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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Flutuar


Olho para o céu agora e me pergunto, se tem cabimento não enxergar teus olhos nas estrelas? Questiono-me que pecado sem fim algum homem tem que ter cometido para ser privado de tuas lembranças, que um dia já foram tão presentes em minha vida.

Aos poucos vai se caminhando e por entre tantos passos perdidos, um tropeço sempre é aceitável, embora por vezes seja na própria sombra e dela tente fugir por achar sua insistente teimosia uma grande contradição.

O ar quase sempre pesado e frio dificulta o plainar de minha imaginação, não me permitindo sonhar com o teu iluminar, fazendo meus pés criarem raízes que tentam se ramificar em um solo seco e sem vida.

Assim o cheiro da agua me apetece, quase um afrodisíaco em meio à solidão de uma selva de pedra, tuas lagrimas que um dia derramaste por falsos motivos, hoje seriam sobrevida para a falta da minha.
E em dias e noites assim, o convite para ousadia é cada vez mais real, ultrapassar os limites do corpo, por em justa prova à própria vida. Para se sentir alguma coisa além do que falam em poesias, para preencher o vazio que tem o significado da palavra nada.

Mais um momento passa, mais um fechar de olhos, mais segundos que juram passar lentamente, torturando o relógio em um canto da parede. E tantas paredes vazias, sem lembranças penduradas, mais um dia que nasce, outra noite que vem, rotina, vazio, vontades que surgem do nada, eu aqui e você como um pássaro livre, seguindo seu caminho com o flutuar das asas.

Pablo Danielli

Calos


Os calos dos pés não folgavam e suspiravam lamentos, por entre os furos dos sapatos surrados. A cada pisar o ar saia em uma desorganizada sincronia, entre os dedos que se esfregavam e diziam:

Vida vadia!
Vida vadia!
Vida vadia!

Há muito não sabia o significado da vida mansa, escolheu não seguir regras e ficou escravo de suas palavras. Açoitando seu corpo para sempre, ir em frente e nunca olhar para trás, como se trás fosse passado, fosse outra vida e não aquela coisa com planos que deram errados.

A cada passo no asfalto que queimava, sua mente pensava: Não há sol que sufoque para sempre e nem chuva que eu sempre lamente. Há muito tempo sem saber o que é sentir, não poderia imaginar se seus dedos ralados ou seus sentimentos dilacerados o impediam de ver e crer no homem que aparece no comercial da TV.

Mas não se sentia estranho, tão pouco diferente, entre tantas pessoas vazias o seu vazio preenchia algum espaço, um corpo frio. Em meio a tantos olhares sem sentido, ainda possuía sua liberdade falsamente vivida.

E a cada passo dado seus pés repetiam:

Vida vazia!
Vida vadia!
Virou rotina!
Pablo Danielli

terça-feira, 14 de abril de 2015

Por qual motivo você ama?


O que nos faz sentir diferentes em meio a milhões de pessoas, milhões de rostos espalhados pelo mundo e muitas histórias vividas das mais diversas formas. Por qual motivo devemos nos sentir especial, sentir valorizado, amado, importante para quem nos conhece?

O que move nossos atos, gestos, atitudes do dia a dia, somos tão diferentes assim um dos outros, ou apenas parecidos e não vemos que isto não faz de nós mais que meros espectadores da vida. Por qual motivo procuramos preservar, cuidar e amar quem consideremos especial, que temos apegos e que respeitamos, não parece à primeira vista uma questão muito complexa de se responder, mas se formos por em razões concretas, veremos que a vida que nos cerca é cheia de perguntas e nem sempre obtemos respostas.

Então por qual motivo você ama, por qual motivo amamos uns ao outros e diante do desconhecido somos tão indiferentes, aquelas pessoas também não são dignas de nosso respeito e amor? Somos mais cruéis do que podemos imaginar e temos mais compaixão escondida em nossos corpos do que podemos supor, tudo é variável de acordo com o momento que nos encontramos e a vida que vivemos.

