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sábado, 25 de abril de 2015

Sincronismo

O tempo
O sorriso
O amor
Você
Minha vida
Esta no ar
Esta em mim
Esta em você
O toque
O beijo
As mãos
A esperança
O dia
A noite
A verdade
Os olhos
As pessoas
Eu, você,
Perfeito
Seu amor
Minhas lagrimas
O novo
O velho
Passado
Presente
Futuro
Eu
Você
Amor.
Pablo Danielli

sábado, 18 de abril de 2015

Ensaio sobre a razão



Tudo que havia para ser dito, a principio já foi falado, tudo que havia para ser escrito, a primeira vista já o foi feito, já possui seu espaço preenchido. E se hoje vive, é por que um dia certamente estava morto e se hoje morre, um dia talvez fosse considerado belo.

O caminhar do tempo, não nos prova absolutamente nada, no máximo nos entristece. Por nos mostrar o tamanho de nossa insignificância no universo! O tempo, o tempo não ensina e ele nada nos convence, são nossas escolhas e nossas mal faladas palavras, nossas atitudes diante do improvável que nos define inevitavelmente.

Se a evolução faz parte do homem, como explicar que tantos ainda insistam em viver na ignorância parcial ou total sobre a vida, caracterizando o mais primitivo dos pensares. No qual mostra a fraqueza humana diante do contraditório, a falha que existe no ego, proporcionando um verdadeiro espetáculo de soberba.

Afinal, o que seria do mundo moderno e de seus seres pensantes e racionais, se não fosse à existência da própria duvida? Bem estar, ética, amor, coerência, certo e errado, o homem moderno faz questão de exaltar seu pensamento perfeito sobre o mundo. Enaltecendo suas virtudes e faz questão de gritar para o nada, que é o único ser racional da terra.

Sendo assim questiono-me qual a racionalidade de ser superior se o objetivo é sermos iguais. Somos uma espécie que supostamente, temos o livre arbítrio, em um mundo aonde a liberdade é vigiada, calculada e administrada, com o intuito de uma “ordem” a ser mantida. Seria possível então dizer realmente que somos seres livres? Se o que ocorre realmente é uma pujança de regras, que nos impedem de fazer realmente o que desejamos ou pensamos ser certo para o momento.

Em sua era primitiva, na qual se considerava estarmos em evolução, tínhamos a liberdade de fazer qualquer coisa. Nada nos impedia de ir ou vir, o ser humano caçava, era infiel e se necessário matava para fazer sua tribo prevalecer em determinado território. Não era julgado ou considerado imoral, alias, imoralidade era uma palavra que não tinha significado algum na época.

Lógico, guardada as devidas comparações, com suas respectivas épocas, o questionamento é simples, com o pensar, a chamada inteligência, perdemos nossa liberdade com o passar do tempo ou nos privamos de certas atitudes em razão de um pensamento conjunto. Pois me digam, aonde o interesse social, prevalece sempre sobre o interesse próprio?

Gosta-se de pensar e dizer que o ser humano é imagem e semelhança de Deus, mas alguém considerado normal em sua plenitude mental, já viu Deus para fazer tal afirmação? O homem moderno acomoda-se na ideia banal de que o mundo gira, para as suas vontades e não de que ele faz parte de um todo. Um organismo único e vivo no qual o equilíbrio é a palavra chave, para o bom funcionamento da vida.

É neste ponto que chegamos a um fato, no qual a discussão se estende por séculos, ciência e fé. Não é de todo erro afirmar que o homem a partir do momento que foi adquirindo inteligência, começou a se questionar sobre sua existência. Logo seu pensar mostrou que não estamos teoricamente sós no universo, aumentando com sua inteligência, também sua ignorância.

Por mera consequência começou o culto a lua, o sol e terra, mas não bastando isso, criou-se o mito homem! Deuses de carne e osso, pois nunca nos passava pela cabeça que seres dotados de inteligência, um Deus, não serem a própria imagem do homem, uma amostra do seu próprio ego e sua autoafirmação de domínio sobre as criaturas terrestres.

