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terça-feira, 14 de julho de 2015

Margens

As margens dos olhos
Lagrimas são como alento,
Que dão vida ao sentimento.

Todo sonho cria forma
Como a palavra que se espalha,
Dentro da mente.

Mas o silencio que doma o corpo
É com amarra, que segura o tempo...
Deixando a insegurança permanecer.

E no horizonte que se forma
Entre a retina e a pálpebra...
Ganha conforto,
Com o calor que toma a alma.

Com o abrir e fechar de olhos
Luz e sombra tomam forma,
Vida e morte se misturam...

Com o se pôr e nascer do dia.
Pablo Danielli

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pálida noite


Explique noite,
Porque meus olhos não sentem?
Explique pálida noite,
Porque meus dedos estão anestesiados...
Porque enfim, meu coração não pulsa.
E então, porque minha boca cala,
Quando meus lábios deveriam bravejar!
Porque teu silencio,
Tomou conta do meu corpo,
E meu calor em forma de alma...
Já não aquece outras formas.
Agora,
Tão pouco o peso das moedas,
Faz diferença.
O algodão e a seda,
Não me fazem sentir importante.
E tudo o que vejo é você,
Tudo o que me cerca é escuridão...
Tudo parece simples,
O ar, leve e puro!
Não há palmas para meu ego,
Nem espectadores para meus gestos.
Somente tu!
Nua e silenciosa, tomando meu corpo...
Por carne podre.
Sem ao menos se importar,
Com um nome, uma posição ou passado feito.
Sou mais uma peça,
Que não se completa nos teus caprichos.
Sou agora...
Mais uma história a ser coletada,
E esquecida.
Assim como tu, triste noite!
Que ao amanhecer,
Levara contigo toda forma de vida...
Mesmo sendo nova ou velha,
Nunca compreendida.
Pablo Danielli

Anacrônico



Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.

Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.

No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.

Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.

O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte. Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.

Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.


Pablo Danielli

Tons de laranja e vermelho

E a chama que tomava conta do meu corpo, destruiu as fronteiras da carne, espalhou-se pelo ar e pintou aquele por do sol, com tons de laranja forte, quase vermelho! Foi impossível não guardar na retina o belo quadro que a vida me presenteou, a mistura do vento com as ondas do mar, transformou em sinfonia todo o silêncio que eu guardava dentro de mim.

Por momentos fui maior, por momentos fui mais forte que a própria terra, na qual me sustentava úmida e terrivelmente fértil, pela brisa que me empunha lagrimas aos olhos, pela brisa que tocava o solo, assim como as lembranças que iam e vinham, transformando aquele exato momento em um balé, com movimentos tão sutis, tão encantadores, capaz de esconder toda a dor de uma pobre sombra ao viver aquela dança.

Não existia qualquer possibilidade de medir o tempo, não havia ao menos motivos possíveis para fazê-lo, apenas eu, o horizonte e a vida. Em algum tipo de ritual tão simples que chegava a ser complicado compreender o quão profundo e complexo era este sentimento. Segundo, minutos, horas, tudo tão superficial, distante da realidade que me foi apresentada, que as rugas, feitas pela maresia, já não me importavam mais, apenas o momento, apenas respirar aquele momento.

Não existia tecnologia capaz de me tirar deste transe, não existia apelo forte o suficiente para fazer com que eu me levantasse daquele lugar, no qual eu me encaixei perfeitamente, no qual foi feito de uma forma perfeita para mim. A humanidade era apenas mais um objeto que compunha um cenário inimaginável de tranquilidade interior, sem apelos, sem atritos, apenas paz, tão completa e real que aos poucos me surgiam sorrisos, em tons laranja e vermelhos de pura e simples alegria.

Pablo Danielli

sábado, 11 de julho de 2015

"Não é apenas um olhar, é uma forma de sorriso de quem apenas não decidiu chorar".
Pablo Danielli

Despertar



“Depois daquele dia, decidiu que nada mais escreveria para ela, pois se o amor pode lhe ferir ao invés de fazer-lhe sorrir, não poderia demonstrar tais sentimentos por alguém tão frio.

Jurou por Deus, que jamais as flores pagariam por tal pecado, hora morno, hora um amor sem laços, desatou a fita que lhe vendava, podendo assim, sentir a verdade. E por vezes a verdade faz arder até mesmo o mais puro sentimento.

Com um pouco do que sobrou em seu copo, gole a gole, experimentava os arranhões, ali tão presentes, que insistiam em sair de sua alma, tornando as lágrimas um dia azedas em presente tão doce.

Coube distribuir apenas o que restou para o mundo novo, sorriu e sorriu, meio amarelo, de canto e sem graça, como quem diz que depois de palhaço, resta apenas distribuir risadas. Tamanha foi sua sorte, que não poderia imaginar, em sua pequena platéia, mesmo com um espetáculo tão sem graça, alguém admirou seu sofrer.”


Pablo Danielli


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Curta - Metragem

Curta-metragem A ideia de conflito de pensamento do jovem, não importando se é cidade grande ou pequena...Que os pensamentos são parecidos, e a motivação pela vida pode levar a novas descobertas. Uma viagem que levará ao descobrimento do próprio ser. Cada segundo é único e cada segundo sentindo inesquecível.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

QUANDO A ESTRUTURA FRACASSA

Quando quem devia lhe dar suporte é quem na verdade oferece as costas, quando não há para onde correr, a quem recorrer, a pergunta que se faz é o que fazer? Democracia não é tão somente aceitar tudo, mas saber que questionar, opinar e buscar soluções faz parte desta palavra. Vivemos eventos que não se podem mais esconder, vivemos uma nova realidade, um despertar que somente o tempo nos dirá pra que direção nos levará.