Talvez se o ser humano compartilhar o amor que tem dentro de si, para as pessoas, não precisaria ser muito, apenas uma milésima parte estaria bom, já mudaria muita coisa, seria uma transformação incrível e sem precedentes para a humanidade, mas então vem à questão, por qual motivo você ama? 

Amamos para nos sentir importantes para outra pessoa, para recebermos o mesmo amor em troca, ou porque manda a cartilha que devemos amar ao próximo sem questionar, o motivo, o porque ou circunstância, e se o amor vem de berço porque não dividi-lo com o mundo. Mas por qual motivo amar, não é o motivo principal de as coisas estarem certas ou erradas, o que pode ser crucial é porque não amamos o próximo da mesma forma que nos amamos, pois todos somos, um pouco narcisistas, temos dentro de nós um ego que por vezes não nos deixa ver o que existe por fora desta casca, que por vezes é grossa e fere ao próximo e por vezes é delicada e não nos serve para nada.

O certo é que com ou sem motivo devemos conceder o melhor de nós sempre, mostrar que somos mais humanos ao invés de seres frios e calculistas, não procurar motivos para amar, sim procurar motivos para se deixar amar, pois será que somo seres tão perfeitos, a ponto de julgar necessário se precisamos disto ou daquilo, somos humanos, frágeis e com uma vida considerada curta, então devemos procurar deixar lembranças positivas e gestos de bondade, já que lembranças é o que levamos e é o que fica de nós para as outras pessoas e lógico o amor que compartilhamos.


Pablo Danielli

O preço da vaidade

Quando o corpo perece, aos caprichos da vida, morre um pouco de nossa sensatez. Não por mera coincidência nos custamos a nos entregar aos pecados da carne, pois sabemos que uma vez provado deste delicioso mal, os nossos corpos podem pedir mais, então seria tarde de mais para recuperar a pureza pela qual nossas almas são feitas.

Está em todos os lugares, em um olhar, no dizer malicioso de um bom dia, ou apenas em uma imaginação fixa de cobiça, pela linda menina que passa sem lhe perceber. Difícil talvez seja perceber, mas convenhamos ser muito fácil de se entregar, não é pura demagogia dizer que fomos feitos para o pecado, mas é tolice dizer que podemos resistir a todas as tentações que são postas em nossas mesas.
Um homem ama uma mulher, até então tudo normal, flores, poesias e carinhos no dia a dia, tudo certo, tudo legal, se não fosse o desejo carnal, o desejo de controle e sedução, de fazer coisas inimagináveis com quem esta ao seu lado, como quem tira as pétalas de uma flor uma a uma, sem lhe sobrar beleza para observar, sem restar o que apreciar, então parte para novas conquistas.

Assim tem inicio o jogo da vida, o jogo de sentimentos, o jogo das traições e o jogo das desculpas mal ditas, nessa forma que engolimos qualquer coisa para manter algo ou alguém ao nosso lado, possível que nosso orgulho nos domine, muito provável que o medo determine nossos próximos passos, se formos prestar bastante atenção, será possível observar que deixaremos muitas vezes de buscar a felicidade em outros portos, por se contentar com algo seguro aos nossos olhos, embora nossas mentes digam que se pode ter mais felicidade.

Então surge uma pergunta clara e direta em nossa cabeça, qual o preço da vaidade? A vaidade da vida, do que as pessoas vão pensar sobre nós, ditando assim nosso ritmo, impedindo cada pessoa de lutar pelo que se realmente quer. Esta preocupação em relação á própria imagem, o medo de enfrentar nossa própria imagem arranhada, em um gigante espelho, aonde todos procuram seus defeitos. 

Ficamos realmente pequenos diante do nosso desespero, mostramos a nós mesmos de que material somos feitos, e na maioria das vezes choramos, pela própria falta de atitude.

Somos será tão ínfimos assim? Ou apenas se contentamos em coexistir? O certo é que na maioria das vezes estamos errados, e não aceitando este erro grotesco, no qual abrimos mão, deixamos partir com ele uma parte preciosa de nossas vidas, na qual possivelmente se encontre a nossa alegria. Para tanto é necessário ser modesto, engolir o orgulho e procurar fazer o certo e o certo na maioria das vezes é o que se quer, não o que os outros querem.

