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quarta-feira, 8 de julho de 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Soar como Cancão

De fato
Os galhos moveram-se
Com o tocar do vento.

Como não poderia deixar de ser
Algumas folhas, foram ao chão...

Assim
Como amores,
Sentidos em uma tarde qualquer...
Como promessas que nunca foram ditas.

Perderam-se com o vento
Que carregado de emoção,
Pelo caminho toca os galhos
Ouvidos e coração.

(Em alguns momentos...
Juro por segundos,
Soar como canção).
Pablo Danielli

Miséria

Na terra da oportunidade
Reina a miséria!
No clima tropical
Tudo é inferno!
Sorrisos de propagandas
Forjados por lagrimas,
Sem pena dos miseráveis.
Aonde vinte comem
Meia duzia trabalham,
Assistencialismo barato
A peso de ouro,
Carregado por poucos tolos
Que se dizem espertos.
Mas são como marionetes
Do teatro corrupto nacional.
Vestem dinheiro
Cagam orgulho,
Com a falta de pensamento
Somem a coerência das palavras.
Hastear a bandeira
Mão no peito, fingir um hino,
Baixar as calças
Enquanto te fode
Á pátria amada!

Pablo Danielli

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Retratos

Jogou pedra na cruz
Palavras ao vento,
Olhares vazios.
Trocou a roupa
Escolheu os sapatos,
Enfeitou as palavras.
A melhor marca, o melhor sonho,
A unica forma individual de viver.
O coração blindado
O sentimento escondido,
Para dar valor a insignificâncias.
Apagou a luz, deitou e dormiu,
Mais um dia perdido, obsoleto e vazio,
Escolheu ser mais um retrato na parede
Do que uma cor perdida, que pinta alegrias,
Na paisagem cinza da vida.
Pablo Danielli

Tem fé

Tem fé
Tem dó,
Tem força!

Contra o uso
Da ignorância!

Contra a arma
Politica!

Contra a policia
Armada!

Tem fé!
Que pra violência
Do dia...

Tem a paz e a lagrima
Da madrugada.
Pablo Danielli

sábado, 4 de julho de 2015

Pulsar

Quantos desejos são necessários
Para cicatrizar a carne?
Que caminhos, os dedos devem percorrer,
Para sentir o calor?
Quantos lábios,
A mentira é capaz de tocar?
A boca pode negar,
Mas olhares e corpos entregam...
Para sentir o corpo pulsar,
É preciso arriscar.
Deixar tombar a razão,
Para ter um pouco de emoção.
Pablo Danielli

Cirandas


Uma constante caminhada
Contraste de luz,
De entre brilhos no olhar.
Retratos em preto e branco
Misturados ao colorido da vida.
Retalhos de um coração desejado
Pelo amor, pela dor, pelo calor,
Cirandas de algo, que nunca se deixou.

Pablo Danielli

sexta-feira, 3 de julho de 2015

tempo

Outros tempos,
Tempos difíceis,
Tempos controversos?
 Tempos que não são
Como outros tantos!
 Nem ao menos tão bonitos
Ou lentamente feios,
 Quanto se espera deles o tempo todo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Sentir a verdade

Certas vezes a loucura bate
Outras tantas a realidade,
E você vai seguindo sem saber
Se é cedo ou tarde, pra mudar a vida,
Pra sentir a verdade.
Pablo Danielli

Universo


“Cada um tem a parte que lhe é cabida no universo, nem mais, nem menos”.


Pablo Danielli

terça-feira, 3 de março de 2015

Senhores



Os senhores dos desejos
Cobiçam o impossível,
Sonham com o inevitável...
Trocam afagos com o invisível.
Os senhores dos desejos
Não querem o desejo alheio,
Tão pouco...
O sonho, mal sonhado!
És-lhe permitido
Em seu pequeno mundo,
A vida, a morte...
Inquebrável e indivisível,
Autoridade.
Multiplicam-se
Pelas ruas e espelhos...
Trincando imagens.
Hora... Bons! Hora... Maus!
Partidos e corruptos...
Na falsa liberdade,
Tal imagem do pai
É a do filho.


Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Encontros e desencontros



No que diz respeito à felicidade, o homem só irá encontrar naquilo que possui e não no que deseja ter. Quanto ao amor, somente quando compreender que ele brota dentro de si e não de outras pessoas. E que não encontrará a paz, enquanto não entender que palavras destroem tanto quanto bombas e tiros.


Pablo Danielli

terça-feira, 20 de maio de 2014

Senhores


Senhores

Os senhores dos desejos
Cobiçam o impossível,
Sonham com o inevitável...
Trocam afagos com o invisível.
Os senhores dos desejos
Não querem o desejo alheio,
Tão pouco...
O sonho, mal sonhado!
És-lhe permitido
Em seu pequeno mundo,
A vida, a morte...
Inquebrável e indivisível,
Autoridade.
Multiplicam-se
Pelas ruas e espelhos...
Trincando imagens.
Hora... Bons! Hora... Maus!
Partidos e corruptos...
Na falsa liberdade,
Tal imagem do pai
É a do filho.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Feridas Abertas


Ao segurar a rosa desfolhada
Livra de todo pudor a morte,
Não é a sombra do medo
E tão pouco o medo da solidão.
A raiva contida no sorriso
E as palavras sutis,
Que marcam os desejos
Recusados pelo coração.
É teu suor, fedido, mórbido,
De quem não lutou, não desejou revolução!
É o espinho que sangra minha mão,
Quase estragando o macio das pétalas.
Morte certa pela beleza
Da vida, de um amor,
Trancado com medo de voar!
Pois o vento não consegue levar o sangue
Que seco sobra-lhe o chão.
Não faz brotar vida nova
Tão poucos sonhos belos,
Apenas cicatrizes de dias secos
Aonde a beleza das flores não curou.
Feridas abertas, não cicatrizam,
Mesmo feitas pelo amor.

Pablo Danielli

sexta-feira, 16 de março de 2012

O que somos?

Somos erros
Somos acertos,
Somos sonhos
Somos pesadelos.
Somos céu
Somos inferno,
Somos frutos
Somos podridão.
Somos convicções
Somos desilusões,
Somos sombras
Somos luz,
Somos tudo
Somos nada,
Somos desejos
Somos o que não conhecemos.

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