase de efeito para pouca proposta apresentada, sem falar que a morte de um candidato serviu de trampolim para as pesquisas, não há santos e nem heróis, todos tem uma imagem trincada e maquiada pela publicidade.
O fraco debate proposto até o momento, mostra que o pais sai do duvidoso para o incerto, estamos no meio do fogo cruzado de primatas que duelam pelo banquete da republica. Como prato principal, verba publica e o povo.
Há muito tempo não vemos realmente algo para acreditar, muda-se a legenda, o sexo e a religião, mas os pecados continuam os mesmos. Certamente se o Brasil fosse serio e a justiça fizesse de fato seu papel, os três candidatos estariam sem 70 ou 80% da sua equipe de campanha e base aliada.
Com o avançar dos dias e a aproximação da eleição, certamente termos uma carnificina em busca dos votos, tem muita coisa para sair debaixo do tapete e o tapete do planalto faz tempo que não é varrido.
O país esta desfigurado politicamente, busca um rosto, uma voz, para se identificar, candidatos não faltam, o que faltam são pessoas competente e engana-se quem pensa que mudando a figura do presidente, significara revolução, isto nem de longe esta para acontecer.
A reforma política é necessária, o próximo eleito, continuara refém de acordos e partidos, continuara com o peso da maquina nas mãos sem conseguir gerir o pais travado pela corrupção e troca de cargos e favores políticos.
Neste momento a figura do presidente não passa de uma marionete nas mãos de partidos que comandam de forma irresponsável, a democracia, repito se estivéssemos em um pais serio, estariam todos na cadeia.
Mas continuamos na ilusão que estamos em uma festa da democracia, aonde de forma muito democrática, somos todos obrigados a votar! E o que não falta são suspeitas sobre a legitimidade de tal processo, seja com relação as urnas, ou com relação aos políticos.
Mas quem sabe nos deixemos enganar novamente, de tanto nos encherem o saco, com promessas vazias que sabemos que mais uma vez não serão cumpridas, assim como em tantos outros anos e eleições que se fez.
O conselho que dou é o seguinte, ascenda uma vela pro santo, faça uma prece, e espere... Pois bem como se sabe e antigamente nosso Barão já falava:” Da onde menos se espera, daí é que não sai nada”.
Pablo Danielli
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Palavras Repetidas
As ondas vão me levando, por quase todo o oceano, sinto a doce brisa bater em meu rosto, levando todas as duvidas que um dia tive, fico calado, observando e me pego sonhando, sonhando sobre a vida a morte o mundo e seus mistérios, esperando por um porto seguro, onde eu possa ter certeza de que nada poderá acontecer de errado, mas sei ser impossível, raro momento, cada vez mais longe de meus olhos, mais ainda sim perto do coração, deixo o vento me levar, mostrar o caminho, e apenas segui-lo.
Uma busca que sei que mesmo no escuro, com os olhos vendados pela impureza de meus pensamentos e a crueldade de minhas palavras, espero achar, deixando de pensar na realidade para viver em algo que não existe, que traz paz e conforto, mas que um dia se acaba, como uma flor e como o amor.
Faço tudo o que posso, a nosso favor somente as estrelas e mesmo assim minha alma não quer partir, insiste e persiste em ficar , lutar por algo que perdi no tempo, que se espalhou no espaço e que somente vive dentro dela, palavras sinceras que fazem sorrir, para entender os pensamentos que surgem de todos os lados, para todas as horas lembrar de algo bom, que mesmo que já não exista, lembrar que aconteceu.
Crescer é uma eterna aventura, talvez mais difícil que a figura de um anjo caindo do céu e se despedaçando aos poucos por apenas tentar amar, com a pureza de uma criança e a inocência de que tem os pensamentos mais puros do universo, o tempo passa e não retorna mais e quando o sol se por e a chuva cair, uma estrela surgira, mostrando a todos a esperança de um novo dia, folhas secas caindo pelo chão mostrando um novo caminho, uma nova vida, dando um novo sentido, um novo colorido, renovando a fé.
Pessoas buscam um amor eu tento encontrar a paz, na simplicidade das coisas do dia a dia, no perfume de uma rosa no sorriso de uma mulher e na delicada boca que a beija.