Tais pontos servem apenas para firmação da figura caricata que somos, tentando dia a pós dia, firmar posição firma de certezas nem sempre verdadeiras, somos homens, somos deuses e quase sempre mortais.

Nunca nos imaginamos como uma partícula muito pequena de um todo, assim sempre tentando fazer se sobressair diante do próximo. Somos o reflexo de nosso pensar e quase sempre a figura da ignorância.

Pablo Danielli

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Flutuar


Olho para o céu agora e me pergunto, se tem cabimento não enxergar teus olhos nas estrelas? Questiono-me que pecado sem fim algum homem tem que ter cometido para ser privado de tuas lembranças, que um dia já foram tão presentes em minha vida.

Aos poucos vai se caminhando e por entre tantos passos perdidos, um tropeço sempre é aceitável, embora por vezes seja na própria sombra e dela tente fugir por achar sua insistente teimosia uma grande contradição.

O ar quase sempre pesado e frio dificulta o plainar de minha imaginação, não me permitindo sonhar com o teu iluminar, fazendo meus pés criarem raízes que tentam se ramificar em um solo seco e sem vida.

Assim o cheiro da agua me apetece, quase um afrodisíaco em meio à solidão de uma selva de pedra, tuas lagrimas que um dia derramaste por falsos motivos, hoje seriam sobrevida para a falta da minha.
E em dias e noites assim, o convite para ousadia é cada vez mais real, ultrapassar os limites do corpo, por em justa prova à própria vida. Para se sentir alguma coisa além do que falam em poesias, para preencher o vazio que tem o significado da palavra nada.

Mais um momento passa, mais um fechar de olhos, mais segundos que juram passar lentamente, torturando o relógio em um canto da parede. E tantas paredes vazias, sem lembranças penduradas, mais um dia que nasce, outra noite que vem, rotina, vazio, vontades que surgem do nada, eu aqui e você como um pássaro livre, seguindo seu caminho com o flutuar das asas.

Pablo Danielli

Calos


Os calos dos pés não folgavam e suspiravam lamentos, por entre os furos dos sapatos surrados. A cada pisar o ar saia em uma desorganizada sincronia, entre os dedos que se esfregavam e diziam:

Vida vadia!
Vida vadia!
Vida vadia!

Há muito não sabia o significado da vida mansa, escolheu não seguir regras e ficou escravo de suas palavras. Açoitando seu corpo para sempre, ir em frente e nunca olhar para trás, como se trás fosse passado, fosse outra vida e não aquela coisa com planos que deram errados.

A cada passo no asfalto que queimava, sua mente pensava: Não há sol que sufoque para sempre e nem chuva que eu sempre lamente. Há muito tempo sem saber o que é sentir, não poderia imaginar se seus dedos ralados ou seus sentimentos dilacerados o impediam de ver e crer no homem que aparece no comercial da TV.

Mas não se sentia estranho, tão pouco diferente, entre tantas pessoas vazias o seu vazio preenchia algum espaço, um corpo frio. Em meio a tantos olhares sem sentido, ainda possuía sua liberdade falsamente vivida.

E a cada passo dado seus pés repetiam:

Vida vazia!
Vida vadia!
Virou rotina!
Pablo Danielli

terça-feira, 14 de abril de 2015

Por qual motivo você ama?


O que nos faz sentir diferentes em meio a milhões de pessoas, milhões de rostos espalhados pelo mundo e muitas histórias vividas das mais diversas formas. Por qual motivo devemos nos sentir especial, sentir valorizado, amado, importante para quem nos conhece?

