quinta-feira, 30 de abril de 2015

Reis e peões

Uma morte
Não tem a ver,
Com a outra.
Um vida conhecida
Vale mais, que qualquer uma...
Desconhecida.
A dor não tem sentido
Quando não pode ser,
Explorada.
Pratica de guerra
Jogar peões contra peões,
Enquanto os reis...
Continuam a explorar
Manipulando imagens e leis.
Pablo Danielli

Um poema


Eu fiz um poema
Que fala sobre o amor...
Desejos e tesão,
Que dele, faz parte.

Mas faltava teus olhos!
Não tinha a tua boca!

Então...
Tudo que se fala sobre paixão,
É incompleto.

Porque para sentir
Estas palavras,
É necessário tocar
Teu corpo...

Nu e cru,
Despido de toda vergonha
E pudor.

Só assim,
Este poema teria sentido.

Só assim,
Este sexo não seria casual.

Somente assim,
Poderia ter um poema,
Que fale de amor...
De uma forma visceral!
Pablo Danielli

terça-feira, 28 de abril de 2015

Reflexão da Alma

Sonhas comigo, do mesmo jeito que sonho contigo,
então saberei que teu amor, meu amor,
não é vazio,
Mas sim cheio de ti e de mim, de vida, de paz e de olhares,
teus e meus, que só a lua tenho como testemunha,
de sua história, minha história.

Unindo corpo, alma, coração, em um só,
teu e meu amor.
Assim te quero, assim me queres,
Sem pensar, sem olhar, para apenas tocar,
tua boca, teu corpo, tua alma.

Quero e isso por si só não basta,
quero teu cheiro, sorriso, lagrima.
Não por um minuto, um momento,
mas sim para eternidade,

Da mesa forma que o amor e o coração,
da mesma forma que a lágrima e os olhos.
Simples da forma mais simples, fácil como deve ser,
assim como você e eu.
Pablo Danielli

Chama da Esperança

Como pode não ouvir minha alma gritar teu nome,
pela madrugada, um grito que ecoa pelas ruas vazias,
 desertas, procurando por um rosto, teu rosto.
Um grito que aos poucos some, fica fraco, sente tua falta.

Teus ouvidos que fazem por menos meu lamento,
meu olhar pra ti nada significa, nem ao menos para mim olhas,
apenas teu nome possuo e dele faço uma história, uma vida.
Esperando quem sabe outrora se torne real.

Assim tenho em mim a chama da esperança,
pois, a chama do amor me negas,
 da mesma forma que me negas a vida,
morro aos poucos, dias mais, dias menos.

No entanto não deixo,
que em mim morra a vontade de ter,
ao menos em meus braços,
uma vez,  teu corpo, tua alma, teu amor,
para mim, pelo menos uma vez..
Pablo Danielli

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Casa sem morada



Pessoas sem vida,
Dividem agonias.
Entre tabuas,
E frestas no telhado...
Lá vai esperança,
Com o passar dos dias.
Entre aguas passadas,
Falta lhe faz a pureza,
Da alegria roubada.
Casa sem morada...
É como uma pessoa,
Sem alma.
Não ri...
Não luta...
Não chora...
Conformado, mendiga!
O sol, não aquece a casa,
A esperança, não encontra ninguém,
No barraco, proclamado lar...
Dividido entre corpos,
Cozinha e sala.


Pablo Danielli

Flor de primavera

O doce de tão doce, amargo se tornou.
A chuva fria, fina, lava a alma,
os olhares não negam,
o fim se aproxima, a flor da primavera morre.
O toque no vazio, o corpo presente o pensamento ausente,
o sol não ilumina a lua não brilha,
o beijo não mais me alucina.
Sem norte, sem rumo, sem pudor,
assim fica um homem sem amor,
Sem teu amor.
Pablo Danielli

Escolhas

De que lhe serve tanta maquiagem
Se o que vejo,
Somente pode ser contemplado, por olhos puros.

Não seria utópico
Imaginar traços verdadeiros,
Diante das lagrimas carregadas de pesar.

As ranhuras de tua pele
Demonstram o tom, no qual sua pobre vida segue,
Abrindo e fechando cicatrizes
Com a facilidade de quem muda o caminho,
Com a ferocidade de quem ver morrer uma alma, uma flor.

Servindo apenas as necessidades do próprio corpo
Enterrando, sufocando, seu próprio coração,
E como quem escolhe uma nova decoração
Escolhe para seu pobre corpo,
Morrer ao invés de viver na solidão.
Pablo Danielli

sábado, 25 de abril de 2015

O amor supera tudo

Como dois amantes,
Caminhamos pelas ruas, entre muros pichados da cidade,
Contemplando toda desigualdade,
Com o céu de testemunha das lagrimas e de nosso amor.

Pelos becos escuros, famigerados,
Sem tetos e famintos, observam
A soberba, fartura de nosso amor.

O mau cheiro das sarjetas,
Este, já não nos atrapalha mais,
E assim, passeamos por praças quebradas,
Mal iluminadas e abandonadas.

Contemplamos a beleza de ser diferente,
Em um universo igual.
E pelas calçadas esburacadas, chegamos ao nosso destino final,
Para nos amarmos ao som de balas cruzadas,
Em meu apartamento de vinte metros quadros,
Distribuídos entre sala e quarto,
Na periferia da cidade.
Pablo Danielli

Alegrias

“ Lírios, corvos e um pouco de poesia servem certas vezes para alegrar a vida.”

Pablo Danielli

Sincronismo

O tempo
O sorriso
O amor
Você
Minha vida
Esta no ar
Esta em mim
Esta em você
O toque
O beijo
As mãos
A esperança
O dia
A noite
A verdade
Os olhos
As pessoas
Eu, você,
Perfeito
Seu amor
Minhas lagrimas
O novo
O velho
Passado
Presente
Futuro
Eu
Você
Amor.
Pablo Danielli

Mortalidade

O Cheiro selvagem,
aflora, aguça os sentidos,
fazendo arrepiar os pêlos.

Nua, crua, sentida como o nascer do sol,
um coração partido,
viril, másculo, sente o teu suor e cheiro.
Ergue tua voz, ecoa teu grito de prazer.

Sente as curvas dadas pela vida,
aproxima teu paraiso da mortalidade.
E nesta mistura torna-se história,
lenda, imortal e sedutora.
Pablo Danielli

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