Para despertar o sentimento, a loucura e insensatez e a paixão, o olhar não deixa mentir, entrega, faz e desfaz, o toque o beijo provas de algo maior que eu, te ver passar e sorrir é lindo maravilhoso, dona do céu, capaz de deslumbrar, despertar paixões, encantar, iluminar a escuridão, despertar um coração da solidão, e capaz de dar vida a quem a muito já não vive, que a muito não sabe o que é viver.
A tempestade não tem hora, não espera, chega de repente, não avisa, e destrói tudo em seu caminho, causando dor, sofrimento e até solidão, momentos difíceis sempre existiram, sempre haverá problemas sempre haverá um amanha e sempre haverá a calmaria para curar tudo, tão certo quanto a vida, tão certo quanto a dor o amor, tão certo quanto a paz e a guerra, tão certo quanto eu e você.
As vezes palavras são ditas mesmo sem querer, olhares se cruzam sem perceber e bocas se tocam sutilmente, assim como eu e você...
É fácil falar do lindo azul do céu, da cor de seus olhos e do perfeito sincronismo, mesmo sendo normal, comum e ate banal, fácil é falar do vento, do sol e da lua, fácil é explicar a vida e o rumo que elas tomam, fácil é colocar palavras em um papel e deixa-las para o tempo contradize-las...
Mas não é fácil falar de algo que pouco se conhece, que não se tem controle, que poucos viveram ou dizem ter vivido, como explicar, como dizer ou ate explicar algo tão abstrato raro, incomum, que é capaz de mudar as pessoas, capaz de fazer sorrir ou chorar....
Todos tem decepções, não sou diferente tenho as minhas, todos se iludem inclusive eu, todos gostam, todos odeiam, não sou diferente, sou mortal, ao alcance de erros e acertos, gestos e atitudes, se hoje falho é porque no passado em algum lugar errei, se acerto é porque sem querer fiz algo bom...
Lagrimas caem não porque é triste o fim, não porque sou digno de falhas, mas porque como todos sou simplesmente mortal, normal, comum, onde em cada esquina tem um, onde não é raro o erro, não é raro o pecado e não é raro pensamentos impuros e que não é raro a desilusão....
Por trás da aparência de tudo bem, de que ta tudo certo, há uma coisa frágil fácil de quebra, passível de sofrimento, de dor e com palavras soltas no ar não melhora somente piora, destrói, mas algo está guardado num lugar seguro onde, nada poderá atingir, nada poderá destruir, as frases, as alegrias, sorrisos, favores, delicadeza, sentimento, para um outro alguém...
O tempo de esperar já passou, o tempo de boas novas é chegado, e dele espero muito mais do que recebi no passado dele espero paz, alegria e talvez alguém especial.
Pablo Danielli
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Balé das letras
As palavras dançavam nas paginas
Embaralhando letras e frases,
Os olhos não conseguiam acompanhar
O balé que a imaginação ensaiava.
Como uma chuva que tocava os dedos
Parágrafos escapavam...
Os lábios movimentavam-se,
Seguindo a sinfonia que os olhos,
Deixavam-se apaixonar.
Hora suspiros tomavam conta,
Em alguns momentos risos e lagrimas...
Entre uma capa e contra capa,
Uma vida se formava.
Pablo Danielli
Embaralhando letras e frases,
Os olhos não conseguiam acompanhar
O balé que a imaginação ensaiava.
Como uma chuva que tocava os dedos
Parágrafos escapavam...
Os lábios movimentavam-se,
Seguindo a sinfonia que os olhos,
Deixavam-se apaixonar.
Hora suspiros tomavam conta,
Em alguns momentos risos e lagrimas...
Entre uma capa e contra capa,
Uma vida se formava.
Pablo Danielli
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Elementos
As bombas
Podem derrubar muros,
Tiros podem ceifar vidas...
Mas a fé!
Não importa o quanto ataquem o corpo,
Estará sempre segura, com a alma.
Vilas e cidades?
Caem e se erguem,
Com o passar dos tempos.
Mas as manchas de sangue...
Já estão para sempre na história.
Haverá dias de lagrimas,
Momentos de desespero,
Mas para um povo que sempre acredita...
Esperança, crença e vida,
São elementos que nunca se tiram.
Pedaços de papel, leis impostas, tirania disfarçada,
Não definem uma nação...
Que tem algo á mais, para sentir no coração.
Pablo Danielli
segunda-feira, 14 de julho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Amores e corações partidos.
"O amor
A vida,
Um sonho...
Um coração inteiro
Divido por duvidas,
Que pairam no ar".
