segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pobre coraçãoç



A menos que teu amor seja inverno
A menos que teu amor seja verão,
A menos que teu amor seja apenas como o vento
Desfaz as amarras, solta para a liberdade pobre coração.
A menos que teu amor seja agua
A menos que teu amor seja chama,
A menos que teu amor não tenha medidas
Desfaz as amarras, solta para a liberdade pobre coração.
A menos que teu amor seja toque
A menos que teu amor seja cheiro,
A menos que teu amor seja por inteiro
Desfaz as amarras, solta para a liberdade pobre coração.
A menos que teu amor seja vida
A menos que teu amor seja esperança,
A menos que teu amor seja belo
Desfaz as amarras, solta para a liberdade pobre coração.

Pablo Danielli

sábado, 10 de janeiro de 2015

Desejo

O desejo do impossível
Quando se torna real,
Não mais é desejável.

A dor que alimenta o sonho
Quando passa, já não é mais lembrada.

Tudo aquilo que tenho
Não passa de bobas lembranças
Que carrego comigo,
No bolso das calças, rasgadas.

Por isso sonho algo novo todo dia
Pois ao guardá-los, insistem em fugir,
Por frestas que eu mesmo deixei.

E fazendo da vida, um enorme retalho
De sonhos e desejos,
O possível não mais me contenta,
Pois me acostumei a viver grandes amores.

Pois amores mornos para mim
Hoje, parecem ser vãos.
Assim como pássaros que o baterem as assas,
Seguem o vento e em algum momento o coração.

Pablo Danielli

Sol de outono

Almas destruídas
Cercadas pela dor e desespero,
Não restam paredes, nem ao menos sonhos.
Corpos vazios
Sem vida, que apenas caminham,
Sem um rumo, sem destino, sem alegria.
Indiferentes a tudo
Iguais a todo mundo, sem saber, sem saber,
Ainda brilha o sol de outono.

Pablo Danielli

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

a vida essa nobre vadia

Nenhum homem
É tão homem,
Que não possa chorar.
E não ha mulher traída
Que não volte a amar!
Regras da vida essa nobre vadia
Que vai dia e volta dia,
Insiste em mudar.
O que passou, é a graça,
História para contar!

Pablo Danielli

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O plano


Terra seca



Como uma lâmpada acessa,
Em meio a pensamentos apagados,
Palavras nada constroem.
Fogem, como olhares que evitam...
Encontrar vida na imaginação.
Em terra seca...
Letras são como chuva,
Molham, mas não aliviam.

Pablo Danielli

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Liberdade

"O preço da liberdade é a violência dos intolerantes".

Pablo Danielli

Terra seca




Como uma lâmpada acessa,
Em meio a pensamentos apagados,
Palavras nada constroem.
Fogem, como olhares que evitam...
Encontrar vida na imaginação.
Em terra seca...
Letras são como chuva,
Molham, mas não aliviam.

Pablo Danielli

A vida que não viveu

Foi o café que não tomou
O sonho que não sonhou,
O beijo que não deu!
O sorriso que não apareceu
Foi a sorte que não sorriu,
A lagrima que não caiu!
O sentimento que nunca existiu
A vida que não viveu!

Pablo Danielli

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Cai a noite


De toda morte que paira sobre o mundo, a única que nos preocupa é a do nosso próprio corpo. Mesmo que a insignificância da rotina e o apelo miserável do consumismo nos tomem como completos idiotas.

Ficamos a pensar que nossa fala não pode calar, nossos olhos não podem parar de desejar e tolamente coexistimos com falsas razões.

Esperando o cair da noite, o nascer do dia, de forma repetida e ininterrupta, como se tal fato fosse à salvação para nossos pecados. Alguns dias, rezamos mais e em outros tantos de forma vã, pecamos menos.

Estamos reféns de uma cegueira coletiva, aonde tão somente poderá dar-se ao luxo da visão aquele que ousar desatar os nós da mente.

Dias, anos, décadas e séculos correm livremente ao vento e tudo tende a ir e voltar, a história é recontada apenas mudando peças, mas é sempre a mesma e cansativa ladainha.

Pablo Danielli

Segundos

Segundos

Daquele segundo nada ficou solido, olhares soltos e palavras se perdiam conforme os corpos se tocavam. Tudo era exato e tudo era uma duvida uma interrogação do que vem depois do beijo, do abraço e do sexo.

As fotos nas paredes escondiam o medo quase que como uma mascara, mas ambos sabíamos que a noite muitas vezes não significa o nascer de um novo dia... Às vezes apenas significa mais um fim, de um quase amor.

Assim são as pessoas e assim são os que amam e aqueles que não sentem. Ao cair em outros braços, somos mais duvidas que certezas, mesmo que o tempo mude e o sol saia.

Tudo o que importa é o momento, mesmo que este instante seja liquido e se evapore junto com o suor e toda sujeira nele guardado.
Corpos que se unem para dividir o prazer, para amenizar a dor, fugir da realidade em uma fantasia que dura o tempo necessário do sentir e o esquecer.

O toque não é o mesmo, o olhar não é o mesmo e o coração bate em descompasso com a vida, então aos poucos ao abrir os olhos lentamente, percebe que a entrega não foi do corpo, mas da alma e por alguns segundos se sente completo, alegre e sem amarras com o que te prende ao chão.

Você descobre que a leveza não está no ter, mas sim no ser e no sentir. Ao completar outro corpo, outra alma, na transpiração do desejo, em meio a um mundo cinza e morto, você ilumina e se torna... Vida.

Pablo Danielli

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