O que move nossos atos, gestos, atitudes do dia a dia, somos tão diferentes assim um dos outros, ou apenas parecidos e não vemos que isto não faz de nós mais que meros espectadores da vida. Por qual motivo procuramos preservar, cuidar e amar quem consideremos especial, que temos apegos e que respeitamos, não parece à primeira vista uma questão muito complexa de se responder, mas se formos por em razões concretas, veremos que a vida que nos cerca é cheia de perguntas e nem sempre obtemos respostas.

Então por qual motivo você ama, por qual motivo amamos uns ao outros e diante do desconhecido somos tão indiferentes, aquelas pessoas também não são dignas de nosso respeito e amor? Somos mais cruéis do que podemos imaginar e temos mais compaixão escondida em nossos corpos do que podemos supor, tudo é variável de acordo com o momento que nos encontramos e a vida que vivemos.

Talvez se o ser humano compartilhar o amor que tem dentro de si, para as pessoas, não precisaria ser muito, apenas uma milésima parte estaria bom, já mudaria muita coisa, seria uma transformação incrível e sem precedentes para a humanidade, mas então vem à questão, por qual motivo você ama? 

Amamos para nos sentir importantes para outra pessoa, para recebermos o mesmo amor em troca, ou porque manda a cartilha que devemos amar ao próximo sem questionar, o motivo, o porque ou circunstância, e se o amor vem de berço porque não dividi-lo com o mundo. Mas por qual motivo amar, não é o motivo principal de as coisas estarem certas ou erradas, o que pode ser crucial é porque não amamos o próximo da mesma forma que nos amamos, pois todos somos, um pouco narcisistas, temos dentro de nós um ego que por vezes não nos deixa ver o que existe por fora desta casca, que por vezes é grossa e fere ao próximo e por vezes é delicada e não nos serve para nada.

O certo é que com ou sem motivo devemos conceder o melhor de nós sempre, mostrar que somos mais humanos ao invés de seres frios e calculistas, não procurar motivos para amar, sim procurar motivos para se deixar amar, pois será que somo seres tão perfeitos, a ponto de julgar necessário se precisamos disto ou daquilo, somos humanos, frágeis e com uma vida considerada curta, então devemos procurar deixar lembranças positivas e gestos de bondade, já que lembranças é o que levamos e é o que fica de nós para as outras pessoas e lógico o amor que compartilhamos.


Pablo Danielli

O preço da vaidade

Quando o corpo perece, aos caprichos da vida, morre um pouco de nossa sensatez. Não por mera coincidência nos custamos a nos entregar aos pecados da carne, pois sabemos que uma vez provado deste delicioso mal, os nossos corpos podem pedir mais, então seria tarde de mais para recuperar a pureza pela qual nossas almas são feitas.

Está em todos os lugares, em um olhar, no dizer malicioso de um bom dia, ou apenas em uma imaginação fixa de cobiça, pela linda menina que passa sem lhe perceber. Difícil talvez seja perceber, mas convenhamos ser muito fácil de se entregar, não é pura demagogia dizer que fomos feitos para o pecado, mas é tolice dizer que podemos resistir a todas as tentações que são postas em nossas mesas.
Um homem ama uma mulher, até então tudo normal, flores, poesias e carinhos no dia a dia, tudo certo, tudo legal, se não fosse o desejo carnal, o desejo de controle e sedução, de fazer coisas inimagináveis com quem esta ao seu lado, como quem tira as pétalas de uma flor uma a uma, sem lhe sobrar beleza para observar, sem restar o que apreciar, então parte para novas conquistas.

Assim tem inicio o jogo da vida, o jogo de sentimentos, o jogo das traições e o jogo das desculpas mal ditas, nessa forma que engolimos qualquer coisa para manter algo ou alguém ao nosso lado, possível que nosso orgulho nos domine, muito provável que o medo determine nossos próximos passos, se formos prestar bastante atenção, será possível observar que deixaremos muitas vezes de buscar a felicidade em outros portos, por se contentar com algo seguro aos nossos olhos, embora nossas mentes digam que se pode ter mais felicidade.

