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quinta-feira, 26 de março de 2015

Janelas

Que janela você abre,
Para teu sonho nascer?
Que porta você fecha,
Para o medo não entrar?
Qual a cor do sol,
Que teus olhos enxergam?
Quantos sentidos você usa...
E quais você abusa?
A alegria entra, ou emana de você?
Qual o lado da vida quer ter?
O avesso, inteiro ou intenso...
Que mistura doce e amarga,
Te satisfaz...(ou  te preenche)?
Além do que você demonstra ser
Ser por completo e inteiro...
É hoje uma realidade,
Ou apenas desejo?

Pablo Danielli




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Redundâncias

Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.

Pablo Danielli

sábado, 10 de janeiro de 2015

Desejo

O desejo do impossível
Quando se torna real,
Não mais é desejável.

A dor que alimenta o sonho
Quando passa, já não é mais lembrada.

Tudo aquilo que tenho
Não passa de bobas lembranças
Que carrego comigo,
No bolso das calças, rasgadas.

Por isso sonho algo novo todo dia
Pois ao guardá-los, insistem em fugir,
Por frestas que eu mesmo deixei.

E fazendo da vida, um enorme retalho
De sonhos e desejos,
O possível não mais me contenta,
Pois me acostumei a viver grandes amores.

Pois amores mornos para mim
Hoje, parecem ser vãos.
Assim como pássaros que o baterem as assas,
Seguem o vento e em algum momento o coração.

Pablo Danielli

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Movimentos



A liberdade
Dita pela palavra,
É uma falsa sensação de prazer.
Dizer por dizer...
Jogamos fora palavras de ódio e amor,
A liberdade requer mais,
Que alguma frase bonita,
Ou lábios que desejam.
É preciso um pouco de sonho,
Palavra e atitude.
Mexa suas pernas...
Movimente seus braços...
Abra sua mente...
A liberdade não é estática!
É movimento e sensação.
Um corpo precisa,
Bem mais que olhares,
E frases para viver...
Ele precisa de atitudes!
Para ser livre é preciso acreditar,
Em suas próprias palavras e agir.
O futuro é construído,
Pelos passos que damos no passado.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Liberdade



Com a liberdade vêm os desejos, as escolhas e amor. 

Ninguém ama se não é livre.

Ninguém perdoa, se não é livre do rancor.

Quando se é livre não tem importância alguma, cor, sexo ou religião. 

Liberdade é saber viver nos próprios limites e por vezes ousar excedê-los. 

É respeitar o espaço que existe em sua liberdade com a liberdade do próximo.

Ser livre é viver e saber viver!

É sentir a vida além das contas para pagar.

Liberdade é poder amar... A vida!




Pablo Danielli

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Lança

Em forma de lança
Rasgou- lhe a alma,
Com elogios.

Pouco a pouco
A carne sedia lentamente.

O tecido dilacerado
Deixava frestas,
Na alma.

Palavra por palavra
Tomava-lhe o corpo,
Com esperança.

Roubou-lhe os suspiros,
Tomou-lhe a vida...
Em troca de um prazer carnal.

Deu-se por inteira,
Sem imaginar amanhã!

Pois sabia...
Que sorrisos e lagrimas,
Cobram sua cota
Sobre o desejo, de sentir-se viva.


Pablo Danielli

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O prazer da morte






Os dedos moveram-se lentamente, quase com a delicadeza de quem toca um piano. Tão silencioso e tão mórbido, que o gesto quase passou despercebido, diante de aquele olhar fixo, hipnotizante.

Como quem diz: esta noite meu desejo toca o vento, mas logo será o seu corpo. Estava muito claro neste momento, que o desejo era carnal e mais, o olhar fixo denunciava. Não era por amor, era sim, pelo simples prazer da morte!

Até certo ponto poderia afirmar, que tal perigo aguçou minha curiosidade, o risco de não saber o que viria logo após o beijo, fez com que meus sentidos se estivessem dopados, era adrenalina que tomava conta aos poucos da minha mente.

Então, foi apenas uma questão de segundos para que seus lábios, tão apetitosos e convidativos, pronunciassem tais palavras. Impossível seria esquecê-las, estou pronta, você vem? Passaram neste momento, todas as possibilidades que a mente de um homem em tal situação poderia imaginar, mas o desejo por aqueles lábios, tão carnudos faziam perder a linha de qualquer pensamento logico.

Era simplesmente impossível recusar, o homem diante do desejo da carne se torna fraco, mas eu pensava, vem? Para aonde? Para que? A resposta vinha logo em seguida, formulada pelas ideias de desejos absurdas, para o prazer, depois a morte.

Lembro-me exatamente de cada passo que dava em sua direção, os pés deslizavam lentamente pelo assoalho gasto da cozinha, meus olhos observavam cada detalhe que pudesse ser usado para seu deleite, tudo parecia cuidadosamente desarrumado.

A sua respiração conforme me aproximava, ficava mais e mais ofegante, até o momento que fiquei a dois ou três dedos de sua boca, o pecado estava a minha frente, as palavras eram totalmente desnecessárias, o desejo era muito maior que o medo, sucumbi, fraco e sem resistência alguma.

Como um alfa em pleno frenesi, a dominei, tomei-a em meu braços com súbita força e a beijei. Estava feito, não havia mais volta, meu desejo e meu destino jogados na mão de uma estranha. Foi neste momento que senti o gosto, doce, tomando aos poucos minhas veias, correndo pelo corpo, tomando meu coração, era o seu veneno, disfarçado de desejo.

Agora estava dopado, domado, provara de uma fonte de prazer sem fim, ela com toda sua malicia havia feito uma vitima a mais, estava eu, morto pelo amor, escravo de seus caprichos, escravo do seu sexo. Em meu sangue, estava correndo o veneno mais perigoso de todos, o amor, letal a ponto de matar mil vezes e fazer renascer uma vez mais.

Ela mostrava um sorriso de canto, malicioso, de satisfação, como quem dizia, agora não existe mais volta, ira se render aos meus caprichos quantas vezes forem necessárias e se colocará de joelhos para meu prazer. Seus olhos me diziam tais palavras, seu corpo demonstrava tal sentimento, e eu rendido, me entreguei como uma presa abatida, por este sentimento.

Pablo Danielli

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