Pablo Danielli




sexta-feira, 10 de abril de 2015

Armas e poesias

Pessoas armadas,
Com palavras...
Prontas para ferir e marcar.
Quem sabe um dia,
Usem seus lábios,
Também e quem sabe...
Para amar.

Pablo Danielli

Por qual motivo você ama?


Por qual motivo você ama?

O que nos faz sentir diferentes em meio a milhões de pessoas, milhões de rostos espalhados pelo mundo e muitas histórias vividas das mais diversas formas. Por qual motivo devemos nos sentir especial, sentir valorizado, amado, importante para quem nos conhece?

O que move nossos atos, gestos, atitudes do dia a dia, somos tão diferentes assim um dos outros, ou apenas parecidos e não vemos que isto não faz de nós mais que meros espectadores da vida. Por qual motivo procuramos preservar, cuidar e amar quem consideremos especial, que temos apegos e que respeitamos, não parece à primeira vista uma questão muito complexa de se responder, mas se formos por em razões concretas, veremos que a vida que nos cerca é cheia de perguntas e nem sempre obtemos respostas.

Então por qual motivo você ama, por qual motivo amamos uns ao outros e diante do desconhecido somos tão indiferentes, aquelas pessoas também não são dignas de nosso respeito e amor? Somos mais cruéis do que podemos imaginar e temos mais compaixão escondida em nossos corpos do que podemos supor, tudo é variável de acordo com o momento que nos encontramos e a vida que vivemos.

Talvez se o ser humano compartilhar o amor que tem dentro de si, para as pessoas, não precisaria ser muito, apenas uma milésima parte estaria bom, já mudaria muita coisa, seria uma transformação incrível e sem precedentes para a humanidade, mas então vem à questão, por qual motivo você ama? 

Amamos para nos sentir importantes para outra pessoa, para recebermos o mesmo amor em troca, ou porque manda a cartilha que devemos amar ao próximo sem questionar, o motivo, o porque ou circunstância, e se o amor vem de berço porque não dividi-lo com o mundo. Mas por qual motivo amar, não é o motivo principal de as coisas estarem certas ou erradas, o que pode ser crucial é porque não amamos o próximo da mesma forma que nos amamos, pois todos somos, um pouco narcisistas, temos dentro de nós um ego que por vezes não nos deixa ver o que existe por fora desta casca, que por vezes é grossa e fere ao próximo e por vezes é delicada e não nos serve para nada.

O certo é que com ou sem motivo devemos conceder o melhor de nós sempre, mostrar que somos mais humanos ao invés de seres frios e calculistas, não procurar motivos para amar, sim procurar motivos para se deixar amar, pois será que somo seres tão perfeitos, a ponto de julgar necessário se precisamos disto ou daquilo, somos humanos, frágeis e com uma vida considerada curta, então devemos procurar deixar lembranças positivas e gestos de bondade, já que lembranças é o que levamos e é o que fica de nós para as outras pessoas e lógico o amor que compartilhamos.


Pablo Danielli

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O som do silencio

O espumante espalhado pelo chão molhava a ponta dos pés, do corpo que estava estendido em meio ao quarto bagunçado. A janela, entreaberta permitia que a chuva tocasse os papeis rasurados em cima da mesa.

Molhando palavras sobre o amor, alguma coisa sobre a dor. Lavando o que o silencio escreveu, como a pessoa não conseguiu fazer. Limpando os sentimentos que estes estavam sujos.

O vento que rompia a cortina fazia dispersar o odor, da vida, da morte e do sexo casual. O toca discos não conseguia seguir para a próxima musica, ficava repetindo o verso riscado do “LP”, em forma de um blues lento e dramático. Assim como muitos pensamentos antes de transpor a porta do quarto, riscavam a mente de forma repetitiva.