Então surge uma pergunta clara e direta em nossa cabeça, qual o preço da vaidade? A vaidade da vida, do que as pessoas vão pensar sobre nós, ditando assim nosso ritmo, impedindo cada pessoa de lutar pelo que se realmente quer. Esta preocupação em relação á própria imagem, o medo de enfrentar nossa própria imagem arranhada, em um gigante espelho, aonde todos procuram seus defeitos. 

Ficamos realmente pequenos diante do nosso desespero, mostramos a nós mesmos de que material somos feitos, e na maioria das vezes choramos, pela própria falta de atitude.

Somos será tão ínfimos assim? Ou apenas se contentamos em coexistir? O certo é que na maioria das vezes estamos errados, e não aceitando este erro grotesco, no qual abrimos mão, deixamos partir com ele uma parte preciosa de nossas vidas, na qual possivelmente se encontre a nossa alegria. Para tanto é necessário ser modesto, engolir o orgulho e procurar fazer o certo e o certo na maioria das vezes é o que se quer, não o que os outros querem.

Pablo Danielli




sexta-feira, 10 de abril de 2015

Armas e poesias

Pessoas armadas,
Com palavras...
Prontas para ferir e marcar.
Quem sabe um dia,
Usem seus lábios,
Também e quem sabe...
Para amar.

Pablo Danielli

Por qual motivo você ama?


Por qual motivo você ama?

O que nos faz sentir diferentes em meio a milhões de pessoas, milhões de rostos espalhados pelo mundo e muitas histórias vividas das mais diversas formas. Por qual motivo devemos nos sentir especial, sentir valorizado, amado, importante para quem nos conhece?

O que move nossos atos, gestos, atitudes do dia a dia, somos tão diferentes assim um dos outros, ou apenas parecidos e não vemos que isto não faz de nós mais que meros espectadores da vida. Por qual motivo procuramos preservar, cuidar e amar quem consideremos especial, que temos apegos e que respeitamos, não parece à primeira vista uma questão muito complexa de se responder, mas se formos por em razões concretas, veremos que a vida que nos cerca é cheia de perguntas e nem sempre obtemos respostas.

Então por qual motivo você ama, por qual motivo amamos uns ao outros e diante do desconhecido somos tão indiferentes, aquelas pessoas também não são dignas de nosso respeito e amor? Somos mais cruéis do que podemos imaginar e temos mais compaixão escondida em nossos corpos do que podemos supor, tudo é variável de acordo com o momento que nos encontramos e a vida que vivemos.

Talvez se o ser humano compartilhar o amor que tem dentro de si, para as pessoas, não precisaria ser muito, apenas uma milésima parte estaria bom, já mudaria muita coisa, seria uma transformação incrível e sem precedentes para a humanidade, mas então vem à questão, por qual motivo você ama? 

Amamos para nos sentir importantes para outra pessoa, para recebermos o mesmo amor em troca, ou porque manda a cartilha que devemos amar ao próximo sem questionar, o motivo, o porque ou circunstância, e se o amor vem de berço porque não dividi-lo com o mundo. Mas por qual motivo amar, não é o motivo principal de as coisas estarem certas ou erradas, o que pode ser crucial é porque não amamos o próximo da mesma forma que nos amamos, pois todos somos, um pouco narcisistas, temos dentro de nós um ego que por vezes não nos deixa ver o que existe por fora desta casca, que por vezes é grossa e fere ao próximo e por vezes é delicada e não nos serve para nada.

O certo é que com ou sem motivo devemos conceder o melhor de nós sempre, mostrar que somos mais humanos ao invés de seres frios e calculistas, não procurar motivos para amar, sim procurar motivos para se deixar amar, pois será que somo seres tão perfeitos, a ponto de julgar necessário se precisamos disto ou daquilo, somos humanos, frágeis e com uma vida considerada curta, então devemos procurar deixar lembranças positivas e gestos de bondade, já que lembranças é o que levamos e é o que fica de nós para as outras pessoas e lógico o amor que compartilhamos.