De todos os amores vividos de forma visceral, os que foram folhados em paginas de livros e apenas estes, não deixaram seu coração amargo. Não deixaram seus lábios secos, ficando apenas uma sensação de provocação, instinto de um pobre coração pulsante, a espera de algo a mais, que suas pernas fiquem bambas e suas mãos, tremulas.
Do sol que cortava sua pele, ao entrar pela janela, cedendo uma pitada poética ao seu quarto, levemente desorganizado, mas ainda assim confortável, como seu coração... Revirado, mas a espera de confortar um novo amor.
Musicas incessantes, que insistem em lhe ensinar que lá fora e em cada esquina existe vida, vendida em pequenas bancas, estendidas em cordas, como ofertas de jornais. Basta ter coragem suficiente de pagar o seu preço, um pouco de sorrisos, algumas lagrimas, em algum momento amores e corações partidos.
E dentro de si, bate de forma violenta a duvida:
E depois? O que será de mim?
O que resta depois do prazer, do sexo e da dor?
E seu silencio de forma simples e caótica responde:
Será o que tiver der ser e se assim tiver o direito de viver.
O mundo conspira contra você, que se quer abriu a porta do quarto. Respirou ar novo, soltou o velho por entre as lembranças, buscou novas palavras... Esperança vendida em pequenos frascos, leves e rasos, oriundos de alguma parte do velho mundo.
A insanidade do relógio insiste no passar das horas, o tempo para algumas memórias soa como castigo e você prefere trancar em algum canto escuro da história. Seus pés tocam o chão, puxando o peso do seu corpo para a realidade confusa, que brinca com sua vida sem parar.
Você deseja tornar a deitar, viver sem o gosto da boca seca, sem precisar cobiçar, mas a vida que bate em sua porta, insiste, persiste em lhe chamar, tentando lhe iludir de que seus olhos irão se encantar, quando novamente e mesmo perdida, você tornar a amar.
Pablo Danielli
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Mudanças
A
mudança ocorre diariamente, às vezes demoram segundos e em outros tantos
momentos horas, anos e décadas. Mas o fato é que a sociedade muitas vezes dita
como complexa esta sedenta por desejos simples e muitas vezes até banais.
Almejamos
um bom emprego, um bom carro e uma boa casa. Sonhamos com qualidade de
transportes públicos, atendimento eficaz na saúde e segurança. Pedimos por uma
cidade ideal, aonde todos independente de classe social tenha a possibilidade
de lazer.
Dia
após dia, as pessoas praticamente de forma robótica, participam da sociedade
sem a sociedade realmente fazer parte delas. Somos um emaranhado de figuras se
identidade própria, consumindo e vivendo conforme regras pré-estabelecidas.
A
engrenagem está emperrada, pela má administração publica, pelo mau planejamento
das cidades e pela forma passional como aceitamos os fatos que nos cercam.
Existem
vários pontos de vistas, existem diversas opiniões e muitas divergências de
como mudar uma sociedade com “certos valores” empregados. O que poucos pensam é
que a sociedade começa com um individuo, uma pessoa, pensante ou não.
Ao
invés de politica para as massas, o foco deveria ser educação ou a reeducação
de cada pessoa em si. Sem duvida algum é um processo lento que tomara anos de
dedicação, mas como resultado, teremos ganhos inestimáveis.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Reis e peões
Uma morte
Não tem a ver,
Com a outra.
Um vida conhecida
Vale mais, que qualquer uma...
Desconhecida.
A dor não tem sentido
Quando não pode ser,
Explorada.
Pratica de guerra
Jogar peões contra peões,
Enquanto os reis...
Continuam a explorar
Manipulando imagens e leis.
Pablo Danielli
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
Não tem a ver,
Com a outra.
Um vida conhecida
Vale mais, que qualquer uma...
Desconhecida.
A dor não tem sentido
Quando não pode ser,
Explorada.
Pratica de guerra
Jogar peões contra peões,
Enquanto os reis...
Continuam a explorar
Manipulando imagens e leis.
Pablo Danielli
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
A falta da compreensão
Eu
não entendo,
O
jornal não fala?
O
governo disfarça...
Enquanto
a farra não para!
Vivemos
dias de incompreensão, de idéias, de palavras e de motivos. A principio poderia dizer que a população
sofre de uma crise aguda, no que se diz respeito a caráter e honestidade e que
automaticamente esta amplamente estampada na grande maioria de nossos
políticos.
