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sábado, 25 de abril de 2015

Sincronismo

O tempo
O sorriso
O amor
Você
Minha vida
Esta no ar
Esta em mim
Esta em você
O toque
O beijo
As mãos
A esperança
O dia
A noite
A verdade
Os olhos
As pessoas
Eu, você,
Perfeito
Seu amor
Minhas lagrimas
O novo
O velho
Passado
Presente
Futuro
Eu
Você
Amor.
Pablo Danielli

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Xícara de chá

Uma boa conversa
Com palavras soltas pelo ar,
Olhares presos,
Imaginação no que ainda não há.


Atenção nos lábios que se movem
Lentamente, com sorrisos bobos,
Que teimam em encantar.



O sol do fim de tarde faz contraste
Com sua pele, macia como seda,
Que sinto vontade de abraçar.



Podemos por hora negar
Podemos até fingir, disfarçar,
Mas o que nos envolve
É bem mais do que um simples chá.

Pablo Danielli

Anacrônico


Aparou as arestas que a vida insistia em lhe fazer sobrar, forrou o chão com recortes de lembranças que desejava esquecer, mesmo que isso significasse alguns segundos de paz.

Respirou uma, duas, três vezes... Roubando o ar de toda terra para si, mostrando ao mundo que aquele momento era apenas dela e de mais ninguém. Não haveria substancia magica ou palavra escrita que a fizesse mudar de ideia, de rumo ou de sorte.

No jogo da vida, os dados ao rolarem na mesa, hora davam números pares e em alguns momentos cambaleavam quase bêbados números impares... Fazendo dar um pouco de sentido a bagunça quase perfeita, que eram seus romances e sua vida.

Arrastava seus pés para além da terra de sua imaginação e sonhava com dias anacrônicos, para ser a gota de cor no meio de uma multidão perfeita com suas vidas feitas de cristal.

O que cheirava a velho e antiquado como seus livros, tinham mais valor... Parecia que cada pagina compunha um pedaço de sua vida, cada passar de mão por capas, fazia se sentir mais inteira e mais forte.

 Dentro de seu pensar, além de seus segredos íntimos, estavam à fonte de toda sua força, escondido quase sufocado pelo dia a dia, lá aonde não se poderia tocar, estava sua imaginação.

Não estava pronta para sentir uma vida, com textos de romantismo apelativamente baratos, desejava o requinte de ser única, o glamour de só ela saber, como é se sentir de uma forma desesperadamente viva.

Capturar na retina, a imagem delirante que apenas uma alma capaz de entrar em ebulição pode sentir. Enquanto algumas buscam o ar de purificação, ela diferentemente, gostaria de sentir todos os pecados do mundo. E para isso, sabia que além de viver, é necessário abrir os olhos.
Pablo Danielli

Facebook

terça-feira, 17 de março de 2015

Margens

As margens dos olhos
Lagrimas são como alento,
Que dão vida ao sentimento.

Todo sonho cria forma
Como a palavra que se espalha,
Dentro da mente.

Mas o silencio que doma o corpo
É com amarra, que segura o tempo...
Deixando a insegurança permanecer.

E no horizonte que se forma
Entre a retina e a pálpebra...
Ganha conforto,
Com o calor que toma a alma.

Com o abrir e fechar de olhos
Luz e sombra tomam forma,
Vida e morte se misturam...

Com o se pôr e nascer do dia.

Pablo Danielli

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Memorias


Ela tem um ferro de passar
Enferrujado, que nunca usou,
Volta e meia visita suas lembranças
Mesmo aquelas, que nunca sonhou.

Usa lagrimas que não tem
E sorrisos que não conhece,
Que poderia fazer brotar vida
Ao invés de se perder no vazio do corpo.

Mundo estranho esse, não?
Aonde pessoas querem certezas
E usam desejos com certo rancor.

Memorias quentes, de um mundo frio,
Com palavras soltas que não amarram um sentimento
Mesmo aquele quase impossível, que acontece com certos olhares,
Que costumamos gentilmente chamar de amor.

Pablo Danielli

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobre a educação, porcos e diamantes.

Sobre a educação, porcos e diamantes.