Pablo Danielli

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O som do silencio

O espumante espalhado pelo chão molhava a ponta dos pés, do corpo que estava estendido em meio ao quarto bagunçado. A janela, entreaberta permitia que a chuva tocasse os papeis rasurados em cima da mesa.

Molhando palavras sobre o amor, alguma coisa sobre a dor. Lavando o que o silencio escreveu, como a pessoa não conseguiu fazer. Limpando os sentimentos que estes estavam sujos.

O vento que rompia a cortina fazia dispersar o odor, da vida, da morte e do sexo casual. O toca discos não conseguia seguir para a próxima musica, ficava repetindo o verso riscado do “LP”, em forma de um blues lento e dramático. Assim como muitos pensamentos antes de transpor a porta do quarto, riscavam a mente de forma repetitiva.

A marca de dedos no espelho, as roupas amassadas em cima da cama, a meia luz deixando um clima intimo e tenso. Um som destoa o equilíbrio do ambiente, sutilmente uma voz rouca canta versos, de maneira imperceptível a outros corações.
Seus pés moviam-se de forma firme e lenta, em direção ao corpo estendido no chão.  Os dedos ásperos pressionavam o dorso e as coxas, quase que rasgando a pele como seda. Deixando suspenso no ar um amontoado de sentimentos, jogando de forma brusca sob a cama e em um gesto impensado de desapego carnal.

Os olhos despertam, enquanto a boca lentamente desfere um beijo, que como arma abate qualquer reação desnecessária. Alguns silêncios são mais intensos que qualquer palavra, falam muito mais que algumas paginas rabiscadas. Alguns silêncios rompem o espaço, preenchem o vazio deixado, completam um olhar.

Alguns silêncios rompem a noite e falam por si só. Alguns silêncios são como um beijo que desafia a vida, como o amor que desafia a morte. Amor que mata e também liberta, que ressuscita em noites frias ou dias quentes.
Pablo Danielli

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Xícara de chá

Uma boa conversa
Com palavras soltas pelo ar,
Olhares presos,
Imaginação no que ainda não há.


Atenção nos lábios que se movem
Lentamente, com sorrisos bobos,
Que teimam em encantar.



O sol do fim de tarde faz contraste
Com sua pele, macia como seda,
Que sinto vontade de abraçar.



Podemos por hora negar
Podemos até fingir, disfarçar,
Mas o que nos envolve
É bem mais do que um simples chá.

Pablo Danielli

Anacrônico


Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.

Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.

No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.

Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.

O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte.

 Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.

Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.
Pablo Danielli

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sexta-feira, 27 de março de 2015

Terra

É tua 
A terra que pisas,
Mas somente a que esta em tuas solas,
Os passos que ficaram ao tempo,
Estes não te pertencem mais...
Tão pouco, os que mesmo distante,
Almeja dar.
Não tem direito algum e nunca terá
Sobre a vida que se apresenta
Como forma de presente.
E o calor que sentistes 
Em alguns momentos,
Será substituído por noites frias.
Assim é a vida...
Hoje se tira, amanha se dá.


Pablo Danielli

quinta-feira, 26 de março de 2015

Janelas

Que janela você abre,
Para teu sonho nascer?
Que porta você fecha,
Para o medo não entrar?
Qual a cor do sol,
Que teus olhos enxergam?
Quantos sentidos você usa...
E quais você abusa?
A alegria entra, ou emana de você?
Qual o lado da vida quer ter?
O avesso, inteiro ou intenso...
Que mistura doce e amarga,
Te satisfaz...(ou  te preenche)?
Além do que você demonstra ser
Ser por completo e inteiro...
É hoje uma realidade,
Ou apenas desejo?

Pablo Danielli




terça-feira, 17 de março de 2015

Margens

As margens dos olhos
Lagrimas são como alento,
Que dão vida ao sentimento.