A marca de dedos no espelho, as roupas amassadas em cima da cama, a meia luz deixando um clima intimo e tenso. Um som destoa o equilíbrio do ambiente, sutilmente uma voz rouca canta versos, de maneira imperceptível a outros corações.
Seus pés moviam-se de forma firme e lenta, em direção ao corpo estendido no chão.  Os dedos ásperos pressionavam o dorso e as coxas, quase que rasgando a pele como seda. Deixando suspenso no ar um amontoado de sentimentos, jogando de forma brusca sob a cama e em um gesto impensado de desapego carnal.

Os olhos despertam, enquanto a boca lentamente desfere um beijo, que como arma abate qualquer reação desnecessária. Alguns silêncios são mais intensos que qualquer palavra, falam muito mais que algumas paginas rabiscadas. Alguns silêncios rompem o espaço, preenchem o vazio deixado, completam um olhar.

Alguns silêncios rompem a noite e falam por si só. Alguns silêncios são como um beijo que desafia a vida, como o amor que desafia a morte. Amor que mata e também liberta, que ressuscita em noites frias ou dias quentes.
Pablo Danielli

terça-feira, 10 de março de 2015

O som do silencio

Alguns sons e sentimentos rompem o imaginário, às vezes gritam de uma forma única que somente quem o sente pode perceber. 
Detalhes quase imperceptíveis, rompem de forma brusca a harmonia que existe no silêncio.



O espumante espalhado pelo chão molhava a ponta dos pés, do corpo que estava estendido em meio ao quarto bagunçado. A janela, entreaberta permitia que a chuva tocasse os papeis rasurados em cima da mesa.
Molhando palavras sobre o amor, alguma coisa sobre a dor. Lavando o que o silencio escreveu, como a pessoa não conseguiu fazer. Limpando os sentimentos que estes estavam sujos.
O vento que rompia a cortina fazia dispersar o odor, da vida, da morte e do sexo casual. O toca discos não conseguia seguir para a próxima musica, ficava repetindo o verso riscado do “LP”, em forma de um blues lento e dramático.
Assim como muitos pensamentos antes de transpor a porta do quarto, riscavam a mente de forma repetitiva.
A marca de dedos no espelho, as roupas amassadas em cima da cama, a meia luz deixando um clima intimo e tenso. Um som destoa o equilíbrio do ambiente, sutilmente uma voz rouca canta versos, de maneira imperceptível a outros corações.
Seus pés moviam-se de forma firme e lenta, em direção ao corpo estendido no chão. Os dedos ásperos pressionavam o dorso e as coxas, quase que rasgando a pele como seda.
Deixando suspenso no ar um amontoado de sentimentos, jogando de forma brusca sob a cama e em um gesto impensado de desapego carnal.
Os olhos despertam, enquanto a boca lentamente desfere um beijo, que como arma abate qualquer reação desnecessária. Alguns silêncios são mais intensos que qualquer palavra, falam muito mais que algumas paginas rabiscadas.
Alguns silêncios rompem o espaço, preenchem o vazio deixado, completam um olhar.
Alguns silêncios rompem a noite e falam por si só. Alguns silêncios são como um beijo que desafia a vida, como o amor que desafia a morte. Amor que mata e também liberta, que ressuscita em noites frias ou dias quentes.


Pablo Danielli

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Desbotar

O desbotar do entardecer, se mistura com as cores avermelhadas e tons frios do inverno.  Adentrando o corpo com certo ar de saudades, de nostalgias e lembranças muitas vezes inventadas, de manhas e tardes que ainda espera sentir.

Respirava em forma de vida os pensamentos e desejos, chegando a inevitável conclusão de que a vida é nada mais que um amontoado de eternos momentos. Nem sempre tristes e nem sempre felizes.

Soava em forma de eco dentro de si, uma pequena fração da resposta que batia insistentemente, acompanhando seu coração em forma de ansiedade.

Aquilo que por vezes buscava e escorria por entre seus olhares, que o vento ousava em trazer de volta apenas para anestesiá-la... A paz em forma de sentimento, de sons e sensações, que arrebata, recarrega o vazio que insistia em se fazer presente.

