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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Memorias


Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.

Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.

Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.

Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.

Pablo Danielli

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Selva

Essa selva de pedra
Em constante movimento,
Feita de sonhos, lagrimas,
Feita de gente.
Tantas ruas que se cruzam
Sorrisos surgem de repente,
Placas que nada dizem
Olhares que se entregam, assim sem mais,
Supreendentemente.
Dias cinzas, bons para novos amores,
Uma xicara de chá, desinteresse!
A loucura de uma grande colmeia
Que corre nas veias dessas pessoas
Que fingem ser gente.
O concreto, o pó, o asfalto,
Uma droga viciante
Que, quem vive isso mesmo por um instante,
Não consegue mais sair.
É o gozo de prazer
De quem já não consegue viver sem
As palavras duras, olhares tristes,
Que se escondem em forma de arquitetura
Iludindo qualquer sobrevivente.

Pablo Danielli

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Terra seca



Como uma lâmpada acessa,
Em meio a pensamentos apagados,
Palavras nada constroem.
Fogem, como olhares que evitam...
Encontrar vida na imaginação.
Em terra seca...
Letras são como chuva,
Molham, mas não aliviam.

Pablo Danielli

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Palavras Repetidas


As ondas vão me levando, por quase todo o oceano, sinto a doce brisa bater em meu rosto, levando todas as duvidas que um dia tive, fico calado, observando e me pego sonhando, sonhando sobre a vida a morte o mundo e seus mistérios, esperando por um porto seguro, onde eu possa ter certeza de que nada poderá acontecer de errado, mas sei ser impossível, raro momento, cada vez mais longe de meus olhos, mais ainda sim perto do coração, deixo o vento me levar, mostrar o caminho, e apenas segui-lo.

Uma busca que sei que mesmo no escuro, com os olhos vendados pela impureza de meus pensamentos e a crueldade de minhas palavras, espero achar, deixando de pensar na realidade para viver em algo que não existe, que traz paz e conforto, mas que um dia se acaba, como uma flor e como o amor.

Faço tudo o que posso, a nosso favor somente as estrelas e mesmo assim minha alma não quer partir, insiste e persiste em ficar , lutar por algo que perdi no tempo, que se espalhou no espaço e que somente vive dentro dela, palavras sinceras que fazem sorrir, para entender os pensamentos que surgem de todos os lados, para todas as horas lembrar de algo bom, que mesmo que já não exista, lembrar que aconteceu.

Crescer é uma eterna aventura, talvez mais difícil que a figura de um anjo caindo do céu e se despedaçando aos poucos por apenas tentar amar, com a pureza de uma criança e a inocência de que tem os pensamentos mais puros do universo, o tempo passa e não retorna mais e quando o sol se por e a chuva cair, uma estrela surgira, mostrando a todos a esperança de um novo dia, folhas secas caindo pelo chão mostrando um novo caminho, uma nova vida, dando um novo sentido, um novo colorido, renovando a fé.

Pessoas buscam um amor eu tento encontrar a paz, na simplicidade das coisas do dia a dia, no perfume de uma rosa no sorriso de uma mulher e na delicada boca que a beija.

Para despertar o sentimento, a loucura e insensatez e a paixão, o olhar não deixa mentir, entrega, faz e desfaz, o toque o beijo provas de algo maior que eu, te ver passar e sorrir é lindo maravilhoso, dona do céu, capaz de deslumbrar, despertar paixões, encantar, iluminar a escuridão, despertar um coração da solidão, e capaz de dar vida a quem a muito já não vive, que a muito não sabe o que é viver.

A tempestade não tem hora, não espera, chega de repente, não avisa, e destrói tudo em seu caminho, causando dor, sofrimento e até solidão, momentos difíceis sempre existiram, sempre haverá problemas sempre haverá um amanha e sempre haverá a calmaria para curar tudo, tão certo quanto a vida, tão certo quanto a dor o amor, tão certo quanto a paz e a guerra, tão certo quanto eu e você.

As vezes palavras são ditas mesmo sem querer, olhares se cruzam sem perceber e bocas se tocam sutilmente, assim como eu e você...

É fácil falar do lindo azul do céu, da cor de seus olhos e do perfeito sincronismo, mesmo sendo normal, comum e ate banal, fácil é falar do vento, do sol e da lua, fácil é explicar a vida e o rumo que elas tomam, fácil é colocar palavras em um papel e deixa-las para o tempo contradize-las...

Mas não é fácil falar de algo que pouco se conhece, que não se tem controle, que poucos viveram ou dizem ter vivido, como explicar, como dizer ou ate explicar algo tão abstrato raro, incomum, que é capaz de mudar as pessoas, capaz de fazer sorrir ou chorar....

Todos tem decepções, não sou diferente tenho as minhas, todos se iludem inclusive eu, todos gostam, todos odeiam, não sou diferente, sou mortal, ao alcance de erros e acertos, gestos e atitudes, se hoje falho é porque no passado em algum lugar errei, se acerto é porque sem querer fiz algo bom...