Todo sonho cria forma
Como a palavra que se espalha,
Dentro da mente.

Mas o silencio que doma o corpo
É com amarra, que segura o tempo...
Deixando a insegurança permanecer.

E no horizonte que se forma
Entre a retina e a pálpebra...
Ganha conforto,
Com o calor que toma a alma.

Com o abrir e fechar de olhos
Luz e sombra tomam forma,
Vida e morte se misturam...

Com o se pôr e nascer do dia.

Pablo Danielli

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Pálida Noite



Explique noite,

Porque meus olhos não sentem?

Explique pálida noite,

Porque meus dedos estão anestesiados...

Porque enfim, meu coração não pulsa.

E então, porque minha boca cala,

Quando meus lábios deveriam bravejar!

Porque teu silencio,

Tomou conta do meu corpo,

E meu calor em forma de alma...

Já não aquece outras formas.

Agora,

Tão pouco o peso das moedas,

Faz diferença.

O algodão e a seda,

Não me fazem sentir importante.

E tudo o que vejo é você,

Tudo o que me cerca é escuridão...

Tudo parece simples,

O ar, leve e puro!

Não há palmas para meu ego,

Nem espectadores para meus gestos.

Somente tu!

Nua e silenciosa, tomando meu corpo...

Por carne podre.

Sem ao menos se importar,

Com um nome, uma posição ou passado feito.

Sou mais uma peça, 

Que não se completa nos teus caprichos.

Sou agora...

Mais uma história a ser coletada,

E esquecida.

Assim como tu, triste noite!

Que ao amanhecer,

Levara contigo toda forma de vida...

Mesmo sendo nova ou velha,

Nunca compreendida.


Pablo Danielli

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Memorias


Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.

Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.

Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.

Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.

Pablo Danielli

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobre a educação, porcos e diamantes.

Sobre a educação, porcos e diamantes.

Pela qualidade de comentários de alguns professores que surgem nas minhas atualizações, percebo que o problema da educação de forma geral não é somente de salários (o que é um direito de todos!). Mas alguns deveriam realmente mudar de profissão, já que ensinar é um dom que pelo visto nem todos têm, alguns deveriam ensinar aos seus alunos o que é democracia e politica e não apenas vestir uma bandeira partidária.
Existem falhas no âmbito municipal, estadual e federal, mas como boas "mulas" que somos (no sentido do carregar peso) observamos apenas a bandeira partidária, como se PT, PMDB e PSDB não tivessem as mesmas falhas e desvios de caráter.
A nobre profissão do professor parece estar contaminada por algumas pessoas que a usam como bandeira politica, para atacar adversários, expor fraquezas e nada mais.
Escolas continuam com condições precárias, materiais didáticos são atualizados de acordo com a bandeira que veste o partido politico que manda. E ao contrario do que manda a cartilha, cada vez se tira mais ao invés de se investir na educação.
O descaso e desmando tornou-se um problema crônico, tudo que é do âmbito publico no país esta em período de falência, é muito mais fácil deixar o interesse privado tomar conta, menos oneroso e da menos dor de cabeça.
A profissão de politico e de professor hoje em dia tem algumas coisas em comum, vira politico quem provavelmente não deu certo em outras coisas ou quer resolver seus problemas financeiros, da mesma forma hoje, algumas pessoas viram professores. Seja por falta de oportunidade de empregos bem remunerados ou a falta do próprio emprego aonde mora, acabam vendo uma oportunidade de não se incomodar e ganhar um fixo.
Ambos têm contato direto com a formação de uma sociedade, a diferença básica é o montante de dinheiro envolvido e que ainda existem bons professores que se dedicam de corpo e alma, pensando em moldar pessoas melhores, seres humanos de caráter, pequenos diamantes a serem lapidados.
Existem exemplos positivos e negativos na educação, não é necessário ir longe, vá até escola do seu bairro e observe o que esta sendo feito e ensinado, tente perceber se o ensino naquele local é uma obrigação ou é algo desenvolvido e pensado no bem estar daqueles que ali estão trabalhando e frequentando.
Devemos fazer o nosso melhor e não apenas o possível, enquanto lutamos por melhorias, fazer o básico qualquer um faz, a diferença esta sim, são poucos que tem coragem de ser.
Políticos são frutos da educação brasileira, os chamamos carinhosamente de ladrões, porcos e safados, seria essa a definição para nossa sociedade? Pois não chegaram lá puros, foram moldados pelo o que os rodeia. Ironicamente quem está ao seu lado é o cidadão comum, é o pai, a mãe e o professor.
Quando abandonamos algo, o deixamos de lado, esta coisa, fica com poeira, obsoleta e as traças tomam conta, o ensino no Brasil esta dessa forma, abandonado e como tal começa a ser tomado por pessoas sem interesse nenhum, sufocando aqueles que lá estão para lutar por algo melhor.
Como em outras profissões existem boas pessoas que se destacam e algumas de insistem em deixar uma imagem negativa. Existem dificuldades, problemas que somente quem está no dia a dia sabe que existe e tem que conviver.
Por muitos anos a sociedade tem sido fruto da educação (boa ou má), no atual momento que vivemos é necessário que a sociedade abrace o ensino publico, para melhorarmos não penas salários e bonificações, mas a qualidade do que é oferecido a alunos e profissionais que lá estão.
É preciso que professores entrem em salas de aula sem medo de serem agredidos, sem salas com 40 ou 50 alunos e que eles tenham ao menos um bom material para poder moldar o a mente e o caráter humano de quem está ali.