Que sorte tem o ser humano em ser, em sentir e em querer... Os segundos, as horas, o tempo contado a gotas coloridas, doses letais de vida correndo nas veias.  Encontra-se dentro de si mesma, e encontrar em outros, alguns motivos para sorrir e seguir.

Entre alguns tropeços estar ali sentada talvez fosse a melhor queda que já poderia ter experimentado, um quadro exposto a sua frente com todos os destinos possíveis e impossíveis de se querer.

Volta tuas mãos para o mundo e toca o invisível que divide com tantos outros sonhadores, correntes que se quebram com o sonhar, laços que se desatam com o desejo, flores que brotam no caminho com o caminhar e o passar do tempo.

Pisca os olhos uma vez mais, deixa a brisa lentamente tocar tua pele, entorpecida pela energia que o por do sol lhe causou...

Prepara aos poucos tua alma para partir, assim como teu corpo, para sentir algo novo, que ainda não lhe foi apresentado, talvez um novo sorriso, uma nova lagrima, quem sabe se tiver sorte, um quase amor.


Pablo Danielli

sábado, 25 de janeiro de 2014

A copa da incompetência



O governo brasileiro é tão incompetente, que ele mesmo conseguiu sabotar a copa. Com falta de organização, roubo, descaso e muita maquiagem.

Os protestos foram apenas a cereja do bolo. Embora a nossa mídia tente esconder, já é conhecido no mundo todo o caos presente no país.




Pablo Danielli

https://www.facebook.com/pages/Pablo-Danielli/135413313230522

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O som do silêncio


O espumante espalhado pelo chão molhava a ponta dos pés, do corpo que estava estendido em meio ao quarto bagunçado. A janela, entreaberta permitia que a chuva tocasse os papeis rasurados em cima da mesa.

Molhando palavras sobre o amor, alguma coisa sobre a dor. Lavando o que o silencio escreveu, como a pessoa não conseguiu fazer. Limpando os sentimentos que estes estavam sujos.

O vento que rompia a cortina fazia dispersar o odor, da vida, da morte e do sexo casual. O toca discos não conseguia seguir para a próxima musica, ficava repetindo o verso riscado do “LP”, em forma de um blues lento e dramático. Assim como muitos pensamentos antes de transpor a porta do quarto, riscavam a mente de forma repetitiva.

A marca de dedos no espelho, as roupas amassadas em cima da cama, a meia luz deixando um clima intimo e tenso. Um som destoa o equilíbrio do ambiente, sutilmente uma voz rouca canta versos, de maneira imperceptível a outros corações.

Seus pés moviam-se de forma firme e lenta, em direção ao corpo estendido no chão. Os dedos ásperos pressionavam o dorso e as coxas, quase que rasgando a pele como seda. Deixando suspenso no ar um amontoado de sentimentos, jogando de forma brusca sob a cama e em um gesto impensado de desapego carnal.

Os olhos despertam, enquanto a boca lentamente desfere um beijo, que como arma abate qualquer reação desnecessária. Alguns silêncios são mais intensos que qualquer palavra, falam muito mais que algumas paginas rabiscadas. Alguns silêncios rompem o espaço, preenchem o vazio deixado, completam um olhar.



Alguns silêncios rompem a noite e falam por si só. Alguns silêncios são como um beijo que desafia a vida, como o amor que desafia a morte. Amor que mata e também liberta, que ressuscita em noites frias ou dias quentes.


Pablo Danielli

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http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2014/01/o-som-do-silencio.html

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A importância do arquiteto na atual sociedade



http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/12/a-importancia-do-arquiteto-na-atual-sociedade.html




A importância do arquiteto na atual sociedade



Cidades desorganizadas, mal planejadas e caóticas. Depois de enormes estruturas erguidas somente pelo interesse financeiro, surge uma pergunta, e as pessoas? Aqueles seres que completam a estrutura e fazem do meio urbano um organismo vivo.

Leis facilmente quebradas e locomoção apenas para os veículos, tais realidades afetam cada vez mais, não somente o cidadão de capitais, mas de cidades pequenas e de porte médio, tornando praticamente impossível, não questionar o valor do arquiteto na atual sociedade contemporânea.

