quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Eco

A sala vazia
Ecoa a agonia,
Reflexo do silencio
Que falou alto de mais.
Para tantas palavras
Não ditas, não escritas,
Faltaram pedaços de vida
Momentos de ironia.
Faltou preencher
Com suor, lagrimas e alegrias,
O quebra cabeça chamado vida.

Pablo Danielli

Olhar



De repente do olhar
Surgiu a duvida,
E da duvida a certeza
De que sua vida precisava mudar.
Não só de amores e estações
Mas o que possuía
No coração.


Pablo Danielli

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Tempo



Enquanto caminho pela casa
Os passos parecem tomar forma,
Espaço e lugar.
Olho para velha parede,
E o relógio com seu interminável
Contar de tempo, parece voar.
As horas são como meses
Os minutos são como dias,
E os segundos são como horas.
E sem perceber, pisco os olhos,
E as horas voam,
Olho para meu amor,
E os minutos passam.
E quando me bate a saudade,
Os segundos parecem pairar no ar.
Sem perceber, o tempo me traz rugas,
Marcas, sem ver, cabelos brancos, voz rouca.
E quando me dou conta, a vida passou,
Tão rápido como uma volta do velho relógio ali, na parede.


Pablo Danielli

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Selva



Essa selva de pedra
Em constante movimento,
Feita de sonhos, lagrimas,
Feita de gente.
Tantas ruas que se cruzam
Sorrisos surgem de repente,
Placas que nada dizem
Olhares que se entregam, assim sem mais,
Surpreendentemente.
Dias cinzas, bons para novos amores,
Uma xícara de chá, desinteresse!
A loucura de uma grande colmeia
Que corre nas veias dessas pessoas
Que fingem ser gente.
O concreto, o pó, o asfalto,
Uma droga viciante
Que, quem vive isso mesmo por um instante,
Não consegue mais sair.
É o gozo de prazer
De quem já não consegue viver sem
As palavras duras, olhares tristes,
Que se escondem em forma de arquitetura
Iludindo qualquer sobrevivente.


Pablo Danielli

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Em silêncio




E você esperando a violência acontecer
O próximo tiro, o próximo grito!
Brincando de adivinhar,
Qual será o beco escuro
Que um politico vai se corromper.

Feridas que nunca cicatrizam
De uma sociedade corrompida,
Aonde impera o caos, corrupção!

Roleta russa com o cidadão
Dia sim, dia não, no circo da civilização,
Mais um corpo que cai ao chão.

As manchas de sangue, são Capas de jornais,
Garantia de ibope na televisão
A festa acontece no nosso quintal
Em quanto você se prepara pro jantar!

Fingindo que não tem mais medo
Rezando em silencio, chorando em segredo,
Para que sua família não vire vitima
Da sua omissão, falta de expressão!


Pablo Danielli

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Tempo

Tempo



Como seres racionais aprendemos a contar o tempo, pelos segundos, minutos e horas. Fatiamos e planejamos, tudo de forma organizada para que nada saia ou fuja de um cronograma ou dentro do que é esperado.


Embora isto não signifique certezas, pensamos dessa forma, mas esquecemos que o tempo apresentado de modo cronológico é uma invenção humana para ter a falsa sensação de controle de fatos e acontecimentos.


Não lembramos que “tempo” pode significar sentir o momento, não nos passa pela cabeça que esse girar da terra também pode ser contado a partir de sentimentos e lembranças não programadas ou manipuladas.


Passamos infância, juventude e vida adulta com o mesmo pensar, contaminado na mente da grande maioria, de que somos senhores do tempo e não que de fato estamos a mercê dele.


Pequenos grãos de areia no universo, que tem direito e voz sobre os outros pelo simples fato de poder “comprar” o segundos ou horas do dia de alguém. Somo pequenos de fato ate na forma de agir e pensar.


O dia nasce, passa e morre ao entardecer, pessoas nascem, “vivem” e morrem com a mesma velocidade sem perceber ou questionar sua própria forma de vida. Somos capazes de construir grandes prédios, carros confortáveis, descobrir a gravidade, embora ainda não saibamos expressar o sentimento contido dentro de cada um de nós.


O domínio que pensamos ter sobre objetos e seres não “racionais” nos dá a sensação de poder e acabamos por não perceber que ficamos reféns destas escolhas, acabamos por viver vidas que a sociedade quer, acabamos por sentir o que a televisão e revistas acham correto e pensamos que com o tempo, tudo se esquece ou tudo se resolve.


O calendário define nossas alegrias e tristezas, nossas escolhas e desejos. Ainda não aprendemos a viver de acordo com nossos sentimentos, não sabemos lidar com adversidade que impõe outras rotas, nos desesperamos porque somos reféns do nosso próprio empo.




Pablo Danielli

Justo

“Não me parece justo matar a flor, para simplesmente disfarçar as mentiras do amor.”

Pablo Danielli

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Redundâncias

Nasce sem pedir, parte sem querer ir,
Não é o inicio, não é o meio, nem o fim.
A maioria dos relacionamentos
Tem o mesmo problema,
O silencio acaba se tornando
A frase favorita neles.
A maioria dos amantes
Tem o mesmo objetivo,
Se sentir desejado.
Não se pode pedir para mentir,
Não se pode pedir para julgar,
Não se pode pedir para amar.
A trilha do sol é sempre mais quente,
Mas quem quer se queimar?
A trilha da chuva é sempre mais fria,
Mas quem quer se molhar?
Sempre sorri no inicio,
Mas nunca quer chorar no fim.
Sentiu medo
Mas não chorou,
Sentiu frio
Mas não se esquentou,
Sentiu amor
Mas não se empolgou.
Verdades obsoletas
Em um mundo de redundâncias,
Salve, salve, nossa ignorância.

Pablo Danielli

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Lá fora!



Distante dos sorrisos
Meias verdades,
Ou mentiras inteiras.
Cantos escuros da memoria
Que ignora o fato de tudo
Dia ou menos dia
Ter uma volta.
Círculos viciosos
De uma vida mal jogada
Mal dita às palavras,
Que em um jogo desprezível
São capazes de ferir ou iludir.
Fecha as cortinas da sala
Tranca a porta dos quartos
Esconde-se entre cobertores,
Enquanto a vida passa!
Bem ou mal
Lá fora.

Pablo Danielli

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Acasos



Mapas do acaso

Que te lavam,

Sem querer...

Ha algum tesouro,

Ou para perder alguém!

Entre manias isoladas,

Se busca cruzar com ninguém.

Dias e noites,

Feitas com passos ao vento...

O levando de um lado ao outro

Mostrando desdem.

Quando tudo que se quer

É no X do mapa ,

Se encontrar...

E não mais, ser refém.




Pablo Danielli

Acaso

Estranhos invisíveis
Passam como o tempo,
Sem se perceber.
Diariamente esquecidos
Com suas memorias,
Desprezadas de forma desprezível.
Agudo pendulo da indiferença
Que nunca da volta inteira,
Apenas para deleite
Da elite.
A morte para o acaso
O acaso para os sem rostos,
O caos para os que nunca tiveram
Histórias, ou velhas moradas.
A ordem para hipocrisia
Assim como a infelicidade
Para aqueles que já
Não tem vida.

Pablo Danielli

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