Pela qualidade de comentários de alguns professores que surgem nas minhas atualizações, percebo que o problema da educação de forma geral não é somente de salários (o que é um direito de todos!). Mas alguns deveriam realmente mudar de profissão, já que ensinar é um dom que pelo visto nem todos têm, alguns deveriam ensinar aos seus alunos o que é democracia e politica e não apenas vestir uma bandeira partidária.
Existem falhas no âmbito municipal, estadual e federal, mas como boas "mulas" que somos (no sentido do carregar peso) observamos apenas a bandeira partidária, como se PT, PMDB e PSDB não tivessem as mesmas falhas e desvios de caráter.
A nobre profissão do professor parece estar contaminada por algumas pessoas que a usam como bandeira politica, para atacar adversários, expor fraquezas e nada mais.
Escolas continuam com condições precárias, materiais didáticos são atualizados de acordo com a bandeira que veste o partido politico que manda. E ao contrario do que manda a cartilha, cada vez se tira mais ao invés de se investir na educação.
O descaso e desmando tornou-se um problema crônico, tudo que é do âmbito publico no país esta em período de falência, é muito mais fácil deixar o interesse privado tomar conta, menos oneroso e da menos dor de cabeça.
A profissão de politico e de professor hoje em dia tem algumas coisas em comum, vira politico quem provavelmente não deu certo em outras coisas ou quer resolver seus problemas financeiros, da mesma forma hoje, algumas pessoas viram professores. Seja por falta de oportunidade de empregos bem remunerados ou a falta do próprio emprego aonde mora, acabam vendo uma oportunidade de não se incomodar e ganhar um fixo.
Ambos têm contato direto com a formação de uma sociedade, a diferença básica é o montante de dinheiro envolvido e que ainda existem bons professores que se dedicam de corpo e alma, pensando em moldar pessoas melhores, seres humanos de caráter, pequenos diamantes a serem lapidados.
Existem exemplos positivos e negativos na educação, não é necessário ir longe, vá até escola do seu bairro e observe o que esta sendo feito e ensinado, tente perceber se o ensino naquele local é uma obrigação ou é algo desenvolvido e pensado no bem estar daqueles que ali estão trabalhando e frequentando.
Devemos fazer o nosso melhor e não apenas o possível, enquanto lutamos por melhorias, fazer o básico qualquer um faz, a diferença esta sim, são poucos que tem coragem de ser.
Políticos são frutos da educação brasileira, os chamamos carinhosamente de ladrões, porcos e safados, seria essa a definição para nossa sociedade? Pois não chegaram lá puros, foram moldados pelo o que os rodeia. Ironicamente quem está ao seu lado é o cidadão comum, é o pai, a mãe e o professor.
Quando abandonamos algo, o deixamos de lado, esta coisa, fica com poeira, obsoleta e as traças tomam conta, o ensino no Brasil esta dessa forma, abandonado e como tal começa a ser tomado por pessoas sem interesse nenhum, sufocando aqueles que lá estão para lutar por algo melhor.
Como em outras profissões existem boas pessoas que se destacam e algumas de insistem em deixar uma imagem negativa. Existem dificuldades, problemas que somente quem está no dia a dia sabe que existe e tem que conviver.
Por muitos anos a sociedade tem sido fruto da educação (boa ou má), no atual momento que vivemos é necessário que a sociedade abrace o ensino publico, para melhorarmos não penas salários e bonificações, mas a qualidade do que é oferecido a alunos e profissionais que lá estão.
É preciso que professores entrem em salas de aula sem medo de serem agredidos, sem salas com 40 ou 50 alunos e que eles tenham ao menos um bom material para poder moldar o a mente e o caráter humano de quem está ali.

O problema da educação é muito mais grave que se mostra na tv, é muito mais grave que possivelmente algumas das pessoas que lá estão imaginam. É algo enraizado que necessita de cuidado imediato, não apenas de promessas de campanha nunca realizadas, o problema da educação hoje... Esta dentro de cada um de nós.

Pablo Danielli

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sapatos soltos


Os sapatos
Com as solas gastas,
Ficaram pelo caminho.
As palavras vazias
Não resistiram à força do vento.
Apenas alguns calos
Apenas alguma duvida.
Tempo que sobra
A cada volta do dia,
Preenchido com tristezas ou alegrias.
E a duvida que não deixa
O corpo e perturba a mente.
Será tudo em vão
Ou a sorte lhe dará,
Mais um dia de respiros vãos.

Pablo Danielli

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Justo

“Não me parece justo matar a flor, para simplesmente disfarçar as mentiras do amor.”

Pablo Danielli

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Temor



Eu ouvi as vozes

E elas clamavam por amor.

Sofriam vagando,

Sem rumo, sem sorte,

Não sentiam calor.

No seu timbre

Notava-se o temor

Do dia e da noite,

Sem amor.




Pablo Danielli

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Terra, santa?

Terra, santa?

Como uma melodia silenciosa
Explode o desespero...
Daqueles que não tem paz.
A inquietação
Dos corpos estendidos,
Em valas, pensando ser passado.
Mas ao acordar...
Lembra-se, que é tudo atual.
Rompendo a pureza da terra
O sangue sujo pela cobiça,
Veda os olhos,
De quem tem sede...
Verdadeiros animais!
O sorriso se esconde
Por entre nuvens,
De um sol, que já não é capaz...
De alegrar, fazer brotar, iluminar.
O medo rasga a carne,
Mas, não atinge o coração!
Porque as lagrimas, que a noite surgem do desespero,
Ao nascer o dia, forjam as paredes da alma,
Com esperança.
E em meio aos escombros
Ao ver a figura de uma criança,
É possível crer em algo mais...
Talvez, quando já não houver corpos,
Para serem dilacerados,
Teremos, esperança e paz.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Amor

Calos

Calos

Os calos dos pés não folgavam e suspiravam lamentos, por entre os furos dos sapatos surrados. A cada pisar o ar saia em uma desorganizada sincronia, entre os dedos que se esfregavam e diziam:

Vida vadia!
Vida vadia!
Vida vadia!