O problema da educação é muito mais grave que se mostra na tv, é muito mais grave que possivelmente algumas das pessoas que lá estão imaginam. É algo enraizado que necessita de cuidado imediato, não apenas de promessas de campanha nunca realizadas, o problema da educação hoje... Esta dentro de cada um de nós.

Pablo Danielli

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Tempo

Tempo



Como seres racionais aprendemos a contar o tempo, pelos segundos, minutos e horas. Fatiamos e planejamos, tudo de forma organizada para que nada saia ou fuja de um cronograma ou dentro do que é esperado.


Embora isto não signifique certezas, pensamos dessa forma, mas esquecemos que o tempo apresentado de modo cronológico é uma invenção humana para ter a falsa sensação de controle de fatos e acontecimentos.


Não lembramos que “tempo” pode significar sentir o momento, não nos passa pela cabeça que esse girar da terra também pode ser contado a partir de sentimentos e lembranças não programadas ou manipuladas.


Passamos infância, juventude e vida adulta com o mesmo pensar, contaminado na mente da grande maioria, de que somos senhores do tempo e não que de fato estamos a mercê dele.


Pequenos grãos de areia no universo, que tem direito e voz sobre os outros pelo simples fato de poder “comprar” o segundos ou horas do dia de alguém. Somo pequenos de fato ate na forma de agir e pensar.


O dia nasce, passa e morre ao entardecer, pessoas nascem, “vivem” e morrem com a mesma velocidade sem perceber ou questionar sua própria forma de vida. Somos capazes de construir grandes prédios, carros confortáveis, descobrir a gravidade, embora ainda não saibamos expressar o sentimento contido dentro de cada um de nós.


O domínio que pensamos ter sobre objetos e seres não “racionais” nos dá a sensação de poder e acabamos por não perceber que ficamos reféns destas escolhas, acabamos por viver vidas que a sociedade quer, acabamos por sentir o que a televisão e revistas acham correto e pensamos que com o tempo, tudo se esquece ou tudo se resolve.


O calendário define nossas alegrias e tristezas, nossas escolhas e desejos. Ainda não aprendemos a viver de acordo com nossos sentimentos, não sabemos lidar com adversidade que impõe outras rotas, nos desesperamos porque somos reféns do nosso próprio empo.




Pablo Danielli

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