sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Justo

“Não me parece justo matar a flor, para simplesmente disfarçar as mentiras do amor.”

Pablo Danielli

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Redundâncias

Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.

Pablo Danielli

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lá fora!



Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.

Pablo Danielli

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Acasos



Mapas do acaso

Que te lavam,

Sem querer...

Ha algum tesouro,

Ou para perder alguém!

Entre manias isoladas,

Se busca cruzar com ninguém.

Dias e noites,

Feitas com passos ao vento...

O levando de um lado ao outro

Mostrando desdem.

Quando tudo que se quer

É no X do mapa ,

Se encontrar...

E não mais, ser refém.




Pablo Danielli

Acaso

Estranhos invisíveis
Passam como o tempo,
Sem se perceber.
Diariamente esquecidos
Com suas memorias,
Desprezadas de forma desprezível.
Agudo pendulo da indiferença
Que nunca da volta inteira,
Apenas para deleite
Da elite.
A morte para o acaso
O acaso para os sem rostos,
O caos para os que nunca tiveram
Histórias, ou velhas moradas.
A ordem para hipocrisia
Assim como a infelicidade
Para aqueles que já
Não tem vida.

Pablo Danielli

sábado, 31 de janeiro de 2015

Intima

Passaram-se anos,
Até o próximo piscar de olhos.
A mão enrugada
Rasgava lembranças...
Guardadas na mente.
Da fé ao pó!
Do pecado ao perdão!
Pequenos grãos...
Que alimentavam,
Ilusões.

Tímidos sorrisos rasgados (!..?)
Estendiam-se pela face,
Que não possuía mais certezas,
Tão pouco, razões.
Deslizando diante de seus olhos,
Estações e emoções...
Vidas (des) percebidas,
Com o toque do tempo (Tic-Tac)
Que se via passar em vão.

Volta aos poucos
O que resta de tua atenção,
Para além da realidade?
Que buscava em cada respirar,
Desejos de viver, sofrer ou crer...
Misturar com suas palavras e fantasias,
Distantes, embora... Intimas.

Pablo Danielli

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Coito interrompido



O brasileiro não goza mais, tanto o homem quanto a mulher estão passando por uma mudança genética governamental. Não se tem mais prazer, não se pode mais ter tranquilidade e a carga diária de preocupações extrapola qualquer limite, fomos castrados de toda e qualquer forma de tesão.

O governo brasileiro na ânsia de controlar as taxas de natalidade, acabou encontrando o método contraceptivo mais eficaz possível, simplesmente tirou o prazer de viver das pessoas.

Muito mais econômico que investir em propagandas, camisinhas ou pilulas, bastou que se aumentasse os impostos, a corrupção e a falta de vergonha na cara, políticos são todos inocentes, culpado é a população que os colocou aonde não deveriam estar.

Casais cada vezes mais estão tento menos filhos, ao menos os que pagam impostos. A educação é cara, a saúde é cara e a segurança um assalto... E se quer ao menos temos a garantia de bons serviços.

Nem ao menos temos mais prazer na conversa, por mais que se esforce, os problemas insistem em atravessar assuntos, fomos castrados do prazer da fala e nem ao menos nos pediram licença para tal.

Tudo o que se observa nas ruas, são rostos cansados, pessoas com olhares tristes e num súbito e inesperado ato de pensar podemos concluir: Essas pessoas não gozam mais!

Pessoas murchas de vida, de sensações, de ideias e prazer, pequenos seres vivendo sua grande infelicidade e sem perspectivas de mudanças, deixamo-nos enganar pela propaganda bonita e pela necessidade de sermos salvos por alguém, deixamos de aprender a nadar e estamos todos afogados, seja no ego ou na sociedade.

Tivemos sem perceber, lentamente arrancado de todos, o pequeno prazer que restava. Porque indiretamente não nos atingia, porque não batia a nossa porta... Mas esquecemos a janela a berta e os ventos da mudança deixaram todos resfriados, sem perceber tivemos o coito interrompido.


Pablo Danielli

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Reza

Acende uma vela
Reza pro teu santo!
Por desapego, por desespero,
E algum tipo de encanto.
Enquanto a luz do dia
Espera e te aguarda, como guia,
Pra você sentir a vida
Ao invés de ficar ajoelhado,
Em algum canto.
Lamentando
Por dizeres que sozinhos
Não movem um mundo,
Nem geram espanto.
De pedido em pedido
Impedindo de ser a vida
Que tanto ouve em forma
De melodia e canto!

Pablo Danielli

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Livro.


Lá fora



Olha, lá fora esta a rua
Deserta, vazia de ideias,
Sente o cheiro de podre no ar,
È a morte anunciada.
A falência programada,
Em um mundo que não pensa
Pessoas estão fadadas a se escravizar.
Tira esta venda, que insiste em usar,
Luta por novas causas, defende tua mente,
Procure na inteligência, o pensamento, para se libertar.

Pablo Danielli

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Temor



Eu ouvi as vozes

E elas clamavam por amor.

Sofriam vagando,

Sem rumo, sem sorte,

Não sentiam calor.

No seu timbre

Notava-se o temor

Do dia e da noite,

Sem amor.




Pablo Danielli

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