O
descaso com a saúde, com a segurança e com a educação não surgiu nos últimos
dias, nos últimos anos, apesar de sermos uma democracia que engatinha em
comparação com tantas outras milenares pelo mundo, que também possuem problemas
parecidos.
A
falta de respeito e a nossa mania de acreditar, que com o dinheiro se compra
tudo, possuem raízes mais antigas que estes novos dias que se apresentam
conturbados. O brasileiro começou a se importar, mas o quanto da população
realmente se importa? A classe rica que começou a perder dinheiro ou a classe
pobre que quer um pouco mais para parecer maneiro? Existe algum motivo que não
seja o interesse próprio?
Parece
que estamos aos poucos saindo de uma zona de conforto, mas não porque desejamos
e sim porque a indiferença está batendo a nossa porta, cobrando providencias, a
miséria esta estragando a vista da janela de nossas salas e isto incomoda.
O
plano de saúde não é mais garantia de bom atendimento, as mensalidades altas de
escolas privadas não garantem futuro promissor para seus alunos e hoje temos
que pagar para ir e vir em nossas estradas.
Estamos
levantando de nossas camas e saindo as ruas porque mexeram em nossos bolsos e
não em nossas mentes. E como bons brasileiros, será que queremos mais do que
podemos?
Somos
escravos da falta de opções (eleitoral, cultural, emocional), da falta de leitura,
da falta de compreensão do que nos falam, do que nos empurram e do que nos
ditam. Falamos em mudanças mas somos os primeiros a atacar, atacamos a
religião, agredimos a cor, ficamos enojados
com opção sexual. Apenas olhamos para os lados e disfarçamos.
Vivemos
um momento que em frente a outras pessoas falamos o que todos desejam ouvir,
mas no nosso intimo dilaceramos palavras desrespeitosas, impiedosas sobre tudo
e todos. Não somos capazes de analisar um contexto, apenas pegamos uma fração,
pequena parte do que nos agrada e fazemos disto uma bandeira, mesmo que
rasgada.
Bons
governos criam pensadores, maus governos criam eleitores, a formula aplicada é
simples:
Descaso + Corrupção +
Falta de solução + Manipulação= País escravo.
Acredito
que a mudança não acontecera em poucos anos, levara décadas e séculos,
possivelmente muitos não estarão vivos para ver tais maravilhas acontecerem.
Maus
políticos para nossa sorte também envelhecem e morrem, os novos devem ter
consciência disto também. O homem não teme a prisão no Brasil, principalmente
quem tem dinheiro.
Mas
teme ao morrer em ir para o inferno, pois apesar da alienação que religião
provoca muitas vezes, ela tem um papel fundamental na ordem social. Acreditar
em céu ou inferno muitas vezes é o único fator que faz um ser humano mudar, não
porque quer, mas porque teme o desconhecido. Ironicamente a religião de alguma
forma, pode sim salvar.
Salvar-nos
de uma esquerda aterrorizadora e de uma direita macabra, nos salvar da lábia,
que insistimos em acreditar. Acreditamos na foto bonita, no discurso bem
elaborado, acreditamos que não cometeram erros no passado. São ditas mentiras e
mais mentiras para esconder a verdade, que todos temem e que todos esquecem.
O
nosso pequeno ciclo vicioso de pequenos favores e prazeres:
Tempo para esquecer +
boa propaganda + dinheiro + favores = Eleição
Você
caminha por pedaços de calçadas esburacadas, reza para quando chover não alagar
a sua casa e se tiver sorte, não ser atropelado por algum individuo com pressa
em te passar para trás. Somos apenas um reflexo de uma possível civilização,
somos uma sombra de algo chamado humanidade.
Aprendemos
a fazer promessas, mas não sabemos como cumpri-las, assim é na vida pessoal,
assim é na vida publica, com nossos amadores políticos.
Poucos
ainda se perguntam, se as manchetes de grande parte dos jornais maquiam a
realidade, se a televisão fantasia a vida e a internet esconde teorias, no que
podemos acreditar, como podemos compreender o que cerca esses olhares perdidos.
Somos
um pequeno grão de areia, em um oceano de dizeres, que inundam nossa mente
sedenta de conforto. Temos em parte o desejo pela verdade, mas falta a vontade
de vê-la... Pois perceber que somos parte de um todo, de uma equação que não
esta balanceada, é ver que somos parte de um problema.
