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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Às vezes
Você atravessa a porta,
Pode ser uma entrada
Ou quem sabe uma saída.
Tudo vai depender
De como você
Vê a sua vida.


Pablo Danielli

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sinfonia dos Sonhos

Na noite que serve para levar com o vento os sonhos,
A deusa, que em seu leito de culpa e pesar,
Derrama lágrimas por aquele que não foi capaz
De um sorriso, fazer brotar nos doces lábios.


Canta para si, cantigas de amor,
Enxuga as lágrimas com o vento,
Que faz sentir-se só.



E como a quem pede a Morfeu,
Apenas paz para sua alma,
Que aos poucos se perde na pálida e sombria noite,
Fazendo com que suas escolhas,
Sejam um enorme fardo a carregar.



Tornando a beleza que tem como dom,
Ser vista apenas como uma pétala
E não mais como flor,
Com a qual desperta para vida.
No florescer de primavera em pleno verão
Fazendo enaltecer Vênus,
Em um doce acorde de harpa,
Faz com que até os anjos,
A sintam em tamanha beleza.



Capaz de fazer do Éden um mero jardim,
Dom natural com o brilho de uma fonte inesgotável de bondade,
Consegue que seu sorriso,
Seja mais belo que todas as estrelas da noite,
Que há observam em seu leito de sonhos.

Pablo Danielli

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Pequenas doses de sonhos

Este nobre ladrão de corações
Roubo-lhe o fôlego mais uma vez,
Ceifou-lhe a chance de se defender,
A atirou no fosso de mais uma paixão.


Morrer por amor,
Por mais trágico que pareça, não dói.
O que machuca são as lagrimas
Que embora sinceras,
Derramadas em vão.



Pobre mulher vive da ilusão
Pobre homem, não tem solução,
Vai e volta, são sempre os mesmo erros
Mudam-se o jargão.
Ficam os nomes, dor e solidão,
Querer viver por amor
É perder esse tão desejado calor.



São pequenas doses de sonhos
Misturadas a realidade,
Que no fim cobram seu valor

Pablo Danielli

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Encontros e desencontros



No que diz respeito à felicidade, o homem só irá encontrar naquilo que possui e não no que deseja ter. Quanto ao amor, somente quando compreender que ele brota dentro de si e não de outras pessoas. E que não encontrará a paz, enquanto não entender que palavras destroem tanto quanto bombas e tiros.


Pablo Danielli

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Amores e corações partidos.

          

"O amor
A vida,
Um sonho...
Um coração inteiro
Divido por duvidas,
Que pairam no ar".




De todos os amores vividos de forma visceral, os que foram folhados em paginas de livros e apenas estes, não deixaram seu coração amargo. Não deixaram seus lábios secos, ficando apenas uma sensação de provocação, instinto de um pobre coração pulsante, a espera de algo a mais, que suas pernas fiquem bambas e suas mãos, tremulas.

Do sol que cortava sua pele, ao entrar pela janela, cedendo uma pitada poética ao seu quarto, levemente desorganizado, mas ainda assim confortável, como seu coração... Revirado, mas a espera de confortar um novo amor.

Musicas incessantes, que insistem em lhe ensinar que lá fora e em cada esquina existe vida, vendida em pequenas bancas, estendidas em cordas, como ofertas de jornais. Basta ter coragem suficiente de pagar o seu preço, um pouco de sorrisos, algumas lagrimas, em algum momento amores e corações partidos.



E dentro de si, bate de forma violenta a duvida:

E depois? O que será de mim?

O que resta depois do prazer, do sexo e da dor?

E seu silencio de forma simples e caótica responde:

Será o que tiver der ser e se assim tiver o direito de viver.



O mundo conspira contra você, que se quer abriu a porta do quarto. Respirou ar novo, soltou o velho por entre as lembranças, buscou novas palavras... Esperança vendida em pequenos frascos, leves e rasos, oriundos de alguma parte do velho mundo.

A insanidade do relógio insiste no passar das horas, o tempo para algumas memórias soa como castigo e você prefere trancar em algum canto escuro da história. Seus pés tocam o chão, puxando o peso do seu corpo para a realidade confusa, que brinca com sua vida sem parar.

Você deseja tornar a deitar, viver sem o gosto da boca seca, sem precisar cobiçar, mas a vida que bate em sua porta, insiste, persiste em lhe chamar, tentando lhe iludir de que seus olhos irão se encantar, quando novamente e mesmo perdida, você tornar a amar.

Pablo Danielli


quinta-feira, 13 de março de 2014

Lá...
Na terra de ninguém!
Aonde os pensamentos,
Brotam.
Aonde o tempo não se percebe,
O sonho não se cobra...
As paredes não fazem divisas,
Os muros são invisíveis,
O sentir, é tão natural quanto sobre?
(viver)!
Lá...
Aonde somos todos humanos,
Mora defeito, pecado e alegria.
Nesta terra...
Aonde o chão e o céu,
Se confundem.
O infinito, impossível e indivisível,
É apenas uma questão
De pensar e acreditar.
A diferença é que aqui somos adultos
Carrancudos e cinzas,
Lá somos crianças
Que teimam em colorir e sonhar e perdoar.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Livro de Poesias



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