A desvalorização do profissional pelo poder publico, fica evidente não só pelo valor de salario atribuído a ele em prefeituras ou órgãos do governo, mas por não poder desenvolver um projeto verdadeiramente sustentável aonde as pessoas e classes sociais possam utilizar o mesmo espaço sem serem excluídos.

Fica evidente que sempre existe um interesse maior antes de um projeto ser aprovado e quando é feito, possui muitas ressalvas e praticamente perde suas características e sua essência. Grandes centros urbanos conhecidos mundialmente, que hoje servem como referencia, passaram por situações parecidas, sendo necessário enfrentar grandes mudanças e interesses, especulações para desenvolver um modelo que possa se aproximar do ideal para uma sociedade.

Esse descaso com o planejamento das cidades criou um fenômeno de certa forma instigante, são poucos os profissionais que ainda buscam atuar nesta área, sua grande maioria, devido às dificuldades do governo, buscam outras forma de trabalhar. O sonho de tornar uma cidade igual para todas as pessoas cede lugar a projetos comercias, residências e de interiores, este não menos importantes.

Tornando este meio, concorrido e de grande apelo por lojistas, essa mudança de “mercado”, junto com o incentivo imobiliário do governo, colocou grandes quantias de dinheiro no mercado. Criando desta forma uma pratica comum e usual por vários profissionais, a chamada RT (reserva técnica) pratica deplorável para o profissional indicar o cliente para determinado estabelecimento comercial, seja para comprar telhado, cimento, piso, moveis, ou qualquer outro item para casa ou jardim.

Nos dias de hoje é possível encontrar mais profissionais em inaugurações de loja do que em alguma reunião para se discutir soluções. Tendo assim uma nova categoria na classe o “profissional de coquetel”, aonde impera o interesse financeiro, e não de oferecer o melhor produto com o melhor preço para o cliente.

Faça uma pesquisa leitor, certamente você ouviu ou irá ouvir de alguma pessoa que arquiteto ou engenheiro não entendendo o que você como cliente deseja, ou fica “empurrando” determinadas escolhas sem muito lhe agradar, isso quando não há o rompimento de contrato por uma das partes.

Mas esta pratica se dá também por culpa do cliente, que tenta diminuir o máximo possível o preço do m² do projeto, fazendo assim, o profissional buscar outras formas de ganhar dinheiro. Não justifica atitude para fazer tal pratica, mostrando que a classe ainda necessita de amadurecimento e união, pois uma profissão nobre como tal acaba sendo desvalorizada pelo próprio atuante nela.

Perceba que a engrenagem esta emperrada, do macro para o micro e vice-versa, é fato que existem bons profissionais na área e que não fazem tal pratica, mas assim como em outros órgãos, o silencio dos bons deixa os maus profissionais darem a cara e a fama dos demais.



As universidades e faculdades da área devem recomeçar a pensar algumas formas de coibir tal forma de agir, mostrando que ainda no aprendizado, existe uma ética profissional e que não basta sair para o mercado de trabalho pensando em ganhar dinheiro de forma rápida, mas é necessário pensar e planejar uma sociedade melhor com menos abismos sociais, pois passa diretamente pelas mãos e mente do arquiteto tal importância na vida das pessoas.

Pablo Danielli

sábado, 2 de março de 2013

O que sabem, What do you do?

will
What these people know,
What do you do?

will
they know
What do they feel?

Imagine what is real?
They think they live?
Or just spend their days
Simply pretend to know.

filling gaps
With false desires
Trying not be
Needy.

Pablo Danielli

Será
Que esse povo sabe,
O que faz?

Será
Que sabem
O que sentem?

Imaginam o que é real?
Eles pensam que vivem?
Ou apenas passam os dias
Simplesmente fingem saber.

Preenchendo lacunas
Com falsos desejos
Tentando não serem
Carentes.

Pablo Danielli

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Lançamento!!! Mergulhe nas palavras e aproveite cada frase desta obra, selecionada especialmente para você leitor! A venda nas livrarias e s...