E
como bons seres, preferimos ver a pele trincada de nosso vizinho, ao cuidar de
nossas rugas disfarçadas com alguns sorrisos. Nosso estado latente de inércia,
não nos permite aplicar moralismo algum, pois conta à lenda que como bons
brasileiros, temos o dever de tirar proveito de qualquer falha na história.
Acomodação + Julgar +
Promessas + Falso moralismo = Espelho.
Pablo Danielli
https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Nem janela, nem porta
Faltou agua
Acabou a luz,
Comida não tem.
Sofrimento sempre sobra
Em alguma casa
Sem janela e nem porta,
Seja no sul ou no sertão!
A noite é iluminada
Pelos lamentos,
E o sal das lagrimas
É o sustento!
Para a barriga de vento.
Em terra castigada
Pela politica e corrupção
Quem sofre é o miserável
Sem o acesso a saúde
E educação.
Que vive de promessas
Que insistem em se repetir
A cada quatro anos
Ilusão, ilusão, ilusão,
Pela falta de competência
Na escolha de uma nação.
Pablo Danielli
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Vidas Cruzadas, crossed lives
crossed lives
When you look in the mirror and not recognize myself anymore,
Time went by too fast, and we feel the weight of the feathers in our lives,
Our calloused feet, by walking aimlessly, shows us the way to the end.
Our needs, spoke louder than our love,
And we drowned our pride,
Have not we read our books together
And if you want, we heard our song playing.
We left by choking badly told stories,
And forget about our own past.
The curves of your naked body, are no longer present in my hands,
And the absence of your kiss no more hurts my soul.
The emptiness of our home, complete emptiness of our souls,
And as strange, we crossed the path of a park,
Just say, good morning, how's life.
When you look in the mirror and not recognize myself anymore,
Time went by too fast, and we feel the weight of the feathers in our lives,
Our calloused feet, by walking aimlessly, shows us the way to the end.
Our needs, spoke louder than our love,
And we drowned our pride,
Have not we read our books together
And if you want, we heard our song playing.
We left by choking badly told stories,
And forget about our own past.
The curves of your naked body, are no longer present in my hands,
And the absence of your kiss no more hurts my soul.
The emptiness of our home, complete emptiness of our souls,
And as strange, we crossed the path of a park,
Just say, good morning, how's life.
Pablo Danielli
Vidas cruzadas
Ao te olhar no espelho, não me reconheço mais,
O tempo passou rápido de mais, e nós sentimos o peso das plumas em nossas vidas,
Nossos pés calejados, pelo andar sem rumo, nos mostra o caminho do fim.
Nossas necessidades, falaram mais alto que nosso amor,
E nosso orgulho nos afogou,
Já não lemos nossos livros juntos,
E se quer, ouvimos tocar nossa canção.
Nos deixamos sufocar por histórias mal contadas,
E esquecemos do nosso próprio passado.
As curvas de teu corpo nu, já não estão presentes em minhas mãos,
E a ausência de teu beijo, não machuca mais minha alma.
O vazio de nossa casa, completa o vazio de nossas almas,
E assim como estranhos, nos cruzamos no caminho de um parque,
Apenas dizemos, bom dia, como vai a vida.
Ao te olhar no espelho, não me reconheço mais,
O tempo passou rápido de mais, e nós sentimos o peso das plumas em nossas vidas,
Nossos pés calejados, pelo andar sem rumo, nos mostra o caminho do fim.
Nossas necessidades, falaram mais alto que nosso amor,
E nosso orgulho nos afogou,
Já não lemos nossos livros juntos,
E se quer, ouvimos tocar nossa canção.
Nos deixamos sufocar por histórias mal contadas,
E esquecemos do nosso próprio passado.
As curvas de teu corpo nu, já não estão presentes em minhas mãos,
E a ausência de teu beijo, não machuca mais minha alma.
O vazio de nossa casa, completa o vazio de nossas almas,
E assim como estranhos, nos cruzamos no caminho de um parque,
Apenas dizemos, bom dia, como vai a vida.
Pablo Danielli
Assinar:
Comentários (Atom)
Livro a venda!!!!
Lançamento!!! Mergulhe nas palavras e aproveite cada frase desta obra, selecionada especialmente para você leitor! A venda nas livrarias e s...
-
Com tantas vidas expostas Apostas, para saber, Qual a primeira que cai. Com tanta sobra de vaidade Espelhos trincados, Por meias verd...
-
The old man and the boy Once seated, a lake, a boy trying to write a romantic letter to his beloved, he thought it should be easy because i...