Lagrimas caem não porque é triste o fim, não porque sou digno de falhas, mas porque como todos sou simplesmente mortal, normal, comum, onde em cada esquina tem um, onde não é raro o erro, não é raro o pecado e não é raro pensamentos impuros e que não é raro a desilusão....

Por trás da aparência de tudo bem, de que ta tudo certo, há uma coisa frágil fácil de quebra, passível de sofrimento, de dor e com palavras soltas no ar não melhora somente piora, destrói, mas algo está guardado num lugar seguro onde, nada poderá atingir, nada poderá destruir, as frases, as alegrias, sorrisos, favores, delicadeza, sentimento, para um outro alguém...

O tempo de esperar já passou, o tempo de boas novas é chegado, e dele espero muito mais do que recebi no passado dele espero paz, alegria e talvez alguém especial.

Pablo Danielli

https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Elementos



As bombas
Podem derrubar muros,
Tiros podem ceifar vidas...
Mas a fé!
Não importa o quanto ataquem o corpo,
Estará sempre segura, com a alma.
Vilas e cidades?
Caem e se erguem,
Com o passar dos tempos.
Mas as manchas de sangue...
Já estão para sempre na história.
Haverá dias de lagrimas,
Momentos de desespero,
Mas para um povo que sempre acredita...
Esperança, crença e vida,
São elementos que nunca se tiram.
Pedaços de papel, leis impostas, tirania disfarçada,
Não definem uma nação...
Que tem algo á mais, para sentir no coração.


Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Abraços apertados

É só um abraço apertado
Sem saber se é despedida,
Ao sair, não sabe se volta...
Ou se perde a vida!
Olhos marejados,
Não desarmam minas.
Pedidos de perdão,
Não calam uma multidão.
Não há bomba,
Que destrua mais que o silencio,
Não há silencio que mate mais...
Se não o que vem da mídia (politica).
Entre tantos corpos,
Somos todos vitimas!
Entre tantas lagrimas,
Meu corpo ainda sangra...
Com a ultima noticia.
Hoje um desconhecido,
Amanha quem sabe?
Família.


Pablo Danielli

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Toxina

"Alguns desejos são impossíveis de sentir apenas pelas palavras. É necessário se permitir viver, desejar e sofrer. Porque o que corre nas veias não pode ser apenas sangue, mas há de ser... Também amor".




As paredes ásperas transpiravam o desejo e se você por acaso, há dois dias passados me pergunta-se se era amor?

Eu lhe responderia sem pensar:

Hoje não, mas amanhã e se o corpo quiser... Poder ser!

Porque o tempo de ontem, não é o mesmo de hoje e amanhã certamente vai fazer sol.

(Mesmo que você insista em chorar).

Porque o corpo não escolhe quando quer sentir, é como uma toxina e você não percebe que corre nas veias. E quando as pernas tremem, você sente o efeito e cai... Porque o amor antes de voar, te derruba!

Mesmo que o silencio dos teus olhos insistam em me falar que não dói e que tua dor é apenas prazer. Insiste que tocar tua pele e sentir teu suor é lavar a boca com um pedaço do paraíso. 

Teu gemido é como musica que corta a solidão, à noite e o medo. Que quando chega, vai embora com todo pudor e direito de perdão. E com todos os nãos possíveis, a noite traz o dia. Mostrando seu desprezo para com o prazer impossível de se viver em poucas horas.

As marcas não são apenas de arranhões e mordidas, são na alma... Que se fazem lembrar e relembrar, por incontáveis horas. Fantasiando em um mundo particular os significados das palavras sim, não e mais. Ditos em um momento de total incompreensão, compreendidos apenas pelo desejo.

Amantes desejam a carne, poetas as letras e palavras, pessoas cobiçam a rotina, mas eu... Espero apenas mais uma vez, sentir correr nas veias, em ritmo frenético esta toxina.



terça-feira, 25 de março de 2014

Libertar



O amor,

Não se pode afogar...

Nem em lagrimas,
Tão pouco em sorrisos,

Ele sempre foge,
Quando sufocado.



Seja para se libertar,

Ou para se esconder.



Diz-se das paredes
De um coração vazio...

Apenas sangue não serve.



Criam-se musgos,

O amor lava-o,
Mas não o preenche.


Por que amor sem desejo,
Sem carinho e sem crer...
Não tem força.


É necessário ter a volúpia da fé.



Pablo Danielli

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Nem janela, nem porta



Faltou agua

Acabou a luz,

Comida não tem.

Sofrimento sempre sobra

Em alguma casa

Sem janela e nem porta,

Seja no sul ou no sertão!

A noite é iluminada

Pelos lamentos,

E o sal das lagrimas

É o sustento!

Para a barriga de vento.

Em terra castigada

Pela politica e corrupção

Quem sofre é o miserável

Sem o acesso a saúde

E educação.