Há muito não sabia o significado da vida mansa, escolheu não seguir regras e ficou escravo de suas palavras. Açoitando seu corpo para sempre, ir em frente e nunca olhar para trás, como se trás fosse passado, fosse outra vida e não aquela coisa com planos que deram errados.
A cada passo no asfalto que queimava, sua mente pensava: Não há sol que sufoque para sempre e nem chuva que eu sempre lamente. Há muito tempo sem saber o que é sentir, não poderia imaginar se seus dedos ralados ou seus sentimentos dilacerados o impediam de ver e crer no homem que aparece no comercial da TV.
Mas não se sentia estranho, tão pouco diferente, entre tantas pessoas vazias o seu vazio preenchia algum espaço, um corpo frio. Em meio a tantos olhares sem sentido, ainda possuía sua liberdade falsamente vivida.
E a cada passo dado seus pés repetiam:

Vida vazia!
Vida vadia!
Virou rotina!



sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Democracia

Quando ouvi os gritos,

Tampei meus ouvidos.

Quando senti a fumaça,

Cobri meus olhos e nariz.

Quando o sangue respingou em mim,

Apenas lavei minhas mãos.

Quando a minoria estava nas ruas,

Tranquei-me na sala e liguei a tv.

Enquanto o governo coagia,

E a policia batia, minha omissão falava.

Com a coleira de ajuda e salários mínimos,

A sociedade me oprimia.

Só percebi que o caminho não tinha mais volta,

Quando amanhecia o dia.

Manchetes de jornal em sua maioria,

São sempre as mesmas e vazias.

Eu morria sem envelhecer,

Escravo de um sistema brutal,

Disfarçado de democracia.

A ilusão vendida à conta gotas,

Esmola para mentes vazias,

E isto sem perceber, havia me custado uma vida.

Pablo Danielli

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Feita para o pecado


Feita para o pecado
Te quero, despida de toda veste e pudor,
Com a alma nua e crua para a vida,
Servindo para os deleites de um amor.

Com o corpo clamando por toques,
Esperando que lhe tire cada pétala de inocência
Que ainda reluta em ter dentro de si.

Podando seus espinhos e lhe preparando para o prazer,
Assim te quero, sedutora de corpos.
Envolta na mais pura seda, para fazer a mente delirar.

O pecado serve como teu aroma e chama pelos homens,
Que tolos caem em tuas garras, sem ter como escapar.
Provando do teu liquido, viciando e fazendo-os delirar.

Curvas mortais, culminando no forte e absoluto desejo,
Fazendo que de teus lábios saiam melodias pecaminosas,
E que de tua alma sinta-se a chama do prazer, implorando,
Teu suspiro servindo como um chamado, um aviso,
Como se fosse uma ultima vez, que lhe verei.

Pablo Danielli

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tem fé!

Tem fé
Tem dó,
Tem força!

Contra o uso
Da ignorância!

Contra a arma
Politica!

Contra a policia
Armada!

Tem fé!
Que pra violência
Do dia...

Tem a paz e a lagrima
Da madrugada.

Pablo Danielli

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Canto

Acende uma vela
Reza pro teu santo!
Por desapego, por desespero,
E algum tipo de encanto.
Enquanto a luz do dia
Espera e te aguarda, como guia,
Pra você sentir a vida
Ao invés de ficar ajoelhado,
Em algum canto.
Lamentando
Por dizeres que sozinhos
Não movem um mundo,
Nem geram espanto.
De pedido em pedido
Impedindo de ser a vida
Que tanto ouve em forma

De melodia e canto!

Pablo Danielli

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Passa

Passa
Passa o dia
A noite, a dor,
As lagrimas.
E alguns sorrisos
Passa a vontade?
Passa o frio,
O calor e o suor.
Passa a passos largos
As rugas, as roupas,
O assobiar de alguns passarinhos
Os desejos e alguns cheiros.
Só não passa as cicatrizes
Estas ficam guardadas,
Em algum canto da memoria
Lembranças de uma vida inteira.

Pablo Danielli

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A vida inteira

Começa com uma letra, uma palavra
Uma frase e quem sabe virgulas e exclamação!
Um sorriso, uma lagrima, um momento e pensamentos,
E quando se percebe,ao piscar olhos
Alguns poucos suspiros e brincadeiras
Sem saber,la se foi a vida inteira!

Pablo Danielli

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