Aprendemos deste o tempo de colégio, que todos participamos de uma democracia, temos hierarquias e nossos representantes são eleitos pelo voto popular. Aprendemos a respeitar leis e que de certa forma temos direitos e deveres, o que a principio no papel parece ser lindo e eficaz.

Passa o tempo e acabamos por descobrir, que é função do governo garantir bom atendimento na área de saúde, segurança para todos e educação de qualidade, inevitavelmente começamos a nos deparar com questionamentos, se é função do governo aplicar a pesada carga tributaria para o bem do povo, por que o povo não o recebe da forma correta?

Vemos com o passar das eleições que entra partido e sai partido, as ideologias nas propagandas são diferentes, mas as atitudes na realidade são as mesmas. Acusações de privatizações e corrupção.

O governo é uma estrutura que teoricamente não visa lucro, ele recolhe impostos e com estes impostos ele melhora a qualidade de vida de seu povo. Quando ele privatiza ou terceiriza um serviço, ou entrega um bem publico para ser dirigido por pessoas do núcleo privado o foco muda, passa-se a visar o lucro, pois diferente do governo empresas que assumem esse papel visam cifras e muitas vezes não o beneficio do povo.

Mas os impostos não diminuem mesmo essas estruturas estando administrados por terceiros, uma despesa a menos para o governo e uma carga tributaria a menos para o povo, um bom sonho. Mas não basta apenas demonstrar incapacidade de gerir a maquina publica, é necessário corrompe-la, desviar a verba publica.

Hoje em dia a politica é vista como uma forma de enriquecer, muitas pessoas entram nesse meio não para melhorar suas cidades e estados, mas porque sabem que os salários fora da realidade o farão mudar de patamar, ter melhor vida, já que o trabalhador comum pena com uma renda que beira o vexatório.

As manchetes de revistas e jornais são sempre as mesmas, denuncias e mais denuncias, apenas um reflexo das escolhas mal feitas e da cultura imposta no país. Mas em determinados momentos, raros momentos a estrutura racha, fica praticamente insuportável suporta-la, é quando os protestos começam a ganhar força.

Está escrito na história do mundo, grandes mudanças somente acontecem quando o povo se une por um ideal, não importa a nação, quando as pessoas chegam ao seu limite, quando elas saem do estado de letargia se dá inicio a mudanças significativas na estrutura e na cultura de um país.

Isto não é mais raro de acontecer, com o avanço da comunicação, do esclarecimento, da informação na velocidade da luz, está cada vez mais rápido tomar conhecimento da dilaceração que existe na politica. O que nos remete a varias perguntas como se estamos no modelo de economia certo, se estamos no modelo politico correto e se estamos no modelo de sociedade ideal.

Ter cidadania, ser justo e correto nem sempre é aceitar o que se apresenta como verdade, é questionar e buscar mais respostas, e se não encontra-las, exercer o direito legitimo de liberdade de expressão. Talvez as pessoas tenham confundido, pagar impostos, calar-se diante das indiferenças, estar confortável em seu sofá muitas vezes é estar tendo uma existência mecânica, viver muitas vezes exige riscos e sentir-se vivo é lutar pelos seus ideais, mesmo que muitas vezes sozinho.

Pablo Danielli

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Movimentos



A liberdade
Dita pela palavra,
É uma falsa sensação de prazer.
Dizer por dizer...
Jogamos fora palavras de ódio e amor,
A liberdade requer mais,
Que alguma frase bonita,
Ou lábios que desejam.
É preciso um pouco de sonho,
Palavra e atitude.
Mexa suas pernas...
Movimente seus braços...
Abra sua mente...
A liberdade não é estática!
É movimento e sensação.
Um corpo precisa,
Bem mais que olhares,
E frases para viver...
Ele precisa de atitudes!
Para ser livre é preciso acreditar,
Em suas próprias palavras e agir.
O futuro é construído,
Pelos passos que damos no passado.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Felicidade



"Felicidade é aquela pequena fração de segundos, que acontece entre o tédio e tristeza".




Pablo Danielli

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Da felicidade

E a felicidade
Estapeou sua cara,
Somente pelo prazer
De lhe provar,
Que nunca poderia doma-la.
Tal pedaço do paraíso
Escondido por trás dos dentes,
Que serrados combinavam
Um tímido sorriso.
Continuava lá, sentado...
Há contar ás horas
Ás estações e migalhas,
Que tentava aproveitar.
Poderia ser mortal!
Ser intenso ou puro frenesi.
Á tal momento
Tudo que poderia,
Morrer ou viver...
Está ao alcance
De seus tristes olhos.
E suas mãos não desejavam,
Folhar alguma pagina, a mais sobre a vida.
Deseja o momento eterno de felicidade,
Cobiçava estar diante do paraíso.
Mas á vida...
Insistia em lhe mostrar
Que ao menos para si,
Alegria vã é acompanhada
Pelo sacrifício tolo.
E a eterna...
Por pequenos monólogos de tristeza,
Anunciando a loucura popular,
Por segundos, explorada,
De algum tipo de sorriso.


Pablo Danielli

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Emoções

"Um sorriso não é a certeza de felicidade. Da mesma forma que uma lagrima não significa que seja apenas tristeza, as emoções vão muito além de um olhar é necessário respira-las para entender seu real significado".

Pablo Danielli

sábado, 20 de outubro de 2012

Inconstante








Mais um mês e acaba

Mais um dia e se vai,

Mais um momento

E se perde!

O dinheiro, a tristeza, felicidade!

Um piscar de olhos e passou

Um suspiro e se foi,

Mais uma lagrima

E o tempo mudou!

A vida, o amor, a amizade!

Um passo sem saber

Uma palavra por querer,

Uma escolha por prazer!

Amores itinerantes,

Escolhas conflitantes

A vida, inconstante,

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