Que vive de promessas

Que insistem em se repetir

A cada quatro anos

Ilusão, ilusão, ilusão,

Pela falta de competência

Na escolha de uma nação.

Pablo Danielli

Ciranda



Você sente

Disfarça, canta e encanta!

Esconde a tristeza

Corre da solidão,

E lamenta a falta

Da esperança.

Tenta se apaixonar

Jura não chorar,

Entrega seu coração

Mas foge da emoção.

Joga ciranda

Faz os olhos brilharem

Finge-se de forte,

Faz papel de ingênua.

Mas continua sendo

A saudade buscando

Um porto, um abrigo,

Para descansar o coração.

E poder se perder

Em largos sorrisos,

E alguns momentos

A razão.

Pablo Danielli

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tem fé!

Tem fé
Tem dó,
Tem força!

Contra o uso
Da ignorância!

Contra a arma
Politica!

Contra a policia
Armada!

Tem fé!
Que pra violência
Do dia...

Tem a paz e a lagrima
Da madrugada.

Pablo Danielli

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Teary eyes/Ojos llorosos/Les larmes aux yeux/Tränen in den Augen/ Gli occhi pieni di lacrime



Teary eyes


Before my eyes teary

The stones that prevail, shocked!

But not impede walking.

So far only and are

The words you want to hear,

But the scars of life

They make the air, often with the wind, penetrate.

In the body, the mind, the loneliness as this,

A confused look

A conflict that haunts,

But there reigns!

While I can love.




Ojos llorosos

Ante mis ojos llorosos
Las piedras que prevalecen, sorprendido!
Sin embargo, no impiden caminar.
Hasta la fecha únicamente y
Las palabras que quieres oír,
Pero las cicatrices de la vida
Ellos hacen que el aire, a menudo con el viento, penetrar.
En el cuerpo, la mente, la soledad como este,
Una mirada confusa
Un conflicto que atormenta,
Pero allí reina!
Mientras yo pueda amar.


Les larmes aux yeux


Devant mes yeux pleins de larmes
Les pierres qui prévalent, choqués!
Mais pas gêner la marche.
Jusqu'à présent, seuls et sont
Les mots que vous voulez entendre,
Mais les cicatrices de la vie
Ils rendent l'air, souvent avec le vent, pénétrer.
Dans le corps, l'esprit, la solitude de ce type,
Un regard confus
Un conflit qui hante,
Mais il y règne!
Alors que je peux aimer.


Tränen in den Augen

Vor meinen Augen Tränen
Die Steine, die herrschen, schockiert!
Aber nicht behindern Fuß.
Bisher ist nur und sind
Die Worte, die Sie hören wollen,
Aber die Narben des Lebens
Sie machen die Luft, oft mit dem Wind, eindringen.
In den Körper, den Geist, die Einsamkeit wie diese,
Ein verwirrter Blick
Ein Konflikt, dass spukt,
Aber es herrscht!
Während ich lieben kann.


слезящимися глазами

Перед глазами слезящимися
Камни, которые преобладают, в шоке!
Но не мешает ходьбе.
До сих пор только и
Слова, которые вы хотите услышать,
Но шрамы жизни
Они делают воздух, часто с ветром, проникнуть.
В тело, ум, одиночество, как это,
Запутанной взгляд
Конфликт, который преследует,
Но там царит!
В то время как я могу любить.

Gli occhi pieni di lacrime


Davanti ai miei occhi pieni di lacrime
Le pietre che prevalgono, scioccato!
Ma non ostacolare camminare.
Finora solo e sono
Le parole che si desidera ascoltare,
Ma le cicatrici della vita
Essi rendono l'aria, spesso con il vento, penetrare.
Nel corpo, la mente, la solitudine come questo,
Uno sguardo confuso
Un conflitto che ossessiona,
Ma non regna!
Mentre io posso amare.

Olhos marejados

Diante de meus olhos marejados
As pedras que imperam, chocam!
Mas não impedem o caminhar.
Tão só e distante estão
As palavras que se desejam ouvir,
Mas as cicatrizes da vida
Fazem o ar, raro com a força do vento, penetrar.
No corpo, na mente, na solidão tão presente,
Um olhar confuso
Um conflito que persegue,
Mas não reina!
Enquanto eu puder amar.

Pablo Danielli

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Com um pouco de tempo







Não há dor


Nem amor,


Que não se curem.


Com um pouco


De tempo,


Com um resto


De lagrima,


Com um vestígio


De solidão.


O que é a mistura dos dois


Se não a vida?


O que seria sua falta


Se não a morte?


De todos os amores sãos


O que deixa marca,


É a loucura!


De todas as loucuras


É o gesto simples.


Ao final, é piscar os olhos,


Disfarçar o peso das escolhas,


E vendar o cansado coração.


Dia sim, dia não!


Se a vida quiser,


Tropeço, numa nova paixão.

Pablo Danielli

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